30.12.10

Feliz Ano Novo!!

Crédito: stevie.phillips

Índios urbanos, o outro lado da aldeia

Entre aldeias e favelas, São Paulo abriga mais de 12 mil indígenas de 20 etnias

Heloisa Bio Ribeiro
de São Paulo (SP)

Com a responsabilidade de zelar pelas máscaras que representam os espíritos indígenas encantados, o líder comunitário Bino Pankararu venceu uma prova de fogo durante o último incêndio que se alastrou pela favela Real Parque, em São Paulo.
Entre o risco de perder os móveis da família ou as máscaras sagradas do ritual do Toré, ele não teve dúvidas e carregou, uma a uma, as pesadas peças da cerimônia para longe do barraco.
Apesar das precárias condições de vida, os pankararu ainda se reúnem para cultuar os Encantados na favela, entoam cantos, cobrem o corpo com os praiás – as máscaras que incorporam os espíritos – e dançam ao som do maracá. Para além do folclore, a expressão do Toré mantém viva sua cultura e ajuda a definir a identidade do grupo aonde quer que ele esteja.
O debate sobre os direitos indígenas fora de seu território original é cada dia mais atual. Estima-se haver mais de 50 mil índios vivendo nas cidades brasileiras, dentro do universo de 720 mil índios do país, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os pankararu somam 1,6 mil pessoas em São Paulo, principalmente na favela Real Parque, no Morumbi, e compartilham a história da migração indígena com mais 19 etnias que se fixaram no município paulista e seus arredores.
Em meio à população urbana da metrópole, há mais de 12 mil indígenas, distribuídos nas comunidades de baixa renda e em quatro aldeias guarani. Nesse cenário, buscam reconhecimento a partir de características culturais próprias que os distinguem da sociedade nacional, afastando a imagem de que o índio pertence à mata e deve permanecer na aldeia, distante da sociedade não indígena.

Estabelecimento
Em sua maioria originária do Nordeste, chegaram a São Paulo após casos de invasão de suas terras, dificuldade de produção de alimentos, e, até, carência de oportunidades de educação e saúde nas aldeias. Coincide com a construção do estádio do Morumbi, por exemplo, o estabelecimento dos primeiros pankararu à margem do rio Pinheiros, ainda na década de 1950. A viagem de 2,2 mil km da aldeia de Brejo dos Padres, em Pernambuco, até o centro urbano, foi empreendida, primeiro, pelos homens, que sobreviveram da renda na construção civil, e foi seguida pela chegada de suas famílias e da fundação da Vila da Mandioca, hoje, Real Parque.
“A cultura não morre se não deixarmos, e aprendi com meu pai que precisamos brigar para sermos vistos”, expressa Dora Pankararu, filha de Bino e, hoje, presidente da Associação SOS Pankararu, que busca soluções para os problemas da favela, como moradia e saúde, mas, também, o tratamento diferenciado para os índios urbanos.
Essa resistência abriu as portas, em 2002, para que a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o órgão do governo federal que atende à saúde indígena, reconhecesse algumas etnias que vivem no meio urbano, tornando garantido seu atendimento básico, com oferta de medicação, consultas e cirurgia. A Fundação Nacional do Índio (Funai) também presta apoio aos estudantes e prevê assistência emergencial em casos de retorno à aldeia.
“Mas, muitos não entendem a dificuldade do índio em viver na favela. As garantias sociais se tornaram um jogo de empurra-empurra. Para outras etnias, como os krenak ou terena, a conquista de direitos vem sendo fruto de muita pressão”, afirma Dora. Segundo ela, o reconhecimento dos pankararu esteve ligado a alguns fatores como o nível de organização, a manutenção da história viva e a união em torno de uma causa única.

Ontem e hoje
Preservar os traços culturais é desafio mesmo para as etnias que ainda vivem em aldeias, como os guarani mbyá das aldeias Tekoá Itu e Tekoá Pyiaú, do pico do Jaraguá, e das aldeias Tenonde Porã e Krukutu, da região de Parelheiros. No Jaraguá, a menor aldeia do Brasil (2,7 hectares) sofre com as pressões por reintegração de posse, a construção do trecho oeste do Rodoanel e a inserção de projetos imobiliários na região.
Nesse bairro, a presença indígena remonta ao século 16, e a língua guarani ainda é falada e ensinada no centro de educação bilíngue construído ali, pois existe dificuldade em se aplicar o modelo não indígena das escolas públicas no ensino dentro da aldeia. A religiosidade e a produção artesanal estão entre os principais elementos da resistência guarani, já que a terra não pode ser mais fonte de sobrevivência.
“Grande parte da sociedade reforça a ideia discriminatória de que a cidade grande não é espaço para as populações tradicionais. Mas os povos que vivem em área urbana não deixam de ser indígenas por esse fato”, defende Benedito Prezia, coordenador da Pastoral Indigenista de São Paulo e autor do livro Índios em São Paulo, ontem e hoje.

Inclusão
Ele participa de um importante programa para a inclusão de jovens no sistema de ensino superior no país. A semente foi lançada em 2001, numa parceria com a Pontifícia Universidade (PUC) de São Paulo e as comunidades indígenas da capital.
Hoje, o Programa Pindorama tem formado 38 indígenas de nove etnias em cursos como engenharia, direito, enfermagem, serviço social, ciências sociais, pedagogia e mídias digitais. “Traz perspectiva de futuro e é uma via de dupla mão, em que os formados devolvem o saber para a comunidade”, reforça Prezia.
Foi o caso da jovem Jaciara Augusto Martim, filha de pai krenak e mãe guarani, para quem o curso de serviço social oportunizou o trabalho na ONG Nossa Tribo, coordenada pela fotógrafa Rosa Gauditano, que desenvolve iniciativas para ampliar a comunicação entre os povos tradicionais e os não indígenas.
“Na ONG, aprendi a montar projeto, produzir relatório, entender os editais de cultura, sempre com a ideia de desenvolver uma ação na aldeia onde vivo”, diz Jaciara. Em 2009, seu projeto “Troca de Saberes” foi aprovado pelo Ministério da Cultura e ela conseguiu recursos para colocar em prática um sonho de intercâmbio cultural entre o povo do Pico do Jaraguá e outras etnias.
Jaciara levou as crianças guarani para conhecer os xavante no Mato Grosso, e se surpreendeu com o resultado. “Perceberam o quanto ainda são fortes culturalmente, mesmo próximos da cidade, e despertaram, com o xavante, para o espírito de luta em prol da identidade”.


Etnias da metrópole paulistana

Pankararu (vários bairros e cidades da Grande são Paulo)
Pankararé (vários bairros e Osasco)
Atikun (zona norte)
Guarani Mbyá (Jaraguá e Parelheiros)
Guarani Nhandeva (zona leste)
Tupi-Guarani (Guarulhos)
Kaingang (zona leste)
Pataxó (Guarulhos)
Potiguara (São Miguel, Santo Amaro, Guarulhos)
Fulni-ô (zona norte, Carapicuíba)
Xukuru (zona sul)
Xukuru-Kariri (Osasco)
Terena (Mogi das Cruzes, zona norte)
Kariri-Xokó (zona norte)
Kaimbé (Ferraz de Vasconcelos e vários bairros da capital)
Xavante (alguns bairros)
Tupinambá (zona leste)
Kapinawá (zona leste)
Kaxinawá (centro)
Karajá (zona sul)

29.12.10

Toques Musicais - Oito discos que contam o seu tempo

Acabam de ser relançados os oito discos oficiais de estúdio da banda Legião Urbana. Os álbuns chegam em vários formatos: em caixa, separados em CDs digipack e em LPs. O pretexto para tal é o aniversário de 25 anos do primeiro deles.

Por Julinho Botelho

Acabam de ser relançados os oito discos oficiais de estúdio da banda Legião Urbana. Os álbuns chegam em vários formatos: em caixa, separados em CDs digipack e em LPs. O pretexto para tal é o aniversário de 25 anos do primeiro deles.

