31.1.11

Dia Internacional do Mágico

Dom João Bosco o Padroeiro dos Mágicos
No dia 31 de Janeiro, Dia Internacional dos Mágicos, reverenciamos a memória de São João Bosco, o Patrono dos Mágicos.
No dia 31 de janeiro de 1888 faleceu, na Itália, São João Bosco, Patrono Universal dos Mágicos. Dom Bosco nasceu na cidade de Becchi, norte da Itália.
Ele era filho de camponeses pobres da Vila Castelnuovo D´Asti, hoje denominada Castelnuovo Dom Bosco, em sua homenagem.
Muito cedo perdeu seu pai, quando estava com Dois anos de idade e sua mãe, Dona Margarida, conseguiu, com muito sacrifício, lhe dar uma boa educação e uma ótima instrução religiosa.
Aos 20 anos, Dom Bosco entrou para o Seminário e com 26 anos já rezava sua primeira missa.
Daí em diante viveu inteiramente dedicado às crianças e aos jovens, aos órfãos e abandonados que ele com muito amor e dedicação recuperava para a sociedade, tornando-os úteis depois de dar-lhes uma profissão.
Por isso, ele recebeu de um Cardeal Arcebispo a denominação de Orphanorum Pater , Pai dos órfãos.
Em 1845 ele fundou a Congregação Salesiana e a Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora.
Em 1877 ele iniciou o Boletim Salesiano, que atualmente é publicado em 29 idiomas, com mais de um milhão e quinhentos mil exemplares de tiragem mensal.
Além de mágico ele era acrobata e malabarista.
Ele utilizava estas habilidades para atrair a atenção das pessoas na porta de sua casa, convidando a todos em seguida para rezarem o terço, seguido de sua alegre pregação.
Dom Bosco foi canonizado em 1934 e em 1988 recebeu do Papa João Paulo II o título de Pai e Mestre da Juventude .
Quando Dom Bosco faleceu, existiam cento e cinqüenta estabelecimentos de caridade, os quais abrigavam mais de trezentas mil pessoas.
As últimas palavras de Dom Bosco foram: Façamos o bem a todos e o mal a ninguém .
Fonte: www.magicoamador.com.br

Crédito: Hryck.

28.1.11

Dia do Portuário

  Não se sabe ao certo quando teve início a comemoração do Dia do Portuário, o que se tem conhecimento é que a data é festejada em alusão à abertura dos portos brasileiros ao comércio exterior por meio da Carta Régia assinada por Dom João VI, em 28 de janeiro de 1808. A assinatura da famosa Carta Régia, em 28 de janeiro de 1808, oito dias após a chegada da Corte Portuguesa à Bahia, abriu os portos do Brasil ao comércio com todas as nações amigas. A partir desse período o Brasil passou a competir no comércio exterior com outros países. Nas Companhias Docas e para os trabalhadores portuários, o dia 28 de janeiro é considerado feriado. “Há mais de 20 anos esse benefício faz parte de nosso acordo coletivo”, diz Everandy Cirino. 


Crédito: Alê Brenguer

27.1.11

Dia Internacional da Recordação do Holocausto

A 27 de Janeiro de 1945, o exército soviético libertava o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polónia, revelando ao mundo as atrocidades cometidas pelo regime Nazi de Adolf Hitler. Para que as vítimas não sejam esquecidas, a Organização das Nações Unidas determinou que seria o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
Ler mais em : holocausto-doc.blogspot.com


Crédito: sanzante

26.1.11

Crianças são resgatadas de trabalho escravo em lavoura de fumo

Onze crianças e adolescentes, com idade entre 12 e 16 anos foram resgatadas de trabalho semelhante ao escravo, no município de Rio Negrinho, em Santa Catarina. Na mesma operação, 12 adultos também foram libertos. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), eles atuavam na colheita do fumo e na aplicação de agrotóxicos sem o uso de equipamentos de proteção.
Os menores eram transportados em uma caçamba de trator que os recolhia em casa às seis horas da manhã e só retornavam às oito da noite. O trabalho em plantações de fumo é proibido para menores de 18 anos, pois provoca câncer e outras doenças degenerativas, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
De acordo com o MTE, os trabalhadores adultos não possuíam registro em carteira, não faziam o descanso semanal remunerado, nem gozavam dos demais direitos trabalhistas. O empregador não disponibilizava banheiro para os funcionários e os alimentos fornecidos nas refeições eram estocados junto aos agrotóxicos.
O proprietário da fazenda foi autuado pelos mesmos motivos há dois anos. Dessa vez, deverá desembolsar R$ 60 mil, referentes ao pagamento de verbas rescisórias. Além disso, cada trabalhador receberá aproximadamente R$ 1 mil de indenização por danos morais.
Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra, somente no Brasil existem aproximadamente 25 mil trabalhadores que vivem como escravos.
De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.
Fonte:www.radioagencianp.com.br

23.1.11

Muita diversão para celebrar 457 anos de São Paulo

SÃO PAULO - Sexta, sábado, domingo. Feriado na terça, enforca-se a segunda. Este é o roteiro ideal para pegar as estradas e cair no litoral, ou relaxar no interior.

Mas, neste feriado prolongado que se aproxima, em virtude do aniversário da cidade de São Paulo, na próxima terça-feira, dia 25, aqueles que ficarem pela capital  terão a oportunidade de observá-la de modo mais prazeroso e relaxante, do que o habitual.
Exatamente. Pois, em virtude das comemorações da aniversariante, que completa 457 anos, dezenas de eventos ocorrem nos quatro cantos da cidade. Tem passeios para os mais variados gostos: adrenalina para os aventureiros, lazer cultural para os cults, entretenimento descolado para os mais modernos, dicas para repousar para os mais agitados, entre outras opções para os mais variados estilos dos paulistanos.

Música

Para quem curte um bom som, diversas opções se espalham pela metrópole. Antecipando os festejos, neste sábado (22), às 11h, a Marquise do Parque do Ibirapuera recebe a banda mineira Pato Fu, que também irá celebrar os 457 anos de Sampa. O show faz parte da quarta edição do Planeta Sustentável, e terá repertório do CD “Músicas de Brinquedo”, que foi gravado com percussão inusitada: apenas brinquedos.
No dia 24, segunda-feira, a banda Serial Funkers comanda a “Pure Black Music”, no Rey Castro Cuban Bar, na Vila Olímpia. O grupo traz fortes influências da música negra internacional e nacional, como Michael Jackson, Rihanna, Jorge Bem e Tim Maia. Para assistir a apresentação o preço de R$ 15 a R$ 35. Maiores informações podem ser adquiridas pelo telefone (11) 3842-5279.
A tradicional festa organizada pela Secretaria Municipal de Cultura,  neste ano reunirá, na terça-feira (25), em um palco montado na Avenida Ipiranga, próximo à Praça da República, músicos paulistanos interpretando canções inspiradas em São Paulo. Por exemplo, “Sampa” de Caetano Veloso, na voz de Maria Gadú, “Ronda”, de Paulo Vanzolini, interpretado por Paulo Miklos. Também estarão presentes no evento “SP ao Cubo - 457 anos de São Paulo”, o rapper Repin Hood, Paulo Ricardo, Malu Magalhães, entre outros artistas. A festa é gratuita e começa às 11h.
Ivete Sangalo também vem dar os parabéns à cidade, em show  que ocorre no Anhembi. O ingresso poderá ser adquirido na troca por duas embalagens de Garnier Nutrisse, que dará direito a uma camiseta, obrigatória para a entrada. Os portões se abrem às 13h. Proibida a entrada de menores de 18 anos. Após o show da baiana, o grupo Pixote sobe ao palco para continuar o agito.

Futebol

Tradicional evento nas comemorações do aniversário da metrópole, nesta terça-feira (25), às 11h, acontece a  final da Copa São Paulo de Juniores, que ocorre no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o charmoso Pacaembu. Ainda não se têm definido os finalistas, mas com certeza, este é um passeio que os amantes da arte da ‘pelada’ não podem deixar de fora da lista de lazer do feriado.

Exposições

Para os mais antenados com o que ocorre no circuito cultural da cidade, sempre na data de comemoração do aniversário da cidade, São Paulo se torna inspiração para artistas dos mais variados estilos. Por exemplo, a que ocorre desde o último dia 17, no Shopping Pátio Paulista da artista Suzy Gheler, que reuniu 48 estátuas de tecidos e tamanhos naturais, sob o tema “São Paulo - Terra da Gora”. Na mostra a artista expõe os bonecos, todos com guarda-chuvas, onde simbolizam uma das marcas mais tradicionais da cidade: a garoa.
No mezanino do Prédio Histórico dos Correios, no Vale do Anhangabaú, ocorre a exposição “As Mil e uma Luzes de São Paulo”, que traz diversas obras, como esculturas, fotografias e instalações da cidade, com as assinaturas de Bruno Carvalho, Helena Aico, Miguel de Frias, Nino Millán e Adriana Rizkallah. A entrada é gratuita e a visitação ocorre de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h.

Nesta sexta-feira (21) a Casa da Fazenda do Morumbi inicia a exposição “Olhar para um Lugar na Cidade de São Paulo” na qual reúne 10 obras de óleo sobre tela, dos quais o artista Marcelo Maria de Castro, traz a cidade como grande inspiração e retrata cenas do cotidiano paulistano. O local fica na Avenida Morumbi, 5.594.

Outra mostra que celebra os 457 anos da mais importante cidade do país, é a “60 Anos de TV no Brasil”, que levará o visitante a uma viagem no tempo, que relatará a importância do meio de comunicação para  a cidade de São Paulo. A exposição, que será aberta a visitação do público no próximo dia 25,  na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111), contará com dezenas de imagens, textos explicativos do avanço do sistema televisivo, além de figurinos de épocas passadas, e objetos históricos como a primeira câmera da TV Tupi, a percussora dentre os canais brasileiros.

