7.12.11

Planeta regente de 2012 - Lua





A Lua, do mesmo modo que exerce influência sobre a Terra, nas marés, plantios, etc., influencia o ser humano de diversas maneiras. Individualmente, a Lua promove mudanças físicas nas mulheres, rege o ciclo menstrual e a retenção hídrica, nos homens relaciona-se com seu emocional e a imagem feminina que ele constroi a partir da mãe. O nosso satélite é o regente do inconsciente, tanto individual quanto coletivo, e a posição da Lua no mapa astral de uma pessoa, reflete seu comportamento emocional.

Símbolo feminino e maternal, regente do signo de Câncer, a Lua tem influencia sobre a população como um todo, a sua regência no ano, demonstra que os interesses do coletivo estarão em primeiro lugar, em detrimento do individual. Confere tambem força ás reivindicações populares, beneficia as causas relacionadas ás mulheres e crianças, e tambem as pessoas idosas.

Individualmente, o ano da Lua é propício ao auto-conhecimento e as descobertas psicológicas, amadurecimento emocional e religioso, entrando em declínio o interesse por religiões patriarcais e redirecionando a população para as animistas e matriarcais.

A Lua beneficia tambem a descoberta de segredos antigos, e por exemplo, a arqueologia pode vir a trazer á luz civilizações esquecidas e informações históricas interessantes. O ser humano tem a tendencia de olhar para seu passado, tentando compreender o futuro.
 












3.12.11

Ofício da Baiana do Acarajé – patrimônio nacional

Por Joceline Gomes

Com uma massa feita de feijão-fradinho, cebola e sal, frita em azeite-de-dendê, o acarajé é uma especialidade gastronômica da culinária afro-brasileira. Vendido nas ruas de Salvador desde o fim da escravidão, tornou-se um símbolo da Bahia, assim como as baianas que o preparam.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconheceu a importância cultural dos saberes e fazeres tradicionais aplicados na produção e comercialização das chamadas comidas de baiana, feitas com dendê, com destaque para o acarajé, e tombou o “Ofício da baiana do acarajé” como Patrimônio Nacional no dia 1º de dezembro de 2004.

Sagrado – O acarajé é uma comida ritual da orixá Iansã. O termo surgiu da junção de duas palavras: Akàrà, que significa “bola de fogo”, e “jé”, comer. Considerado uma comida sagrada pelas baianas, a receita não pode ser modificada e, originalmente, deveria ser preparada apenas pelas filhas de santo de Iansã.
De acordo com a Revista de História da Biblioteca Nacional, as primeiras Baianas de Acarajé foram africanas, escravas alforriadas, ainda na época do Brasil Colônia. A relação com a religiosidade era ainda mais forte, e a massa era feita no próprio terreiro, de onde a baiana saia com todas as obrigações a serem cumpridas a seu Orixá.
Segundo Yayá do Acarajé, baiana residente em Brasília, tudo tem significado no preparo, na venda e no ato de servir o alimento. “Desde as vestimentas, a saia, o torço, as jóias usadas, tudo tem seu simbolismo”, afirma. Sobre as baianas que vendem acarajé de baixa qualidade, Yayá faz um apelo: “Baianas, vendam com dignidade, qualidade, tenham mais amor por essa ‘bola de fogo’, por esse patrimônio imaterial, alimento sagrado de nossa religião”.

Reconhecimento – Segundo pesquisadores, a partir da segunda metade do século passado, as Baianas de Acarajé passaram a ser mais reconhecidas e valorizadas nacionalmente. Transformaram-se em ícones da cultura soteropolitana junto a outros aspectos da cultura imaterial, como o jogo da capoeira ou as festas de rua.
Para Yayá do Acarajé, o tombamento valorizou muito o trabalho das baianas, porém, faz-se necessário pensar esta tradição de uma outra forma. “Estamos nos organizando para mudar esse nome, de ‘ofício’ para ‘profissão’, porque não deixa de ser um trabalho, e dessa forma seria ainda mais valorizado socialmente”, disse.

Data especial – Dia 25 de novembro é celebrado nacionalmente o Dia da Baiana. Neste dia, centenas delas se reúnem para comemorar a data no Pelourinho. De acordo com a Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares do Estado da Bahia (Abam), existem, em Salvador, cerca de 3.500 baianas trabalhando com a venda de quitutes e no receptivo de turistas.
Outra bela homenagem prestada às baianas foi feita em 2009, quando foi criado o Memorial da Baiana de Acarajé, cujo objetivo é situar a tradição, a história e demais temas agregados ao seu ofício. Em 2005, o próprio acarajé foi reconhecido como Patrimônio Cultural de Salvador pela Câmara Municipal.

Registro –Engloba os rituais envolvidos na produção do acarajé, na arrumação do tabuleiro e na preparação do lugar onde as baianas se instalam, além dos modos de fazer as comidas de baiana, com diferença entre a oferta religiosa e a venda nas ruas.
Entre os fazeres tombados, estão: o preparo do acarajé com seus recheios habituais (vatapá, feito de camarão, ou salada), do abará, do acaçã, do bolinho de estudante, das cocadas, dos bolos e mingaus; o uso de tabuleiro para venda das comidas; a comercialização informal em logradouros, feiras e festas populares; o uso de indumentária própria das baianas, como marca distintiva de sua condição social e religiosa, presente especialmente nos panos da costa, nos turbantes, nos fios de contas e outras insígnias e, por fim, o uso do tabuleiro para venda de comidas.

Ficou curioso para conhecer a receita? Clique aqui e tenha acesso a diversas dicas das baianas.
Fontes: Cultura Baiana, Ministério da Cultura, ViSta-se.


Crédito da imagem: dream is destiny...

1.12.11

Dia Mundial da Luta contra a Aids

Paciente ficou livre do vírus da Aids

No Dia Mundial da Luta contra a Aids, uma nova esperança de cura vem de pesquisadores americanos. Eles conseguiram livrar um homem de 50 anos do HIV, depois de uma terapia experimental.

