27.2.11

Promoção nas redes sociais premiará turistas em Pernambuco

SÃO PAULO - Uma campanha interativa, envolvendo os foliões que brincarão no Carnaval em Pernambuco promete movimentar as redes sociais.
Entre os dias 26 de fevereiro e 9 de março, cada folião poderá fazer upload de quantas fotos quiser para a promoção Olha a Foto!, que terá um link especial no hot site
. A imagem vai para a galeria Olha a Foto!, e uma comissão formada por jornalistas e publicitários pernambucanos vai escolher as mais criativas, que vão ganhar prêmios
Em primeiro lugar uma viagem para Fernando de Noronha, em segundo para Porto de Galinhas e em terceiro para Gravatá. Todas com direito a acompanhante.

Durante o Carnaval, Pernambuco recebe milhares de turistas.

No ano passado foram mais de 800 mil em quinze dias. Por isto, além das cidades com tradição carnavalesca, os municípios indutores do turismo também serão contemplados, estes são os casos de Itamaracá, Ipojuca e Tamandaré.
por  Ana Menezes
Fonte:www.panoramabrasil.com.br



Crédito da imagem haidee
 

Estudo mostra os beneficiários da destruição na Amazônia

Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br



Thais Iervolino
"Os frigoríficos Bertin e JBS Friboi formaram, em 2009, a maior companhia do mundo no segmento de proteína animal.  Porém, ao se unirem e construírem uma planta industrial, o grupo adquiriu madeira de empresa que já recebeu matéria-prima de fazenda com área embargada pelo Ibama".
Esse é um dos diversos casos de grandes empresas envolvidas com a cadeia produtiva predatória que ilustram a pesquisa "Quem se beneficia com a destruição da Amazônia", lançada pelo Conexões Sustentáveis: São Paulo - Amazônia, iniciativa que busca mobilizar as cadeias de valor dos setores da pecuária, da madeira e da soja por meio de pactos setoriais para a preservação da floresta amazônica e seus povos.
Leia o estudo na íntegra: http://reporterbrasil.org.br/conexoes/
De acordo com Leonardo Sakamoto, coordenador da ONG Repórter Brasil, um dos autores do estudo, grandes empresas como Casas Bahia e Magazine Luiza estão relacionadas com o desmatamento, ao comprar produtos de fornecedores ligados a crimes socioambientais na Amazônia.  "O desafio é colocar o desenvolvimento sustentável sem impedir que classes sociais mais baixas tenham acesso aos produtos, já que produtos ilegais não possuem o mesmo valor do que o sustentável", explica.
Um dos objetivos do estudo é alertar as empresas e os consumidores sobre a importância de adotar modelos de negócios que não financiem a exploração predatória dos recursos naturais, a exploração desumana de trabalhadores ou que cause danos às populações tradicionais.
Outro autor da pesquisa, Marques Casara, diretor da empresa Papel Social, destaca a influência do governo na ilegalidade.  "Hoje há novas formas de fraudar a extração de madeira e elas são perpetuadas pelo próprio Estado.  Na Secretaria do Meio Ambiente do Pará há uma quadrilha que frauda o sistema de controle.  No Mato Grosso, funcionários do alto escalão foram pegos em um escândalo de esquentamento de madeira", diz.
De acordo com a pesquisa, ao destacar algumas cadeias produtivas que impactam o meio ambiente, a intenção não é "procurar culpados (até porque, em última instância, todos nós, consumidores, somos responsáveis), mas unir esforços para resolver o problema e monitorar a solução.  Com a transparência que uma sociedade que vive na era de informação exige".
Legitimação da ilegalidade
Atualmente, a atividade de extração de madeira ilegal no Pará movimenta ao ano cerca de R$ 2 bilhões.  De acordo com Valmir Ortega, diretor do Programa Cerrado-Pantanal da Conservação Internacional do Brasil, uma das questões mais preocupantes é o fato de que a atividade ilegal é legitimada pelos habitantes onde ela se encontra.  "Os atores que investem em ilegalidades como a grilagem, extração de madeira ilegal, supressão de floresta, associação com madeireiras ilegais, precisam de um capital inicial de R$ 1 milhão.  Após dois anos, a atividade obterá um retorno ao investidor de R$ 15 a R$ 20 milhões.  Duvido que haja outra atividade com tal taxa de retorno.  O mais preocupante é que boa parte da sociedade acha que esse processo é legítimo.  Há um entendimento que nessas regiões a lei não pode ser cumprida.  Por isso combater essas práticas é tão difícil", comenta.
Políticas de compras positivas
Segundo Roberto Smeraldi, diretor da organização Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, as políticas de compras que excluem negociações feitas com aqueles que estão em listas de atividades predatórias, como a do desmatamento, não são suficientes.  "É preciso adotar políticas positivas, nas quais se decide e divulga o que se quer comprar, ao invés de excluir fornecedores com base de referência em listas amostrais de exclusão".
Para ele, esse é o momento de abandonar a postura simplista de "limpar a barra".  "É preciso estruturar a cadeia e não excluí-la cada vez mais", afirma.

 Crédito da imagem:Flávio Eiró

Cyndi Lauper - True Colors - Rio de janeiro - Vivo Rio - Brasil - 20/02/2011

26.2.11

Contra a homofobia, Carnaval de rua no Largo do Arouche antecipa folia

No dia 27 de fevereiro de 2011, a partir das 10h, a Banda do Fuxico promoverá a 11ª edição de seu bloco de rua no Largo do Arouche, com o tema "Reis e Rainhas: a Corte chegou para acabar com a homofobia", trazendo uma discussão sobre os problemas enfrentados pelos homossexuais e também muita diversão.

Um palco será montado no próprio Largo para apresentações de grupos de samba, bandas alternativas, shows de drag's queen's e da Escola de Samba Gay Arco-Íris. Quando finalizados os shows, um trio elétrico surgirá para embalar os milhares de foliões com marchinhas de Carnaval, sucessos do axé, samba, entre outras.

Mantendo a tradição carnavalesca, a Banda do Fuxico também tem sua corte, só que esta ainda mais recheada - nomes como os dos apresentadores Leão Lobo e Adriana Lessa, do ex-BBB Serginho Orgastic e da dançarina Sabrina Boing Boing fazem parte do grupo de representantes.

Só na edição do ano passado, o Carnaval da Banda do Fuxico reuniu cerca de 35 mil foliões. Além dos shows, o evento traz a chance dos participantes desfilarem e pularem o Carnaval no centro antigo de São Paulo.

Banda do Fuxico

Desde 2001 nos carnavais paulistanos, a Banda do Fuxico é um bloco oficial da cidade de São Paulo que tem como foco promover a visibilidade e o respeito à comunidade GLBT.

A fim de colocar a ideologia em prática, o bloco carnavalesco também tenta resgatar o carnaval de rua tradicional. Além de trazer um evento gratuito para alegrar os foliões, a Banda do Fuxico busca a integração democrática, sem nenhum tipo de discriminação ou violência.

A Arco-Íris

A Escola de Samba Arco-Íris foi fundada em 25 de Janeiro de 2008 sob os créditos de 1º Escola de Samba Gay da Cidade de São Paulo, com objetivo de promover a identidade e a diversidade cultural brasileira, através de ações de convivência harmoniosa entre pessoas e grupos, sem distinção de classe social, gênero, orientação sexual, étnicas e grupos etários.

Serviço

"Reis e Rainhas: a Corte chegou para acabar com a homofobia" - Banda do Fuxico
Data: 27/2
Local: Largo do Arouche
End.: Largo do Arouche - República
Horário: das 10h às 22h
Preço: Gratuito
Fonte:www.cidadedesaopaulo.com
Por  André Jankavski 

 
Crédito da imagem: angel.fernandezmillan

Cresce matança de botos no Amazonas

Local: Manaus - AM
Fonte: INPA - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
Link: http://www.inpa.gov.br