No bairro de Vila Madalena, zona oeste, irá respirar fotografia a partir do dia 25. Isto se dará em virtude da 2º Mostra São Paulo de Fotografia, que irá espalhar centenas de imagens peculiares da cidade em bares, restaurantes, muros, lojas, ateliês, entre outros estabelecimentos.
Idealizado e projetado pelo jornalista Fernando Costa Neto, os trabalhos retratam o cotidiano de São Paulo.

Cinema a teatro

Para os apreciadores destas duas artes, duas opções sugestivas, uma para cada segmento, a começar pelos palcos, neste caso mais específico para quem adora dançar. O grupo Teatro de Dança irá no dia 25, das 16h às 19h, conceder aula de baile, dos mais variados estilos, como forró, samba rock, samba, bolero e samba de gafieira. O público alvo são os dançarinos iniciantes e iniciados. A entrada é franca, e o aprendizado muito rico. Para quem se interessar basta ir à sede do Teatro de Dança, na Avenida Ipiranga, 344, subsolo do Edifício Itália. Aos cinéfilos a sugestão é conferir a mostra “Cidades de São Paulo” que ocorre na Galeria Olido, localizado na Galeria Olido (Avenida São João, 473), ao custo de R$ 1. A mostra trará uma seleção de filmes , entre longas e curtas metragens. Além dos longa-metragens, destaque especial para os curtas que são filmados com foco em determinados bairro. A mostra fica em cartaz até o dia 30 deste mês.
Outros passeios

A cidade que nunca para, não iria se desanimar justo em seu aniversário, e realizar poucas opções de entretenimento para os moradores e visitantes. Há ainda outra rota de passeios que podem ser conferidos no feriado de 25 de janeiro. Entre eles está o Museu da Língua Portuguesa (Praça da Luz, s/nº), que terá uma programação especial na terça-feira. Às 11h o contador de histórias, repentista e poeta, Cesar Obeid apresenta o espetáculo “Cantando e Rimando São Paulo”. Às 14h é a vez do ator e diretor teatral Marcelo Marcus Fonseca junto com o grupo musical Arrasta Sandália, apresentarem um espetáculo com sambas tradicionais e chorinhos. Não precisa pagar para participar destes eventos, que ocorrem no Espaço Café do local, localizado no térreo.

No último dia 10 o premiado artista plástico Eduardo Kobra, junto com sua equipe iniciaram a pintura do prédio do Senac, na Avenida Tiradentes na altura do número 820. Mas esta intervenção artística promete encantar os transeuntes da região ou visitantes, pois eles estão retratando a Rua Direita como era em 1905 e o Viaduto do Chá no início da década de 50. Estas paisagens a céu aberto fazem parte do Projeto “Muros das Memórias”, que retrata cenas paulistanas do século XX. A intenção do Studio Kobra é terminar as pinturas no dia do aniversário da cidade. Que belo presente!

Para os amantes dos livros um “novo-velho” passeio poderá ser feito a partir de 25 de janeiro, com a reabertura da Biblioteca Mário de Andrade, a segunda maior do país, que desde 2007 passa por revitalização e modernização. Ao custo de R$ 16,3 milhões, o local será mais um atrativo para a cidade,  localizado na R. Consolação, 94. Ao todo, os literários ou pesquisadores terão a disposição 327 mil livros, dentre os quais 51 mil são considerados raros.

Aos fashionistas a dica é curtir o 3º Circuito de Moda e Arte que ocorre na semana do feriado do aniversário de São Paulo. O evento trará dezenas de atividades, como palestras, que contará a história da moda dos paulistanos, oficinas de topografia, onde o participante poderá estampar sua própria camiseta. As atividades, que são gratuitas, acontecem no Centro Cultural Banco do Brasil, na Aliança Francesa e Casa das Rosas. No CCBB, também haverá na semana do feriado a apresentação de diversos filmes que contribuíram para a evolução da moda. Para obter maiores informações ligue no (11) 3113-3651, ou vá até a sede do CCBB, na Rua Álvares Penteado, 112, no centro de São Paulo.

Aliar diversão à solidariedade. Este é o desejo da balada Trash 80’. Quem for ao local entre hoje e segunda-feira (24) e levar dois quilos de alimentos não perecíveis — exceto sal e açúcar — pagará preços promocionais para entrar, ou poderá receber entradas VIPs. Os mantimentos serão doados para ajudar as vítimas da tragédia que acometeu a região serrana do Rio de Janeiro. E para a diversão ficar garantida, nos dias que antecedem o feriadão a danceteria fará festas especiais aos frequentadores. Para saber mais da programação, horário e preços, ligue (11) 3262-4881 ou (11) 9162-8588.

O Jockey Club de São Paulo celebra o tradicional Grande Prêmio 25 de Janeiro no dia do aniversário da cidade, a partir das 14h, no Hipódromo Paulistano, com homenagens ao empresário Joesley Batista, presidente do grupo JBS.  A partir das 14h30 para deixar o ambiente ainda mais harmonioso o maestro João Carlos Martins se apresenta com a Orquestra Bachiana Filarmônica. No aguardado momento do corte do bolo de comemoração aos 457 anos de São Paulo, haverá as benções do Padre Marcelo Rossi e do Bispo Dom Fernando. O Jockey Club está localizado na Avenida Lineu de Paula Machado, 1.263, no bairro de Cidade Jardim. A entrada é franca.

Aventura

Sem dúvidas que a cidade de São Paulo oferece centenas de pontos turísticos a serem admirados. Agora, imagina observá-los a 150 metros de altura. É exatamente isso que a companhia de táxi aéreo Helimarte oferece. Com voos panorâmicos sobre a cidade, de dentro de um helicóptero, é possível admirar as monumentais belezas da Catedral da Sé, do Pacaembu, do Parque e da Estação da Luz, da Ponte Estaiada, entre outros pontos maravilhosos. O passeio custa entre R$ 900 e R$ 1.500. Informações:  (11) 2221-3200.



Marcel Andrade Paulo
Fonte:  www.panoramabrasil.com.br

22.1.11

Passaporte americano decreta o fim dos campos Pai e Mãe



O atual formulário para passaporte americano tem dois campos referentes aos pais do solicitante, o “Father's Name”, nome do pai e “Mother's name”, nome da mãe, além do local e data de nascimento de cada um.

Estes requisitos que parecem tão banais, comuns, contêm uma postura cada vez mais incorreta e discriminatória. Eles pressupõem que todas as pessoas tenham um pai e uma mãe, um de cada gênero.

O que não é necessariamente verdade, já que há casais compostos por duas mulheres ou dois homens, que têm filhos. Nesses casos, preencher os campos pai e mãe pode ser constrangedor.

Por isso, o Governo Americano vai eliminar as palavras 'pai' e 'mãe' dos formulários para passaporte americano e substituí-las por uma terminologia neutra em termos de gênero, ou seja, 'Parent one' (genitor um) e 'Parent two' (genitor dois).

O formulário ainda não está disponível para o público, mas logo já estará online. É o fim do “papai-mamãe” para quem vai pedir o passaporte americano
Fonte:centraldenoticiasgays.blogspot.com

Elza Soares

Elza Soares

Considerada a melhor cantora do século pela BBC de Londres, a cantora Elza Soares participa da campanha “Sim, eu Aceito”, que visa apoiar “A livre expressão do amor e o direito universal ao casamento”, ou seja, o Casamento Gay.

Elza, que já foi coroada madrinha da Comunidade LGBT e sempre declarou apoio à diversidade sexual, disse: “Como poderia pensar em ser contra o amor? Se estamos falando de amor, união, é claro que eu aceito.”

As fotos foram realizadas durante as apresentações especiais de Elza com o grupo “Nó em Pingo Dágua”, no SESC, em São Paulo.

A campanha “Sim, eu Aceito” visa trazer personalidades que são referência em suas áreas para apoiar a união entre iguais. A ideia também ocorreu na Argentina e na Califórnia, onde vários famosos (como Lance Bass, Cher...) vestiram a camisa e apoiaram o Casamento Gay.

No Brasil, já participaram da campanha “Sim, eu Aceito” o jogador Raí, a atriz Marisa Orth, o cantor Rogério Flausino, a apresentadora Astrid Fontinelli, o apresentador Cazé e a atriz Betty Faria.

Elza Soares participa de campanha em prol do Casamento Gay

Fonte:centraldenoticiasgays.blogspot.com

Corinthians: uma paixão que navega os mares



SÃO PAULO - Um navio para a família corintiana. Esta é a concepção que a CVC Turismo colocou no mais novo cruzeiro do Corinthians, que ocorre entre 23 e 27 de fevereiro com saída do litoral paulista rumo a praias de Santa Catarina.

Esta é segunda vez que o time do Parque São Jorge se une a uma empresa de turismo para fazer um cruzeiro. No ano passado o “Navio do Centenário”, que foi denominado desta forma em virtude das comemorações de 100 anos do time paulista, percorreu trajeto do Porto de Santos à bela cidade de Búzios, no Rio de Janeiro.

Neste ano, pela primeira vez a rota Santos-Itajaí-São Francisco do Sul será utilizada por um transatlântico. Além desta novidade, o Navio do Corinthians será realizado com o sistema tudo-incluído, ou seja, para  comida e bebida, inclusive alcoólica, não precisa pagar nada além do preço da cabine, que custa a partir de US$ 799 e  pode ser parcelado em até 10 vezes sem juros.

“A verdade é que nós não esperávamos o sucesso que foi o do ano passado, e por pedidos de muita gente que frequentou, e muitas outras pessoas que não conseguiram ir, tivemos que lançar este”, disse o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, no dia do lançamento oficial do Navio do Corinthians,  realizado recentemente no   bar O Torcedor, localizado no Estádio do Pacaembu. “Espero que vire tradição e todo ano tenha um”, continuou.

O presidente da CVC, Valter Patriani, reforçou que este passeio será para desfruto de todas as gerações de corintianos, e que as famílias alvinegras têm motivos suficientes para embarcarem.