O corpo foi capaz de controlar o vírus, mesmo após ele parar de tomar remédios do coquetel. Algumas células do sangue dele foram tratadas com terapia genética.

Um mês depois, ele parou de tomar os medicamentos por 12 semanas. Segundo os pesquisadores, ele teve bom resultado.

Fonte:http://cenag.uol.com.br

Porque o laço vermelho como símbolo?

 

O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a aids. O projeto do laço foi criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de aids.

Dia Mundial de Prevenção Contra a AIDS

O Visual Aids tem como objetivos conscientizar as pessoas para a transmissão do HIV/aids, divulgar as necessidades dos que vivem com HIV/aids e angariar fundos para promover a prestação de serviços e pesquisas.
O laço vermelho foi escolhido por causa de sua ligação ao sangue e à idéia de paixão, afirma Frank Moore, do grupo Visual Aids, e foi inspirado no laço amarelo que honrava os soldados americanos da Guerra do Golfo.
Foi usado publicamente, pela primeira vez, pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards, em 1991. Ele se tornou símbolo popular entre as celebridades nas cerimônias de entrega de outros prêmios e virou moda.
Por causa de sua popularidade, alguns ativistas ficaram preocupados com a possibilidade de o laço se tornar apenas um instrumento de marketing e perdesse sua força, seu significado. Entretanto, a imagem do laço continua sendo um forte símbolo na luta contra a aids, reforçando a necessidade de ações e pesquisas sobre a epidemia.
Hoje em dia, o espírito da solidariedade está se espalhando e vem criando mais significados para o uso do laço.
Inspirado no laço vermelho, o laço rosa se tornou símbolo da luta contra o câncer de mama.
O amarelo é usado na conscientização dos direitos humanos dos refugiados de guerra e nos movimentos de igualdade.
O verde é utilizado por ativistas do meio ambiente preocupados com o emprego da madeira tropical para a construção de sets na indústria cinematográfica.
O lilás significa a luta contra as vítimas da violência urbana; o azul promove a conscientização dos direitos das vítimas de crimes e, mais recentemente,
O azul vem sendo adotado pela campanha contra a censura na internet.
Além da versão oficial, existem quatro versões sobre sua origem. Uma delas diz que os ativistas americanos passaram a usar o laço com o "V" de Vitória invertido, na esperança de que um dia, com o surgimento da cura, ele poderia voltar para a posição correta. Outra versão tem origem na Irlanda. Segundo ela, as mulheres dos marinheiros daquele país colocavam laços vermelhos na frente das casas quando os maridos morriam em combate.
Com todas essas variações, o mais importante é perceber que todas essas causas são igualmente importantes para a humanidade.

Porque 1° de Dezembro é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids?
O Dia Mundial da Luta Contra AIDS é um dia que, cada ano, deve servir para desenvolver e reforçar o esforço mundial da luta contra a AIDS. O objetivo deste dia é estabelecer o entrelaçamento de comunicação, promover troca de informações e experiências, e de criar um espírito de tolerância social.
O Dia Mundial da Luta Contra a AIDS dá a ocasião de se falar da infecção por HIV e da AIDS, de se ocupar das pessoas infectadas pelo HIV e das doenças da AIDS, e de se saber mais sobre esta doença. Este dia internacional de ação coordenada contra a AIDS constitui já um evento anual na maior parte dos países.
Evocando as atividades de luta já em curso e encorajando novas iniciativas, o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS contribui para edificar uma ação durável contra a AIDS.

Não para a palavra "Aidético"
É sempre importante reforçar essa informação. Sendo a aids uma sigla de língua inglesa (Acquired Immune Dificiency Syndrome) não justifica a derivação em palavra de língua portuguesa. É preciso entender também que a aids não é uma doença, mas sim uma síndrome (conjunto de sinais e sintomas).Além disso, o termo adota a intenção subjetiva de estigmatizar as pessoas que vivem com HIV, o vírus da aids, tornando-as sinônimas da doença.
Dizer que alguém é aidético significa dizer que essa pessoa é a própria doença, que tem uma nova identidade relacionada ao HIV. Destitui-se o cidadão de seus direitos individuais, passando a ser visto como uma pessoa com a morte anunciada. Também é necessário diferençar as etapas da evolução da imunodeficiência.
Os portadores do vírus da aids só desenvolvem a doença quando seus organismos não conseguem mais se defender das doenças oportunistas, ocasionadas pela baixa imunidade (poucos linfócitos T4).
Os termos corretos que deverão ser utilizados, caso seja possível, são: soropositivos para o HIV ou portadores do HIV (tanto para quem tem o vírus como para quem está doente) ou doente de aids (somente para quem já está desenvolvendo doenças oportunistas relacionadas à aids).
Fonte:http://www.giv.org.br/
 

