14.8.10

Dia da Unidade Humana

14 de Agosto -
Pensar sobre esse tema nos leva a imaginar sobre as diversas expressões culturais existentes, e nos remete a propor uma definição sobre cultura. Segundo Chauí (1995, pg. 50) “A cultura é a criação coletiva de idéias, símbolos e valores pelos quais uma sociedade define para si mesma o bom e o mau, o belo e o feio, o justo e o injusto, o possível e o impossível, o inevitável e o casual, o sagrado e o profano, o espaço e o tempo.

A cultura se realiza porque os seres humanos são capazes de linguagem, trabalho e relação com o tempo.

A cultura se manifesta como a vida social, como a criação de obras de pensamento e de arte, como vida religiosa e política.”

A diversificada forma de manifestação cultural que o indivíduo apresenta em sociedade, vem atravessando fases de transformações sociais que exige de cada um de nos, maturidade e respeito diante das diferenças apresentadas.

Os pressupostos culturais diversos e a dinâmica da transformação cultural é notório, e algumas classes sociais (deficientes, indígenas, negros etc.) tem sido de alguma forma alvo de escárnio por algum grupo que se julga muitas vezes a voz da expressão moral, os quais tem estabelecido normas e condutas que devem ser observadas como padrão.

Nestes casos, o respeito às diferenças não tem sido levado em consideração, à diversidade tem sido vista como algo de horror e uma afronta aos bons costumes, surgindo com isso à discriminação e o preconceito, onde alguns são excluídos, são considerados seres inferiores e sem expressão social, por isso indigno de todo respeito que um cidadão merece.

Pensar em Diversidade é compreender que somos diferentes uns dos outros, é perceber que as diferenças existentes precisam ser superadas pelo respeito, e que temos muito que aprender com as diferenças. Nesta proposta de transformação, a escola poderá ser um canal na minimização do preconceito e discriminação, mas nem sempre isto é visto na prática.

Em muitas situações os professores não são capacitados para lidar com as adversidades e preconceitos existentes no dia a dia em sala de aula, com isso seus medos e preconceitos, por si só, é suficiente para que o aluno se exclua.

Uma educação não excludente e que trabalhe com o objetivo de mitigar as diferenças existentes, não é tarefa simples, requer qualificação por parte do educador, pois para saber lidar com as adversidades é necessário conhecer e compreender como elas se manifestam e em que contexto.

Portanto o educador que acolhe seus alunos, deverá ser um professor reflexivo que percebe e respeita as diferenças de cada um, que promova um ambiente de igualdade, sem limites de fronteiras, e propicia uma segurança que refletirá em um melhor e maior desenvolvimento intelectual do educando.

O respeito à diversidade precisa ser levado em consideração pelo professor como algo primordial, imprescindível em seu trabalho pedagógico, posto que, como assevera Morin: “Cabe à educação do futuro cuidar para que a idéia de unidade da espécie humana não apague a idéia de diversidade e que a da sua diversidade não apague a da unidade. [...] É a unidade humana que traz em si os princípios de suas múltiplas diversidades. Compreender o humano é compreender sua unidade na diversidade, sua diversidade na unidade”.

Portanto faz-se necessário pensar a educação escolar como um ambiente social de diferentes comportamentos, saberes e linguagens, com a finalidade de promover uma educação verdadeiramente democrática e cidadã.

Fonte: www.cead.ueg.br
 Crédito da imagem: Daniel Zanini H.

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