O motivo da caça aos botos amazônicos está na pesca de um peixe chamado piracatinga.  Segundo pesquisadores, em 10 anos, a população de botos vermelhos diminuiu 10%
Aline Cardoso
Moradores de comunidades em torno de Tefé, interior do Amazonas, têm exercido uma atividade que agride o meio ambiente, causando impacto decisivo no futuro de um dos animais aquáticos que fazem parte da fauna amazônica: o boto-vermelho (Inia geoffrensis).
De acordo com Nívia do Carmo, pesquisadora do Projeto Boto do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) e presidente da Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa), pesquisas de monitoramento com esses mamíferos aquáticos apontam um decréscimo na população de botos-vermelhos de 10% na última década nessa região.
Os estudos são realizados, desde 1993, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM) (distante de Manaus cerca de 700km), sob a coordenação da pesquisadora do Inpa, Vera da Silva, e do membro do Conselho de Pesquisas do Ambiente Natural do Reino Unido (NERC), Anthony Martin.
A causa dessa diminuição pode ser a captura predatória de botos-vermelhos para a pesca da piracatinga (Calophysus macropterus), espécie de peixe necrófago - que come carniça de animais mortos-, de porte médio, podendo medir 45 cm em comprimento total, muito abundante na região amazônica e consumido em larga escala pelos colombianos, também conhecida como mota ou simí, na Colômbia.
Segundo a pesquisadora, uma viagem foi realizada, em outubro e novembro de 2010, às comunidades em torno de Tefé por pesquisadores do Inpa.  Durante a excursão, constataram que a caça dos botos é constante e tratada de forma natural por eles, embora os comunitários tenham consciência de que a pesca ou caça de animais silvestres é crime ambiental.
“O peixe é mais facilmente capturado utilizando carne de jacaré e de boto, esta última tem um odor mais apelativo a essa espécie de peixe.  Geralmente utiliza-se como isca um boto-vermelho adulto, que pode pesar entre 150 e 200kg.  Com uma isca desse porte é possível pescar aproximadamente uma tonelada de piracatinga”, afirmou a pesquisadora.
A Colômbia é um grande apreciador de peixes Siluriformes (peixes lisos ou de couro) da Amazônia brasileira e a pesca da piracatinga se torna uma atividade lucrativa para os ribeirinhos que habitam essas localidades.
O Comércio A pesquisadora disse ainda que o filé de piracatinga é comercializado na Colômbia a preços bem baixos.  Tem-se notícias, segundo ela, que está sendo vendido no Amazonas em frigoríficos, já em filetes, com o nome de “douradinha”.  O comércio do peixe durante o período da cheia é negociado ao valor de R$ 1,50 o quilo.  Durante o período da vazante, época em que é mais fácil a captura, o preço do quilo diminui para R$ 0,50.
A pesca da piracatinga não é a causa do predatorismo do boto vermelho, pois essa espécie pode ser capturada com vísceras de outros animais, por exemplo; o problema é a caça.  “O custo-benefício ao usar o boto como isca é mais vantajoso para eles e o tempo de trabalho é reduzido”, disse Carmo.
Fiscalização De acordo com Jéferson Lobato, do departamento de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), um estudo está sendo feito para avaliar se a captura de botos e jacarés está alterando de alguma forma o biossistema da localidade em questão.
Já o Batalhão Ambiental informou que tem conhecimento do caso e está traçando estratégias para combater a atividade.
Do Site: www.amazonia.org.br

 Crédito da imagem: Luciana Christante

25.2.11

O amor incondicional contra a intolerância

Marcelo Barros *,  Adital
Há um ano, uma vasta região do Haiti era destruída por um terremoto que matou milhares de pessoas e deixou o país devastado. O Haiti, já secularmente vítima da dominação estrangeira e da corrupção política, agora, sofre mais ainda para se reerguer. De todas as imagens terríveis que feriram a sensibilidade das pessoas solidárias, certamente, uma das mais chocantes foi ouvir George Samuel Antoine, cônsul do Haiti, dizer na televisão que aquela tragédia tinha se abatido sobre o seu país como castigo divino porque o povo praticava o Vodu e tinha feito um pacto com o demônio para se tornar politicamente independente. Para aquele diplomata, o povo negro do Haiti só conseguiu se libertar da escravidão francesa e depois da dominação norte-americana porque se aliou ao demônio. A Teologia da Libertação descobre em todo verdadeiro processo de libertação o Espírito Divino está presente e atuante. Ao contrário, o sistema opressor parece insistir que é mais de Deus quem se deixa escravizar.
Ainda bem que, nestes dias, no Brasil, não surgiu ninguém que tente explicar com argumentos religiosos as inundações e tantas vítimas fatais de deslizamentos de morros no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Talvez no seio de suas congregações, ainda há pastores e mesmo um ou outro padre católico arautos de uma divindade capaz de assassinar pessoas inocentes somente para impor sua vontade e seus preceitos a uma humanidade descrente. De fato, pesquisas revelam: em um mundo inseguro e sem referências éticas claras, os movimentos religiosos que mais crescem são os mais fanáticos e fechados em seu dogmatismo. Eles agrupam principalmente jovens e pessoas carentes de segurança interior e institucional. Tanto grupos cristãos, como muçulmanos, judeus e hindus fundamentalistas pensam que Deus assinou um contrato de exclusividade com eles e só a sua religião, Igreja ou grupo detém a verdade e o direito de existir.
No Brasil, este tipo de fenômeno tem provocado discriminações e até perseguições a alguns grupos espirituais, como por exemplo, comunidades de tradição afro-descendente. Apesar da Constituição Brasileira defender a liberdade de culto para todas as tradições religiosas, ainda existem programas de rádio e televisão nos quais se pregam a intolerância e se combatem as religiões negras.
No início do ano de 2000, no Rio de Janeiro, Mãe Gilda, sacerdotisa do Candomblé, viu duas vezes o seu templo ser invadido por pessoas de uma Igreja neo-pentecostal. Estas invadiram o lugar e destruíram os assentamentos dos Orixás. E no dia 21 de janeiro, Mãe Gilda viu estampada no jornal "A Folha Universal", uma foto sua com a legenda: "Macumbeiros ameaçam a vida e o bolso dos clientes". Ao ver aquilo, aquela senhora idosa teve um infarto e faleceu. Para que não se repitam mais fatos como este, em 2007, o presidente Lula assinou uma portaria determinando que, a cada ano, 21 de janeiro seja considerado o "Dia Nacional contra a Intolerância Religiosa".
É claro que para acabar com a intolerância cultural e religiosa, não basta uma lei ou decreto. É preciso transformarmos interiormente o processo da fé. Muitas confissões religiosas ainda confundem a verdade com uma forma cultural de expressar a verdade. Por isso absolutizam seus dogmas e tendem a se fechar em certo autoritarismo fundamentalista, inclusive as que parecem mais liberais. Daí, facilmente, se justificam conflitos e até guerras em nome de Deus. Em 1965, em um dos seus mais belos documentos, (a declaração Nostra Aetate), o Concílio Vaticano II proclamava o valor das outras religiões e incentivava os católicos do mundo inteiro ao respeito ao diferente e ao diálogo. Também, em 1961, o Conselho Mundial de Igrejas, que reúne mais de 340 Igrejas evangélicas e ortodoxas, pediu às Igrejas uma atitude de respeito e diálogo com todas as culturas e colaboração com outras tradições religiosas.
Atualmente, a diversidade religiosa no mundo é, não somente um fato atual que, queiramos ou não, se impõe à humanidade, mas uma graça divina e uma bênção para as tradições religiosas que, assim, podem se complementar e mutuamente se enriquecer. Para que este diálogo seja verdadeiro e profundo, cada grupo religioso tem de reconhecer o elemento de verdade que existe no outro e se abrir ao que Deus nos revela, não somente a partir de nossa própria tradição, mas do caminho religioso do outro. Para esta abertura pluralista e para o diálogo daí decorrente vale o que, no século IV, dizia Santo Agostinho: "Apontem-me alguém que ame e ele sente o que estou dizendo. Dêem-me alguém que deseje, que caminhe neste deserto, alguém que tenha sede e suspira pela fonte da vida. Mostre-me esta pessoa e ela saberá o que quero dizer" (1).
Nota:
(1) AGOSTINHO, Tratado sobre o Evangelho de João 26, 4. Cit. por Connaissance des Pères de l'Église32- dez. 1988, capa.
* Monge beneditino e escritor
Fonte:www.novae.inf.br

 Crédito da imagem: SoulSense [Oscar Ordenes]

Carnaval da Vai-Vai

Vai-Vai leva a música clássica ao sambódromo

SÃO PAULO - Bateria: coração que pulsa forte e emociona em qualquer desfile de escola de samba. Para inovar na passarela, é constante a busca por um estilo individual, que dará o ritmo com criatividade no momento em que a agremiação adentra o sambódromo e conquista os ouvidos do público e, principalmente, dos jurados. Muitas já foram as formas de recriar o compasso da bateria. “Paradinha”, “coreografias” e até união de ritmos diferentes marcam os carnavais brasileiros.

Na busca por inovação, a “Saracura do Bixiga”, como é carinhosamente chamado o Grêmio Recreativo Cultural Social Escola de Samba Vai-Vai — penúltima escola a entrar na passarela na primeira noite de desfiles — promete emocionar o público com uma apresentação inusitada. A escola levará à apoteose do samba a combinação entre a delicadeza do violino clássico e a energia da bateria, formada por cuícas, pandeiros, agogôs, tamborins, repiques e outros instrumentos, sob regência do Mestre Tadeu.

A novidade é para apresentar o enredo, que em 2011 presta homenagem à trajetória do maestro brasileiro João Carlos Martins — considerado pela crítica um dos principais intérpretes da música erudita, e um dos maiores especialistas na obra do compositor clássico Johann Sebastian Bach. “A ideia partiu da escola, mas o desenvolvimento do enredo partiu de mim. Pensei em mostrar uma luta constante, de uma pessoa inspirada pelos deuses”, explica o carnavalesco Alexandre Louzada. “É o que teria de ser uma tragédia grega e se transforma em história de alegria”, conclui.