28.11.11

Cassia Eller - 2001: o ano que não acabou


  2001 foi um ano bastante produtivo para Cássia Eller. Em 13 de janeiro de 2001, apresentou-se no Rock in Rio III, num show em que baião, samba e clássicos da MPB foram cantados em ritmo de rock. Neste dia, o organograma de apresentação foi o seguinte: R.E.M., Foo Fighters, Beck, Barão Vermelho, Fernanda Abreu e Cássia Eller. 190 mil pessoas compareceram a esta apresentação. Entre maio e dezembro, Cássia Eller fez 95 shows. O que levou a cantora a gravar um DVD, nos moldes de sua preferência - ao vivo: o Acústico MTV, gravado entre 7 e 8 de março, em São Paulo, no qual Cássia contou com o um grupo de alto nível técnico e artístico: Nando Reis (direção musical/autoria, voz e violão em "Relicário" / voz em "De Esquina" de Xis), os músicos da banda Luiz Brasil (direção musical /cifras / violões e bandolim), Walter Villaça (violões e bandolim), Fernando Nunes (baixolão), Paulo Calasans (piano acústico Hammond e órgão Hammond), João Vianna (bateria, surdo, ganzá, ralador e lâmina), Lan Lan (percussão) e Thamyma Brasil (percussão), os músicos convidados Bernardo Bessler (violino), Iura (Cello), Alberto Continentino (contrabaixo acústico), Cristiano Alves (clarinete e clarone), Dirceu Leite (sax, flauta e clarineta), entre muitos outros. Este álbum foi composto por 17 faixas, acrescidas do Making Of, galeria de fotos, discografia e i.clip. No fim do ano, ela se apresentaria na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, no Rio, durante os festejos do réveillon. Faleceu dois dias antes, em 29 de dezembro. Foi substituída por Luciana Mello. Em vários pontos do Rio de Janeiro, fez-se um minuto de silêncio durante a comemoração da passagem do ano em memória de Cássia Eller. Vários artistas também prestaram homenagem à cantora em seus shows, na virada do ano. Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1ssia_Eller

“Guia Brasil Para Todos” dá dicas de cultura, lazer e turismo para portadores de deficiência

Você sabia que a Pinacoteca de São Paulo oferece um programa especial, que inclui um passeio tátil pelas esculturas originais do museu? Ou que, em Salvador, existe uma praça chamada Bahia Sol, onde há quadra poliesportiva com piso especial, bares e lanchonetes com balcão rebaixado e cardápio em Braille, além de rampas de acesso até a praia?
Informações como estas, de locais voltados para a cultura, turismo e lazer com acessibilidade própria para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida podem ser encontradas no Guia Brasil Para Todos, especialmente feito para este público, que hoje representa 14,5% dos brasileiros, segundo dados oficiais do IBGE.
Idealizado pelo casal Andrea Schwarz e Jaques Haber, o guia está disponível gratuitamente na internet e foi desenvolvido de acordo com padrões de acessibilidade para leitura com softwares dedicados a pessoas cegas e com baixa visão.
Para que fosse elaborado, jornalistas foram treinados e visitaram durante seis meses as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Florianópolis com o auxílio de deficientes. Foram avaliadas diversas atrações, hotéis, bares e restaurantes. Ao todo, são 377 dicas de viagem, com 139 passeios acessíveis e 92 hotéis adaptados.
Andrea, aos 22 anos, perdeu o movimento das pernas devido a um problema na medula e passou a deparar-se com o despreparo de vários lugares em São Paulo. De olho nisso, em 2001 o casal lançou seu primeiro projeto do casal, o Guia São Paulo Adaptada, que avaliou diversos pontos da cidade, mesmo os que se diziam acessíveis. Ao perceber a desinformação das empresas pelas quais passaram, eles também fundaram a i.social, empresa especializada em soluções para a inclusão social.
“O objetivo deste guia é informar. Um dos critérios foi a acessibilidade, mas levamos em conta também a relevância do local para cada cidade. Não podíamos, por exemplo, falar de Salvador sem falar no Pelourinho”, explica. Orgulhosa, ela confessa: “Em 1998, nunca imaginei que iria chegar até aqui”.
Fonte:http://www.brasilcultura.com.br

Visite o Site:http://www.brasilparatodos.com.br/

26.11.11

Diversidade - Clementina de Jesus

Clementina de Jesus da Silva (Valença, 7 de fevereiro de 1901 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 1987) foi uma cantora brasileira de samba. Também era conhecida como Tina ou Quelé

. Biografia

Nascida na comunidade do Carambita, bairro da periferia de Valença, no sul do Rio de Janeiro[1], mudou-se com a família para a capital aos oito anos de idade[2], radicando-se no bairro de Osvaldo Cruz. Lá acompanhou de perto o surgimento e desenvolvimento da escola de samba Portela, frequentando desde cedo as rodas de samba da região. Em 1940 casou-se e mudou para a Mangueira.

Trabalhou como doméstica por mais de 20 anos, até ser "descoberta" pelo compositor Hermínio Bello de Carvalho em 1963, que a levou para participar do show "Rosa de Ouro", que rodou algumas das capitais mais importantes do Brasil e virou disco pela Odeon, incluindo, entre outros, o jongo "Benguelê". Devota da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, participava de festas das igrejas da Penha e de São Jorge, cantando canções de romaria.

Considerada rainha do partido alto, com seu timbre de voz inconfundível, foi homenageada por Elton Medeiros com o partido "Clementina, Cadê Você?" e foi cantada por Clara Nunes com o "P.C.J, Partido Clementina de Jesus", em 1977, de autoria do compositor da Portela Candeia. Além deste gênero gravou corimás, jongos, cantos de trabalho etc., recuperando a memória da conexão afro-brasileira. Em 1968, com a produção de Hermínio Bello de Carvalho, registrou o histórico LP "Gente da Antiga" ao lado de Pixinguinha e João da Baiana. Gravou cinco discos solo (dois com o título "Clementina de Jesus", "Clementina, Cadê Você?" e "Marinheiro Só") e fez diversas participações, como nos discos "Rosa de Ouro", "Cantos de Escravos", Clementina e convidados e "Milagre dos Peixes", de Milton Nascimento, em que interpretou a faixa "Escravos de Jó". Em 1983 foi homenageada por um espetáculo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com a participação de Paulinho da Viola, João Nogueira, Elizeth Cardoso e outros nomes do samba. Rainha Ginga. Quelé. Duas maneiras de chamar Clementina de Jesus, com a imponência do título de realeza e com a corruptela carinhosa de seu nome.