A música da Legião Urbana está para Brasília da década de 80, assim como a bossa nova está para o Rio de Janeiro da década de 50. Uma não existiria sem a outra, dentro da outra e no mesmo tempo da própria. E se Renato Russo e a sua banda não parecem tão idílicos e rebuscados quanto Jobim e cia., muito se deve a esses dois fatores. Enquanto a uns foi dado, mais ao acaso do que por merecimento, sal, sol, sul, curvas de mulheres e montanhas e um país próspero e livre, a outros a realidade foi bem mais concreta. Viveram, sim, é verdade, assim como os outros, dentro de uma obra de arte, mas esta desenhada, inventada pela genialidade humana, um tanto desprendida das relações humanas que se dariam por ali. Além disso, dentro desse traçado urbano ilógico e lindo, cinza e amplo, que ironicamente chamaríamos de Plano Piloto, costurava-se a manutenção dos estertores de uma ditadura já desmilinguida. E nela, seus últimos e pálidos generais a circular em seus Landaus pretos, circundados por batedores e manifestantes.

A trilha desse tempo não haveria de ter outro modo se não este. Era irada, direta, simples e um tanto infeliz. Só quem se vê parado na Esplanada dos Ministérios diante de uma chuva tropical que se avizinha em toda a sua amplidão é capaz de entender perfeitamente o que quer dizer: “A tempestade que chega é da cor dos teus olhos castanhos”. A volta do cipó que o bardo de duas décadas antes havia previsto se daria de forma avessa e muito menos heroica: “Desde pequenos nós comemos lixo/Comercial e industrial/Mas agora chegou nossa vez/Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês”.

O tal lixo, a despeito de subverter toda a lógica da quadratura sal, sol, sul, samba jazz, estava longe de ganhar o direito de ser chamado assim. Era, na verdade, a revelação de um fotograma perfeito de seu tempo, a melhor tradução do pouco que se oferecia depois do tanto que haviam tomado: “Nos perderemos entre monstros/Da nossa própria criação?/Serão noites inteiras/Talvez por medo da escuridão”. Era, enfim, o melhor discurso que se poderia encontrar para uma juventude perplexa, completamente desacreditada de qualquer utopia, deslocada de seu tempo e espaço, e pronta para construir o seu próprio, repleto de dúvidas: “Mas, tão certo quanto o erro de ser barco a motor e insistir em usar os remos/É o mal que a água faz quando se afoga/E o salva-vidas não está lá porque não vemos”.

A sensação latente de viver em um tempo sem futuro e de que o passado foi um engodo acompanhava cada passo, numa linguagem sem rodeios nem firulas. O drible e a ginga cabiam em outro universo que agora, pelo menos desta vez e neste tempo, não se encaixavam: “Quem me dera, ao menos uma vez/Explicar o que ninguém consegue entender/Que o que aconteceu ainda está por vir/E o futuro não é mais como era antigamente”. Até que a grande pergunta jamais respondida veio do passado batizando o disco que seria o divisor de águas definitivo entre o quase passado e o futuro que não chegava: Que país é este?

A maioridade os fazia despertar no outro, no todo. Dentre todas as bandas que circulavam no eixo Rio–São Paulo – e agora Brasília, a Legião Urbana mantinha, desde sempre e cada vez mais, o saudável hábito de trafegar pelas beiradas do mainstream. Era, talvez, o maior sucesso que se conhecia e se dispunha, sem por isso fazer o papel a que aos tolos não se prescindia.“Eu canto em português errado/Acho que o imperfeito não participa do passado/Troco as pessoas/Troco os pronomes”.

A ousadia artística e a desfaçatez com o sucesso transformava-os em um produto raro, de difícil explicação. Os anos noventa chegam para a banda com a mais corajosa e elaborada obra já alcançada por qualquer outro artista da mesma geração. O álbum singelamente batizado de “V”, de uma melancolia comovente e indisfarçável, alça a banda a um outro patamar inimaginável até pouco anos antes. Além disso, isola cada vez mais o seu líder, poeta e compositor principal. Renato Russo se torna, a passos largos, o nosso grande menestrel, uma espécie de Leonard Cohen tropicalizado. De quebra, o disco ainda traz a melhor canção de amor escrita nos últimos muitos anos. “Agora está tão longe, vê, a linha do horizonte me distrai/Dos nossos planos é que tenho mais saudade/Quando olhávamos juntos na mesma direção”.

Daí pra frente, o cada vez mais improvável e onírico toma conta dos discos, desde a capa até as canções. “Desenho toda a calçada/Acaba o giz, tem tijolo de construção/Eu rabisco o sol que a chuva apagou”. O pesadelo de Renato Russo, em versos agudos e melodias cada vez mais densas e simples, ao contrário de todas as suposições, continua falando direto com seu público que, naquele momento, já lotava e quebrava estádios. “Só por hoje eu não vou me machucar/Só por hoje eu não quero me esquecer/Que há algumas pouco vinte quatro horas/Quase joguei a minha vida inteira fora”.

Se, durante todo o tempo, a esperança parecia mesmo um traço muito frágil, a linha vai se esfacelando em milhares de pedaços que, paradoxalmente, insistiam em permanecer cantando: “Hoje a tristeza não é passageira/Hoje fiquei com febre a tarde inteira/E quando chegar a noite/Cada estrela parecerá uma lágrima”.

No final das contas, com uma capa que, ironicamente ou não, estampa a devastada solidão dos blocos do Plano Piloto, tudo se encerra com a canção “Travessia do Eixão”, do Liga Tripa, famoso grupo de músicos de rua da capital. O texto, do poeta brasiliense adotado Nicolas Behr, pede proteção aos pedestres que atravessam o eixão às seis horas da tarde. Dos que seguem pelas passarelas, alguns são assaltados ou estuprados. Dos que se aventuram a correr pelas pistas largas, muitos são atropelados. Dos outros todos, alguns poucos sobrevivem e ficam por lá.

Qualquer coisa além desses oito discos, sem nenhum desmerecimento, é apenas mais do mesmo.
Fonte:www.revistaforum.com.br

Crédito: *** Fanch The System !!! ***

Por mais e diferentes vozes

Os setores, de fato, comprometidos com a democracia precisam assumir a defesa da liberdade de expressão para todos e todas: com regulação e sem censura

João Brant

Quem ousa levantar sua voz em favor da regulação dos meios de comunicação é tachado pela grande mídia com alcunhas pouco simpáticas como “censor” ou “liberticida”. Por trás dessa campanha difamatória está o medo de perder privilégios que são reflexos de um dos mais desregrados sistemas de comunicação do mundo.
O Brasil não estimula a diversidade e pluralidade de ideias e pontos de vista. Permite monopólios e oligopólios – embora tenha uma Constituição que teoricamente os impeça –, é leniente com manifestações racistas, sexistas e homofóbicas e favorece a concentração da produção no Rio e em São Paulo. Em nome de uma concepção distorcida de liberdade de expressão, mantém-se a liberdade aprisionada por poucos.
No Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social – fizemos uma pesquisa sobre órgãos reguladores em dez países e ficou claro que a maioria dos países democráticos regula seus meios de comunicação. França, Portugal, Reino Unido, Argentina, Estados Unidos, Alemanha, todos eles têm leis e normas que abordam três aspectos principais: limites à concentração, ocupação do espectro e conteúdo veiculado.
Mas regulação de conteúdo não é censura? Não, são análises com objetivos completamente distintos. Na regulação, busca-se garantir os direitos dos espectadores contra violações de direitos humanos, contra manipulações e abusos de poder e em busca de pluralidade e diversidade. Portanto, buscam-se mais vozes, não menos. Além disso, toda e qualquer análise regulatória deve ser feita depois de a programação ser exibida, e não antes.
Fica claro, então, que a regulação não inibe a liberdade de expressão. Ao contrário, ela garante que a liberdade seja um direito de todos, e não apenas dos donos de meios de comunicação, que usam sua liberdade para censurar fatos e vozes. Neste momento de transição no governo federal, os setores, de fato, comprometidos com a democracia precisam assumir a defesa da liberdade de expressão para todos e todas: com regulação e sem censura.

João Brant é coordenador do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.

