31.8.11

Preconceitos e violência contra a mulher são destaques do festival


Festival Internacional de Curtas-Metragens acontece na capital paulista até dia 02

30/08/2011
Da redação

O universo feminino é tema do respeitado Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, que acontece até o dia 02 de setembro em salas de cinema da capital paulista. “Feminino Plural”, homônimo do filme da cineastra Vera Figueiredo de 1976, é o nome do ciclo que reúne curtas nacionais e estrangeiros que discutem a condição da mulher nos dias de hoje.
O ciclo conta com uma mostra de curtas de diretoras brasileiras que despontaram nos últimos 10 anos e uma mostra de diretoras internacionais. Além disso, traz curtas que discutem problemas enfrentados pelo gênero feminino em várias partes do mundo na atualidade e tem programação especial para questão da violência contra a mulher.
A mostra sobre violência tem produções da Espanha, Holanda, México e Noruega e Polônia. São curtas que surgiram em um concurso promovido pelo Festival Internacional de Guanajuto - Expresión en Corto, no México, e que foram exibidos no Festival de Cannes.
A direção do Festival Internacional de Curtas, que está na 22ª edição, é de Zita Carvalhosa. Além de “Feminino Plural”, o festival traz filmes que privilegiam a produção nacional e latino americana, debates e sessões para o público infanto-juvenil. Conheça os filmes e a programação no site do 
evento
Fonte:www.brasildefato.com.br

26.8.11

Reforma Política - abaixo-assinado

A Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) apresentou no dia 16 de agosto, a Proposta de Iniciativa Popular para a Reforma Política chamada "Para mudar: Reforma Política Já". As organizações começaram a recolher as assinaturas para o projeto na Marcha das Margaridas 2011, onde participaram mais de 70 mil mulheres de todo o país mobilizadas pelo movimento sindical de trabalhadores rurais.
 
A exemplo do que aconteceu com a Lei da "Ficha Limpa" (LC Nº 135/2010), as instituições querem mobilizar a sociedade para a coleta de assinaturas até que seja atingido o número necessário (mais de 1 milhão) para que um projeto de lei de iniciativa popular seja votado no Congresso Nacional.
 
 
Fique por dentro do abaixo-assinado:
“Nós, abaixo assinados apoiamos a proposta de Iniciativa Popular para a Reforma do Sistema Político. Apoiamos uma nova regulamentação do art. 14º da Constituição Federal que trata do plebiscito, referendo e iniciativa popular. Defendemos que determinados temas só podem ser decididos pelo povo, através do plebiscito e referendo. Queremos a diminuição das exigências para a iniciativa popular, menos assinaturas e um rito próprio no Congresso Nacional. Defendemos reformas no sistema eleitoral que possibilitem aos segmentos subrepresentados nos espaços de poder (mulheres, população negra e indígena, em situação de pobreza, do campo e da periferia urbana, da juventude e da população homoafetiva, etc) a disputa em pé de igualdade como os demais. Para isso, defendemos a votação em lista pré-ordenada com alternância de sexo e critérios de inclusão destes segmentos e financiamento público exclusivo com punições severas para quem desrespeitar. Defendemos o fim dos privilégios aos parlamentares, como por exemplo, férias de 60 dias, 14º e 15º salários, além do decoro parlamentar, do foro privilegiado e da imunidade parlamentar para que estes não sejam usados como instrumentos para a impunidade.” Os signatários
 
Conheça a proposta na íntegra:
Assine o projeto:
 
 
Com informações Inesc

 fonte:www.koinonia.org.br
Autor: Carolina Maciel  









     

24.8.11

Agrotóxico: o veneno produtor de doenças no Brasil

A campanha contra os agrotóxicos ganha a dimensão real de superação do que temos, a partir da construção do projeto popular para o Brasil que queremos