Clementina evocava tais sentimentos aparentemente contraditórios. A ternura e o profundo respeito. A ternura de negra velha sorridente. Todos com quem se envolvia tinham a compulsão de chamá-la Mãe, como a chamavam os músicos do musical Rosa de Ouro. Uma pessoa capaz de interromper um depoimento dado à televisão para discutir sobre o café com a moça que o servia. Um brilho especial nos olhos que cativou desde os mais humildes ao imperador Haile Selassié. Talvez por ter trabalhado tantos anos como empregada doméstica e ter começado a carreira artística aos 63 anos, descoberta pelo poeta Hermínio Bello de Carvalho, nunca tratava de forma diferente devido à posição social. O respeito ao peso ancestral de sua voz: uma África que estava diluída em nossa cultura é evocada subitamente na voz e nos cânticos que Clementina aprendeu com sua mãe, filha de escravos.

Clementina surgiu como o elo perdido entre a moderna cultura negra brasileira e a África Mãe.

Clementina causou uma fascinação em boa parte da MPB. Artistas tão diferentes como João Bosco, Milton Nascimento e Alceu Valença fizeram questão de registrar sua voz em seus álbuns. Apesar disso Clementina nunca foi um grande sucesso em vendagem de discos. Talvez por ter gravado quase que somente temas folclóricos, ou por sua voz não obedecer aos padrões estéticos tradicionais. O que realmente impressionava eram suas aparições no palco, onde tinha um contato direto com seu público. Clementina, mesmo tendo iniciado tardiamente sua vida artística e com uma curta carreira, é sem dúvida uma das mais importantes artistas brasileiras. Faleceu em função de um derrame[2] na Vila Santo André - Inhaúma - Rio de Janeiro, em 19 de julho de 1987 e apesar disso, hoje em dia apenas o disco Clementina e Convidados existe em catálogo.

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Clementina_de_Jesus

22.11.11

Os novos Capitães da Areia

Filme recria história dos meninos do trapiche de Jorge Amado com ótimo elenco, muito humor e música de Carlinhos Brown
22/11/2011

Maria do Rosário Caetano,
de São Paulo (SP)

Cena do filme Capitães da Areia, da cineasta Cecília Amado - Foto: Divulgação
Os Capitães da Areia estão de volta ao cinema. Há que se prestar atenção: são capitães da areia e não capitães de areia. Jorge Amado quis situar seus meninos em espaço preciso: um trapiche plantado nas areias quentes do mar da Bahia. Um trapiche-esconderijo. Se seus capitães fossem “de areia” seriam frágeis e desmanchariam como castelos feitos por meninos-escultores em dias de lazer praiano.
O romance, que já vendeu milhões de exemplares desde sua primeira edição (1937), ganhou, em 1970, versão cinematográfica gringa: The Sandpit Generals (ou The Wild Pack), dirigida por Hall Bartlett, falada em inglês e premiada no Festival de Moscou. No Brasil, esta versão só chegou às madrugadas televisivas, rebatizada de Dora. O sexto romance de Jorge Amado resultou, também, em minissérie de TV, dirigida por Walter Lima Jr, e em várias montagens teatrais. A adaptação atual traz na direção a estreante Cecília Amado, neta do escritor que faria 100 anos em 2012.
A jovem realizadora, filha de Paloma Amado, trouxe a trama original dos capitães da areia, ambientada nos anos 30, para a década de 50. E fez dos protagonistas Pedro Bala e Dora adolescentes morenos (ao contrário dos loiríssimos personagens do romance). Cecília embalou a narrativa em arrebatadora trilha de Carlinhos Brown e, o que é melhor, ampliou as tiradas de humor dos “capitães”. Jorge Amado, afinal, sempre encontrou espaço para exercitar duas de suas características mais sedutoras: o erotismo e o riso (às vezes rasgado, às vezes mordaz). O humor está até em seus romances mais raivosos (caso de O País do Carnaval, escrito aos 19 anos).
No final de Capitães da Areia – o romance, o protagonista Pedro Bala vira militante proletário. Dora morre (no livro e no filme). Professor, o capitão da areia que amava a leitura e o desenho, vira pintor no Rio de Janeiro. Volta Seca vai lutar com Lampião e bando, ao tornar-se o mais jovem dos cangaceiros. Sem-Pernas suicida-se pulando do Elevador Lacerda. Boa-Vida torna-se malandro e compositor de sambas e intrigas. Gato, o sedutor, vira cafetão de putas pelos bordeis da Bahia. Barandão substitui Pedro Bala no comando dos capitães-da-areia. Pirulito, o místico, vira padre.
Nos momentos derradeiros do filme, ao anunciar o destino de alguns dos “capitães- da-areia”, Cecília e seu co-roteirista, Hilton Lacerda, tomam certas liberdades. Trocam o suicídio de Sem- Pernas por destino mais promissor: ele transforma-se em equilibrista. Com picardia e sarro à moda baiana, a dupla caprichou no destino do devoto moleque que enchia de esperança o coração do Padre José Pedro. Pirulito, cultor de imagens de santos e rezador, ordenou-se padre. E haveria de transformar-se em papa. E não seria um pontífice qualquer. Será “o primeiro papa pobre”, que “vai ajudar os meninos de rua e vai parar de roubar, sendo papa, né? Já pensou papa roubando? Não dá! Nem na Bahia pode uma coisa dessas!”