28.12.10

Patada ecológica

Um Brasil que se queira justo e sustentável terá necessariamente que rever a patada ecológica de seus bois

28/12/2010

Roberto Malvezzi (Gogó)

A “pegada ecológica” dos 187 milhões de brasileiros está estimada em 2,4 hectares por pessoa ano. Já ultrapassou a demanda, considerada equilibrada, de 2,1 hectares. Como o Brasil é o décimo país mais desigual do planeta, é evidente que alguns poucos estão consumindo mais hectares do que a esmagadora maioria que mal consegue sobreviver.
Porém, o estrago feito pela média brasileira tem embutida à “patada ecológica” do rebanho bovino. A pecuária brasileira ocupa 172 milhões de hectares para 177 milhões de cabeça de gado. Cada boi, portanto, ocupa quase um hectare de terra, ou seja, quase 20% da superfície do país. Toda área ocupada pela agricultura não passa de 72 milhões de hectares. Portanto, a “patada ecológica” das boiadas representa quase 50% da “pegada ecológica” da média brasileira.
Hoje a pecuária, parte essencial do agronegócio, representa quase um terço do PIB agrícola. Portanto, tem importância econômica. Ninguém que assuma o comando político do país vai abdicar desse negócio. Seria deposto no dia seguinte. Mas seu estrago é infi nitamente maior do que o da cana, da soja e outras atividades do agronegócio. Sem falar que para produzir um kg de carne são necessários de dez a 40 mil litros de água, a depender do que é contabilizado em todo o processo.
Há um agravante. Os bovinos, em seu metabolismo, expelem gás metano pelos arrotos e outros mecanismos, um dos gases do efeito estufa, dezessete vezes mais perniciosos que o próprio dióxido de carbono.
As fazendas de gado, nascidas junto com o país, ainda têm o dom de abrigar trabalho escravo em muitas de suas atividades. Portanto, primitivas no jeito de produzir, primitivas no jeito de lidar com as pessoas.
Quem conhece a lógica da biodiversidade sabe que nenhuma espécie sozinha é danosa ao equilíbrio da vida. Porém, quando se torna monocultivo, passa a ser um problema, não uma solução.
Um Brasil que se queira justo e sustentável terá necessariamente que rever a patada ecológica de seus bois.

Roberto Malvezzi (Gogó) é assessor da Comissão Pastoral da Terra

Amazônia

Inpe: Amazônia perde 837 km2 de florestas em setembro e outubro - 27/12/2010

Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br



O Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) divulgou ontem (26) os números do desmatamento da Amazônia registrados nos meses de setembro e outubro de 2010.  Segundo o sistema Deter, a Amazônia perdeu 448 km2 de florestas em setembro e 389 km2 em outubro.
Na comparação com o mesmo período de 2009, a área desmatada aumentou 45%.  Entretanto, o Inpe não recomenda a comparação dos dados com outros períodos, já que a cobertura de nuvens na região, que atrapalha a visualização do desmatamento pelos satélites, varia de um mês para outro.
As nuvens impediram que 19% da Amazônia fossem monitoradas em setembro, e 34% em outubro.
Distribuição do desmatamento
O Pará foi novamente o Estado que mais desmatou, com 334,2 km2 nos dois meses, seguido de Rondônia (154,4 km2) e Mato Grosso (130,6 km2).

O Inpe qualifica o desmatamento em corte raso e florestas degradadas.  Em setembro, 81,5% do desmatamento foi considerado como corte raso, que é a total supressão da floresta, 13,6% foi classificado como degradação florestal, a destruição progressiva da floresta por queimadas, e quase 5% dos alertas não foram considerados desmatamento.  Já em outubro, houve 78,8% de corte raso, 20,3% de florestas degradadas e 0,9% de alertas não confirmados.

Elevador Lacerda - Salvador-Bahia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Elevador Lacerda localiza-se na cidade de Salvador, estado da Bahia, no Brasil. Um dos principais pontos turísticos e cartão postal da cidade, este equipamento urbano fica na Praça Cayru no bairro do Comércio próximo ao Mercado Modelo, e liga a Cidade Baixa à Cidade Alta.
Do alto de suas torres, descortina-se a vista da Baía de Todos os Santos, do Mercado Modelo e, ao fundo, o Forte do Mar.
 O Elevador Lacerda tem 191 pés de altura (72 metros) e duas torres: uma que sai da rocha e perfura a Ladeira da Montanha, equilibrando as cabines, e outra, mais visível, que se articula à primeira torre, descendo até ao nível da Cidade Baixa. O elevador mais famoso da Bahia chega a transportar 900 mil passageiros por mês ou, em média, 28 mil pessoas por dia ao custo de quinze centavos de real por passageiro, num percurso de trinta segundos de duração.

 Crédito: Tiago Celestino

Dia da Marinha Mercante Brasileira

28 de Dezembro
Hoje em dia, estamos assistindo a uma nova fase da Marinha Mercante nacional, com seu renascimento, principalmente pela expansão dos campos de exploração de petróleo ao longo, principalmente, da Bacia de Campos no Rio de Janeiro a chamada Camada Pré-Sal(a seis quilômetros do nível do mar, contendo no que tudo indica, pelas presente pesquisas técnicas de 10 a 20% das reservas atualmente conhecidas, de propriedade do Governo Federal). Essa crescente exploração está forçando a construção de novas e mais modernas embarcações de apoio marítimo dos mais variados tipos, além da crescente necessidade de renovação da frota da antiga FRONAPE(Frota Nacional de Petroleiros, que foi como desmembramento do Lloydbrás, que tinha navios petroleiros, além dos de transporte; numa tentativa desesperada de resgate), junto com a Costeira(Nacional) e outras companhias brasileiras da época, que acabaram por falir apesar dos esforços. Agora, no governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, procurando um verdadeiro resgate consistente da dignidade nacional, com um projeto nacional, que muito lembra os antigos Plano de Metas(1956-1960) de Juscelino Kubisheck de Oliveira, e Planos Nacionais de Desenvolvimento(PNDs I a IV 1964-1985), do período da intervenção militar, dentro das diretrizes do Plano de Aceleração do Crescimento, PAC 2002-2010), foi criada a Companhia TRANSPETRO(Transportador Brasileiro de Petróleo, maior armador nacional) presente do momento, bem maior que o que restou do Lloydbrás, ou seja, a pequena Fronape sucateada, essa nova companhia que por si só já lembra ao Lloydbrás dos velhos tempos; para atender a essa demanda histórica e também à novas especificações internacionais as quais seus antigos navios, dos quais a grande maioria de procedência estrangeira, servindo a paises estrangeiros, sob a bandeira de paises estrangeiros, deixarão de atender, em um curto espaço de tempo, às necessidades prementes e estratégicas de sobrevivência e de segurança nacional.
Fonte:pt.wikipedia.org/wiki/Marinha_Mercante_Brasileira

Crédito: yaskah

Dia do Salva-Vidas

28 de Dezembro
Quem nunca ouviu falar daqueles profissionais que ficam na orla marítima para salvar quem se afoga? O salva-vidas tem um trabalho muito útil e também trabalham em clubes e em praias de água doce. Eles previnem situações de risco e executam salvamentos aquáticos, protegendo pessoas e resgatando vidas. Também são eles os responsáveis por salvar pessoas acometidas por choque térmico ou que se machucam surfando.
Ao salvar alguém que se afogou, o salva-vidas dá os primeiros-socorros além de verificar o estado da vítima. Eles também realizam o procedimento adequado para que a pessoa não fique com nenhuma seqüela do afogamento.
Além de atuar diretamente no salvamento, eles realizam campanhas educativas para prevenção de riscos e dão cursos para treinar e formar voluntários de emergência. Os salva-vidas que trabalham na orla marítima recebem treinamento de salva-vidas da Polícia Militar.
Fonte: UFGNet

Crédito: fabionascimento

27.12.10

Noel Rosa: 100 anos

Agora, transcorridos 100 anos da sua entrada em cena, nós, os sobreviventes, observamos sua produção artística e somos levados a reconhecer a força de sua poesia