“É um cruzeiro dedicado à família corintiana, a família que frequenta o clube, eu indico levar as crianças. A nossa equipe de recreação pega as crianças de manhã e só as devolvem à noite para os pais,  ‘desmaiadas’, prontas para dormir. O navio é muito equipado para levar jovens”, afirmou. “Leve a esposa, pois navio é muito romântico para estar com  mulheres. A noite no navio é sempre muito charmosa, e  começa às 22h e acaba por volta das 4h”, reforçou o convite.

Já o diretor de Cruzeiros da CVC, Milton Sanches, acredita que a parceria com o clube alvinegro faz parte da característica da empresa de turismo de sempre inovar nos cruzeiros temáticos, além do que, trabalhar com uma marca forte como a do Corinthians facilita tudo.

“Tem a ver com a variedade da CVC. Hoje somos a operadora que tem o maior número de cruzeiros temáticos. Tem a ver com esta diversidade. Estamos fazendo o do Corinthians, mas podemos fazer  de outros clubes futuramente”, afirmou o diretor. “A marca do Corinthians indiscutivelmente é a mais importante dos times de futebol. Uma pesquisa recente que foi divulgada mostra o valor da marca. Então isso facilita sobremaneira”, continuou, lembrando de um estudo realizado, em 2010  pela Crowe Horwath RCS que apontou o Corinthians como a marca mais valiosa dentre os times brasileiros, com patrimônio estimado em R$ 748,9 milhões.

“O Corinthians é uma marca muito forte, muito popular, tem torcedores desde o mais humilde até o presidente da República, o Lula, por exemplo. Ou seja, o Corinthians cabe dentro de um universo enorme de pessoas”, contextualiza Patriani.

O Cruzeiro

O transatlântico zarpa de Santos no dia 23 de fevereiro. Daí até o retorno, no dia 27, a única preocupação do passageiro será saber como aproveitar da melhor forma possível. Afinal, além das variadas áreas de lazer, a presença de ex-jogadores será intensa.

Equipado com nove decks, 800 cabines, piscinas, jacuzzis, solarium, parede de escalada, teatro, dois restaurantes, discoteca, café shop e cassino, o navio tem capacidade para levar 1.900 tripulantes do chamado “bando de loucos”.

A presença de ex-jogadores está confirmada, mas os nomes dos craques que embarcarão junto com os fanáticos ainda não foram confirmados; alguns são dados como certos, como Dinei, Basílio, Tobias, Biro-Biro, entre outras feras que jogaram pelo Timão.

“A expectativa é muito boa de ter nossos ídolos com os seus torcedores. Vemos isto pelo lado dos nosso clientes, e queremos que eles se sintam o melhor possível: que tenham um cruzeiro muito alegre, ordenado, e que saiam felizes e querendo voltar num outro”, expõe  Milton Sanches, que não esconde o fanatismo pelo Timão.

A Viagem

A rota turística também promete ser bem especial aos passageiros. Pela primeira vez as praias de Itajaí e São Francisco do Sul, ambas no litoral catarinense, fazem parte de uma rota de cruzeiro.

Quando chegar a São Francisco do Sul, conhecida como “São Chico”, os tripulantes terão o prazer de conhecer o centro histórico do local, que é preservado, e museus dedicados ao universo  marítimo, bem como lindas praias ao redor.

Além desta novidade, o passeio contará com a participação da banda oficial da Oktoberfest, uma das festas mais tradicionais do Brasil, que, como o próprio nome sugere, ocorre apenas no mês de outubro, também em Santa Catarina, e desta vez fará uma espécie de carnaval fora de época.

“Fechamos uma parceria com a Oktoberfest para ter muita alegria, acho que o cruzeiro tem que ter alegria, e nada melhor do que colocar esta festa que por si só é alegre”, afirmou Milton Sanches.

Serviço:

Navio do Corinthians — Saída de Santos, com roteiro Santos/Itajaí/São Francisco de Assis/Santos. Cinco dias, quatro noites. Sistema all-inclusive. A partir de US$ 799, em até 10 vezes   sem juros.


Marcel Andrade Paulo
Fonte:www.panoramabrasil.com.br 

21.1.11

As causas de tantos desastres ambientais

Editorial da edição 412 do Brasil de Fato

Sofremos mais uma tragédia. Mais de 600 pessoas perderam a vida nos municípios serranos do Rio de Janeiro. Outras dezenas pagaram com a vida em São Paulo, Minas Gerais...
A televisão e os meios de comunicação da burguesia estão cumprindo seu papel: transformaram a desgraça alheia num espetáculo diuturno, em que se assiste a tudo, menos o mais importante, que é debater sobre o por que está acontecendo tudo isso.
Para a televisão não interessa debater as causas. Seu objetivo não é resolver os problemas sociais, é apenas aumentar a audiência. E aumentando a audiência, sobem os pontos para as tarifas da publicidade que cobram das empresas.
Para a classe dominante, a burguesia brasileira e seus representantes no Estado brasileiro, tampouco interessa debater quais as causas destes desastres ambientais. Eles sabem que um debate mais reflexivo, sério e profundo certamente chegaria até eles como os principais responsáveis e causadores dessas tragédias.
Assim, a população brasileira vai vivendo de espetáculo em espetáculo, como uma verdadeira novela. Ou melhor, de tragédia em tragédia. Mas novela é ficção, representação, teatro. E o que está acontecendo não é teatro. Na vida real, milhares de famílias perdem suas casas e tudo o que construíram. Centenas perdem seus entes queridos. Mas quem se importa com isso? As elites dizem: “o povo logo esquece as desgraças...” e a vida se normaliza.
Quem ainda se lembra de quantos morreram na região sul do estado do Rio no ano passado? Quantos se lembram das 13 cidades pobres do sul de Pernambuco e norte de Alagoas que foram soterradas no ano passado? Quantos ainda se lembram que ainda há centenas de desabrigados, na região de Blumenau (SC), dos desastres de dois anos?
Felizmente têm aparecido análises sérias, de estudiosos e especialistas ambientais, que nos levam a entender e a explicar onde estão as verdadeiras causas desses “desastres naturais”, provocados pela ação humana e que têm-se repetido sistematicamente no território brasileiro.

Destas avaliações, podemos enumerar as principais:
1. Houve uma agressão permanente no Bioma da Amazônia e do Cerrado, destruindo a vegetação nativa e introduzindo a monocultura e a pecuária. Isso alterou o regime de chuvas e criou uma verdadeira estrada que traz chuvas torrenciais do Norte para o Sudeste.

2. Houve uma agressão ao não se respeitar o meio ambiente ao redor das cidades, e não há mais áreas de proteção nos cumes das montanhas, nas encostas e margens dos rios. De maneira que, quando aumentam as chuvas, elas se projetam diretamente sobre as moradias e a infraestrutura social existente.

3. Houve uma impermeabilização das cidades, em função do automóvel, para ele andar mais rápido.Tudo é asfaltado. E quando chove, a velocidade das águas aumenta de forma abrupta, em tempo e volume.

4. Há uma especulação imobiliária permanente, que quer apenas lucro, empurrando os pobres para ladeiras, encostas, margens de rios, córregos e manguezais.

5. O modelo de produção agrícola do agronegócio introduziu o monocultivo extensivo, sobretudo com pasto, cana e soja, que desequilibraram o meio ambiente. Destruindo toda a biodiversidade vegetal e animal. Este desequilíbrio provoca alteração no regime de chuvas, na sua intensidade e concentração em determinadas regiões. Ou seja, chuvas torrenciais, concentradas em volume e em determinados dias. Isso é provocado pelo tipo de agricultura, que devastou o equilíbrio que havia na biodiversidade natural. Daí que a agricultura familiar, que pratica agroecologia e agrofl oresta é fundamental para o equilíbrio do regime de chuvas, de clima e temperaturas em todo o território nacional, inclusive nas cidades.

6. As cidades brasileiras estão se organizando apenas em função do transporte individual, do automóvel, que apenas dá lucro para meia dúzias de transnacionais instaladas no país. Então se investem volumosos recursos em obras de vias públicas, fazem-se pontes, túneis, viadutos, soterram-se córregos etc. Tudo isso altera o equilíbrio que havia nos territórios hoje urbanizados.

7. A população urbana perdeu o hábito de ter jardins, hortas familiares e defender mais áreas verdes nas cidades, que ainda poderiam amenizar o volume das chuvas e o equilíbrio das temperaturas. Elas também são induzidas a impermeabilizar os arredores de suas casas.

8. Nenhum governante ou agência estatal se preocupa com medidas preventivas, que pudem avisar e deslocar as populações para lugares seguros, como se faz na maioria dos países. Basta lembrar que, há dois anos, Cuba sofreu um ciclone de proporções imagináveis, que arrasou o território. Mas eles tiveram apenas três mortos em todo país. Porque, antes, deslocaram milhões de pessoas para abrigos, e o Estado os deu proteção.

O fato é que tudo isto faz parte de um modelo capitalista de organizar a vida social apenas para o lucro, que representa o desastre, a desgraça e o alto custo de vidas humanas cada vez maior. Portanto, enquanto a sociedade e os governantes não se conscientizarem, assumirem suas responsabilidades e tomarem medidas concretas para enfrentar as verdadeiras causas, teremos, infelizmente, a repetição periódica de de tragédias ambientais e sociais.