“A música venceu”

A história do maestro, que sempre teve em sua vida duas paixões — música e futebol —, será contada como uma sinfonia dividida por movimentos orquestrais —“presto ”, “allegro ”, “andante”, “adagio”,“intermezzo ”e“largo”— que revelará as vitórias e os dissabores vividos pelo artista ao longo dos seus 70 anos de vida.

Regado de magia e encanto, o enredo vai buscar na mitologia grega a abertura para o desfile, quando deuses do Olimpo e um cortejo seguem a carruagem de Apolo —padroeiro das artes — com pitonisas, representadas pela ala das baianas, que vêem o futuro do ainda garoto João Carlos. “Nesta parte, mostraremos que ele nasceu para ser o que é, inspirado pelos deuses”, diz Lousada.

Períodos como o despertar de João Carlos para a música clássica, assim como seu sucesso pelo mundo ainda como pianista, o pesadelo e a tragédia sofridos por ele que limitaram os movimentos de sua mão, e o seu “renascimento” à arte da música como maestro, são algumas das passagens que serão apresentadas sob as cores do pavilhão da escola: preto e branco.

“O carnaval não tem fronteiras, ele atravessa o mundo. Não tem língua nem cor, e a música facilita”, diz o vice-presidente da escola, Renato Maluf. Segundo ele, o investimento da escola para o carnaval 2011 é de R$ 2,5 milhões, e para apresentar o enredo, a escola entrará na avenida com 3,8 mil componentes, em 30 alas. “É um projeto grandioso, com o qual esperamos conquistar o título”, diz.

Dentre os destaques da Vai-Vai, estão dois dos cinco carros alegóricos que serão levados ao sambódromo. “O abre-alas possui três bases e totaliza aproximadamente 70 metros de comprimento; o carro que encerra e traz a orquestra é duplo e tem cerca de 50 metros de

comprimento”, adianta Maluf. Quanto ao homenageado, Maluf diz que “já existia uma parceria da Vai-Vai com o maestro. Ele participa de todos os ensaios”, resume.

Para o maestro, dentre as muitas homenagens que já recebeu, esta é a que o fez chorar de emoção. “É uma sensação difícil para traduzir em palavras. ”Segundo ele, carnaval e música erudita têm tudo a ver. “Só conheço um tipo de música, a de bom gosto. Se o samba ou música clássica tem bom gosto, não é ‘por quê?’, e sim ‘por que não?’ ”, diz.

Carla Machado
Fonte :www.panoramabrasil.com.br 

24.2.11

Carnaval da Tucuruvi

Tucuruvi presta homenagens aos nordestinos


SÃO PAULO - Como tema “Nordestinos em São Paulo”, o Grêmio Recreativo Acadêmicos do Samba do Tucuruvi levará à passarela do samba o enredo “Oxente, o que seria da gente sem essa gente? São Paulo, a capital do nordeste”. “Quisemos colocar o nordestino para agradecer a cidade de São Paulo pelos benefícios obtidos graças a esta grande metrópole. Ao mesmo tempo, é um agradecimento da capital paulista aos nordestinos pela construção e enriquecimento da cidade”, explica o carnavalesco Wagner Santos.

Carnaval 2011

A escola será a terceira a passar no Anhembi na primeira noite de desfiles, aproximadamente à 1h30 da madrugada, com seus 3 mil componentes, cinco carros alegóricos e 23alas. O papel do carnavalesco é deixar todos esses elementos em harmonia. “É minha missão desenvolver todo o projeto, com exceção do enredo, que é o presidente que escolhe. O carnavalesco é o grande sonhador da escola: ele é contratado para criar e sonhar”, revela Wagner, que diz

que o maior desafio é chegar na avenida com a agremiação completa, ou seja, com todos os seus componentes no dia do desfile.

Esse ano, a Tucuruvi aposta em carros cenográficos para sua passagem no Anhembi. “Pretendemos apresentar inovações principalmente nos carros alegóricos, em termos de materiais. Eles estão conversando muito bem com o contexto do enredo”, conta.

O carro abre-alas, por exemplo, é intitulado “A triste partida em busca do Eldorado”, para representar a chegada do nordestino à grande metrópole e o sonho de Eldorado. “Mas ele descobre que na realidade tem que batalhar muito para vencer”, explica Wagner.

O segundo carro, “Tradições: Fé e Esperança”, é um encontro do sacro com o profano. Em seguida, o carro “Sabor de Minha Terra”, com a culinária da cidade de São Paulo. O quarto carro, “Danado de Bom”, representa o forró, que esquenta a noite paulistana. “Hoje, em todos os lugares tem sempre um forrozinho para alegrar”, brinca o carnavalesco. O último carro a entrar na passarela do samba é um tributo ao trabalhador nordestino, uma homenagem ao orgulho de ser brasileiro e uma declaração de amor à São Paulo.

Além disso, a festa será abrilhantada pela rainha de bateria Valéria de Paula e pela madrinha Sheila Mello. “Todos os anos, é escolhida uma menina da comunidade como rainha e a madrinha é uma convidada. Na minha concepção, a comunidade faz o grande espetáculo, e esse é o momento deles se transformarem em reis e rainhas. Esses são meus verdadeiros artistas”, completa Wagner.

Investimentos

Para a preparação do carnaval deste ano, ele explica que os preparativos se iniciaram em abril do ano passado, com a escolha do tema. Em seguida, começaram a desenvolver o assunto para iniciar o trabalho pesado. Em meados de julho, uma equipe de Parintins veio a São Paulo para executar a parte de marcenaria, escultura e estrutura, e em setembro começou a parte de decoração. Isso tudo gera gastos para a escola.

Segundo Wagner, para fazer um carnaval de porte médio bom, os gastos giram em torno de R$ 1,6 milhões. Para fazer um carnaval grande, de porte médio, o valor aumenta para R$ 2 a R$ 2,5 milhões. Na opinião de Wagner, falta investimento principalmente na área de turismo. “São Paulo poderia aproveitar melhor a data, deveria ter um pedaço do carnaval exposto o ano inteiro. Deveriam criar o museu do carnaval, assim cada escola teria um pedaço exposto ao público durante todo o ano. Isso iria gerar dinheiro, pois as pessoas pagariam para ver esse espetáculo. Além disso, geraria muitos empregos e oportunidades.”

História

A história da Acadêmicos do Tucuruvi começa nos anos 70, quando um grupo de amigos formado por José Leandro, Oswaldo de Salva, Tininho e outros companheiros que saiam nas ruas do Tucuruvi para fazer folia no carnaval. A farra ganhou tantos adeptos, que logo se tornou um Bloco estruturado, que posteriormente, no dia 1º de fevereiro de 1976, se tornou uma Escola de Samba.

O símbolo escolhido para representar a escola foi um gafanhoto, como uma forma de prestar uma homenagem à agremiação, pois Tucuruvi em tupi-guarani significa gafanhotos verdes. As cores iniciais eram preto e amarelo, mas no começo da década de 80 passaram a ser o vermelho, amarelo, azul e branco.

Pouco tempo depois, a escola passou a fazer parte do grupo especial e o samba enredo“Brasil em Aquarela” marcou a estreia no grande carnaval paulistano. Como a maioria das escolas, a Tucuruvi teve seus altos e baixos, mas desde o carnaval de 1998 a escola mantém-se entre as grandes e integra o grupo especial.

Homenagem

Dentre os milhares decomponentes que desfilam pela agremiação, destaque para Roberto Amaral, que começou sua paixão pela Tucuruvi ainda jovem e se dedicou à agremiação por mais de 30 anos. Falecido no ano passado, Amaral será lembrado com carinho pelos amantes da Tucuruvi.

Alessandra Gardezani
Fonte:www.panoramabrasil.com.br  

23.2.11

Desmatamento

Desmatamento volta a subir, diz Imazon - 23/02/2011

Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br



O desmatamento e a degradação na floresta amazônica aumentou, de acordo com o Boletim Transparência Florestal, divulgado hoje pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).
Mesmo com 70% do território da Amazônia coberto por nuvens, e portanto sem ter sido monitorado por satélites, o Imazon identificou um aumento expressivo no desmatamento: foram desmatados 175 km² em dezembro de 2010 (aumento de 994% em relação ao mesmo mês do ano anterior), e 83 km² em janeiro de 2011 (aumento de 22%).
A quantidade de florestas degradadas nesses meses foi ainda maior.  Em dezembro de 2010, o instituto identificou 541 km² de florestas degradadas, um aumento de 4.818%, e em janeiro de 2011, 376 km², um aumento de 637%.
O desmatamento acumulado nos seis primeiros meses do atual calendário do desmatamento (de agosto de 2010 a janeiro de 2011) totalizou 853 km2, um ligeiro aumento de 3%.
Geografia do desmatamento
O Estado que mais desmatou em dezembro de 2010, segundo o Imazon, foi Rondônia, com 43% do total desmatado, seguido por Mato Grosso (31%) e Amazonas (16%).  O instituto identificou apenas 5% do desmatamento no Pará, mas lembra que a maior parte do Estado estava coberta por nuvens, que impedem a detecção do desmate.
Em janeiro de 2011, Mato Grosso teve mais desmatamento (57%), seguido do Pará (20%) e Rondônia (15%).  Mato Grosso também foi o Estado em que mais se registrou degradação florestal: 53% de toda a degradação de dezembro e 93% de toda a degradação de janeiro.
A capital de Rondônia, Porto Velho, foi o município que mais desmatou em dezembro (39 km2), seguido de Lábreas, no Amazonas (17 km2) e Feliz Natal, em Mato Grosso (16 km2).  Em janeiro, o município mais crítico foi Nova Ubiratã (11 km2), seguido de Gaúcha do Norte (7 km2), ambos em Mato Grosso, e Porto Velho (7 km2).