23/12/2010

Leandro Konder

A repercussão da existência de músicos boêmios dotados de indiscutível talento se limitava a um setor restrito, e em certo sentido isolado da sociedade.
Almirante – a mais alta patente do rádio, como se dizia – pagou o preço de um pioneirismo: se dispunha a publicar um livro exclusivamente sobre os “sambistas”. E, de fato, publicou. Contudo o livro não teve a ampla difusão que pretendia alcançar.
Depois dele vieram os dois autores da biografia “clássica” de Noel, Carlos Didier e João Máximo. Vários críticos aproveitaram o espaço aberto pelos dois biógrafos: meu amigo Sergio Cabral, Hermínio Bello de Carvalho, Jacy Pacheco, Luiz Ricardo Leitão, entre outros, provocaram saudáveis discussões.
Noel chegou a se tornar algo como um nome símbolo da MPB. Suas canções foram cantadas por gente como Aracy de Almeida, Marília Batista, Aurora Miranda, Francisco Alves e outros.
Ele combinava perfeitamente a disciplina exigida pela arte, a poesia e a musicalidade, como também a boemia, a disponibilidade para o novo, e um ânimo brincalhão sempre pronto para ser reativado.
Seus leitores e seus ouvintes gostavam das “molecagens” que ele fazia. Uma historinha que fazia sucesso era aquela do bonde: Noel descia do bonde lotado numa estação que era logo ultrapassada pelos viajantes. E, ao descer, gritava para os outros “viado!”. As pessoas, naturalmente, se voltavam para ver quem era aquele que gritava. Noel as decepcionava, esclarecendo: “eu chamei um só”.
A unidade dos dois elementos perceptíveis na formação da consciência de Noel é um problema para nós, pesquisadores, mas não para ele. O compositor expressava tanto o espírito libertário rebelde das suas canções, como a autodisciplina necessária ao trabalho dos artistas.
A credibilidade não era essencial. Num de seus primeiros sucessos, uma moça brasileira é abandonada por um português que embarca no navio “Adamastor, pra Portugal”, a fim de “se casar com uma cachopa”. A solidariedade à moça leva o compositor a propor que se dê uma sova no galego, reconhecendo que ele já tinha uma situação segura em Portugal.
Outra ambiguidade crucial na alma do poeta estava na sua visão das mulheres. Lembremo-nos do samba em que ele diz: “Você vai se quiser, pois a mulher/ não se deve obrigar a trabalhar/ mas não vá dizer depois/ que você não tem vestido/ que o jantar não dá prá dois”.
Ao longo de sua obra, em diversas ocasiões, Noel soube ser ferino em sua representação da realidade e da malandragem. A proposta de substituir a palavra “malandro” pela expressão “rapaz folgado” teve, em Wilson Batista, um efeito devastadoramente irritante, mas não ocasionou um rompimento de relações entre os dois. Para Wilson Batista, para Ismael Silva e o próprio Noel as contradições vinham da vida: “as vezes é um sorriso/que acompanha uma esperança;/outras vezes é um riso/que provoca uma vingança/”.
Num samba de 1931, Noel já se encaminha para a busca de uma contradição que pode se tornar maior do que a razão: “da discussão sai a razão/mas ás vezes sai pancada/A questão é complicada/ Quero ver a decisão/”.
A década de 1930 ficou marcada pela contribuição de Noel à MPB. E o que se viu foi não aquilo que Noel sublinhava, o espírito brincalhão, o humor, mas a espantosa produção poética. Para compor seus poemas, o compositor precisou conviver com os grandes tumultos da criação artística, sem se deixar absorver por eles.
O poeta sobreviveu a um acidente, quando o médico parteiro lhe quebrou o maxilar. Mais tarde, fiel à sua paixão pelas mulheres, sentia-se feio. E compensava essa pretensa feiúra com o talento que tinha na música e nas letras. Agora, transcorridos 100 anos da sua entrada em cena, nós, os sobreviventes, observamos sua produção artística e somos levados a reconhecer a força de sua poesia: “Fazer poema lá Vila é um brinquedo/ao som do samba dança até o arvoredo/eu já chamei você prá ver/você não viu porque não quis/quem é você que não sabe o que diz/”.

24.12.10

Dia do Órfão no Brasil

24 de Dezembro
Adoção

Decreto Nº 50.912, 05/07/1961

A adoção é uma atitude de amor e carinho com uma criança desamparada, que perdeu os pais por algum motivo ou que foi abandonada. Além de amor e carinho, é necessária bastante responsabilidade.
Para adotar uma criança, é necessário ser maior de 21 anos (não importando o estado civil) e a pessoa deve ser no mínimo 16 anos mais velho que o adotado. A Justiça não prevê adoção para homossexuais, por isso, a autorização fica a critério do juiz responsável. Caso a orfandade aconteça pela morte de uns dos pais, o cônjuge pode adotar o filho do parceiro.
É importante saber que, ao adotar uma criança, você estará tomando uma decisão para o resto de sua vida, pois a adoção é irrevogável. Além disso, a criança ou adolescente adotado passa a ter os mesmos direitos e deveres, inclusive hereditários, de um filho legítimo, como herança e sobrenome.
Para adotar uma criança, você deve procurar o Juizado da Infância e Juventude, preencher um cadastro de pretendente para adoção e levar os seguintes documentos:
Xerox de certidão de nascimento ou casamento e da carteira de identidade e do CIC
Atestado de antecedentes criminais (emitido por uma Delegacia de Polícia)
Certidão de antecedentes (emitida por cartório)
Atestado de idoneidade moral (firmado por 2 testemunhas e firma reconhecida em cartório)
Atestado de sanidade física e mental (emitido por médico)
Xerox do comprovante de residência
Atestado de sanidade física e mental (emitido por médico)
Fotos colorida dos pretendentes ao cadastro
Após isso, assistentes sociais avaliarão as condições dos pretendentes e escolherão aqueles que julgam com maior capacidade para criar as crianças que estão à espera de uma família.
Fonte: www.ufg.br

 Crédito:@jackeliiine

Dia Universal do Perdão

24 de Dezembro
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


"O Retorno do Filho Pródigo", obra de Rembrandt
O perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos, ou cessar a exigência de castigo ou restituição.
O perdão pode ser considerado simplesmente em termos dos sentimentos da pessoa que perdoa, ou em termos do relacionamento entre o que perdoa e a pessoa perdoada. É normalmente concedido sem qualquer expectativa de compensação, e pode ocorrer sem que o perdoado tome conhecimento (por exemplo, uma pessoa pode perdoar outra pessoa que está morta ou que não se vê há muito tempo). Em outros casos, o perdão pode vir através da oferta de alguma forma de desculpa ou restituição, ou mesmo um justo pedido de perdão, dirigido ao ofendido, por acreditar que ele é capaz de perdoar.
O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras.
Existem religiões que incluem disciplinas sobre a natureza do perdão, e muitas destas disciplinas fornecem uma base subjacente para as várias teorias modernas e práticas de perdão.
Exemplo de ensino do perdão está na "parábola do Filho Pródigo" (Lucas 15:11–32).

23.12.10

Amazônia - Degradação florestal da Amazônia aumenta 548% em novembro

Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br



O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou hoje os dados de novembro de 2010 do desmatamento e degradação florestal na Amazônia. O SAD, satélite utilizado pelo ONG, registrou um aumento de 548% na degradação florestal, somando 188 quilômetros quadrados.  Em novembro de 2009 a degradação somou 29 quilômetros quadrados.
A maioria (51%) da degradação florestal ocorreu no Pará seguido por Mato Grosso (39%).  Segundo o Imazon, degradação florestal são áreas florestais intensamente exploradas pela atividade madeireira ou por queimadas. É diferente do desmatamento, que é a supressão total da floresta com exposição do solo.
A degradação florestal acumulada no período de agosto de 2010 a novembro de 2010 totalizou 2.805 quilômetros quadrados.  Isso representou um aumento expressivo (256%) em relação ao período anterior (agosto de 2009 a novembro de 2009), quando a degradação florestal somou 789 quilômetros quadrados.
Desmatamento
O SAD detectou 65 quilômetros quadrados de desmatamento, uma redução de 13% em relação a novembro de 2009, quando o desmatamento somou 75 quilômetros quadrados.  Em novembro de 2010, os Estados com maior área desmatada foram Mato Grosso (38%), Pará (29%) e Rondônia (20%).  O restante do desmatamento ocorreu em Roraima (5%), Amazonas (5%) e Acre (3%).
Os dados podem estar subestimados, já que só foi possível monitorar 30% da área florestal na Amazônia Legal.  Os outros 70% estavam cobertos por nuvens, o que dificultou o monitoramento na região, principalmente no Amapá, Rondônia, Pará e Mato Grosso, os quais tiveram mais de 70% da área florestal coberto por nuvens.
O desmatamento acumulado no período de agosto de 2010 a novembro de 2010 somou 598 quilômetros quadrados.  Em comparação com o período anterior (agosto 2009-novembro 2009), quando o desmatamento somou 757 quilômetros quadrados, houve redução de 21%.
Segundo o boletim, em novembro de 2010 o desmatamento detectado comprometeu 4 milhões de toneladas de CO2 equivalente, o que representa uma queda de 21% em relação a novembro de 2009.  No acumulado do período (agosto - novembro 2010) o desmatamento comprometeu 36 milhões de toneladas de CO2 equivalentes.  Isso representa uma redução de 23% em relação ao período anterior (agosto de 2009 a novembro de 2009) quando o carbono florestal afetado pelo desmatamento foi cerca de 47 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Ministra de Direitos Humanos defende adoção por casais Homossexuais


Ministra de Direitos Humanos Maria do Rosário

O governo da presidente Dilma Rousseff está começando a todo vapor e felizmente com fortes tons arco-íris. A futura ministra da pasta de Direitos Humanos, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) afirmou, em entrevista à Folha de S. Paulo, que vai defender a adoção por casais do mesmo sexo.