Dia Mundial da Religião

21 de Janeiro
A religião acompanha a história do homem desde a época mais remota. Independente da designação que receba, ela se baseia sempre em rituais praticados sozinho ou em grupo e na crença em uma força maior, para a qual são dedicados sentimentos de amor, confiança ou respeito.
Todos os grupos sociais no mundo inteiro têm suas religiões. O que elas costumam ter em comum é a fé em um ser superior, a intermediação de um sacerdote com essa força além da humana e um senso de comunidade, de conjunto.
A maioria das religiões são teístas, mas o budismo, por exemplo, é não-teísta. De qualquer forma, teístas ou não, todas são calcadas em valores éticos e em uma visão do mundo.
Fonte:www.ibge.gov.br/ibgeteen

  Crédito: citykane

20.1.11

Universidade de Harvard e USP estudarão efeitos da poluição na atmosfera amazônica

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) reuniu, na segunda-feira, 17 de janeiro, especialistas da Universidade de São Paulo (USP) e de Harvard (EUA) para definir os próximos passos do projeto “Medições de Radiação Atmosférica (ARN em inglês).  A finalidade é estudar de que forma a poluição proveniente de Manaus interfere em áreas preservadas que estão de certa maneira próximas à capital.
“A ciência ainda não consegue entender a interação das emissões de grandes centros urbanos tropicais como Manaus com as emissões da floresta.  A ideia é estudar essa interação em detalhe”, destacou o físico da USP Paulo Artaxo.
O projeto, que deve estar em pleno funcionamento em 2014, vai ser feito nas proximidades de Manacapuru, interior do Amazonas, onde funcionará com equipamentos distribuídos em uma área de aproximadamente 100 m².
“A maior parte fica concentrada em cinco containeres, mas algumas antenas e uma torre meteorológica (aproximadamente de 10 metros de altura) acompanham o pacote”, declarou Antônio Manzi, pesquisador do Inpa que também está envolvido nas atividades.
Mão dupla
Segundo o professor da Universidade de Harvard e coordenador do projeto, Scot Martin, o projeto já passou por vários países.  “Esses equipamentos foram feitos para viajar.  Países como China e Índia já participaram das pesquisas”, declarou.
Para a gerente operacional do projeto de Larga Escala da Biosfera Atmosfera da Amazônia (LBA), Hilândia Brandão, a parceria bilateral vai trazer aos cientistas brasileiros o acesso aos equipamentos.  “Além da complementação dos estudos do LBA, essa parceria vai trazer os equipamentos que só vão somar aos estudos”, disse.
(EcoD)
Fonte: Mercado Ético
Link: http://mercadoetico.terra.com.br/

 

Dia do Farmacêutico

20 de Janeiro
O farmacêutico estuda os remédios, cosméticos e alimentos industrializados de modo a garantir sua eficácia e segurança na produção e utilização pelo consumidor. Pode atuar na pesquisa, produção e distribuição dos mesmos, sendo obrigatório o registro no Conselho Regional de Farmácia.
No Brasil, a atividade profissional está sob a jurisdição do Conselho Federal de Farmácia, que regulamenta seu exercício, com base na Lei 3.820, assinada em 11 de novembro de 1960, pelo Presidente Juscelino Kubitschek.
Fonte:www.ibge.gov.br/ibgeteen 

Crédito:CasalMALY

Museu da Farmácia - Morretes - PR - IMG_2444

Caminhando pelas ruas de paralelepípedos, não resistimos em conversar com uma senhora idosa que estava debruçada no parapeito da janela de sua casa. Uma senhora muito amável que nos convidou para entrar e nos mostrou a casa – uma das primeiras da vila, construída pelo seu pai, Sr. Roberto França, que foi médico, farmacêutico, e até delegado na cidade.
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Essas fotos são de Julho de 2007
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Confira o relato completo dessa viagem em nosso blog Vida de Viajante, na categoria [PR] Morretes
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Foto: Marcelo Maestrelli
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Dia Nacional do Fusca

20 de Janeiro
No Brasil, ele chegou no final dos anos 50, quase vinte anos depois de ter sido fabricado o primeiro modelo na Alemanha, em 1935.
Hoje, ele está presente no mundo todo, em mais de 150 países. De quem estamos falando? Do fusca - um carro com mais de 50 anos de vida, que tem data nacional e mundial (22 de junho) para ser comemorado.
Fusca

Uma paixão de décadas

Fusca
Em 1953, o primeiro fusca motor 1200 cm3, genuinamente brasileiro, era montado num galpão alugado em São Paulo. Quatro anos depois, a indústria automobilística alemã, Volkswagen, que fabrica o carro, montava a primeira fábrica no Brasil, num espaço de 10 mil metros quadrados.
Até 1957, mais de 2 mil fuscas novinhos em folha saíram da linha de montagem. No começo, o modelo era importado da Alemanha para ser montado aqui. Depois, passou a ser fabricado na filial brasileira da indústria alemã.
Nos anos 60, o fusca já era líder no mercado brasileiro, com mais de 30 mil unidades vendidas em 1962. Em 4 de julho de 1967, a Wolkswagen atinge a marca de meio milhão de fuscas vendidos no Brasil.
As vendas continuam cada vez melhores no início da década de 70. Em 1973, mais de 220 mil fuscas - 40% das vendas totais de carros no país - foram vendidos. O modelo fusca Sedan ("fuscão"), luxuoso e equipado com cinto de segurança, surge nessa época.
Um ano depois é lançado o Super-fuscão, com motor de 1.600 cilindradas. E em 1979, o desenho original sofre mais uma das 2.500 modificações, com a introdução de lanternas traseiras maiores que a anterior. Logo ganhariam o apelido de "Fafá", em referência à cantora Fafá de Belém.
A decáda de 80 marca o fim da carreira do fusca no Brasil. Em 1986, a Wolkswagen anunciou que o modelo seria descontinuado por ser um carro que exigia uma produção manual e não permitia o desenvolvimento de modelos derivados - característica dos carros modernos.
Com a chegada do Gol, Saveiro, Parati e Voyage, observa-se uma queda brusca de vendas, o que determinaria de vez o fim da fabricação daquele que já foi o carro mais vendido do país.
Mas nos anos 90, exatamente em 1993, ele ressurge a pedido do então presidente da república, Itamar Franco, que pretendia oferecer uma alternativa popular de carro. Foram 8 meses de preparativos e ajustes e um investimento de US$ 30 milhões para recolocar o fusca no mercado brasileiro.
As inovações foram muitas: vidros laminados, catalisador, barras estabilizadoras na traseira e na frente, pneus radiais, freio dianteiro a disco e cintos de segurança de três pontos. No entanto, em 1997, ele é retirado de linha novamente.
Um ano depois, é apresentado oficialmente no Salão do Automóvel de Detroit (EUA) numa versão dirigida aos norte-americanos. No Brasil, chegaria com o nome de "New Beetle" (novo besouro). Do antigo fusca, apenas as linhas arredondadas. A parte mecânica foi reformulada e o modelo também ganhou motor 2.0 de 116 cavalos e freios a disco nas 4 rodas.
Você Sabia?
O fusca, diferentemente dos outros carros, tem a carroceria aparafusada e não soldada, o que facilita os reparos
Foi o holândes Bem Pon o responsável pela exportação dos primeiros fuscas ao mercado norte-americano. Logo depois, ele desistiu devido ao grande ceticismo demonstrado pelo público americano. Anos mais tarde o fusca era uma coqueluche nos Estados Unidos. As vendas deslancharam a partir de 1955 e até 1965 2 milhões de unidades já haviam sido vendidas, além de uma lista de espera de 9 meses pelo carro.
O fusca era muito ridicularizado no início de suas importações para os Estados Unidos e sofria várias brincadeiras freqüentes como a que consistia em abrir o capô e perguntar pelo motor. Depois, ir até a parte de trás e falar: "colocaram o motor na mala"
O fusca é o carro mais vendido em todos os tempos, com mais de 21 milhões de carros vendidos
Já foram produzidos mais de 21 milhões de Fuscas no mundo desde 1938
O Encontro Nacional do fusca de 1995 está registrado na edição nacional do Guinness Book (o "Livro dos Recordes") com a marca de 2.728 carros reunidos no Autódromo de Interlagos, em São Paulo
Bananinha é o apelido que foi dado ao componente eletromecânico que existia nas colunas dos Fuscas fabricados até 1959, em lugar da tradicional "luz de seta" das lanternas
No Brasil, foram fabricados mais de 3,3 milhões de Fuscas entre 1959 e 1996
Fonte: IBGE

19.1.11

Comentários pelas ruas de São Paulo

- Depois de tanta chuva, Alckmim anunciou a construção da hidroelétrica do Anhangabaú.

- Em SP não se fala mais direita e esquerda... agora é bombordo e estibordo!

- Se a São Silvestre fosse em janeiro, o Cesar Cielo ia humilhar!

- Depois do Airbag, os coletes salva vidas são os opcionais mais importantes nos carros de Sao Paulo.

- O melhor serviço de entrega em SP é do Submarino.

- Ninguém passa fome em São Paulo, Bolinho de Chuva é o que não falta.

- Vamos assistir a chuva lá em casa hoje??

- Quem acha que a água do mundo está acabando não mora em SP.

- Meu passeio ciclístico de hoje fiz de pedalinho.

- Agora, todo paulistano tem casa com vista para o mar.

- Tem carioca morrendo de inveja, agora São Paulo tem dois mares: Mar ginal Tiete e Mar ginal Pinheiros.

- A Dilma está lançando o BALSA-familia pra ajudar São Paulo

- Pelo menos a SABESP cumpriu o prometido: água e esgoto na casa de todo mundo.

- O Alckmim tá trocando o bilhete Único pelo bilhete ÚMIDO!!

- A Marta disse para o Alckmim: Relaxa e bóia!!!

Do leitor - João Batista

Represa pode impulsionar economia de Iguape

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

Iguape (SP) – Uma das maiores expectativas em relação à Barragem do Valo Grande é que a obra impulsione economicamente a cidade de Iguape, no litoral sul de São Paulo. A interrupção do fluxo de água doce no estuário deve possibilitar a recuperação dos mangues da região e a reprodução de maior variedade de peixes e crustáceos.

Construído como um atalho para o transporte de arroz até o Porto de Iguape, o canal do Valo Grande tinha inicialmente 4,4 metros de largura e aproximadamente 4 quilômetros de extensão. Ao longo de cerca de 150 anos, desde a sua abertura, a força das águas do Rio Ribeira aumentou a largura do canal para 200 metros. A grande infiltração de água doce reduziu expressivamente as áreas de mangue.