23/08/2011
Roberta Traspadini

A campanha contra o agrotóxico e pela vida protagonizada pela Via Campesina e demais movimentos sociais articulados da cidade traz, para a sociedade brasileira, dois debates históricos centrais:
1) a produção e o consumo de venenos no Brasil;
2) o modelo de desenvolvimento econômico-social-político (inter)nacional e seu caráter estrutural de disseminação de doenças para a sociedade em geral, mas especialmente para a classe trabalhadora.
  1. Sobre a produção de alimentos:
Dados do IBGE relatam que a agricultura familiar e camponesa no Brasil soma quase 85% das propriedades agrícolas do país, ocupando, contraditoriamente, apenas 24% do espaço.
Em suas terras trabalham aproximadamente 12,5 milhões de pessoas o que corresponde a 74,5% do total dos trabalhadores do campo. Destas propriedades saem quase 70% dos alimentos consumidos pelas famílias brasileiras diariamente.
Mas, de forma cada vez mais intensa, a produção familiar-camponesa está subordinada e condicionada à lógica imperante do modelo agrário imperialista no território. Por um lado, esta produção se divide entre a matriz da agroindústria e a subordinação à matriz tecnológica da revolução verde, consumidora de insumos industriais.
Por outro lado, o agronegócio – aliança entre os grandes proprietários de terra, o capital financeiro e as empresas transnacionais - dita as regras no campo brasileiro, cujo objetivo é a produção de commodities para a exportação.
Com a venda de 1 bilhão de litros de veneno na última safra, as empresas estrangeiras se apropriam de cerca de 80% do lucro gerado pela produção de veneno, com destaque para a concentração do poder econômico da Syngenta, Bayer, Basf, Dupont, Monsanto, Shell Química.
  1. O modelo de desenvolvimento dependente
A característica marcante do capital imperialista no século XXI é sua capacidade de metamorfosear-se para ganhar, de forma extraordinária, em cada uma das áreas em que atua e com isto tentar, de maneira permanente, conter as crises que são inerentes ao seu modo de operar. Capital comercial, capital bancário, capital industrial, são algumas dessas faces do mesmo capital.
Além de vender veneno para o campo para a produção de alimentos para o povo brasileiro, o capital produtivo do veneno associa-se, como capital bancário, às regras legais do Estado que, em sua forma de financiar a agricultura familiar-camponesa, atrela o crédito a uma série de condicionantes centradas na compra destes bens.
O dinheiro emprestado na forma de crédito torna-se irmão siamês do capital por dois motivos: 1) o agronegócio não consegue produzir sem a injeção de R$ 107 bilhões por ano, para tirar R$ 150 bilhões da venda de mercadorias. 2) o principal objeto desta aliança de capitais é o de transformar tudo em mercadoria para obtenção de lucro, na forma de insumos industriais produzidos pelas empresas transnacionais, como o exemplo do veneno.
Isto não é diferente do que acontece com o capital industrial, que transforma praticamente todos os elementos da vida em valores de troca. Assim, saúde, terra, educação, trabalho, vão ganhando um destaque na compra e venda do comércio ditado pelo grande capital. E a propaganda de “naturalização” do modelo ganha corpo e evidência, ainda em meio às mais perversas situações vividas no cotidiano pelo povo brasileiro.
O aumento progressivo de doenças como o câncer em todas as faixas etárias, traz à luz um debate central manifesto na campanha contra o agrotóxico e pela vida que devem ser consideradas, tanto no debate quanto na (re)ação necessária à luta contra a vida envenenada.
  1. O câncer como uma doença “naturalizada”
Segundo A União Internacional Contra o Câncer, mais de 160 mil crianças no mundo são diagnosticadas com a doença a cada ano. 80% destas crianças vivem em países em desenvolvimento. Enquanto 3 entre 4 crianças têm chances de sobreviver após 5 anos de tratamento, estima-se que nos países em desenvolvimento, mais da metade das crianças têm probabilidade de morrer. Somente nos EUA a incidência anual é de 7 mil novos casos por ano.
No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INC), define esta doença como uma das primeiras causas de morte entre crianças e jovens de 0 a 19 anos, só perdendo para violências e crimes.
A estimativa do INC do total de pessoas com câncer no País foi de 490 mil casos. 237 mil homens, 253 mil mulheres afetados com a doença.
Deste grupo, existem de 12 a 13 mil crianças acometidas com câncer, fora os que têm a doença, mas não são diagnosticados e morrem.
Outro destaque importante do estudo é a diferença entre as regiões, a partir do grupo de idade e sua média em relação à nacional.
Observemos didaticamente:
Grupos de Idade
Media brasileira de óbitos (para cada 1 milhão)
Regiões acima da média brasileira na mortalidade
0 a 1 ano
39 mortes
CO (+55); NE (+40)
1 a 4 anos
45 mortes
S(+50);CO(+48); SE(+46)
5 a 9 anos
36 mortes
CO(+45);S(+40); SE(+39)
10 a 14 anos
33 mortes
CO e S(+39); SE(+37)
15 a 18 anos
45 mortes
S(+53);CO(+47); SE(+46)