“Quando a gente trata, por exemplo, da possibilidade de as famílias Homoafetivas fazerem a adoção, nós estamos trabalhando com algo que é muito importante para as crianças em abrigos. O Brasil deve assegurar o direito à família a essas crianças. A orientação sexual das pessoas não determina se elas serão bons pais ou mães. A superação desse preconceito é importantíssima.”

Sobre os recentes ataques de cunho homofóbico ocorridos em São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades, a ministra, que assume em 1º de janeiro, acredita que medidas devem ser tomadas, inclusive, à revelia do Congresso. “A secretaria vai intensificar o seu trabalho em relação ao combate à homofobia. Quero tratar dessa questão com a emergência que ela exige.”

“Nós estamos diante de crimes motivados pelo ódio à condição humana dos Homossexuais. Quem tem urgência não espera a lei ser votada no Congresso. Muitas vezes as legislações demoram nessa área de direitos humanos mais do que deveriam. Não vou começar pela lei, mas pela mobilização nacional.”

Bahia - Maurício Pestana será homenageado com coletânea de luxo


Por Daiane Souza
Para homenagear ao cartunista Maurício Pestana, o Instituto Instituto Cultural Batá Kotô de São Paulo e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), lançarão na próxima terça-feira (28), na sede do Ilê Aiyê em Salvador, uma coletânea de luxo em três volumes com o melhor da produção do artista nos últimos 30 anos.
Com capa dura e traduzida para as línguas inglesa e espanhola, a coletânea é prova concreta do desempenho de Pestana na luta pela igualdade e pelos direitos humanos através da arte. Além de charges, a obra apresenta vários textos de personalidades como Ivete Sacramento, ex-reitora da Universidade Federal de Bahia (UFBA), Flávio Carranca, jornalista e coordenador da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira), Flávio Carranca, e, de João Jorge, presidente do Olodum, sobre a importância da arte do autor para o avanço da igualdade racial no país.
Natural de Santo André-SP, o também publicitário iniciou sua carreira no final dos anos 1970 no jornal O PASQUIM e atuou em importantes veículos de comunicação do país como cartunista político. Porém ganhou notoriedade internacional pelo forte conteúdo social.
Segundo Elói Ferreira, ministro-chefe da Seppir, os traços de personalidade forte e coragem para tratar da questão racial são as marcas de Pestana. "Seus cartuns são denúncias do racismo, uma crítica social que revela um olhar atento e confirma seu comprometimento com a população negra", afirma. Atualmente, Maurício Pestana é responsável pela revista Raça Brasil, a mais importante publicação direcionada a afro-brasileiros.
SERVIÇO:
O que: Lançamento da coletânea "Maurício Pestana - 30 anos de Arte pela Igualdade"
Data: 28 de dezembro de 2010
Hora: 16h
Local: Senzala do Barro Preto, Sede do Ilê Aiyê, Rua do Curuzú, 228, Salvador, Bahia. 



Fonte:www.palmares.gov.br

22.12.10

Obrigado, Lula

Frei Betto

Nunca antes na história deste país um metalúrgico havia ocupado a presidência da República. Quantos temores e terrores a cada vez que você se apresentava como candidato! Diziam que o PT, a ferro e fogo, implantaria o socialismo no Brasil.
Quanta esperança refletida na euforia que contaminou a Esplanada dos Ministérios no dia de sua posse! Decorridos oito anos, eis que a aprovação de seu governo alcança o admirável índice de 84% que o consideram ótimo e bom. Apenas 3% o reprovam.
O Brasil mudou para melhor. Cerca de 20 milhões de pessoas, graças ao Bolsa Família e outros programas sociais, saíram da miséria, e 30 milhões ingressaram na classe média. Ainda temos outros 30 milhões sobrevivendo sob o espectro da fome e quem sabe o Fome Zero, com seu caráter emancipatório, a tivesse erradicado se o seu governo não o trocasse pelo Bolsa Família, de caráter compensatório, e que até hoje não encontrou a porta de saída para as famílias beneficiárias.
Você resgatou o papel do Estado como indutor do desenvolvimento e, através dos programas sociais e da Previdência, promoveu a distribuição de renda que aqueceu o mercado interno de consumo. O BNDES tornou as grandes empresas brasileiras competitivas no mercado internacional. Tomara que no governo Dilma seja possível destinar recursos também a empreedimentos de pequeno e médio porte e favorecer nossas pesquisas em ciência e tecnologia.
Enquanto os países metropolitanos, afetados pela crise financeira, enxugam a liquidez do mercado e travam o aumento de salários, você ampliou o acesso ao crédito (R$ 1 trilhão disponíveis), aumentou o salário mínimo acima da inflação, manteve sob controle os preços da cesta básica e desonerou eletrodomésticos e carros. Hoje, 72% dos domicílios brasileiros possuem geladeira, televisor, fogão, máquina de lavar, embora 52% ainda careçam de saneamento básico.
Seu governo multiplicou o emprego formal, sobretudo no Nordeste, cuja perfil social sofre substancial mudança para melhor. Hoje, numa população de 190 milhões, 105 milhões são trabalhadores, dos quais 59,6% possuem carteira assinada. É verdade que, a muitos, falta melhor qualificação profissional. Contudo, avançou-se: 43,1% completaram o ensino médio e 11,1% o ensino superior.
Na política externa o Brasil afirmou-se como soberano e independente, livrando-se da órbita usamericana, rechaçando a ALCA proposta pela Casa Branca, apoiando a UNASUL e empenhando-se na unidade latino-americana e caribenha. Graças à sua vontade política, nosso país mira com simpatia a ascensão de novos governantes democráticos-populares na América Latina; condena o bloqueio dos EUA a Cuba e defende a autodeterminação deste país; investe em países da África; estreita relações com o mundo árabe; e denuncia a hipocrisia de se querer impedir o acesso do Irã ao urânio enriquecido, enquanto países vizinhos a ele, como Israel, dispõem de artefatos nucleares.
Seu governo, Lula, incutiu autoestima no povo brasileiro e, hoje, é admirado em todo o mundo. Poderia ter sido melhor se houvesse realizado reformas estruturais, como a agrária, a política e a tributária; determinado a abertura dos arquivos da ditadura em poder das Forças Armadas; duplicado o investimento em educação, saúde e cultura.
Nunca antes na história deste país um governo respaldou sua Polícia Federal para levar à cadeia dois governadores; prender políticos e empresários corruptos; combater com rigor o narcotráfico. Pena que o Plano Nacional dos Direitos Humanos 3 – quase um plágio dos 1 e 2 do governo FHC –tenha sido escanteado por preconceitos e covardia de ministros que o aprovaram previamente e não tiveram a honradez de defendê-lo quando escutaram protestos de vozes conservadoras.
Espero que o governo Dilma complemente o que faltou ao seu: a federalização dos crimes contra os direitos humanos; uma agenda mais agressiva em defesa da preservação ambiental, em especial da Amazônia; a melhoria do nosso sistema de saúde, tão deficiente que obriga 40 milhões de brasileiros a dependerem de planos de empresas privadas; a reforma das redes de ensino público municipais e estaduais.
Seu governo ousou criar, no ensino superior, o sistema de cotas; o ProUni e o ENEM; a ampliação do número de escolas técnicas; maior atenção às universidades federais. Mas é preciso que o governo Dilma cumpra o preceito constitucional de investir 8% do PIB em educação.
Obrigado, Lula, por jamais criminalizar movimentos sociais; preservar áreas indígenas como Raposa Serra do Sol; trazer Luz para Todos. Sim, sei que você não fez mais do que a obrigação. Para isso foi eleito. Mas considerando os demais governantes de nossa história republicana, tão reféns da elite e com nojo do “cheiro de povo”, como um deles confessou, há que reconhecer os avanços e méritos de sua administração.
Deus permita que, o quanto antes, você consiga desencarnar-se da presidência e voltar a ser um cidadão militante em prol do Brasil e de um mundo melhor.