Cidade de Deus

A diretora trouxe a trama original, ambientada nos anos 30, para a década de 50
Foto: Divulgação
Ao situar a trama nos anos 50, o filme de Cecília Amado criou um anacronismo: mandou Volta Seca para as fileiras do cangaço quando dele não restavam nem resquícios. O Governo Vargas dera fim a Lampião, em 1937, matara Corisco e baleara Dadá, em 1940. Mas isto é só um detalhe num filme de muitas qualidades. A maior delas é o elenco, oriundo de ONGs e projetos sociais de Salvador.
Como as crianças e adolescentes de Cidade de Deus (Fernando Meirelles/ 2002), os novos capitães-da-areia foram treinados em oficinas de dramaturgia. E todos deram conta do recado. Com garra e brilho.
No romance de Jorge Amado, o triângulo amoroso entre Pedro Bala, Dora e o Professor existe com discreta elegância. No filme ganhou maior relevo. A malícia erótica é mais forte no livro que na tela. Cecília quis realizar um filme para adolescentes. Mesmo assim, pegou censura 16 anos. Os produtores recorreram e conseguiram baixá-la para 14. Para alcançar os jovens, optaram por amenizar temas difíceis como suicídio e sexo entre menores. As cenas mais picantes ficam por conta da experiente prostituta Dalva (a bela atriz baiana, Ana Cecília), paixão do adolescente Gato, um dos capitães da areia.
Muitas sequências do filme foram elogiadas por sua boa carpintaria. Caso da fuga dos internos em reformatório, do trabalho nas lavouras de cana. O cinema brasileiro, que tinha fama de mau encenador de brigas, acertou com Cecília e sua equipe. Resultou muito bem filmado o confronto entre o bando dos capitães-da-areia e a gangue do Ruço, à qual se agrega o ressentido Ezequiel, expulso do trapiche por Pedro Bala.
Jorge Amado era ardoroso militante comunista quando, aos 24 anos, publicou Capitães da Areia. Por isto, os destinos de seus meninos de rua foram imantados pela crença num porvir revolucionário. Cecília, adolescente e adulta num mundo sem utopias, pós-queda do Muro de Berlim, cortou todas as referências à ideologia que alimentou a juventude e parte da maturidade do avô.
Para o escritor, o comunismo nunca foi incompatível com a religiosidade baiana. O candomblé é visto (no livro e no filme) como força libertadora. E vale lembrar que, quando deputado federal (pelo Partido Comunista Brasileiro), Jorge Amado defendeu a Liberdade de Culto Religioso, inscrevendo-a no texto da Constituição de 1946. No livro (e no filme) há simpatia, também, por um lado da Igreja Católica: aquele que faz voto preferencial pelos pobres. A figura de Padre José Pedro, homem de pouco brilho intelectual, mas de coração generoso, é vista com imensa ternura. Ternura que falta à alta hierarquia da Igreja, na Bahia, fechada em palacetes eclesiásticos e distante do povo pobre.

Sexo entre iguais

Cena do filme Capitães de Areia - Foto: Divulgação
A varíola, conhecida popularmente como bexiga, metaforiza, no filme, a Aids, doença que marcou profundamente o nosso tempo. Houve quem se incomodasse com o fato da varíola atacar, entre os capitães-da-areia, justo os que praticavam sexo entre iguais (os meninos Almiro e Barandão). Mesmo que Pedro Bala, líder do grupo, não aceitasse, de forma alguma, a homossexualidade passiva. “Uma das leis do grupo” – escreve o romancista – “ era que não se admitiam pederastas passivos”. Os que fossem pegos em tal prática “seriam expulsos” do trapiche.
A participação da travesti Mariazinha (de nome civil Geraldo) na sequência em que Pedro Bala se deixa prender e é levado à Delegacia (pois pretende resgatar um Ogum recolhido numa batida policial em terreiro de Candomblé) nos revela o quanto havia de preconceito na primeira metade do século passado.
Há quem veja, no filme, maniqueísmo entre personagens do povo (bons e idealizados) e burgueses, desenhados como caricatura e maus. Que Jorge Amado toma partido dos marginalizados, não há como negar. Mas romance e filme têm nuances perceptíveis. A mulher burguesa que perde o filho e adota Sem-Pernas (sem saber que ele apenas prepara terreno para o roubo a ser perpetrado pelos capitães-da-areia) é generosa e simpática.
Mesmo caso do personagem interpretado por Murilo Grossi, que se encanta com os desenhos do Professor. Chega a ignorar furto dos moleques (de quem é a vítima) e, como bom mecenas, se oferecer para arrumar escolas de artes onde ele pudesse se aperfeiçoar. E mesmo entre os capitães-da-areia há conflitos de consciência. O caso mais visível é o de Sem-Pernas, o moleque que se apresenta para a adoção, que precede novos furtos. No romance e no filme, ele vive crises angustiantes. No livro, opta pelo suicídio. No filme, ganha solução “mágica” ao tornar-se, mesmo aleijado, um equilibrista.

Síntese
Jorge Amado tem fama de ser escritor caudaloso demais. Redundante até. Quem reler, hoje, Capitães da Areia, verá que um exercício de síntese faria muito bem ao romance. Mas ninguém há de negar o poder de sedução de sua prosa. O capítulo dedicado ao passeio de cangaceiros e, também, dos capitães da areia nos cavalinhos iluminados de modesto carrossel são literatura de alta potência. O prazer lúdico e a beleza visual de sua combinação de palavras lembra a densa poesia de Mar Morto (1936).
O que ficou datado, no livro, além da fé inquebrantável num porvir socialista, é a redundância. Cecília e Hilton Lacerda souberam, com inventividade, condensar a retórica amadiana. O filme resultou sintético, lacunar e, portanto, capaz de motivar nossa imaginação.
Há quem qualifique a montagem de Capitães da Areia como videoclipada, à moda de Cidade de Deus, fi lme que tanta polêmica causou, acusado até de construir projeto artístico-publicitário batizado de “cosmética da fome” (em contraponto ao manifesto Estética da Fome, de Glauber Rocha/1965). O editor de Capitães da Areia (Eduardo Hartung) usa, sim, recursos de montagem semelhantes aos empregados por Daniel Rezende em Cidade de Deus.
Inclusive o “efeito chicote”, que tanto atraiu gerações plugadas no cinema de ação norte-americano e nos videoclipes contemporâneos. Mas o filme de Cecília Amado, assim como o de Fernando Meirelles, faz isto com parcimônia. Não abusa do recurso, não o banaliza. O tempo é o senhor da razão. Passados dez anos do lançamento de Cidade de Deus, com os ânimos serenados, as qualidades do filme foram se evidenciando. O mesmo deve acontecer com Capitães da Areia, um projeto que revelou atores-crianças-adolescentes-negros- mulatos-mestiços e expôs a tragédia histórica de nossos delinquentes juvenis. E o fez com humor e picardia, qualidades que calam fundo na alma brasileira.