23 de Fevereiro - Dia da Sedução

Crédito: jan.gosmann

21.2.11

Dia Internacional da Língua Materna

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Dia Internacional da Língua Materna é comemorado em 21 de fevereiro e foi proclamado pela UNESCO em 17 de novembro de 1999. Foi reconhecido formalmente pela Assembléia Geral das Nações Unidas, que estabelece 2008 como o ano internacional das Linguas. O dia Internacional da Língua Materna se originou com o Dia do Movimento da Língua, que é comemorado em Bangladesh (anteriormente Paquistão Oriental) desde 1952. O dia é comemorado anualmente pelos estados membros da UNESCO e em suas matrizes para promover a diversidade e o multilingualismo linguísticos e cultural.

História

Em 21 de fevereiro de 1952, correspondendo a 8 Falgun de 1359 no calendário de Bangla, um número de estudantes que fazem campanha para a reconciloação de Bangla como uma das línguas do estado do Paquistão foram mortos quando polícias atearam fogo em cima deles.Tudo começou em uma reunião pública sobre 21 de março de 1948, Muhammad Ali Jinnah, general do Paquistão, declarou que Urdu será a única língua para o oeste e Paquistão do leste. Os povos de Paquistão do Leste (agora Bangladesh), cuja a língua principal é bengali, começaram protestar de encontro a isto.
Uma reunião do estudante em 21 de fevereiro chamou-se para uma batida província-larga. Mas o governo invocou a seção 144 em 20 de fevereiro. A comunidade dos estudantes em uma reunião sobre a manhã de 21 de fevereiro concordou continuar com seu protesto mas não quebrar a lei da seção 144. Mesmo assim as polícias abertas ateiaram fogo e mataram os estudantes.

 Crédito: fdecomite

19.2.11

Marcha pede aprovação da lei e fim da violência em SP

Patrícia Benvenuti
da Redação - www.brasildefato.com.br




A luta contra a homofobia em São Paulo terá nova mobilização neste sábado (19). Ativistas e organizações promoverão uma marcha para protestar contra a violência homofóbica e pedir a aprovação do projeto de lei que pune a discriminação contra a comunidade LGBT.

A concentração será na Praça do Ciclista, esquina da Avenida da Consolação, às 15h com destino ao edifício 777 da Avenida Paulista, endereço que se tornou emblemático. No local, em 14 de novembro do ano passado, cinco jovens de classe média atacaram três pessoas com socos, chutes e golpes com lâmpadas fluorescentes. Uma das vítimas foi agredida no rosto por uma lâmpada, imagem que foi registrada por câmeras de segurança.

A marcha foi convocada pelo Ato Anti-Homofobia, que agrega várias organizações. A articulação iniciou no ano passado, por meio do Facebook, depois de uma manifestação em frente à Faculdade Mackenzie.

Luís Arruda, que integra a organização da marcha, explica que o protesto é uma reação contra a violência sofrida pela comunidade LGBT. Segundo ele, as entidades esperam não apenas a presença da comunidade LGBT, mas também de apoiadores do movimento. "Todo mundo vai ter voz, é uma marcha coletiva de toda a sociedade", garante.

A mobilização deve contar com a presença da ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, e da senadora Marta Suplicy (PT-SP). Arruda aprova a presença da ministra e da senadora, mas sugere a participação de mais autoridades na luta contra a homofobia. "Gostaríamos que o governador e o prefeito também estivessem presentes [na marcha]", afirma.

Projeto de lei


O ato também pressionará pela aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 122/2006. O projeto propõe a alteração da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, caracterizando como crime "a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero". O autor do delito, assim, ficaria sujeito às penas definidas em lei - como reclusão por até cinco anos.

O projeto ganhou novo fôlego no dia 8 de fevereiro deste ano, quando a senadora Martha Suplicy apresentou um requerimento com 28 assinaturas, conseguindo assim o desarquivamento da matéria.

O PLC segue agora para a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. Para virar lei, além da CDH, o projeto precisará ser aprovado também na Comissão de Constituição e Justiça e no plenário do Senado. Em seguida, precisará retornar à Câmara dos Deputados e, se aprovado, seguir para sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Arruda destaca a importância do projeto para a população LGBT, que ainda não tem uma legislação específica para defender seus direitos. "Esse PLC protege o cidadão. É um projeto para acabar com a violência e preservar a integridade do ser humano", explica.

Ele elogia o esforço dos senadores para dar prosseguimento ao debate, especialmente por parte de Martha Suplicy. A expectativa agora, segundo o ativista, é que o PLC seja aprovado. "A gente espera que haja um esforço para aprovar isso o mais rápido possível", afirma.

O maior obstáculo, no entanto, será sensibilizar os parlamentares que se opõem ao projeto, principalmente os que resistem à lei por questões religiosas. "O desafio é integrar [os senadores] e fazê-los entender que o projeto não vai contra a religião de ninguém", ressalta.

De acordo com uma pesquisa do Grupo Gay da Bahia (GGB), a cada dois dias, um homossexual é assassinado no Brasil. Só em 2009 pelo menos 198 homossexuais foram mortos, um número 55% maior do que o registrado em 2008.

Disque-denúncia

Apesar da falta de uma legislação específica, Arruda elogia o surgimento de iniciativas por parte do poder público a fim de coibir a violência homofóbica. Nesse sentido, ele salienta a ampliação do Disque 100, que hoje recebe denúncias de exploração sexual contra crianças e adolescentes. Com a mudança, o serviço passará a atender casos de homofobia, além de violência contra idosos e portadores de deficiência, igualmente contemplados pelo PLC 122/2006.

O lançamento do Disque Direitos Humanos - Módulo LGBT também será no sábado em São Paulo, às 14h, na Casa das Rosas (Avenida Paulista, 37).

O serviço da Secretaria de Direitos Humanos funciona 24 horas, todos os dias da semana, incluindo domingos e feriados. Os telefonemas são gratuitos e podem ser feitos a partir de linhas fixas ou móveis para o número 100.
Fonte:www.brasildefato.com.br

Carnaval da Tom Maior

Tom Maior quer Lula no Anhembi


Escola vai cantar São Bernado do Campo, berço político do ex-presidente


A escola de samba Tom Maior vai homenagear nesta ano a cidade de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Conhecida pelas greves e lutas sindicais dos anos 70, a cidade é berço político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A escolha do enredo aconteceu em 2010, mas segundo o presidente da escola, Marko Antônio da Silva, a ideia surgiu há quatro anos, quando o samba-enredo teve como foco o movimento sindical.

- Esperamos, inclusive, a presença do ex-presidente Lula. Seria uma grande honra para nós. Ele faz parte da história de São Bernardo do Campo. E, esse ano, teremos animais desfilando com a gente no sambódromo.

Silva não quis, no entanto, dar detalhes sobre os bichos, que devem "desfilar" enjaulados. A Tom Maior será a segunda a entrar no Anhembi na noite de sexta-feira (4), às 0h10.

O carnavalesco Chico Spinosa explicou que, no Carnaval de 2007, a Tom Maior desfilou com o enredo que falava dos trabalhadores, fazendo uma parceria com a CUT (Central Única dos Trabalhadores). Foi então que a escola percebeu que São Bernardo do Campo tem atrativos culturais e turísticos a serem mostrados.

- Existe muita informação em São Bernardo que o Brasil desconhece, e acredito que, com o Carnaval, conseguiremos mostrar as maravilhas de uma cidade que é tão próxima a São Paulo. Carnaval é mais do que uma festa de desfiles e competição. É cultura e o Lula vai colocar a cereja nesse Carnaval.

Além das lutas sindicais, o enrendo da Tom Maior fala da indústria automobilística, mercado moveleiro, restaurantes e da represa Billings.

Colaborou Marco Mesquita, estagiário do R7

19 de Fevereiro - Dia do Desportista

Crédito: Luiz Fernando / Sonia Maria

17.2.11

Carnaval da diversidade

Escola de samba Gay de São Paulo tem público heterossexual

Escola de Samba Arco-Íris

A maior parte do público da Escola de Samba Gay Arco-Íris, que elegeu neste ano a rainha do Carnaval paulista, é heterossexual, segundo o presidente do grupo, Eduardo Corrêa. O fundador da primeira agremiação Homossexual de São Paulo estima que 60% do público que frequenta os eventos da escola é heterossexual.

