10.4.10

Dia da Arma de Engenharia - EXÉRCITO

As ações de engenharia estão registradas na História do Brasil desde o período inicial da colonização, quando foram demarcadas fronteiras e construídos fortes e fortins para a defesa e unidade do território. Ao longo do tempo, destacaram-se também as operações militares típicas da Arma durante a Insurreição Pernambucana, com a construção e operação de uma balsa que transportou a tropa luso-brasileira de uma margem para a outra do rio Tapacurá, ação que a colocou a salvo do Exército holandês, detido pela cheia do rio. Com essa travessia, a Força patriota ganhou tempo para uma melhor concentração, vencendo, logo a seguir, os invasores holandeses no Monte das Tabocas e em Casa Forte.

Em 1851, o Brasil se mobiliza para a guerra contra Rosas e Oribe. Essa campanha viria a revelar algumas necessidades do nosso Exército, entre as quais a de uma unidade especializada que aliasse a capacidade combatente dos quadros e da tropa à preparação profissional para transpor e remover obstáculos, facilitando o deslocamento e a abordagem do inimigo nas diversas circunstâncias do combate.

E foi assim que, com o empenho e a ação oficial do próprio Caxias, se decidiu pela organização de um batalhão de engenheiros, que deveria, inicialmente, figurar entre os Corpos da Artilharia. A criação dessa unidade, célula-mater da Arma de Engenharia, foi determinada pelo Decreto no 1.535, de 23 de janeiro de 1855, assinado por D. Pedro II.

Durante a campanha da Tríplice Aliança, entre outras ações, os engenheiros mostraram seu valor possibilitando a travessia do rio Paraná e abrindo a estrada do Chaco, ações que tiveram influência decisiva na vitória brasileira naquele conflito.
Após tantos feitos, em 1908 a Engenharia ascendeu ao status de Arma.

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