Com o barramento do fluxo proveniente do rio, a região retomará parte das características originais e  poderá abrigar culturas de valor comercial, como ostras, camarões e mexilhões. O diretor da Divisão de Meio Ambiente da prefeitura de Iguape, André Gimenez, lembra que em Cananeia, outro município da região, existem diversas atividades econômicas que giram em torno dos manguezais. “Lá, com a salinidade alta, há o cultivo de ostras e outras atividades”, destaca.

Entre os setores que também se beneficiariam está o turismo. Wagner Yoshimi tem uma pousada que recebe pescadores esportivos - até 300 pessoas em semana de "lua boa". Nessa rua tem outras sete pousadas do mesmo ramo”, ressalta. Segundo o empresário, a atividade atrai turistas com alto poder aquisitivo.

A atividade ganharia fôlego com o aumento da diversidade de espécies no estuário de Iguape. Mas, de acordo com Yoshimi, as incertezas em relação à construção da barragem inibem investimentos. “Você acaba deixando de investir porque vai empatar o dinheiro em uma coisa que não sabe se vai para a frente”.

O empresário afirma que apesar de ter procurado os órgãos responsáveis pela obra, não conseguiu saber se o Valo Grande será mesmo fechado e qual é a previsão de conclusão do projeto. Outra questão que precisa ser resolvida é a gestão das comportas.

André Gimenez explica que é preciso saber os critérios que serão usados para determinar a abertura da represa em caso de cheia do Ribeira. Após o estabelecimento de culturas que necessitam de água salgada, uma grande entrada de água doce poderia provocar a morte desses animais. “Na situação de abertura, se ela durar mais de três ou quatro dias, a gente vai ter uma perda muito grande”, alerta.

O fechamento das comportas deve ocorrer gradualmente, na opinião do analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) Eliel Pereira de Souza. Segundo ele, é preciso avaliar aos poucos os efeitos da diminuição da água doce no ecossistema. “Se você fechar toda a água doce, você vai ter um choque de água salgada. Você tem toda uma estrutura de comunidade biológica que foi se estabelecendo com a água doce”, ponderou.
Fonte:agenciabrasil.ebc.com.br

Iguape - Brasil

Photo Credit: Vacari | Flickr
 Por eutrophication&hypoxia

Mudança em curso de rio destrói casas no litoral sul de São Paulo

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

Iguape (SP) – O Rio Ribeira está engolindo a faixa de areia da Praia do Leste, em Iguape, no litoral sul de São Paulo. Dentro da água é possível ver árvores e construções que ficaram em parte submersas com o avanço da água.

Entre elas está o antigo imóvel  da comerciante Maria Aparecida Silva. Ela conta que aos poucos a água foi “comendo” as margens. Mas, em princípio, “ninguém percebeu porque não estava comendo nenhuma casa”, explica. Até que, em 2009, o processo se acelerou e o quiosque, que também servia de moradia, acabou dentro do Ribeira.

Com fotos, Maria Aparecida mostra que há 11 anos, quando se mudou para o local, seu primeiro imóvel estava a mais de um quilômetro do rio. Para substituí-lo, Maria construiu outra casa a cerca de 500 metros da água. Como a praia continua sendo engolida, essa também já está ameaçada.

O fenômeno é causado pela perda de volume do rio, que faz com que ele avance em direção ao terreno mais frágil, explicou o diretor da Divisão de Meio Ambiente da prefeitura de Iguape, André Gimenez. Isso ocorre por conta do fluxo desviado pelo canal do Valo Grande. A obra, do século 19, foi feita para encurtar o trajeto do transporte de arroz até o porto da cidade, o mais importante do estado à época.

Ao longo do tempo, a força da água alargou os 4 metros iniciais do canal para  quase 200 metros. Dois terços do Ribeira passaram a desaguar no estuário de Iguape pela saída artificial.

A queda no fluxo de água na desembocadura original provoca o “serpenteamento” do rio nessa parte, explica Gimenez, o que causa a invasão da Praia do Leste. A construção de uma barragem é apontada pela prefeitura e pelo governo do estado como a solução para o problema.

A ideia é antiga, mas voltou a ser discutida em 2007, conta o analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) Eliel Pereira de Souza. Naquele ano, o aumento rápido do volume de água que passa pelo Valo Grande destruiu um conjunto de cerca de dez casas em uma região próxima ao centro da cidade.

Maria Aparecida não tem certeza, no entanto, se a obra já iniciada realmente lhe trará benefícios. “Para fechar a barragem, tem que dragar [o leito assoreado do rio], senão vai piorar”, afirma. Segundo ela, nenhum representante do Poder Público apareceu na praia para dar explicações sobre a represa ou oferecer qualquer ajuda. Resignada, Maria espera pela boa vontade da natureza para que o quiosque atual, onde vende de sorvete a bebida alcoolica, não seja destruído.  “Estamos aqui enquanto o rio quiser”, desabafa a comerciante.

André Gimenez consultou a Defesa Civil do estado para saber que providências poderiam ser tomadas em benefício dos moradores da praia. O órgão respondeu, de acordo com ele, que a única medida possível é a remoção das pessoas, devido à proximidade com o rio, após a mudança de curso do Ribeira.

Edição: Graça Adjuto
Fonte:agenciabrasil.ebc.com.br

18.1.11

Para analistas, tragédia no Rio deve ser levada em consideração no debate do novo código florestal

Marcos Chagas
A destruição causada pelas fortes chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, com mais de 600 mortes contabilizadas até agora, forçosamente será levada em consideração pelos deputados federais no debate sobre o novo Código Florestal Brasileiro, cujo relator é o deputado Aldo Rebelo (PDdoB-SP).  Para o professor de engenharia florestal da Universidade de Brasília (UnB), Eleazar Volpato, as flexibilizações propostas no relatório do deputado Aldo Rebelo agravam “de forma absoluta” a situação das ocupações de morros e encostas em toda a região da Mata Atlântica.
Ele destacou que, pelo relatório, as chamadas áreas ocupadas, mesmo que estejam em Áreas de Proteção Permanente (APP) ou reservas legais, poderão continuar sendo usadas por moradores ou para fins de exploração comercial.  “O que aconteceu no Rio de Janeiro é de uma irresponsabilidade, eu diria até mesmo um sacrilégio.  Praticamente 'liberou geral' naquelas cidades”, disse Volpato sobre as construções em áreas de encostas nas cidades serranas do estado do Rio.
Caso o código seja aprovado pelo Congresso da forma como está, o acadêmico destacou que todas as pessoas atingidas pelas enchentes, mesmo quem perdeu parentes e bens materiais, poderão permanecer nos mesmos locais condenados, pois o projeto os considera “áreas consolidadas”.
Especialista no código florestal, o professor Volpato disse que, diante das agressões ao meio ambiente, “a natureza vai responder, e é o que está acontecendo nesses casos de desmoronamentos e enchentes [decorrentes das fortes chuvas que caem na região serrana do Rio].  Tem que se limitar o uso humano [ocupação irregular da terra] porque o coice da natureza está aí”.
Já o professor de geociências da Universidade de Brasilia, João Willy Rosa, o problema passa também pela legalidade das ocupações.  Para ele, é comum, nas cidades, a falta de zoneamento para definir o tipo de ocupação, urbana ou rural, que é possível.  Três critérios são fundamentais e devem obrigatoriamente, segundo o professor, ser levados em consideração nessa análise: o clima da região, a inclinação das encostas e os tipos de solo e de rocha.
Willy Rosa ressaltou que, independentemente do clima da região, qualquer vegetação que seja retirada de encostas de morros para exploração agropecuária ou ocupação humana, deixará o solo mais exposto a deslizamentos.
O professor de geociência da UnB criticou a falta de políticas municipais de ocupação de solo e disse que a presidenta Dilma Rousseff tem razão quando afirma que as tragédias de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo ocorreram porque as pessoas construíram casas as áreas de risco por falta de alternativa.
Ele destacou que programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, precisam de licença das prefeituras na hora da escolha dos terrenos.  Willy Rosa disse que, se essa escolha seguiir critérios técnicos, ajuda a minimizar o problema.  “Não pode é querer trocar as residências por votos e dizer que não tem problema [construir em áreas de risco]".
Para Andre Lima, ambientalista e consultor jurídico da Fundação SOS Mata Atlântica, a liberação de atividades econômicas em áreas de encosta, prevista na proposta em discussão na Câmara, agravará o problema vivido hoje por muitos municípios brasileiros.  “Isso está diretamente ligado a área de risco.  Não adianta querer jogar o problema para os prefeitos.  Diante das pressões [econômicas e políticas], ele vai se embasar na lei”, afirmou.
As mudanças propostas, segundo André Lima, consolidam o uso e a exploração econômica e também de ocupação urbana de áreas de proteção permanentes.  “Existe um total conexão.  As áreas de consolidações rurais flexibilizam para a ocupação urbana”, disse ele.
Edição: Vinicius Doria
Fonte: Agência Brasil - EBC
Link: http://www.agenciabrasil.gov.br/ 

Ninguém vai morar em área de risco porque quer ou porque é burro

Raquel Rolnik

Na última terça-feira participei do Jornal da TV Cultura, falando sobre o problema das chuvas que atingem várias regiões do nosso país nesta época do ano. Depois da apresentação de uma reportagem que mostrava deslizamentos de encostas e perdas de vidas em várias cidades, a primeira pergunta do apresentador Heródoto Barbeiro foi: “isso tem solução?”
Segue abaixo a minha resposta:
“Tem solução, sim. Evidentemente algumas medidas são paliativas. Há formas de intervenção para melhorar a estabilidade dos terrenos, drenar melhor a água, conter encostas, ou seja, melhorar a condição de segurança e a gestão do lugar para que, mesmo numa situação de risco, se possam evitar mortes.
Mas a questão de fundo é que ninguém vai morar numa área de risco porque quer ou porque é burro. As pessoas vão morar numa área de risco porque não têm nenhuma opção para a renda que possuem. Estamos falando de trabalhadores cujo rendimento não possibilita a compra ou aluguel de uma moradia num local adequado. E isso se repete em todas as cidades e regiões metropolitanas.
Não adiantam nada as obras paliativas aqui e ali se não tocarmos nesse ponto fundamental que é: quais são os locais adequados, ou seja, fora das áreas de risco, que serão abertos ou disponibilizados para que a população de menor renda possa morar?”.
Raquel Rolnik é arquiteta urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas e coordenadora da área de urbanismo do Pólis - Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais.