“Todos podem participar e se envolver com os compromissos da escola, não fazemos restrições”.

O primeiro Carnaval de rua promovido pela Arco-Íris aconteceu em 2009, e atraiu, segundo sua diretoria, cerca de 15 mil pessoas para o desfile, no centro de São Paulo. No ano passado, o público cresceu: 20 mil foliões compareceram.

O grupo procura um novo espaço para seus ensaios. Segundo Corrêa, o antigo galpão, que funcionava na Lapa (zona oeste), foi emprestado pela Prefeitura de São Paulo até o primeiro semestre do ano passado, quando começaram as obras para a construção de um Poupatempo.

“Já estamos negociando outro local, no largo do Arouche [centro]. Mas, desta vez, o aluguel sairá do nosso bolso”.

A Arco-Íris foi fundada em 25 de janeiro de 2008, data do aniversário da cidade. O objetivo, segundo Corrêa, é promover a identidade brasileira sem distinção de classe social, orientação sexual e idade. Ele conta que resolveu fundar a escola porque percebia certo preconceito em relação aos Homossexuais nas escolas de samba tradicionais.

“Eu sempre estive envolvido na produção do Carnaval em várias escolas de samba e percebia que os Gays eram bem-vindos na maquiagem, na confecção de roupas, mas não eram na bateria, por exemplo. Comecei a questionar como um evento que é realizado em sua maioria por negros e moradores da periferia, que também sofrem preconceito, poderia ser preconceituoso com a Comunidade LGBT”.

“Todas as escolas, menos a Gaviões da Fiel, foram nos prestigiar. A Mocidade Alegre é nossa madrinha”.

Léo Áquilla é a rainha da bateria da escola neste ano. Celebridades como Celso Kamura e o designer de sapatos Fernando Pires são apoiadores permanentes. Neste ano, o desfile da Arco-Íris deve acontecer uma semana antes dos desfiles oficiais no sambódromo do Anhembi (zona norte). A data e o local ainda não foram confirmados.

Corrêa sonha em ver o grupo desfilando no Anhembi.

“Todas as grandes escolas começaram com Carnaval de rua. Com a gente não vai ser diferente!”
Fonte:centraldenoticiasgays.blogspot.com

Indígenas na universidade

Fonte: Cimi - Conselho Indigenista Missionário
Link: http://www.cimi.org.br/



Clóvis Antônio Brighenti

Cento e vinte indígenas dos povos Guarani, Kaingang e Xokleng, iniciaram no último dia 14 de fevereiro as aulas do curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).  O curso é específico e diferenciado para atender os povos indígenas da região meridional do Brasil, tendo como eixo norteador Territórios Indígenas: Questão Fundiária e Ambiental no Bioma Mata Atlântica.
A definição desse eixo tem a ver com as demandas atuais dos povos indígenas, especialmente a regularização fundiária e o debate em torno da demarcação de suas terras tradicionais.  Essa questão tem inclusive, gerado violências contra as comunidades que lutam para recuperar os territórios tradicionalmente ocupados.  A outra questão que demanda muita preocupação dos povos indígenas é o aspecto ambiental, que incide sobre a necessidade de repensar paradigmas, como desenvolvimento e progresso, que contribuíram com a destruição do entorno das terras indígenas e estão provocando o aquecimento global.  Repensar a possibilidade de outras referências para o meio ambiente exige redimensionar saberes e práticas e aprofundar temas como o Bem Viver, que vem sendo bastante debatido entre os povos indígenas.
Os 120 alunos estão agrupados em três turmas, sendo 40 Guarani, 40 Kaingang e 40 Xokleng.  Serão 3.348 hora/aula distribuídas em quatro anos (8 semestres - 16 etapas presenciais).  O Curso possui regime presencial especial, em etapas concentradas, com base na Pedagogia da Alternância: tempo-universidade e tempo-comunidade.  Parte das aulas presenciais também será oferecida nas próprias aldeias: ao invés dos alunos se deslocaram para a universidade os professores é que irão para as aldeias, possibilitando o mínio de ausência de suas comunidades.
Durante a solenidade de abertura das aulas, no dia 14 de fevereiro, o indígena Kaingang Getúlio Narciso lembrou que precisou 500 anos de negação, para que finalmente as universidades começassem a pensar os indígenas enquanto sujeitos.  Já Elisete Antunes, representando os Guarani afirmou que o curso simboliza mais uma conquista dos povos indígenas.
Os estudantes poderão escolher entre duas terminalidades: Licenciatura da Infância, o que os habilitará para a docência infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental das escolas indígenas, e complementar a esta, o cursista escolherá se especializar em um dos três módulos específicos oferecidos pelo curso – das Linguagens, em Humanidades e do Conhecimento Ambiental, que os habilitará para a docência dos anos finais do ensino fundamental e para o ensino médio.
Entre as disciplinas oferecidas estão: Laboratórios de Língua Guarani, Kaingang e Xokleng; Língua Portuguesa; Mitologias Guarani, Kaingang e Xokleng; História Indígena Pré e Pós-Colonial; e Tecnologias de Informação e Comunicação e Populações Indígenas.
Licenciatura
O curso foi gestado ao longo de quatro anos pela Comissão Interinstitucional Para Educação Superior Indígena (Ciesi), formada por representantes do poder público como a UFSC, a Secretaria de Estado da Educação, e instituições não-governamentais, como o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o Conselho de Missões Entre Povos Índios (Comin) e a Comissão de Apoio aos Povos Indígenas (Capi), além da presença indígena durante sua formulação.
A discussão do curso teve início com as políticas de ações afirmativas, quando os integrantes da Ciesi perceberam que as cotas nas universidades não atendiam as demandas das comunidades indígenas e pediram a criação de cursos específicos para indígenas.
Para mais informações acesse a página do curso www.licenciaturaindigena.ufsc.br.

Ministro da Saúde afirma que Gays devem poder doar sangue


Ministro da Saúde Alexandre Padilha

Ministro da Saúde nomeado no governo Dilma Rousseff, Alexandre Padilha afirmou que pretende rever a proibição de Homossexuais doarem sangue, em vigor no Brasil por meio da portaria nº 153, criada em 2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em uma entrevista em Teresina, ele disse que vai discutir melhor o assunto e analisar as possibilidades.

O ministro foi recebido em evento no Palácio de Karnak por uma manifestação do grupo militante LGBT Matizes, que pedia o fim da proibição. Lançando um plano de enfrentamento à dengue na capital do Piauí, o ministro declarou que o conceito de grupo de risco não existe mais e que agora existem “pessoas com vulnerabilidade”.

Após reunião com líderes do movimento, Padilha prometeu: “vou abrir uma discussão técnica sobre isso. Saber o porquê da regra hoje, qual seria a adequação em função da atualidade, e inclusive, do comportamento da epidemia de doenças que podem ser transmitidas com o sangue”.

Em 2006, a pedido do Matizes, Ministério Público Federal do Piauí entrou com uma ação para derrubar a portaria da ANVISA. A 2ª Vara Federal acatou o pedido e emitiu uma liminar favorável, mas o Tribunal Federal da 1ª Região cassou a liminar e a decisão definitiva ainda aguarda análise da Justiça.
Fonte:centraldenoticiasgays.blogspot.com

16.2.11

Dia do Repórter no Brasil

16 de Fevereiro
Ele fareja a informação, sempre em busca de uma boa reportagem. Para a tarefa, não mede esforços.
Com a pauta na mão, entrevista as fontes, pesquisa os dados e checa tudo o que pode servir na hora de redigir a matéria.
Já adivinhou de quem estamos falando? Não? Então vamos dar mais uma dica. No início de carreira, ele é chamado de "foca", que significa profissional inexperiente no cargo, novato, recém-saído da faculdade.
Aquele que se deslumbra com as primeiras tarefas que recebe; que deixa passar detalhes importantes.
Com o tempo ele vai largando aos pouquinhos a vida de "foca" para se aventurar na profissão com as próprias pernas.
Estamos falando do repórter, responsável pela elaboração das notícias que serão veiculadas em jornais, revistas ou em programas jornalísticos de rádio e televisão. Desde a fase de pesquisa até a redação.
Tem também o repórter que não redige as matérias, mas se encarrega de abastecer o veículo de comunicação com imagens do fato a ser noticiado.
É ele o repórter fotográfico, se trabalha em jornal impresso, e cinematográfico, caso atue em televisão.
E o repórter de internet, responsável por escrever para sites de conteúdo.
Para ser um repórter, é necessário primeiramente cursar a faculdade de Jornalismo. Depois, é pernas pra que te quero e bom trabalho.
Fonte: www.ibge.br

 Crédito: Roadside Guitars

14.2.11

Dia Internacional do Amor

14 de Fevereiro - Dia Internacional do Amor

Há várias versões sobre o surgimento dessa comemoração, que nos reportam às festas romanas pagãs e às manifestações de fé dos cristãos. Na versão mais conhecida, a comemoração teria se originado nas lupercálias, festas pagãs celebradas, na antiga Roma, que se iniciavam no dia 14 de fevereiro, dedicadas a Luperco ou Pã (deus protetor dos rebanhos e dos pastores) e a Juno (deusa do amor). Na Idade Média, dizia-se que esse era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam essa ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta da amada. 
No século III, também em Roma, o padre Valentim celebrava matrimônios, contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido casamentos durante as guerras, por acreditar que os solteiros eram melhores combatentes. A punição foi inevitável: padre Valentim ficou preso na casa do prefeito de Roma, que era pagão, assim como sua família. Esse prefeito tinha uma filha cega, que foi curada pelo padre; desse modo, ele conseguiu converter toda a família. Quando o imperador soube do ocorrido, condenou Valentim à morte, pois este se recusara a renunciar a Cristo. O padre foi decapitado no dia 14 de fevereiro de 286.