11.11.11

Dez dicas para uma cozinha sustentável

1 – Limpe o condensador da sua geladeira e mantenha a temperatura regulada

A geladeira é, sem dúvida, um dos eletrodomésticos mais úteis e essenciais dentro de uma casa. Porém, ela é também uma das maiores responsáveis pelo consumo de energia. Limpar as bobinas do condensador pode reduzir em 30% o consumo de eletricidade.
Segundo o site Daily Tips, a poeira que geralmente se acumula nessa parte da geladeira pode aumentar o consumo de energia do equipamento. Por isso, arraste sua geladeira de vez em quando e passe um pano seco ou um espanador onde estiver sujo.
Outra dica é manter a temperatura do equipamento regulada. A geladeira não precisa estar a menos de 3ºC e o freezer pode ficar a -15ºC. Menos do que isso é gasto de energia e dinheiro desnecessário. E se seu equipamento não tiver um termômetro embutido, vale a pena investir em um.

2 – Cozinhe em quantidade e congele

Separe um dia para preparar várias refeições para todo o mês ou a semana. Depois basta guardar no freezer e reaquecer no dia de consumi-la. Essa prática ajuda a economizar tempo, ingredientes e energia.
Cada vez que você vai para a cozinha preparar uma refeição você consome uma enorme quantidade de água, eletricidade (geladeira, microondas, liquidificadores, etc), gás e também de alimentos, já que sempre sobra um pedaço de legume ou um punhado de tempero que termina no lixo.

3 – Descongele os alimentos naturalmente

Na hora de descongelar, nada de microondas. Para quê gastar eletricidade se podemos fazer isso naturalmente? Basta retirar os alimentos do congelador um pouco antes e aguardar.
Você pode deixar o alimento em ambiente natural para acelerar o descongelamento (lembre-se sempre de mantê-lo protegido de moscas e outros insetos) ou na geladeira, para que degele aos poucos.

4 – Desentupa a pia sem produtos químicos

O ralo da pia entupiu? Nada de pânico ou produto químicos. É possível fazer a água voltar a correr sem precisar apelar para essas substâncias. Para começar, procura usar o velho desentupidor. Caso ele não resolva o problema, tente as seguintes opções.
• Primeiro solte a gordura, jogando água fervente na pia entupida.
• Se isso não resolver o problema, pegue um desentupidor e encha a pia com alguns centímetros de água.
• Cubra com uma mão a saída auxiliar, se houver, para manter a pressão, e então aperte com força o desentupidor, para empurrar a água cano abaixo.
Problema resolvido, sem nenhum produto químico!

5 – Mantenha o microondas desligado

O forno microondas funciona apenas por alguns minutos do dia, mas costuma permanecer ligado o tempo todo. Retirá-lo da tomado após esquentar a comida é uma opção para poupar energia e economizar na conta de luz.
É como se o forno continuasse ligado e consumindo gás, mesmo após o preparo das refeições. Portanto, lembre-se de retirá-lo da tomada quando não estiver em uso e ligue-o de volta apenas na hora de esquentar o almoço e preparar a pipoca.

6 – Use esponjas vegetais

Sabe aquela esponja de limpeza que a maioria das pessoas usa para lavar a louça? Pois bem, saiba que ela é feita de produtos derivados do petróleo e, portanto, não ajuda em nada o meio ambiente quando é descartada. Por isso, prefira as buchas vegetais.
Elas são feitas com fibras 100% naturais, ou seja, são totalmente biodegradáveis. Além disso, ela é mais barata, durável, higiênica (já que dificulta o acúmulo de bactérias) e ainda pode ser higienizada e reaproveitada após um determinado tempo de uso.
Basta fervê-la em água ou mergulhá-la em uma solução de água e cloro por 30 minutos para deixá-la livre de bactérias e branquinha novamente.

7 – Deixe a louça de molho

Uma boa dica para poupar água e ainda utilizar menos detergente é deixar louças, talheres e panelas de molho por alguns minutos antes de lavar. A água irá facilitar a limpeza e você não precisará deixar a torneira aberta por tanto tempo, nem utilizar tantos produtos químicos.
Quando for lavar a louça, tampe o ralo da pia ou coloque tudo dentro de um balde com água. Depois de um tempo, retire os pratos, talheres e panelas e lave como de costume. Mas lembre-se, mantenha a torneira fechada sempre que estiver ensaboando e use a menor quantidade possível de detergente.

8 – Feche a porta da geladeira

Depois de pegar ou guardar algo na geladeira, certifique-se de que ela ficou bem fechada e não deixe a porta aberta por muito tempo. Quando isso acontece, a temperatura no interior do aparelho sobe e ele tem que trabalhar mais para compensar, gastando mais energia.
Alguns equipamentos possuem um sistema de trava, que impede que a porta se abra imediatamente após ser fechada. Ele faz isso para regular a temperatura no seu interior e manter os alimentos frescos e o seu funcionamento em dia. Portanto, nada de forçar para que ele abra.
Outra medida importante é checar periodicamente se a borracha de vedação está em bom estado. Uma dica é colocar uma folha de papel na porta da geladeira e fechá-la. Se a folha ficar presa é porque a borracha está em boas condições, se ela escorregar é porque a vedação já precisa de um reparo.

9 – Não descarte óleo de cozinha na rede de esgoto

Após preparar as refeições, não jogue o óleo de cozinha pelo ralo na pia, já que isso pode entupir as tubulações e contaminar a água. Em vez disso, junte o óleo e entregue-o para a reutilização e reciclagem.
Você ainda pode criar novos produtos caseiros com o óleo de cozinha, como sabonetes artesanais. Confira aqui a receita.

