12.7.10

Dia do Engenheiro Florestal

No dia 12 de julho se comemora o dia do Engenheiro Florestal. Ele é o profissional que estuda os ecossistemas e classifica as espécies vegetais, pesquisa sobre melhoramento genético e adaptação das vegetações aos diferentes tipos de ambiente. A Universidade Federal Rural de Pernambuco parabeniza os docentes e discentes da área pela passagem do seu dia.

Após graduar-se, o engenheiro florestal está apto a conciliar a exploração econômica das florestas a sua preservação, assim como a avaliar os danos ambientais, criar projetos de reflorestamento e utilizar os recursos naturais de forma sustentável, garantindo sua perpetuação. O profissional também pode atuar nos processos de industrialização da madeira, atualmente responsável por 4% do Produto interno Bruto (PIB) brasileiro.

O curso de Engenharia Florestal foi criado como uma ferramenta para reparar os prejuízos gerados pelo desmatamento predatório e para contribuir com a regeneração florestas e povoamentos florestais. Na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), os 280 estudantes da graduação contam com uma infra-estrutura avançada, com laboratórios nas áreas de geomática, ecologia, entomologia, anatomia da madeira, biometria e manejo florestal, herbário, dendrologia, análise de sementes florestais, microbiologia e patologia florestal, onde podem realizar as pesquisas e desenvolver as atividades práticas, presentes desde o primeiro semestre do curso.

Também são oferecidas atividades complementares como o programa de monitoria, de Iniciação Científica e o Programa de Educação Tutorial (PET), entre outras. “O curso de Engenharia Florestal da UFRPE é o mais antigo do Nordeste. Com 35 anos de funcionamento, possui um corpo docente formado por 18 funcionários, dos quais nove são doutores e dois P.H.D”, afirma Lúcia de Fátima, coordenadora do curso.

Já o Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais (PPGCF), coordenado pelo professor José Antônio Aleixo, foi criado em 2002 e possui atualmente 21 discentes de mestrado e 27 de doutorado.

Lúcia explica que com o mercado de trabalho em expansão, a maioria dos estudantes já está empregada quando conclui o curso.Instituições públicas de fiscalização ambiental, como o IBAMA e a CPRH, e empresas privadas, na área de consultoria e reflorestamento, constituem um amplo campo de trabalho. “Embora as empresas privadas estejam mais presentes na região Sul/Sudeste, a distribuição de vagas é equilibrada”, conclui a coordenadora. Entre os eventos de grande importância, estão a Semana de Engenharia Florestal e o Congresso Nordestino de Engenharia Florestal (CONEFLOR), criado pela UFRPE, que acontece a cada dois anos.

A entidade representativa máxima dos profissionais de Engenharia Florestal no Brasil é a Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais (SBEF). Ela agrega e representa no nível nacional e internacional as Entidades Estaduais da categoria, unindo a classe para defender seus direitos e os da sociedade, contribuindo para a preservação ambiental. Há também o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) e seus órgãos subordinados, os Conselhos Regionais (Crea).

Áreas de Atuação

Silvicultura:Setor ligado ao cultivo de árvores. O profissional pode administrar parques e reservas florestais, gerenciar os processos de exploração consciente, ou seja, com a preservação os recursos naturais, além de planejar recuperar/reduzir áreas degradadas e analisar o aproveitamento sustentável de uma região.

Manejo florestal: Delimita a área a ser desmatada e faz projetos de reflorestamento das espécies arbóreas para aumentar sua produtividade. Pesquisa as sementes, o melhoramento genético da vegetação e sua adaptação a diferentes tipos de solo e clima.Também realiza inventários florestais e participa da formulação de políticas ambientais.

Tecnologia de produtos florestais: Desenvolve tecnologias para o aproveitamento, a extração e a industrialização de madeiras, óleos e resinas.

Perfil do profissional

Para ser um engenheiro florestal, é essencial o interesse pelo meio ambiente e por tecnologias, além de conhecimento nas áreas de geologia, botânica e políticas florestais. Não há um perfil específico para o profissional, já que ele pode optar por trabalhar em diversas áreas como fiscalização ambiental, manejo florestal, silvicultura, assessoria, consultoria ou seguir carreira acadêmica.

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