Frei Betto é escritor, autor de “Calendário do Poder” (Rocco), entre outros livros. www.freibetto.org - twitter:@freibetto

21.12.10

Indígena tira carteira de identidade aos 76 anos

Com sorriso contagiante, dona Brigida André, de 76 anos, se destacava na multidão que lotou o auditório do Tribunal Regional Eleitoral em Mato Grosso do Sul, na última sexta-feira (3). Todos estavam reunidos pelo mesmo motivo: a entrega da documentação indígena. Moradora de Água Bonita, reduto de indígenas da etnia Terena, em Campo Grande, a dona Brigida ainda não tinha Carteira de Identidade. Só que a dela, como a de todos os indígenas presentes, é diferenciada. Além dos dados do documento trazem também informações sobre a aldeia e etnia. Motivo de orgulho para dona Brigida. Esse modelo faz parte de um projeto piloto “Cidadania, Um Direito de Todos” que acontece no estado, que tem a segunda maior população indígena do País.

Dona Brigida foi retirar o documento acompanhada da neta Maria Auxiliadora, de 27 anos, que também não tinha Certidão de Nascimento. As duas fizeram registro da documentação após um multirão que mobilizou diversos órgãos governamentais. Como elas, cerca de 8 mil indígenas urbanos de Campo Grande, de acordo com estimativas do Conselho Nacional de Justiça, ainda não possuem o Registro Administrativo Nacional Indígena (RANI), RG (Registro Geral), CPF (Cadastro de Pessoa Física), Certidão de Nascimento e Carteira de Trabalho.

A primeira ação foi realizada na Escola Sulivan Silvestre, localizada dentro da primeira aldeia urbana do País, a Marçal de Souza, no Bairro de Tiradentes, em Campo Grande. A cacique dessa aldeia é a Enir da Silva Bezerra, de 55 anos, também participou do evento e retirou a segunda via do RANI. “Tem gente que não tem dinheiro para ir a um cartório retirar um documento e na hora que consegue um emprego tem dificuldade. Não tem carteira de trabalho, RG, CPF, e não consegue abrir uma conta. Acaba perdendo o emprego”, afirma.

Segundo o diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável, Aloysio Guapindaia, a Funai tem uma dívida histórica com as populações indígenas. “Estar em dia com a documentação é o primeiro passo para termos acessos aos benefícios e ações do governo. Quero aqui afirmar que a Funai vai continuar empenhada em promover multirões com os demais órgãos para que todos tenham os seus documentos”, declara o diretor que participou do evento de entrega da emissão de documentos.

Multirões - No total 1.070 índios foram cadastrados no projeto. A Funai atendeu a 220 índios para a emissão do RANI e o Cartório de Registro Civil atendeu 258 pessoas. Foram emitidos também 217 CPFs e 216 RGs.

Solstício

21 de Dezembro
Na astronomia, solstício (do latim sol + sistere, que não se mexe) é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em dezembro e em junho. O dia e hora exatos variam de um ano para outro. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.
No hemisfério norte o solstício de verão ocorre por volta do dia 21 de junho e o solstício de inverno por volta do dia 21 de dezembro. Estas datas marcam o início das respectivas estações do ano neste hemisfério. Já no hemisfério sul, o fenômeno é simétrico: o solstício de verão ocorre em dezembro e o solstício de inverno ocorre em junho. Os momentos exatos dos solstícios, que também marcam as mudanças de estação, são obtidos por cálculos de astronomia (consulte a tabela abaixo para os valores de alguns anos).
Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quando está mais longe (afélio).
Os trópicos de Câncer e Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No solstício de verão no hemisfério sul, os raios solares incidem perpendicularmente à Terra na linha do Trópico de Capricórnio. No solstício de inverno do hemisfério sul, ocorre a mesma coisa no Trópico de Câncer.
Em várias culturas ancestrais à volta do globo, o solstício de inverno era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com o Natal da religião "cristã". O solstício de inverno, o menor dia do ano, a partir de quando a duração do dia começa a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão. Festas das mitologias persa e hindu referenciavam as divindades de Mitra como um símbolo do "Sol Vencedor", marcada pelo solstício de inverno. A cultura do império romano incorporou a comemoração dessa divindade através do Sol Invictus. Com o fortalecimento da religião cristã, a data em que se comemoravam as festas do "Sol Vencedor" passaram referenciar o Natal, numa apropriação destinada a incorporar as festividades de inúmeras comunidades recém-convertidas.

Propriedades

Na linha do equador a duração dos dias é fixa ao longo das estações do ano com 12 horas de luz e 12 horas de noite (ver cálculo da duração do dia para latitude de 0°). Desse modo os solstícios nessa linha não podem ser obtidos através de dias ou noites mais longas e somente podem ser observados através do dia em que o Sol atinge a menor elevação no meio-dia local, podendo o azimute dessa elevação do Sol estar orientada para o norte (soltício de verão no hemisfério norte) ou para o sul (soltício de verão no hemisfério sul). Na linha do equador não há como dizer se um solstício é de verão ou de inverno uma vez que demarcam a separação dos hemisférios norte e sul da Terra.
Nas linhas dos trópicos de Câncer e Capricórnio, os solstícios de verão respectivos a cada hemisfério da Terra, coincidem com o único dia do ano em que os raios solares incidem verticalmente (ver ilustração).
Nas linhas dos círculos polares Ártico e Antártico, os soltícios marcam o único dia do ano em que o dia ou a noite duram 24 horas ininterruptas considerando a estação do ano: verão ou inverno, respectivamente (ver ilustração).
Fonte:/pt.wikipedia.org/wiki/Solstício

 Crédito:chausinho

A Cristandade se acabou. Viva a fé!