Existe outro Valentim, que também morreu em Roma, no mesmo período. Foi o primeiro bispo de Terni, famoso pelo dom da cura e do conselho. Os casais brigados, depois de se aconselharem com ele, costumavam voltar para oficializar a união. O bondoso bispo, já idoso, foi preso por defender alguns cristãos. Morreu pela fé em Cristo, em 14 de fevereiro de 273. A Igreja católica declarou santos os dois mártires, que os fiéis devotos cultuam como os padroeiros do amor.

No século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim para presentear a pessoa amada ou se reconciliar com ela. A data foi adotada um século depois nos Estados Unidos, com o nome de Valentine´s Day. Na China, o sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar chinês é o Qi iao Jie, "A noite dos sete", que é equivalente ao Dia do Amor. No Japão, o amor é comemorado em dois dias. O primeiro é 14 de fevereiro, quando as mulheres dão presentes e chocolates para amigos, namorados e parentes. O segundo é 14 de março, quando os homens retribuem a elas os presentes recebidos. No dia 7 de julho, há também outra festa - o Tanabata -, que celebra o encontro de duas estrelas, que simbolizam o encontro dos apaixonados.

O Dia Internacional do Amor é comemorado em todos os países, exceto no Brasil, onde se festeja, no dia 12 de junho, o Dia dos Namorados.

Fonte: Edições Paulinas
 
Crédito: Fabrice ROSE
 

12.2.11

Diversidade

Prefeito do Rio cria Coordenadoria da Diversidade Sexual

Carlos Tufvesson e Eduardo Paes

Como prometido no fim de 2010, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, criou a Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual. O coordenador da pasta também foi escolhido, é Carlos Tufvesson.

Por meio de um decreto, a Coordenadoria vai “desenvolver ações afirmativas que promovam a inclusão e proteção à cidadania de pessoas que, por conta de sua orientação sexual, expressão ou identidade de gênero, veem seus direitos e garantias fundamentais violados”, segundo texto oficial.

As atribuições da pasta são:

- Propor Políticas Públicas de promoção de uma cultura de respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero, que favoreçam a visibilidade e o reconhecimento social do cidadão LGBTT - Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, no âmbito do Município do Rio de Janeiro;

- Articular-se com as diversas Políticas Públicas Setoriais – trabalho, emprego e renda; cultura e educação; comunicação; saúde; segurança - no âmbito da PCRJ, de forma a garantir os interesses reais do cidadão LGBTT;

- Promover a igualdade e a proteção dos direitos do cidadão LGBTT;

- Planejar, coordenar, monitorar e avaliar ações, programas, projetos e pesquisas, que contribuam para efetiva integração cultural, econômica, social e política do cidadão LGBTT;

- Coordenar as ações relativas à articulação e cooperação técnica com organismos nacionais e internacionais, públicos ou privados, que desenvolvam ações de atendimento e de implementação de políticas voltadas do cidadão LGBTT;

- Implementar campanhas educativas de combate à violência e de superação de preconceitos relacionados à orientação sexual e identidade de gênero, no âmbito do Município do Rio de Janeiro;

- Acompanhar a implementação de legislação referente à defesa dos direitos do cidadão LGBTT;

A Coordenadoria é ligada diretamente ao Gabinete do prefeito.

Amazônia

Semana Amazônica - 12/02/2011

Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br



Protesto contra contrução de usina de Belo Monte (PA) entrega abaixo-assinado com mais de 500 mil assinaturas à Dilma, conflito de índios Guajajara e Vale do Rio Doce e investigação da PF sobre esquema de corrupção na Sema-PA foram alguns dos destaques da semana. Confira.
Índios vão a Brasília protestar contra usina de Belo Monte Cerca de 250 manifestantes estão reunidos em frente ao Congresso Nacional desde a manhã de terça-feira (8) para protestar contra grandes hidrelétricas na Amazônia, principalmente a usina Belo Monte (rio Xingu, PA).  Na ocasião, o Movimento Xingu Vivo para Sempre, articulação de movimentos e organizações que organizou o protesto, entregou um abaixo-assinado com mais de 500 mil assinaturas de brasileiros e estrangeiros contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingú, Pará. 
Os manifestantes foram recebidos, numa reunião que durou cerca de duas horas, pelo secretário adjunto da Secretaria-Geral da Presidência, Rogério Sottili.  Ele se comprometeu a encaminhar o documento, encabeçado com a assinatura de caciques das comunidades indígenas do Alto Xingu, à presidenta. 
Mais: Organizações entregam carta contra Belo Monte à Dilma
Governo recebe abaixo-assinado contra Usina Hidrelétrica de Belo Monte

Índios Gajajara e funcionários da Vale em conflito
Índios Gajajara, do Maranhão, interromperam o tráfego de trens da Estrada de Ferro Carajás (EFC), da mineradora Vale, e fizeram seis funcionários da empresa de refém na última quinta-feira.  Os funcionários já foram liberados.
As ações dos indígenas são para exigir que a Funai repasse verbas para a compra de materiais agrícolas e que um posto de saúde seja construído na região.  Os índios reclamam também da falta de professores na escola local.
Segundo à Vale, nenhuma das reivindicações dos índios era relacionada à empresa.
Veja também: Indígenas libertam seis reféns  
 Índios guajajara mantém funcionários da Vale reféns no Maranhão  

Novo presidente da Eletrobras assume e prioriza expansão de fontes energéticas na Amazônia Encontrar novas fontes de energia na Amazônia e nos países vizinhos ao Brasil.  Essa é a missão do novo presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto.  O objetivo é investir R$ 210 bilhões em parceria com o setor privado nos próximos dez anos para garantir o abastecimento da eletricidade de que o país necessitará no futuro próximo. 
Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, Carvalho Neto recebeu na segunda-feira do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, documento por escrito com orientações gerais acerca da estatal.  Entre elas, a necessidade de buscar novas oportunidades de investimentos em energia renovável, especialmente nos potenciais hidroelétricos, que estão se esgotando. 
Saiba mais: Amazônia é prioridade expansão de fontes energéticas, diz Eletrobras

PF investiga esquema de corrupção na Sema-PAQuinze servidores da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) do Pará são acusados de montar um esquema milionário de liberação de licenças ambientais e planos de manejo em troca de dinheiro de madeireiras que atuam no Estado.
Em conversas telefônicas gravadas com ordem judicial, a então governadora Ana Júlia Carepa (PT) tem seu nome citado por dirigentes da secretaria como interessada em desbloquear projetos de empresas que tinham problemas no órgão.  Cinco deputados federais e estaduais eleitos também aparecem nas gravações, interferindo para que os projetos fossem liberados.

11.2.11

Religião

Campanha Contra a Intolerância Religiosa ganha força em todo o país

Campanha Nacional Contra a Intolerância Religiosa - Reju
Lançamento da Campanha pela Reju em São Paulo


Jovens da Reju Sul reuniram-se para o lançamento da Campanha na região
Na Paraíba, jovens da Reju NE também participam da Campanha Nacional Contra a Intolerância Religiosa



No dia 21 de janeiro, a Rede Ecumênica de Juventude – Reju, lançou nas cinco regiões do Brasil, uma Campanha Nacional Contra a Intolerância Religiosa. A campanha se estenderá por todo o ano de 2011. De acordo com Daniel Souza, facilitador da Reju em São Paulo, a intenção da campanha é promover uma discussão sobre o tema entre as distintas confissões religiosas e estimular a prática da convivência ecumênica”.