10 – Tampe as panelas e não abra a porta do forno

Parece obvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar. Com isso você economiza gás e ainda garante que seu almoço ficará pronto mais cedo.
Outra boa idéia é cozinhar na panela de pressão. Acredite, dá pra fazer de tudo ali: feijão, arroz, macarrão, carne, peixe, etc. É muito mais rápido e você pode economizar até 70% de gás.
Outra dica importante é evitar abrir a porta do forno para olhar o que está lá dentro. Isso desperdiça muito calor, o que faz com que o equipamento tenha que ficar ligado por mais tempo, consumindo mais energia.
Uma boa maneira de saber como está o preparo do alimento sem precisar abrir a porta do forno é utilizando a luz interna. Equipamentos com temporizador também permitem monitorar o cozimento sem precisar abrir a porta o tempo todo.
Você ainda pode desligar o forno um pouco antes do tempo previsto. O equipamento manterá a temperatura interna alta durante algum tempo, o que permite que o prato fique pronto utilizando menos energia.
(EcoD)
Fonte:http://mercadoetico.terra.com.br 




Crédito da imagem: Luiza Goodgroves

10.11.11

Ativista negro será homenageado no Parque Memorial Quilombo dos Palmares

quarta-feira, by Daiane Souza
Por Daiane Souza 
Pioneiro na luta contra o racismo no Brasil, Abdias do Nascimento, falecido em maio de 2011, terá suas cinzas depositadas, em 13 de novembro, a partir das 9 horas,onde há três séculos existiu o maior centro de resistência negra da América Latina, o Quilombo dos Palmares, em Alagoas. Para homenageá-lo, o Projeto Raízes de Áfricas organizou para o dia 12 o Ìgbà Ábídi Seminário Afro-Brasileiro Celebração da Obra e Vida de Abdias Nascimento
O encontro que tem como apoiadores a Fundação Cultural Palmares, o Governo de Alagoas e a Prefeitura Municipal de União dos Palmares, conta também com a participação do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) fundado pelo próprio Abdias em 1981. Será uma oportunidade de discussão e diálogo sobre o legado do ativista e sua relevância nas conquistas políticas, culturais e sociais em nome da população negra brasileira.       
De acordo com Arísia Barros, coordenadora do projeto, a proposta é despertar a atenção da sociedade para a trajetória de um dos grandes líderes negros da contemporaneidade. Para citar a grandiosidade de Abdias, Arísia repete as palavras de Ollie A. Johnson, professora de Estudos Africanos da Universidade do Estado de Wayne: “Não houve brasileiro mais importante que Nascimento desde a abolição da escravidão em 1888”. 
Para o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, o Parque Memorial Quilombo dos Palmares é uma referência histórica da luta pela liberdade que os negros escravizados empreenderam durante quase um século. Para ele, essa luta fecundou nos corações e  nas mentes de brasileiras e brasileiros que se jogaram na busca abolicionista, e atravessou os séculos influenciando, dentre outras ações, aquelas que se destacam pela igualdade de oportunidades entre negros e não negros . “Abdias é uma referência que sonhou a epopeia dos palmarinos de construir um lugar sem racismo e com justiça social. As cinzas dele encontram a acolhida dos antepassados que assim como ele sempre estiveram empenhados na construção de um Brasil melhor”, enfatizou.    
Ativismo – Como primeiro deputado federal afro-brasileiro (1983-1987) e como senador da República (1991, 1996-1999), Abdias Nascimento dedicou seus mandatos à luta contra o preconceito. Foi responsável por projetos de lei que definiam o racismo como crime e pela criação de mecanismos de ação compensatória para construir a verdadeira igualdade para os negros na sociedade brasileira.
Abdias conseguiu importantes resultados na defesa e na inclusão dos direitos dos afrodescendentes brasileiros, principalmente, por meio de políticas públicas. Participou da Comissão do Centenário da Abolição e colaborou para a criação da Fundação Cultural Palmares. Em 1988, conseguiu que a Constituição do país contemplasse a natureza pluricultural e multiétnica, que a prática do racismo se tornasse crime inafiançável e que pela primeira vez se falasse em processo de demarcação de terras quilombolas.
Novembro negro – As homenagens a Abdias integram as celebrações do Mês da Consciência Negra que representa um importante momento para a reflexão sobre as contribuições política, cultural e socioeconômica dos africanos e seus descendentes à sociedade brasileira. É no dia 20, deste mês, que se homenageia Zumbi, líder dos quilombolas de Palmares que viveu no século XVII.
Foi pelo simbolismo da Serra da Barriga e do Mês da Consciência Negra que Elisa Larkin, viúva de Abdias, escolheu o dia 13 de novembro para depositar as cinzas dele no maior parque de temática africana da América Latina: o Parque Memorial Quilombo dos Palmares. 
Para a celebração, serão recepcionadas personalidades de países como Estados Unidos e Nigéria além de convidados de vários estados do Brasil. Entre elas estão o professor Wande Abimbola, a maior autoridade mundial em Ifá – oráculo africano, e Félix Ayoh’Omidire, professor de línguas e de estudos culturais e literários na Obafemi Awolowo University, na Nigéria. Confira a programação.

9.11.11

Expressões Culturais Afro-Brasileiras


Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras tem inscrições abertas até o fim do mês

08/11/2011 - 5h54
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - Projetos artísticos, inéditos ou não, que retratem a diversidade da cultura afrodescendente poderão se inscrever até o próximo dia 28, no site www.premioafro.org, para o 2º Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras.

A iniciativa é do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (Cadon), em parceria com a Fundação Cultural Palmares, com o apoio do Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras.

A presidente do Cadon, Ruth Pinheiro, informou que, nesta edição, por determinação do Ministério da Cultura e da Fundação Palmares, só poderão se inscrever pessoas jurídicas. Os ganhadores serão conhecidos no início de março de 2012, em solenidade que será realizada no Rio de Janeiro. Os projetos  terão quatro meses, a partir de abril, para serem executados.