A celebração do Natal vem nos recordar de que a paz nunca se fará pelas armas

Marcelo Barros

Este é o título do editorial de um número recente da revista Le Monde des Religions, (outubro 2010). Esta afirmação não parece confirmada quando vemos como o comércio e o consumismo tomaram conta da festa do Natal. A cultura parece ainda cristã, mas sem a profundidade que o Evangelho pede a quem crê. De fato, em um mundo individualista e competitivo, é ótimo que o Natal seja ocasião de encontro humano e confraternização das famílias e amigos. Pode ser positivo que, para muitas pessoas, esta festa não fique restrita à fé cristã. Ela nasceu no século IV de uma comemoração do solstício do inverno. Celebrada em seu início pelos seguidores da antiga religião romana, hoje se tornou uma festa mais humana do que religiosa. Entretanto, é lamentável que o seu conteúdo cristão tenha sido substituído pela febre do comércio e pelo Papai Noel das lojas e da cultura consumista.
Como qualquer pessoa pode constatar, este assunto pode ser visto, ao menos, por dois ângulos diversos. Depende do que se entende por “Cristandade” e por Cristianismo. Há quase 50 anos, durante o Concílio Vaticano II, ao ver o esforço da Igreja Católica se renovar em suas bases mais profundas, Paul Ricoeur, pastor evangélico, afirmava: “A Cristandade está morta. Viva o Evangelho!”. Isso pode parecer estranho para quem não percebe que, desde muitos séculos, governos e sociedades se aproveitaram de sua ligação com a Igreja, (católica ou evangélica), para se perpetuar e se legitimar com uma aparência de fé e uma tintura de espiritualidade cristã. Já no século XIX, Soren Kierkegaard,filósofo dinamarquês e pensador cristão, refletia: “A Cristandade é o regime no qual uma sociedade faz tudo para permanecer como é, injusta e desigual em suas bases e, ao mesmo tempo, usar os aspectos exteriores e a aparência de Cristianismo para se desembaraçar da mensagem do Evangelho”. Em nossos dias, durante uma palestra do padre José Comblin, um participante externou o seu descontentamento com o tipo de mundo que, durante vinte séculos, as Igrejas não conseguiram transformar para melhor. O teólogo Comblin respondeu: “É verdade. Mas, de fato, até hoje, o Cristianismo nunca foi vivido, a não ser por pouquíssimas pessoas que sempre contestaram este modelo social de mundo”. O primeiro destes contestadores foi o próprio Jesus Cristo. Ele chegava a dizer aos religiosos da época: “As prostitutas e os desonestos cobradores de impostos a serviço dos romanos (odiados pelo povo judeu) participarão do reinado divino mais do que vocês” (Mt 21, 31). Ele não aceitava que a sociedade, em nome da religião e de Deus, condenasse uma mulher adúltera e nada dissesse ao homem com quem ela tinha relações. Não se pode culpabilizar apenas a parte mais frágil. É o que, nestes dias, vimos em toda esta campanha com a qual os meios de comunicação noticiaram a guerra da polícia e do governo do Rio de Janeiro contra o tráfico nas favelas. Todos concordamos em libertar os morros cariocas do domínio do crime e ficamos felizes em ver o povo se declarar contente com a ação da polícia. Mas, o que não apareceu em nenhum órgão da imprensa foi o lado oculto do sistema. Se traficantes mantinham na favela toneladas de drogas e montavam casas ricas e com piscinas é porque barões das classes mais altas sustentam e garantem o comércio. E sem dúvida, estes senhores importantes não moram no Morro do Alemão. Nem a policia, nem jornalistas fizeram menção deste elo da corrente. Sem as pessoas de classe alta que financiam o tráfico e os de classe média que compram as drogas, estas não seriam distribuídas e se acabariam por si mesmas.
A celebração do Natal vem nos recordar de que a paz nunca se fará pelas armas. Contam que uma vez alguém perguntou a São Francisco de Assis como se poderia vencer as trevas da violência e do mal. Ele respondeu: “Para que agredir as trevas? Basta acender uma luz e as trevas fogem apavoradas”. De fato, a verdadeira paz é o esforço de transformar as tensões destrutivas em polaridades criativas. Isso não se constrói com soldados armados e sim com educadores/as e artistas que expressem a beleza e ajudem as pessoas a conviver melhor. Ao contrário de transformações superficiais, o verdadeiro Natal é anúncio de paz para toda pessoa a quem Deus ama. Jesus revelou a predileção divina pelos mais pobres e desprotegidos. Na noite escura do inverno do mundo, a luz divina vem iluminar nossas consciências e nossas realidades. Ela nos dá uma consciência mais crítica e a liberdade interior de colaborar sempre pela construção de uma sociedade nova. Não é um processo mecânico nem automático. Pede nossa adesão. Um antigo pastor da Igreja dizia: “De nada teria adiantado Jesus nascer em Belém se ele não renascer em nosso coração, transformando nossas pessoas e nosso modo de viver.   
 Fonte:www.brasildefato.com.br

Presidente Lula cria o Conselho Nacional LGBT


Presidente Lula e Ministro Paulo Vanucchi
Já dando seu tchauzinho ao mais alto cargo do Executivo do Brasil, o presidente Lula criou por decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) o Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT, que vai ter o “nome social” de Conselho Nacional LGBT.

O Decreto n º 7.388, de 9 de dezembro de 2010, é assinado por Lula e pelo ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi.

Segundo o documento, o objetivo do órgão é “formular e propor diretrizes de ação governamental, em âmbito nacional, voltadas para o combate à discriminação e para a promoção e defesa dos direitos de LGBTs”.

O Conselho será composto por 15 ministérios e 15 organizações da sociedade civil.

Notícias da Amazônia

Prodes detecta queda de 14% no desmatamento da Amazônia Legal - 01/12/2010

Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br



Com 6.  451 km² de área desflorestada no período 2009/2010, a região obtém o menor desmatamento detectado pelo Inpe desde 1988
A estimativa do desmatamento na Amazônia Legal no período 2009/2010 é de 6.  451 km², de acordo com o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal - Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Segundo o instituto, houve uma redução de 13,6% da devastação em relação ao mesmo período do ano anterior, o que levou à menor taxa de desflorestamento medida pelo Inpe desde 1988.
Desta vez o Pará foi o campeão do desmatamento, com 3.710 km² de área devastada.  O Mato Grosso foi o segundo, com 828 km², seguido por Maranhão (679) e Amazonas (474).  Veja tabela:

Estado
Desmatamento
(Km²)
Acre 
273
Amazonas
474
Amapá
NA
Maranhão
679
Mato Grosso
828
Pará
3.710
Rondônia
427
Roraima
NA
Tocantins  
60
Amazônia Legal
6.451

Desmatamento e degradação
O Prodes computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 ha onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal (corte raso).  A análise das áreas degradadas onde a floresta foi parcialmente removida é feita por outro projeto do INPE, o sistema Degrad.
De acordo com o instituto, os mapas do Degrad para 2010 estão sendo preparados e serão divulgados oportunamente.

19.12.10

Dia do Mecânico

20 de Dezembro

Mecânico (profissional)

Um mecânico é um profissional especializado na manutenção preventiva, na reparação e, ocasionalmente, na modificação de máquinas, motores e outros equipamentos mecânicos.
Mecânico de automóveis
Um mecânico de automóveis é um profissional especializado na manutenção de automóveis, especialmente dos seus motores e dos outros componentes mecânicos.
Um mecânico de automóveis pode estar habilitado a trabalhar em todos os componentes de um veículo e em todos os tipos de veículos, ou pode especializar-se em alguns componentes, em alguns tipos de veículos ou, mesmo, em determinada marca automóvel.
Ao reparar um automóvel, a sua principal responsabilidade é a de diagnosticar o problema com a maior rapidez e precisão. Frequentemente, terá que fazer cotações para o preço a pagar pela reparação, ainda antes de começar o trabalho de desmontagem para inspeção.
Hoje em dia, os mecânicos usam tanto os meios físicos como os eletrónicos como forma de recolha de dados para o seu diagnóstico.
O trabalho dos mecânicos envolve tanto a reparação de componentes específicos de um automóvel, como a substituição dos mesmos.
Mecânico de bordo
Um mecânico de bordo é um profissional da marinha mercante que exerce funções relativas à manutenção preventiva e à reparação dos equipamentos mecânicos existentes a bordo de uma embarcação, bem como de outros equipamentos.
As funções de mecânico de bordo são bastante alargadas na área da manutenção.
Assim, a bordo da embarcação, além da função de mecânico propriamente dita, exerce todas as funções relativas às profissões de torneiro, de serralheiro, de soldador e de canalizador.
Em Portugal, os mecânicos de bordo pertencem ao escalão da mestragem de máquinas.
Mecânico de voo
Um mecânico de voo é um profissional da aeronáutica, que faz parte da tripulação de certos aviões, encarregado da operação e monitorização de diversos sistemas da aeronave.
Mecânico de manutenção de aeronaves
O mecânico de manutenção de aeronaves é uma pessoa que possui um certificado de mecânico de manutenção de aviões, helicópteros, planadores ou outras aeronaves.
Este mecânico pode executar ou supervisionar tarefas de manutenção em aeronaves, tais como reparos, modificações, recondicionamento e manutenção preventiva.
No caso brasileiro, o certificado é emitido pela Agência Nacional de Aviação Civil.
Fonte: www.wikipedia.org

 Crédito: The Brain Toad

18.12.10

Dia do Museólogo

18 de Dezembro
O Dia do Museólogo foi oficializado através do mesmo Decreto que instituiu oficialmente a Semana de Museus, em 31 de maio de 2004.
O museólogo é o profissional que trabalha com a arte da museologia, área do conhecimento dedicada à administração, manutenção, organização e acondicionamento das peças em museus e exposições. Sua função é pesquisar, identificar, organizar, conservar e classificar peças de valor histórico e cultural.
Esse profissional trabalha no planejamento e organização das exposições, sendo responsável por fazer intercâmbios de peças e acervos e parcerias com outras instituições e organizações internacionais culturais, sempre visando atrair a maior quantidade de visitantes.