Em uma semana, seis índios morrem em MT por falta de assistência médica

Seis índios Xavantes morreram na primeira semana de 2011 em Campinápolis (MT), cidade a 710 km de Cuiabá, por falta de assistência médica.  A denúncia foi feita pelo jornal O Estado de S. Paulo, no dia 11 de janeiro.
Quatro crianças morreram de diarreia, uma de pneumonia, e uma índia adulta morreu por complicação de parto.  Além disso, um adulto e duas crianças foram levadas ao hospital de Barra do Garças, e oito crianças estão internadas no hospital da cidade, com sintomas de pneumonia, desnutrição e desidratação, informou ao jornal o chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena do município, xavante Marcos Antonio Tseredzao.
Campinápolis é um dos maiores polos da etnia xavante em Mato Grosso, com cerca de 6,8 mil índios distribuídos em 210 aldeias.  De 200 crianças nascidas em 2010, 60 morreram em decorrência de doenças respiratórias, parasitárias e infecciosas.
Os xavantes reclamam do processo de transição com a saúde indígena.  No ano passado, o governo aprovou uma medida que retirou a Fundação Nacional da Saúde (Funasa) do atendimento nas aldeias e passou a responsabilidade para a Secretaria Nacional de Saúde Indígena (Sesai).
"Neste processo de transição, estamos abandonados.  A Funasa não atende mais e não existe nenhuma estrutura de atendimento", reclamou o xavante.  A assessoria de imprensa da Sesai negou que tenha havido interrupção no atendimento aos índios.
Convênio
Dois dias depois da denúncia do jornal, a Secretaria Especial de Saúde Indígena assinou convênio no valor de R$ 2,07 milhões para contratar, com a ONG Organização Nossa Tribo, 104 novos profissionais de saúde para Campinápolis.
Com o reforço de funcionários, a ONG Nossa Tribo passará a contar com 504 pessoas para atender os xavantes.  Em nota, a Secretaria de Saúde dizia ter providenciado a compra de seis novos carros e feito contrato com uma empresa para manutenção da frota.  "Com isso, será possível colocar em campo os 15 veículos atualmente parados por falta de reparo", diz a nota.
Em entrevista ao Estadão, o secretário de Saúde de Campinápolis João Ailton Barbosa disse que a situação é crítica e que "muitos índios ainda vão morrer" até o dinheiro chegar.  Em novembro, Barbosa havia pedido ajuda em uma Carta Aberta enviada à Secretaria de Estado de Saúde e ao Congresso.  Não obteve nenhum retorno.
Fonte: Amazonia.org.br
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Mudanças no Código Florestal aumentam os riscos de tragédias naturais

Fonte: Amazonia.org.br
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As alterações no Código Florestal Brasileiro, propostas pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB), podem ampliar as ocupações de áreas sujeitas a tragédias em zonas urbanas.  O texto em tramitação no Congresso deixa de considerar topos de morros como Áreas de Preservação Permanente (APPs) e libera a construção de habitações em encostas.  As informações são do jornal Folha de São Paulo.
Essas áreas foram as mais afetadas por deslizamento de terras nas últimas semanas, na região serrana do Rio de Janeiro.  As tragédias já deixaram 641 mortos em cinco municípios, segundo informações da Polícia Civil.
A proposta já foi aprovada por uma comissão especial e pode ser votada pelo plenário da Câmara em março.  Caso seja aprovada, vai para o Senado.  O texto também reduz a faixa de preservação ambiental nas margens de rios, o que criaria brecha, por exemplo, para que parte da região do Jardim Pantanal, área alagada no extremo leste de São Paulo, seja legalizada.

17.1.11

O preço de não escutar a natureza

Leonardo Boff

O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do estado do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na segunda semana de janeiro, com centenas de mortos, destruição de regiões inteiras e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, com pouca capa de solo sobre o qual cresce exuberante floresta subtropical, assentada sobre imensas rochas lisas que por causa da infiltração das águas e o peso da vegetação provocam frequentemente deslizamentos fatais.
Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que distribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal desta tragédia avassaladora.
A causa principal deriva do modo como costumamos tratar a natureza. Ela é generosa para conosco, pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação, nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrario, tratamo-la com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos dejetos.
Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos. Não nos preocupamos em conhecer a flora e a fauna, as montanhas, os rios, as paisagens, as pessoas significativas que ai viveram, artistas, poetas, governantes, sábios e construtores.
Somos, em grande parte, ainda devedores do espírito científico moderno que identifica a realidade com seus aspectos meramente materiais e mecanicistas sem incluir nela a vida, a consciência e a comunhão íntima com as coisas que os poetas, músicos e artistas nos evocam em suas magníficas obras. O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam. Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d’água. Chico Mendes com quem participei de longas penetrações na floresta amazônica do Acre sabia interpretar cada ruído da selva, ler sinais da passagem de onças nas folhas do chão e, com o ouvido colado ao chão, sabia a direção em que ia a manada de perigosos porcos selvagens. Nós desaprendemos tudo isso. Com o recurso das ciências lemos a história inscrita nas camadas de cada ser. Mas esse conhecimento não entrou nos currículos escolares nem se transformou em cultura geral. Antes, virou técnica para dominar a natureza e acumular.
No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorrer desmoronamentos de encostas. Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais freqüentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar. O rio possui dois leitos: um normal, menor, pelo qual fluem as águas correntes e outro maior que dá vazão às grandes águas das chuvas torrenciais. Nesta parte não se pode construir e morar.
Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio.
Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais. Caso contrário teremos que contar com tragédias fatais evitáveis.
Leonardo Boff é filósofo e teólogo.

16.1.11

Noite Ilustrada

Pimenta - Curiosidades

A pimenta traz consigo alguns mitos, como por exemplo o de que provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróidas. Nada disso é verdade. Por incrível que pareça, as pesquisas científicas mostram justamente o oposto! Muitos dos benefícios da pimenta estão sendo investigados neste exato momento, pela comunidade científica e farmacêutica, originando alguns dos projetos de pesquisa mais picantes deste início de terceiro milênio. A substância química que dá à pimenta o seu caráter ardido é exatamente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde.” - Dr. Alexandre Feldman

Hoje, tailandeses e coreanos são considerados os maiores consumidores de pimenta do mundo; o consumo atinge até oito gramas por dia por pessoa. Por aqui, não há dados sobre o consumo, mas o cultivo é feito em praticamente todas as regiões, com destaque para Bahia, Ceará, Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul. As espécies de pimenta do gênero Capsicum - do qual também faz parte o pimentão - pertencem à família.

A característica "ardida" da pimenta, chamada pungência, é exclusiva desse gênero e é atribuída a um alcalóide, a capsaicina, que fica acumulado na parte interna do fruto. A pungência das pimentas pode ser medida em Unidades de Calor Scoville (Scoville Heat Units - SHU), com aparelhos específicos. O valor SHU pode chegar a 300 mil, caso, por exemplo, da cumari-do-pará.

No Benin, uns dos berços do Vodu, existem muitas tradições e crendices populares. Uma delas diz respeito a forma de se desvendar um determinado tipo de crime. Se uma viúva é suspeita de ter cometido o assassinato do marido, ela é posta isolada em um recinto e obrigada a respirar fumaça de cebolas e pimentas. Se lacrimejar, é então considerada culpada. 

Há quem utilize a pimenta como tempero do amor, por acreditar que seja afrodisíaca, e também os que juram que ela afasta o "mau-olhado".

O nome Cumari em tupi, significa “o prazer do gosto”, e teria um significado semelhante ao de “tempero” em português.

A maior pimenta: Segundo o Guinness Book, a maior pimenta do mundo é a NUMEX BIG JIM, desenvolvida na Universidade do Novo México, com nada menos de 34,5 cm de comprimento. 

A pimenta mais ardida: A Naga Morich ou Bhut Jolokia entrou para o Guiness Book como a pimenta mais ardida do mundo, após testes de laboratório que acusaram nada menos de 1.001.304 SHU, desbancando a antiga campeã Red Savina Habanero (577.000 SHU) 

A pimenta mais pornográfica: Chama-se “Peter Pepper”, com formato extremamente parecido com o órgão sexual masculino. 

O maior pimentão: A variedade híbrida conhecida como Big Bertha apresenta dimensões de 18 x 10 cm... 

O pimentão mais antigo: O primeiro pimentão a surgir com as características que conhecemos, em formato de bloco, com a casca lisa e totalmente desprovido de pungência, foi o CALIFORNIA WONDER, selecionado em 1928 pela C.C. Morse company.
Crédito: __kel


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15.1.11

15 de Janeiro - Dia dos Adultos

Dia da Wikipédia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Jimmy Wales, um dos fundadores da Wikipédia.
A Wikipédia é um projeto para produzir uma enciclopédia de conteúdo livre que pode ser editada por todos. Começou, formalmente, em 15 de Janeiro de 2001, como um complemento ao seu similar, o projeto Nupedia (escrito por especialistas). Ele acabou substituindo a Nupedia, crescendo até se tornar um projeto de amplitude global. Sendo que em 2009 contava com milhões de artigos e páginas difundidas mundialmente, e conta com centenas de milhares de contribuintes ou colaboradores.