Reju Sul participa da Campanha Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
A partir do dia 21 de janeiro de 2011, juventudes de todo o Brasil se unem para refletir sobre uma triste prática: a Intolerância Religiosa, que assola a nossa realidade.
Em Teutônia, RS, na “Chácara Shallom” acolhidos por membros da comunidade Luterana, jovens católicos e suas famílias, reuniram-se em celebração para lembrar a data enfatizando em sua mística, os símbolos e os conceitos de credos diversos.
Conforme cita o trecho “O vento sopra onde quer, ouvimos a sua voz, mas não sabemos de onde vem, nem para onde vai ...” (João 3, 8). O chamado missionário nos eleva, ao praticarmos e darmos o testemunho do bem; um bem maior: o amor.
Respeitamos de forma diversa, o Sagrado, manifestado na rica cultura de nossas crenças, enraizadas na identidade do povo brasileiro. Centrados na figura de Jesus Cristo, que salva a humanidade sem distinção, estamos diante de um convite simples, porém complexo à ação humana: encontrar a liberdade através da Fé.
Em um mundo racionalizado e relativo, ser jovem, em pleno século XXI convicto de um credo e manifestar a alegria do viver em comunidade é um desafio. Automaticamente estamos contra uma proposta individualista e egocêntrica imposta e assumida. É fácil não se importar com os outros.
Mas cuidado: também é fácil tornar-se escravo de relações artificiais, promovidas através do mundo virtual, ou outros tantos vícios, tantas fugas. É muito fácil ser infeliz.
Como jovens, que assumem uma prática ecumênica, não temos a pretensão alguma de ditar um só modo, um só estilo de vida. Pelo contrário, gostamos do que é diferente, do que contraria, questiona e nos motiva a pensar. Pois, uma nova ideia desacomoda, transforma, e, com esforço conjunto torna-se realidade. É na união deste pensar, no aceitar, no tolerar o irmão e a irmã - o que não fere, mas fortalece nossa própria identidade - que transmitimos o que a juventude possui de mais precioso: a alegria, a sinceridade da Fé.
Informações de Edoard S. Scherer - Facilitadora Reju - Sul

Lançada em São Paulo a “Campanha Nacional Contra a Intolerância Religiosa”
No último dia 23 de janeiro foi lançada em São Paulo a Campanha Nacional Contra a Intolerância Religiosa promovida pela Rede Ecumênica da Juventude (Reju). Aproveitando a proximidade com o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, comemorado no dia 21 de janeiro, no domingo pela manhã jovens de diversas denominações religiosas se reuniram na Paróquia Anglicana da Santíssima Trindade em uma celebração junto com a comunidade local.
Durante a celebração litúrgica, os jovens trouxeram à memória a história de intolerância religiosa sofrida por mãe Gilda, que marca a comemoração deste dia. Daniel Souza, facilitador da Reju em São Paulo, falou sobre a importância da convivência ecumênica e da atuação dos jovens na luta pelos direitos e pela justiça social no Brasil. Além disso, explicou alguns dos objetivos da Campanha, como o de promover discussões em diferentes confissões religiosas sobre o tema durante todo o ano.
Neste tempo também foram distribuídos cartões com o versículo bíblico norteador da Campanha: “O vento sopra onde quer, ouvimos a sua voz, mas não sabemos de onde vem, nem para onde vai...” (João 3.8), como lembrança para o compromisso com a causa, e cartilhas confeccionadas pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo, que contêm diversas informações sobre as leis e a liberdade religiosa no Brasil. 
A cartilha encontra-se disponível através do link: http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/repositorio/0/folder%20religiosa.pdf.
Para conhecimento do caso “mãe Gilda” leiam o texto de Jussara Rego disponível no link: http://www.koinonia.org.br/tpdigital/detalhes.asp?cod_artigo=256&cod_boletim=14&tipo=Artigo
Fonte: Notícia produzida pela Rede Ecumênica de Juventude.

Lançamento da Campanha Nacional Contra a Intolerância Religiosa na Paraíba - Reju NE
Dia 29 de janeiro foi lançada, em Serra Redonda, município da Paraíba, a Campanha Nacional Contra a Intolerância Religiosa, promovida pela Reju NE – Rede Ecumênica da Juventude.
Na ocasião, estávamos compartilhando verdadeiramente o ecumenismo, pois acreditamos que, a união é importante para que se possa sobreviver à intolerância religiosa, agindo seguindo as palavras de Leonardo Boff, “Como as religiões podem ser fontes de valores e de motivações para a paz entre os povos, é importante favorecer o diálogo entre elas”.
Para favorecer este diálogo, foi promovido um momento da oração, onde a facilitadora da Reju-NE, Iris Charlene, falou sobre o lançamento da Campanha, convidando a todos(as) a firmarem o compromisso de promoverem discussões sobre a intolerância religiosa, em diferentes confissões, em suas comunidades, até porque, a Fundação Dom José Maria Pires (PB), tem perfil católico, porém, tem em seu corpo administrativo, uma equipe composta por Católicos, Evangélicos e Espíritas, que comungam dos mesmos objetivos, respeito e amor.
Duas dinâmicas também fizeram parte da celebração, envolvendo todos os presentes.
Finalizando o momento de oração e a roda de diálogo, as alunas do Quilombo Pedra D’Água, dançaram a música... “Olha a glória de Deus brilhando, aleluia (bis) /Nosso Deus é o artista do universo, é a fonte da luz, do ar e da cor, é o som, é a música, á a dança, é o mar, jangadeiro e pescador. É o seio materno sempre fértil, é beleza, é pureza, e é calor. Aleluia, aleluia, vamos criar, que é pra glória de Deus brilhar! / Nosso Deus é caminho é caminhada, de seu povo para a libertação. Onde quer que esteja um oprimido, é Javé que promove a redenção. Ele quebra a força do tirano e garante a vitória da união. Aleluia, aleluia, vamos lutar que é para a glória de Deus brilhar...”
Informações de Iris Charlene - Facilitadora da REJU NE
Contexto
O dia 21 de janeiro foi oficializado como Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa por meio da Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007. A lei e a data foram motivadas por um episódio de intolerância religiosa ocorrido na Bahia.
Em 1999, uma foto publicada na revista Veja no ano de 1992 foi utilizada pelo Jornal Folha Universal para desprestigiar a imagem da mãe de santo Mãe Gilda. A foto presente na Folha Universal mostrava a imagem de Mãe Gilda com uma tarja preta nos olhos e a frase: Macumbeiros charlatões lesam bolso e vida de cliente”.
Pouco tempo após o ocorrido, no ano 2000, Mãe Gilda faleceu. Os filhos e marido da mãe de santo entraram na justiça contra a Igreja Universal que, em agosto de 2009, foi condenada a pagar R$145,2 mil de indenização.
Para mais informações, acesse: http://www.redeecumenicadajuventude.org.br/

Dia do Zelador

Fevereiro é o mês do zelador. O dia 11 é dele, deste profissional que acompanha a rotina dos condomínios e acaba por ser um guardião dos moradores. Tanta confiança e atividades requisitadas confunde sobre a real função deste profissional. Afinal, limpar a piscina é papel do zelador? E quem cobre a folga do porteiro, troca as lâmpadas, acode os condôminos?
Na tarefa diária de assegurar o bom funcionamento do condomínio, as atividades da zeladoria são facilmente confundidas com as de outros profissionais. Embora a limpeza dos ambientes comuns seja uma demanda do faxineiro, cabe ao zelador fiscalizar a higiene e a conservação do prédio. O mesmo vale para os serviços de portaria.
As dúvidas quanto a real função do zelador surgem pela diversidade de atribuições dadas ao profissional na Classificação Brasileira de Ocupações. Entre elas, a de receber objetos e realizar pequenos reparos no prédio. Algumas atividades, contudo, podem ser consideradas como dupla função.
“O acúmulo de funções acontece quando o zelador é obrigado a trabalhar como porteiro, por exemplo”, explica o consultor jurídico da Auxiliadora Predial, Pedro Guilherme Becker. Poderá desempenhar a tarefa apenas se houver uma cláusula específica no contrato.
Trabalhos que fogem o interesse comum não são atribuições do zelador. Salvo gentilezas como, eventualmente, carregar pacotes àqueles que tenham dificuldades de fazê-lo.
Pequenos consertos podem ser feitos. Entretanto, demandas que exijam conhecimento técnico ou que requerem muita mão-de-obra devem ser contratadas a terceiros. “No caso da piscina, a limpeza tanto poderá ser feita pelo zelador como pelo faxineiro. Trata-se de tarefa e não de função”, esclarece Becker.
A falta de cuidado pode ter conseqüências legais, condenando o síndico a pagar mais um salário pela dupla função. “As horas em duplicidade ainda podem ser indenizadas como horas extraordinárias”, diz Becker.
O zelador tem a mesma carga horária de outros funcionários. Quando reside no próprio local de trabalho, a função pode ser prestada de forma intermitente. “Poderá apagar as luzes gerais do edifício às 6hs e ascendê-las às 22hs. Em contrapartida, atendidas suas obrigações, poderá retirar-se para seu apartamento e até mesmo para fora do âmbito do edifício, que não estará cometendo falta”, explica.
A necessidade da contratação do serviço de zeladoria dependerá das características do prédio e das necessidades dos condôminos. No caso do profissional residente, a moradia será considerada salário habitação, à razão de 24% de seu salário em espécie. Sobre ela incidirá FGTS, INSS, 13º salário, férias e aviso prévio quando indenizados.
O envolvimento com o trabalho é o requisito para o zelador. Na escolha, a dica é dar atenção ao nível educacional e cultural no trato com as pessoas.
Fonte: Ondas Web - WH Comunicação (Aline Wolff da Fontoura)
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  Notícias para síndicos sobre assuntos condominiais.