17.12.10

Jongo

O jongo, também conhecido como caxambu, tambu, tambor, é percebido como uma forma de expressão poética, musical e coreográfica, praticado por comunidades localizadas na Região Sudeste que se identificam como herdeiras dos negros escravos.
 Assemelha-se com outras danças pelo uso do tambor e pela prática da punga ou umbigada, mas possui características próprias. Na realização do jongo forma-se uma roda de dançarinos e em seu centro um solista (jongueiro) puxa  os cantos (pontos), respondidos em coro pelos participantes.
Fonte:www.cnfcp.gov.br/interna.php?ID_Secao=108

15.12.10

Sumô






Sumô (相撲 sumō em japonês) é uma luta de competição japonesa, em que dois atletas (rikishi) competem num ringue circular (土俵  dohyō) onde o primeiro a tocar o chão com qualquer parte do corpo exceto os pés ou pisar fora do dohyō perde a luta. Um rikishi também perde a luta se aplicar algum golpe proibido. O sumô é bastante antigo e, apesar de ser um esporte, conserva rituais xintoístas.

Graduação e hierarquia

É dada aos lutadores que possuem certa experiência e técnica a graduação chamada Dan. No Sumô amador essa graduação vai até o quinto Dan e no profissional vai até o decimo. No Brasil so há dois lutadores ativos com quinto dan, sendo um deles o gaúcho Weno Sam.
A hierarquia dos praticantes de sumô profissional organiza-se por meio dos seguintes grupos (em ordem decrescente):
Apenas os rikishi das duas categorias superiores recebem salários.

Ringue

O local (土俵  dohyō) onde são disputadas as lutas é uma espécie de ringue, mas que em nada lembra os do boxe. Ele é basicamente uma plataforma quadrada feita de barro com um círculo de fardos de palha de arroz em seu centro, dentro do qual se realizam as lutas. Suspenso acima do ringue, uma espécie de telhado que lembra um templo xintoísta, completa o cenário.

Vestuário

Com o objetivo de demonstrar que a luta é feita sem armas, de "mãos limpas", o lutador de Sumô usa apenas o mawashi na luta. O mawashi é uma faixa de tecido grosso que é enrolado em volta da cintura do lutador e serve tanto para proteger as partes intimas quanto para ser agarrada para efetuar golpes.

Sumô amador

O Sumô amador é aquele praticado nas escolas, universidades e clubes de amantes do Sumô no Japão e em vários países no mundo todo. Tem as regras básicas iguais às do Sumô profissional com algumas restrições de golpes considerados "perigosos". Anualmente é realizado o Campeonato Mundial de Sumô Amador juntamente com o Campeonato Mundial de Sumô feminino (denominado de shinsumô).
Fonte:pt.wikipedia.org/wiki/Sumô

Crédito: chrissam42

14.12.10

Dia do Jardineiro

15 de Dezembro
As plantas, além de nos fornecer oxigênio, são capazes de enfeitar e adornar nossas casas. Para isso, a figura do jardineiro é essencial.
É ele o responsável pela poda das plantas e por alimenta-las e rega-las. Um jardim, além de enfeitar a casa, cria um clima agradável para ler um livro ou simplesmente para conversar com os amigos.
Um jardim bem decorado apresenta focos interessantes e aparenta vitalidade.
A decoração aumenta e ilumina os efeitos sobre as plantas. Depois do plantio, será necessário dispensar a planta muitos cuidados, principalmente durante o primeiro ano.
Cuidados com rega, adubação e poda, devem ser realizados periodicamente, para que a planta se desenvolva saudável e mais resistente ao ataque de pragas e doenças.
Algumas das funções do jardineiro são:
1. Construir viveiros
2. Selecionar sementes
3. Construir canteiros
4. Misturar nutrientes em terra
5. Encher sacos plásticos com terra e nutrientes
6. Ralear mudas
7. Enxertar mudas
Fonte: UFGNet

Crédito:mauroguanandi

13.12.10

Dia do Engenheiro de Pesca

14 de Dezembro
PRINCIPAIS ATIVIDADE DO ENGENHEIRO DE PESCA

AQÜICULTURA

Desenvolvimento das técnicas de criação de animais aquáticas em cativeiro, incluindo projetos de todos os tipos de instalações para cultivo e pesquisa sobre reprodução de espécies, nutrição, conversão alimentar e patologias.

ECOLOGIA AQUÁTICA

Estudo das comunidades aquáticas e do ambiente, estudos de impactos ambientais, monitoramento e controle da qualidade de água.

LIMNOLOGIA

Trata dos estudos físicos e químicos da água doce do planeta.

OCEANOGRAFIA

Trata dos estudos físicos e químicos das águas do planeta.

TECNOLOGIA DE PESCA

Emprego de técnicas de localização e captura de animais aquáticos e desenvolvimento de novos métodos e técnicas de captura.

TECNOLOGIA DO PESCADO

Trata do beneficiamento, da conservação e a industrialização dos produtos e subprodutos pesqueiros e o controle higiênico-sanitário.

INVESTIGAÇÃO PESQUEIRA

Trata da dinâmica das populações e avaliações dos estoques pesqueiros em determinadas áreas.

EXTENSÃO PESQUEIRA

Apreensão, difusão e transferência de tecnologias, com o planejamento participativo das comunidades pesqueiras, visando ao desenvolvimento sustentado da região de sua atuação.

ENSINO E PESQUISA

Desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem e pesquisa nas áreas relacionadas à Engenharia de Pesca.

ADMINISTRAÇÃO E ECONOMIA PESQUEIRA

Administrar, regular e fazer o ordenamento das atividades pesqueiras, públicas e privadas, além da elaboração, execução “marketing”, comercialização e avaliação de programas e projetos.

PLANEJAMENTO PESQUEIRO

Elaborar e avaliar programas e projetos da área de Engenharia de Pesca.

MERCADO DE TRABALHO

SETOR PÚBLICO

Ministério do Meio Ambiente
Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República (SEAP/PR)
Agências Estaduais de Meio Ambiente e Recursos Hídricos
Institutos e Centros de Pesquisas
Instituições de Ensino Superior (Federais, Estaduais e Municipais).
Agências e Secretarias Estaduais e Municipais na áarea de pesquisa e extensão.

INICIATIVA PRIVADA

Indústrias Pesqueiras( Nacionais e Internacionais) de processamento de pescado
Empresas de Pesca (Nacionais e Internacionais)
Fazendas de aqüicultura (Peixes, Camarões ,Rãs Ostras e Sururus)
Instituições de Ensino Superior (Federais, Estaduais e Municipais)
Fonte: www.engenhariadepesca.uema.br

Crédito:* starrynight1

Dia do Marinheiro

13 de Dezembro
Os marinheiros do Brasil celebram, em dezembro, data que lhes é dedicada. No dia 13, todos os quartéis da Marinha, uma das três Forças Armadas que integram o poder militar do País, comemoram o Dia do Marinheiro.
Exército e Aeronáutica, em ordem do dia assinada por seus respectivos comandantes e veiculada em produtos de mídia impressa dos seus centros de Comunicação Social, expressam a satisfação de compartilhar os desafios de defender a Pátria.
O patrono da Marinha Brasileira é o Almirante Tamandaré, pois provou seu heroísmo em batalhas e provou seu sentimento de humanismo.
Foi Ministro do Supremo Tribunal Militar, do qual aposentou-se pouco antes de morrer com quase 90 anos.
Seus restos mortais estão sob o monumento que foi erguido em sua homenagem na praia do Botafogo, no Rio de Janeiro. Joaquim Marques Lisboa – Marquês de Tamandaré, nasceu na Vila do Rio Grande, Rio Grande do Sul, a 13-12-1897.
Ainda adolescente, alistou-se na Marinha Brasileira e mais tarde ingressou na Academia da Marinha. Participou de vários movimentos internos. Seu heroísmo foi provado não só em batalhas, mas também em época de paz, como quando salvou a nau portuguesa "Vasco da Gama", que afundava, e também a tripulação e os passageiros de um navio inglês que se incendiava.
A escolha de seu nome para Patrono da Marinha não podia ser melhor.
Quando foi proclamada a República, Tamandaré continuou na ativa, pois considerava-se um servidor do Brasil e não de um regime (era monarquista). A data de seu nascimento é comemorada como o Dia do Marinheiro.
Fonte: Exército Brasileiro

 Crédito: HA! Designs - Artbyheather

Nº 22.433 - "Definitivamente, Temer, não!, por Luís Nassif"

   em ContrapontoPIG    *.* *07/10/2017* *Definitivamente, Temer, não!, por Luís Nassif* *O Jornal de todos Brasis* Do Jornal GGN - ...