 Crédito:Gideon Burton

Governo pretende desmatar 5,3 mil km2 até 2019

O governo tem como meta instalar 61 novas usinas hidrelétricas e 7,7 mil quilômetros de linhas de transmissão em todo o Brasil até 2019.  As maiores usinas ficarão na Amazônia e provocarão o desmate de 5,3 mil quilômetros quadrados, o que equivale à área dos 19 municípios da região do Grande Rio.  As informações são do jornal O Globo.
Os números, no entanto, podem estar subestimados, já que para o cálculo somente foram levados em conta a área que será alagada pelas hidrelétricas e a extensão das linhas de transmissão, e não incluiu o desmatamento no entorno.  Com as usinas projetadas, o governo pretende jogar no sistema mais de 42 mil megawatts (MW) de energia.
As obras da segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) também podem aumentar os problemas ambientais, já que seus impactos ambientais não foram calculados pelo governo.  Entre as obras previstas existem rodovias e ferrovias, que facilitam o aumento do desmatamento na região.
As informações de custos, financiamentos, cronograma, necessidade de mão de obra e potencial energético dos projetos estão descritas no Plano Decenal de Energia, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e no PAC 2.  Mas não há análise profunda sobre os impactos ambientais: a previsão de recursos previstos para aplicar em compensações é de R$614 milhões, o que corresponde a 0,5% do valor das obras.
Das 61 hidrelétricas previstas pelo governo, 15 delas, segundo a própria EPE, interferem diretamente em áreas de conservação ambiental, três delas afetam indiretamente, enquanto 13 projetos interferem direta ou indiretamente em reservas indígenas.  O projeto mais criticado é a usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu que já acumula oito ações na Justiça.
Para tentar minimizar o impacto ambiental, a Eletrobras alega que as novas usinas terão pequenos reservatórios e irão desmatar pouco.  O planejamento das novas hidrelétricas tende, segundo a estatal, a manter o reservatório na área que o rio já ocupa nas épocas das cheias.
Outra tentativa do governo para evitar grandes prejuízos ambientais são as chamadas usinas-plataformas.  São usinas que seguem o conceito de plataformas, que, a exemplo das de petróleo, será operado à distância para evitar grandes impactos ambientais.  O complexo Tapajós, composto de cinco usinas, é a menina dos olhos do governo Dilma.  O próprio Conselho Nacional de Política Energética decidiu pela proibição de qualquer nova usina no rio Xingu, no Pará.
Entre as usinas planejadas, seis já estão sendo financiadas pelo BNDES - Belo Monte, Jirau, Santo Antonio, Estreito, Dardanelos e São Salvador.  Nesses casos, foram desembolsados R$4 bilhões para projetos socioambientais.  O banco estima que a tendência é que esses investimentos, que hoje correspondem a 8% do investimento total realizado pelas empresas, subam para cerca de 10% no futuro, bem acima do 0,5% previsto pela EPE.
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br 

Funai interdita área no Pará devido a presença de índios isolados

Mas concorda com a construção da hidrelétrica de Belo Monte que atingirá indígenas no Pará, entre eles, muitos grupos isolados
Através de Portaria publicada nesta quarta-feira (12), a Fundação Nacional do Índio (Funai) vai restringir por dois anos, a entrada de pessoas na Terra Indígena Ituna/Itatá, no Pará.  O objetivo é fazer estudos sobre a presença de grupos indígenas isolados entre os rios Xingu e Bacajá.  Apenas funcionários do órgão estão autorizados a entrar na área.
De acordo com a Portaria nº 38, a decisão foi tomada após o encaminhamento de relatórios da Coordenação-Geral de Índios Isolados e Recém Contatados que indicam a presença de índios isolados na região.  As informações de missionários do Cimi na região são de que, em 2009 a Funai esteve em área, e ouviu relatos de lideranças do Povo Assurini, de que viram indígenas na mata e que não reconheceram como parte de seu povo.  Os assurini também descreveram a presença de picos de marcação de lotes na terra, o que pode significar loteamento ilegal para camponeses ou mesmo a entrada de madeireiros na área.  Segundo o Cimi, há fortes suspeitas de desmatamento e retirada ilegal de madeiras na região.
Belo Monte: risco para isolados
O órgão indigenista do governo acaba entrando em contradição, ao restringir a entrada de pessoas na área para proteger os isolados.  A ação é oposta à liberação da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte que, de acordo com pesquisadores, vai atingir a área onde provavelmente estão estes indígenas de pouco ou nenhum contato.
Belo Monte e outras iniciativas de grande porte na região amazônica são os grandes vilões no contexto de desaparecimento desses indígenas.  Há um ano, uma publicação da ONU já denunciava que os grandes empreendimentos na Amazônia são fatores de risco para estes povos.  Embora o relatório não tenha citado diretamente a construção das usinas hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio, em Porto Velho, alerta que há relatos de índios isolados vivendo na região, que estão sendo dizimados por doenças tratáveis como malária, pneumonia e varíola.
Também em 2010, em nota de repúdio, organizações e pessoas que defendem esses povos em isolamento voluntário, colocaram a gravidade da situação.  “Métodos facínoras com requintes de crueldade, como o incêndio de aldeias, derrubada de moradias com tratores de esteira, envenenamento com raticida misturado à alimentos ofertados, escravismo e abusos sexuais, execuções sumárias por armas de fogo, caçadas humanas e torturas de todo tipo são resguardados por testemunhos silenciados pelo medo e pela memória dos últimos sobreviventes de etnias indígenas recentemente contatadas em Rondônia.  Para nossa vergonha e espanto, não são fatos remotos, e sim eventos históricos registrados nas últimas décadas, quando deveria o Brasil vivenciar o pleno estado democrático de direito!”
Há 67 referências de índios isolados em todo o Brasil, de acordo com a Funai.  Segundo pesquisas realizadas pelo Cimi, os números ultrapassam 90.  Na região paraense interditada, além dos índios não contatados, vivem comunidades Araweté, Apiterewa, Asuriní e Xikrin.
Fonte: Cimi - Conselho Indigenista Missionário
Link: http://www.cimi.org.br/ 

Mais de 3 mil km2 de florestas estão em risco na Amazônia, diz estudo -

Entre agosto de 2010 e julho de 2011 a Amazônia pode perder, pelo menos, 3.700 quilômetros quadrados de floresta, segundo o Boletim de Risco de Desmatamento, publicado neste sábado (8) pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).
Segundo o documento, a maior parte das florestas sob risco de desmatamento concentra-se no Pará (67%) e Mato Grosso (13%).  As áreas com maior probabilidade de desmatamento concentram-se principalmente ao longo da BR-163 (Rodovia Cuiabá- Santarém), BR-230 (Rodovia Transamazônica) e na região da Terra do Meio (PA).  Outras regiões de concentração estão localizadas no sudeste do Acre, norte de Rondônia e noroeste do Mato Grosso.
Áreas privadas, devolutas ou em conflitos por posse concentraram 59% dessas áreas, enquanto que outros 25% estão dentro de assentamentos de reforma agrária.  As Unidades de Conservação e Terras Indígenas concentram 12% e 4% das áreas sob risco de desmatamento, respectivamente.
O Boletim também elencou os municípios que possuem alto risco de desmatamento.  São Félix do Xingu, Altamira e Novo Progresso, todos no Estado do Pará, são os três municípios com maior área sob risco de desmatamento, acumulando 22,6% do total.
Para desenvolver a pesquisa o Imazon desenvolveu um modelo de risco de desmatamento baseado em técnicas geoestatísticas, que permitem estimar o risco de desmatamento futuro com base na distribuição espacial do desmatamento passado, e fatores que contribuem para a ocorrência do desmatamento, como a proximidade de estradas e rios navegáveis, custo de transporte de madeira, topografia, elevação de terreno, declividade e existência ou não de unidades de conservação.
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br

13.1.11

Serviço florestal quer ampliar concessões e fortalecer manejo comunitário

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Com 1 milhão de hectares disponíveis para manejo florestal sustentável na Amazônia, o governo pretende ampliar a concessão de florestas para empresas madeireiras e aumentar o volume de recursos para o manejo feito por pequenas comunidades.

Criar metas para os dois setores está na lista de prioridades para 2011 do diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Antônio Carlos Hummel. Desde a criação da Lei de Gestão de Florestas Públicas em 2006, apenas uma concessão florestal entrou em funcionamento, a da Floresta Nacional (Flona) do Jamari, em Rondônia.

“Criamos bases para ter uma economia florestal de base sustentável. A dificuldade do início é natural. Não foi um processo automático, tivemos que criar uma instituição nova, construir o marco legal, resolver questões fundiárias”, disse, em entrevista à Agência Brasil.

Com a entrada em operação da segunda concessão licitada, na Flona Saracá Taquera, no Pará – que deve ocorrer ainda no primeiro semestre – e o leilão de áreas que já têm editais prontos, o SFB espera consolidar o processo de concessões florestais.

“Precisamos dar escala e mais agilidade às concessões e, principalmente, criar mais florestas nacionais para atender à demanda por madeira. Existem em torno de 50 milhões de hectares com potencial para virar flonas”, calcula Hummel. Para atender à atual demanda por madeira, seriam necessários pelo menos 35 milhões de hectares de florestas manejadas.

Parte da produção deverá vir de projetos comunitários de manejo, operados por comunidades ribeirinhas, extrativistas e assentamentos da reforma agrária. Além da produção madeireira, a ideia, nesses casos, é oferecer alternativa econômica sustentável para quem vivia do desmatamento ilegal.

“Temos que oferecer uma alternativa, a saída é dar valor para a floresta em pé”, afirma Hummel. Ao contrário das grandes empresas – que pagam pelo direito à exploração –,  no manejo comunitário os projetos são subsidiados com investimentos a fundo perdido. “Quando se fala em manejo comunitário na Amazônia, subsídio não é palavrão, é necessidade. As pessoas falam que o manejo é caro, é difícil. Fácil é plantar braquiária, colocar o boi para pastar, mas é preciso valorizar a floresta”, compara.