Será concedido um total de R$ 1,1 milhão para  projetos desenvolvidos nas áreas de artes visuais, dança e teatro. Serão premiados 20 projetos das cinco regiões do Brasil, sendo quatro em cada uma delas. Dois prêmios se destinam a grupos de  teatro e dança, no valor de  R$ 80 mil cada, e dois a artes visuais, no valor de R$ 30 mil cada.

Ruth Pinheiro disse que o objetivo principal “é premiar artistas que venham, nos últimos dois anos, trabalhando a cultura afro-brasileira de alguma forma e que não tenham grande reconhecimento”. A ideia é incentivar manifestações da cultura afrodescendente em todo o território brasileiro. “É incentivar e reconhecer esses talentos”.

Mais de 1.000 projetos de todo o país foram inscritos na primeira edição do prêmio, no ano passado. Ruth destacou que a premiação contribuiu para  tombar uma manifestação cultural na Região Norte, chamada Roda de São Gonçalo, “que estava esquecida há muitos anos”. Da mesma forma, a iniciativa colaborou  para que um grupo quilombola de Roraima fosse reconhecido e obtivesse a titularidade por conta de sua manifestação cultural.

Ao mesmo tempo, o Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras  contribui para a descoberta de grupos culturais fora do eixo das grandes metrópoles, lembrou Ruth.
Edição: Graça Adjuto
Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br

Crédito da imagem: Nill Jorge

8.11.11

Milhares de livros grátis na internet

É possível baixar títulos como “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, obras de Machado de Assis, a “Arte Poética”, de Aristóteles, “A Metamorfose”, de Franz Kafka, entre outros




Milhares de títulos, entre clássicos da literatura e obras didáticas, podem ser acessados gratuitamente na internet.
A Universidade de São Paulo (USP) disponibiliza no site Brasiliana cerca de três mil livros para download. Além de livros, o portal abriga livros raros, documentos históricos, manuscritos e imagens que são parte do acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, doada à universidade.

No site Cultura Acadêmica, da Universidade Paulista de São Paulo (Unesp), estão disponíveis mais de cem livros acadêmicos. As obras estão divididas por 28 temas, que passam pelas áreas de Artes, Ciências Humanas, Biologia, Economia, entre outros. Para baixar os livros, basta se cadastrar por meio do endereço http://www.culturaacademica.com.br/cadastre-se.html.

Os usuários podem, ainda, acessar mais de 350 títulos no portal Domínio Público, do Ministério da Educação. O site funciona como uma biblioteca digital, criada para divulgar clássicos da literatura na internet. No endereço, é possível baixar títulos como: “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, obras de Machado de Assis, a “Arte Poética”, de Aristóteles, “A Metamorfose”, de Franz Kafka, entre outros.  O site abriga ainda músicas, obras de literatura infantil, vídeos e fotografias.

6.11.11

Cataratas do Iguaçu

Brasil e Argentina fazem campanha para que Cataratas do Iguaçu entrem na lista das novas Sete Maravilhas da Natureza


Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil
São Paulo –  Brasileiros e argentinos fazem campanha juntos para que as Cataratas do Iguaçu entrem na lista das novas Sete Maravilhas da Natureza. Com 275 quedas d'água, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, as cataratas já estão entre as 28 finalistas de uma eleição mundial organizada pela fundação suiça New 7 Wonders.
A eleição começou em 2007, com duas etapas: voto popular e seleção de especialistas. A New 7 Wonders é a mesma entidade que elegeu o Cristo Redentor como uma das novas Sete Maravilhas do Mundo. As Cataratas do Iguaçu foram selecionadas entre 440 atrações de 220 países. A campanha para mobilizar os brasileiros começou na última quinta-feira (3) na capital paulista.
As cataratas estão dentro do Parque Nacional do Iguaçu, que fica no extremo oeste do Paraná e foi tombado como Patrimônio Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 1986. De acordo com o superintendente de Comunicação Social da Itaipu e integrante do comitê local de apoio à campanha, Gilmar Piolla, apesar de a atração já ser reconhecida mundialmente, a integração inédita entre a Argentina e o Brasil na busca pelo posto de uma das sete maravilhas naturais do mundo tem significado especial para as duas nações.
“Vamos conseguir projetar uma imagem positiva daquela região de fronteira para o mundo inteiro e, assim, consolidar o destino Iguaçu como uma marca de valor internacional. Vamos atrair mais turistas e investimentos públicos, necessários para a melhoria das condições de infraestrutura do aeroporto, do acesso às cataratas, das aduanas, do corredor turístico. Além disso, vamos atrair mais investimentos privados na expansão da rede hoteleira, gastronômica e de serviços”, afirmou Piolla.
O presidente do Iguaçu Convention Boureau - que representa o setor privado no processo -, Enio Eidt, ressaltou que a eleição aumentará o número de turistas em mais de 10% em cinco anos. “Atualmente são 3,5 milhões de turistas por ano visitando a região, sendo que desses, 1,5 milhão vai para a região das cataratas. Esperamos aumentar o movimento em 12% ao ano, nos próximos cinco anos. Temos 40% dos turistas vindos do exterior e queremos aumentar para 50%."
O secretário de Turismo de Foz do Iguaçu, Felipe Gonzalez, disse que a vitória será uma conquista brasileira. “Sem dúvida, ampliará muito as possibilidades de desenvolvimento turístico, não só de Foz do Iguaçu, mas de toda a região, tendo em vista que as belezas e a infraestrutura se multiplicam entre as fronteiras”, declarou.
Para votar nas Cataratas do Iguaçu basta enviar uma mensagem de texto do celular para o número 22046 com a palavra CATARATAS, a um custo de R$ 0,31 mais impostos. Também é possível votar pelo site oficial Vote Cataratas, no site da Fundação New 7 Wonders e no Facebook.
Edição: Andréa Quintiere
Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br 




Crédito da imagem: Szymon Kochanski



1.11.11

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