Crédito: cassimano

9.2.11

Dia do Frevo

09 de Fevereiro

Histórico

o carnaval recifense possui uma música e uma dança carnavalesca própria e original, nascida do povo. De origem urbana, surgiu nas ruas do Recife nos fins do século XIX e começo do século XX. O frevo nasceu das marchas, maxixes e dobrados; as bandas militares do século passado teriam dado sua contribuição na formação do frevo, bem como as quadrilhas de origem européia. Deduz-se que a música apoiou-se desde o início nas fanfarras constituídas por instrumentos de metal, pela velha tradição bandística do povo pernambucano.

A palavra é: FREVO!

A palavra frevo vem de ferver, por corruptela, frever, dando origem a palavra frevo, que passou a designar: "Efervecência, agitação, confusão, rebuliço; apertão nas reuniões de grande massa popular no seu vai-e-vem em direções opostas como pelo Carnaval", de acordo com o Vocabulário Pernambucano de Pereira da Costa. Divulgando o que a boca anônima do povo já espalhava, o Jornal Pequeno, vespertino do Recife, que mantinha a melhor secção carnavalesca da época, na edição de 12 de fevereiro de 1908, faz a primeira referência a palavra frevo.

O Frevo música

Pode-se afirmar que o frevo é uma criação de compositores de música ligeira, feita para o carnaval. Os músicos pensaram em dar ao povo mais animação nos folguedos de carnaval, e a gente de pé no chão, queria música barulhenta e animada, que desse espaço para extravasar alegria dentro daquele improviso. No decorrer do tempo a música ganha características próprias acompanhada por um bailado inconfundível de passos soltos e acrobáticos. Nas suas origens o frevo sofreu várias influências ao longo do tempo, produzindo assim variedades. A década de trinta serve de base para a divisão do frevo em: Frevo-de-Rua, Frevo-Canção, Frevo-de-Bloco.

FREVO-DE-RUA

É o mais comumente identificado como simplesmente frevo, cujas características não se assemelham com nenhuma outra música brasileira, nem de outro país. O frevo-de-rua se diferencia dos outros tipos de frevo pela ausência completa de letra, pois é feito unicamente para ser dançado. Na música é possível distinguir-se três classes: o frevo-abafo ou de encontro, no qual predominam os instrumentos metálicos, principalmente pistões e trombones; o frevo-coqueiro, com notas agudas distanciando-se no pentagrama e o frevo-ventania, constituído pela introdução de semicolcheias. O frevo acaba, temporariamente, em um acorde longo e perfeito. Frevos-de-rua famosos Vassourinhas de Matias da Rocha, Último dia de Levino Ferreira, Trinca do 21 de Mexicano, Menino Bom de Eucário Barbosa, Corisco de Lorival Oliveira, Porta-bandeira de Guedes Peixoto, entre outros.

FREVO-CANÇÃO

Nos fins do século passado surgiram melodias bonitas, tais como A Marcha n° 1 do Vassourinhas, atualmente convertido no Hino do carnaval recifense, presente tanto nos bailes sociais como nas ruas, capaz de animar qualquer reunião e enlouquecer o passista. O frevo-canção ou marcha-canção tem vários aspectos semelhantes à marchinha carioca, um deles é que ambas possuem uma parte introdutória e outra cantada, começando ou acabando com estrebilhos. Frevos-canção famosos: Borboleta não é ave de Nelson Ferreira, Na mulher não se bate nem com uma flor de Capiba, Hino de Pitombeira de Alex Caldas, Hino de Elefante de Clídio Nigro, Vestibular de Gildo Moreno, entre outros.

FREVO-DE-BLOCO

Deve ter se originado de serenatas preparadas por agrupamentos de rapazes animados, que participavam simultaneamente, dos carnavais de rua da época, possivelmente, no início do presente século. Sua orquestra é composta de Pau e Corda: violões, banjos, cavaquinhos, etc. Nas últimas três décadas observou-se a introdução de clarinete, seguida da parte coral integrada por mulheres. Frevos-de-bloco famosos: Valores do Passado de Edgar Moraes, Marcha da Folia de Raul Moraes, Relembrando o Passado de João Santiago, Saudade dos Irmãos Valença, Evocação n° 1 de Nelson Ferreira, entre outros.

O Frevo dança

Vários elementos complementares básicos compõe toda dança, em especial no frevo os instrumentos musicais serviam como arma quando se chocavam agremiações rivais. A origem dos passistas são os capoeiras que vinham à frente das bandas, exibindo-se e praticando a capoeira no intuito de intimidar os grupos inimigos. Os golpes da luta viraram passos de dança, embalados inicialmente, pelas marchas e evoluindo junto com a música do frevo.

A SOMBRINHA

Outro elemento complementar da dança, o passista à conduz como símbolo do frevo e como auxílio em suas acrobacias. A sombrinha em sua origem não passava de um guarda-chuva conduzido pelos capoeiristas pela necessidade de ter na mão como arma para ataque e defesa, já que a prática da capoeira estava proibida.
Este argumento baseia-se no fato de que os primeiros frevistas, não conduziam guarda-chuvas em bom estado, valendo-se apenas da solidez da armação. Com o decorrer do tempo, esses guarda-chuvas, grandes, negros, velhos e rasgados se vêm transformados, acompanhando a evolução da dança, para converter-se, atualmente, em uma sombrinha pequena de 50 ou 60 centímetros de diâmetro.

O VESTUÁRIO

Também como elemento imprescindível em algumas danças folclóricas, o vestuário que se precisa para dançar o frevo, não exige roupa típica ou única. Geralmente a vestimenta é de uso cotidiano, sendo a camisa mais curta que o comum e justa ou amarrada à altura da cintura, a calça também de algodão fino, colada ao corpo, variando seu tamanho entre abaixo do joelho e acima do tornozelo, toda a roupa com predominância de cores fortes e estampada. A vestimenta feminina se diferencia pelo uso de um short sumário, com adornos que dele pendem ou mini-saias, que dão maior destaque no momento de dançar.

Passos do frevo

A dança do frevista é geralmente caracterizada pela sua individualidade na exibição dos passos. Os passos nasceram da improvisação individual dos dançarinos, com o correr dos anos, dessa improvisação se adotaram certos tipos ou arquétipos de passos. Existem atualmente um número incontável de passos ou evoluções com suas respectivas variantes. Os passos básicos elementares podem ser considerados os seguintes: dobradiça, tesoura, locomotiva, ferrolho, parafuso, pontilhado, ponta de pé e calcanhar, saci-pererê, abanando, caindo-nas-molas e pernada, este último claramente identificável na capoeira. A seguir descrições dos cinco primeiros citados:

DOBRADIÇA

Flexiona-se as pernas, com os joelhos para frente e o apoio do corpo nas pontas dos pés. Corpo curvado para frente realizando as mudanças dos movimentos: o corpo apoiado nos calcanhares, que devem está bem aproximados um do outro, pernas distendidas, o corpo jogado para frente e para trás, com a sombrinha na mão direita, subindo e descendo para ajudar no equilíbrio. Não há deslocamentos laterais. Os pés pisam no mesmo local com os calcanhares e pontas.

TESOURA

A - Passo cruzado com pequenos deslocamentos à direita e à esquerda. Pequeno pulo, pernas semiflexionadas, sombrinha na mão direita, braços flexionados para os lados.
B - O dançarino cruza a perna direita por trás da esquerda em meia ponta, perna direita `a frente, ambas semiflexionadas. Um pulo desfaz o flexionamento das pernas e, em seguida, a perna direita vai apoiada pelo calcanhar; enquanto a esquerda, semiflexionada, apoia-se em meia ponta do pé, deslocando o corpo para esquerda. Refaz-se todo o movimento, indo a perna esquerda por trás da direita para desfazer o cruzamento. Neste movimento, o deslocamento para a direita é feito com o corpo um pouco inclinado.

LOCOMOTIVA

Inicia-se com o corpo agachado e os braços abertos para frente, em quase circunferência e a sombrinha na mão direita. Dão-se pequenos pulos para encolher e estirar cada uma das pernas, alternadamente.

FERROLHO

Como a sapatear no gelo, as pernas movimentando-se primeiro em diagonal (um passo) seguido de flexão das duas pernas em meia ponta, com o joelho direito virado para a esquerda e vice-versa. Repetem-se os movimentos, vira-se o corpo em sentido contrário ao pé de apoio, acentuando o tempo e a marcha da música. Alternam-se os pés, movimentando-se para frente e para trás, em meia ponta e calcanhar; o passista descreve uma circunferência.

PARAFUSO

Total flexão das pernas. O corpo fica, inicialmente, apoiado em um só pé virado, ou seja, a parte de cima do pé fica no chão, enquanto o outro pé vira-se, permitindo o apoio de lado (o passista arria o corpo devagar).
Fonte: www.fundaj.gov.br