O diretor do SFB acredita que os projetos de manejo comunitário estão entre os principais candidatos a receber recursos internacionais para conservação de florestas nos próximos anos. No entanto, além do financiamento, os projetos ainda esbarram na falta de capacitação técnica e em questões fundiárias. “É preciso trabalhar cooperativas, juntar comunidades. E a sociedade vai ter que pagar por essa madeira o valor que ela realmente vale”.

Há um ano e dez meses no comando do Serviço Florestal, Hummel diz que as críticas de que o governo estaria privatizando a floresta ficaram para trás. “É justamente o inverso, estamos estatizando. Em vez de colocar aquele monte de pessoas grilando terras para depois legalizar, estamos garantindo o controle das florestas públicas”.

Além do manejo florestal, carro-chefe do SFB, em 2011 o órgão pretende tirar do papel o Inventário Florestal Nacional, que vai fazer uma espécie de recenseamento das florestas brasileiras e fortalecer a articulação com os estados para gestão florestal de áreas que não pertencem à União.

Edição: Graça Adjuto
Fonte:agenciabrasil.ebc.com.br

Funai interdita área no Pará para abrigar índios isolados

BRASÍLIA – A Fundação Nacional do Índio (Funai) vai restringir, por dois anos, a entrada de pessoas na Terra Indígena Ituna/Itatá, no Pará. O objetivo é fazer estudos sobre a presença de grupos indígenas isolados entre os rios Xingu e Bacajá. Apenas funcionários do órgão estão autorizados a entrar na área.

A portaria foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12). Funcionários da Funai vão fazer estudos preliminares, com base em expedições de rotina e relatos de indígenas e moradores das proximidades, que indicam a presença de índios isolados na região. De acordo com o órgão, é necessário fazer uma interdição administrativa da área para garantir a segurança dos funcionários e proteger esses grupos, que não mantém contato com a chamada civilização.

Há 67 referências de índios isolados em todo o Brasil. Na região paraense interditada, além dos índios não contatados, vivem comunidades Araweté, Apiterewa, Asuriní e Xikrin. Atualmente, na Funai, 12 Frentes de Proteção Etnoambiental trabalham exclusivamente com índios isolados e recém contatados em todo o país.

Essas frentes atuam em regiões onde existem referências de índios isolados, desenvolvem atividades de pesquisa de campo para conhecimento das áreas de ocupação e faz levantamentos etno-históricos para dimensionar e identificar o território desses povos indígenas. Ainda há programas de proteção, vigilância e fiscalização da terra indígena, além de ações preventivas nas áreas de saúde e educação.

Agência Brasil
Fonte:www.panoramabrasil.com.br

11.1.11

Sem violência e sem drogas,- Fidel Castro

Fidel Castro

Ontem analisei o atroz ato de violência contra a congressista norte-americana Gabrielle Giffords, no qual 18 pessoas foram atingidas pelas balas; seis morreram e outras 12 resultaram feridas, várias delas de muita gravidade, entre elas a congressista, com um tiro na cabeça, colocando o time médico sem outra alternativa que tentar preservar-lhe vida e evitar na medida do possível as seqüelas da criminosa ação.
A menina de nove anos que morreu tinha nascido no mesmo dia em que as Torres Gêmeas foram destruídas, e  era destacada em sua escola. A mãe declarou que era preciso pôr término a tanto ódio.
Veio-me à lembrança uma dolorosa realidade, que com certeza, preocuparia a muitos norte-americanos honestos que não tenham sido envenenados pela mentira e o ódio. Quantos deles sabem que a América Latina é a região do mundo com a maior desigualdade na distribuição das riquezas? Quantos conhecem dos indicadores de mortalidade infantil e materna, perspectivas de vida, atendimento médico, trabalho infantil, educação e pobreza prevalecentes nos outros países do hemisfério?
Limitar-me-ei apenas a assinalar o indicador de violência a partir do fato detestável que aconteceu ontem em Arizona.
Já sublinhei que cada ano centenas de milhares de emigrantes latino-americanos e caribenhos, que perseguidos pelo subdesenvolvimento e a pobreza, deslocam-se para os Estados Unidos e são arrestados, muitas das vezes separados inclusive de familiares próximos e devolvidos aos países de origem.

O dinheiro e as mercadorias podem cruzar livremente as fronteiras, repito; os seres humanos, não. Contudo, as drogas e as armas cruzam sem cessar em uma e em outra direção. Estados Unidos é o maior consumidor de drogas no mundo e, por sua vez, o maior fornecedor de armas, simbolizadas com a mira publicada no sítio Web de Sarah Palin ou o M-16 exibido nos cartazes eleitorais do ex-marinheiro Jesse Kelly com a mensagem subliminal de disparar o pente completo.
Conhece a opinião pública dos Estados Unidos os níveis de violência na América Latina, ligada à desigualdade e a pobreza?
Por que não se divulgam os dados pertinentes?
Em um artigo do jornalista e escritor espanhol Xavier Caño Tamayo, publicado no sítio Web ALAI, publicam-se dados que os norte-americanos deveriam conhecer.
Embora seu autor seja céptico acerca dos métodos utilizados até hoje para vencer o poder acumulado pelos grandes narcotraficantes, seu artigo fornece dados de um valor indubitável que tentarei sintetizar em uma poças linhas.
"...27% de mortes violentas do mundo acontece na América Latina, ainda que sua população não chegasse a 9% do total do planeta. Nos últimos 10 anos, 1.200.000 pessoas têm morto violentamente na região.
"Violentas favelas ocupadas pela polícia militar; chacinas no México; desaparecidos forçosos; assassinatos e massacres na Colômbia [...] A maior taxa de assassinatos do mundo ocorre na América Latina."
"Como explicar essa realidade tão terrível?"
"A resposta é proporcionada por um estudo recente da Fundação Latino-americana de Ciências Sociais. O relatório mostra como a pobreza, a desigualdade e a falta de oportunidades são os fundamentos principais da violência, ainda que o narcotráfico e o tráfico de armas ligeiras agem como aceleradores da criminalidade assassina."
"Segundo a Organização Ibero-americana da Juventude, metade dos mais de 100 milhões de jovens de 15 a 24 anos latino-americanos não tem trabalho nem possibilidades de o ter. [...] segundo a Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL), a região tem um dos mais altos indicadores de emprego informal em jovens, além de que um de cada quatro jovens latino-americanos não trabalha nem estuda."
"Segundo a CEPAL, nos últimos anos a pobreza e a pobreza extrema na América Latina têm afetado e afetam 35% da população. Quase 190 milhões de latino-americanos. E, segundo a OCDE, uns 40 milhões mais de cidadãos caíram ou cairão na pobreza na América Latina antes de acabar este 2010."
"Segundo as Nações Unidas, tem pobreza quando as pessoas não podem satisfazer, para viver com dignidade, necessidades básicas: alimentação suficiente, água potável, viver debaixo de um teto digno, atendimento sanitário essencial, educação básica... O Banco Mundial quantifica essa pobreza acrescentando que é pobre extremo aquele que mal vive com menos de um dólar e um quarto por dia."
"Conforme o Relatório sobre a riqueza mundial 2010, publicado por Capgemini e Merrill Lynch, as fortunas dos latino-americanos ricos [...] cresceram 15% em 2009.  [...] nos últimos dois anos as fortunas dos latino-americanos ricos cresceram mais do que as de qualquer região do mundo. São 500.000 ricos, segundo o relatório de Capgemini e Merrill Lynch. Meio milhão contra 190 milhões. [...] se poucos entesouram muito, muitos carecem de tudo."
"...existem outras razões para explicar a violência na América Latina [...] pobreza e desigualdade sempre têm a ver com a morte e a dor. [...] acaso é uma casualidade que [...]64% dos oito milhões de mortes por câncer no mundo aconteça nas regiões de rendas mais baixas, nas quais, aliás, só se dedica 5% do dinheiro contra o câncer?
"De coração e fitando-nos para os olhos, poderia você viver com um dólar e um quarto por dia?", conclui sua análise Xavier Caño.
As notícias sobre a chacina de Arizona ocupam hoje os principais comentários dos meios norte-americanos de imprensa.
Os especialistas do Centro Médico da Universidade de Arizona, em Tucson, mostram-se cautamente otimistas. Elogiavam o trabalho do pessoal de socorro, que permitiu auxiliar a congressista 38 minutos depois do disparo. Tais dados eram conhecidos através de Internet entre as 18h e as 19h de hoje.
Segundo eles, "a bala penetrou pela parte frontal bem próxima à massa encefálica, pelo lado esquerdo da cabeça."
"Pode seguir instruções simples, mas sabemos que a inflamação cerebral provocaria um giro desfavorável", afirmaram.
Explicam os detalhes de cada um dos passos que têm dado para controlar a respiração e diminuir a tensão no cérebro. Acrescentam que a recuperação poderia levar semanas ou meses. Os neurocirurgiões em geral, e as especialidades ligadas a esta disciplina, acompanharão com interesse as informações que emanem dessa equipe.
Os cubanos acompanham de perto tudo o que se relaciona com a saúde; soem estar bem informados e ficarão contentes também com o sucesso desses médicos.
Do outro lado da fronteira sabemos dos extremos a que tem chegado a violência nos Estados mexicanos próximos, onde também há excelentes médicos. Porém, não são poucas as ocasiões em que as máfias do narcotráfico, equipadas com as armas mais sofisticadas da indústria bélica dos Estados Unidos, penetram nos salões de operações para rematar.
A mortalidade infantil de Cuba é menos de 5 por cada mil nascidos vivos; e as mortes por atos de violência, menos de 5 por cada cem mil habitantes.
Embora magoa nossa modéstia, constitui um amargo dever salientar que nosso bloqueado, ameaçado e caluniado país, tem demonstrado que os povos latino-americanos podem viver sem violência e sem drogas. Podem inclusive viver, e assim tem acontecido durante mais de meio século, sem relações com os Estados Unidos. Isto último, não o temos demonstrado nós; demonstraram-no eles.
Fonte:www.brasildefato.com.br

Crédito: DexterPerrin