  1. Josué de Castro e sua atualidade:
Em 1946, Josué de Castro, um médico comprometido com a vida e contrário ao veneno já defendia que a fome enquanto fenômeno social e histórico era um tabu rentável no Brasil e no mundo. Quase um século depois, vemos a complexidade do problema, pois, não só não dormem os que comem bem, com medo dos que não comem.
Parte expressiva dos que comem – mal -, não dorme porque suas enfermidades físicas, fruto do histórico processo de desenvolvimento econômico envenenado no campo e na cidade, trazem dores e consequências múltiplas para eles e para os que cuidam deles.
Enquanto isto, o Estado entrega ao capital a responsabilidade de cuidar da saúde de seu povo. É isto o que representa os 3,91% do orçamento destinado à saúde em 2010. Uma associação – via parceria público-privada - entre o Estado e o grande capital para tentar curar de forma mercantil, aquilo que ele foi sócio na produção (uso de veneno).
A campanha contra os agrotóxicos é um processo permanente de vinculação entre o campo e a cidade. Seu ponto de partida é o de relatar como se produz alimento que comemos enquanto trabalhadores brasileiros. Mas vai além e ganha, no processo pela vida e contra o veneno, a dimensão real de superação do que temos, a partir da construção do projeto popular para o Brasil que queremos.
Roberta Traspadini é economista, educadora popular, integrante da consulta popular/ES.

23.8.11

Pernambuco lança Guia GLS para atrair o turista Gay



O Estado de Pernambuco já está há algum tempo investindo no Turismo GLS e acaba de lançar a terceira edição de seu guia da diversidade para turistas LGBT.

Uma iniciativa da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) em parceria com o Recife Convention & Visitors Bureau, o “Guia GLS Pernambuco - Um Estado de Felicidade” ganhou corpo durante a participação pernambucana na Expo Business LGBT, realizada em São Paulo.

A tiragem inicial do material é de 20 mil exemplares que foram publicados em três línguas – pensando no turista gringo que deve ir cada vez mais a Pernambuco com a proximidade da Copa de 2014.

O Guia reúne o que há de mais recomendável para o turista Gay curtir no Estado e sai dividido em 10 seções: Destinos, Gastronomia, Compras, Bem-Estar, Eventos, Baladas, Passeios, Endereços, Hotéis e Serviços. Cada um deles vem com resumo e sugestões de estabelecimentos relacionados ao tema.

“É um projeto que começou no final de 2008 pensado apenas para hotéis, mas foi bem aceito entre os nossos associados e hoje conta com museus, bares, restaurantes e até locadoras de carros”, revela Thiago Falcão, da Assessoria de Comunicação do Visitors Bureau.

Tem mapa, telefone, horário e dia de funcionamento e dicas para você não perder o fervo de Recife por não saber aonde ir. Os locais que recebem bem o turista Gay são identificados com selos que definem se ele é 100% Gay, Gay Friendly (ambiente misto), ou straight friendly (onde não-Gays são bem-vindos).
Fonte:centraldenoticiasgays.blogspot.com

7.8.11

Blog do Kedj: Gamarjobat

Blog do Kedj: Gamarjobat: "Adoro mímica, lembro de já ter assistido centenas de videos dos Umbilical Brothers , mas esse caras me deixaram impressionado. Em alguns ..."

3.8.11

Manchetes de blogs interessantes


Nº 22.433 - "Definitivamente, Temer, não!, por Luís Nassif"

   em ContrapontoPIG    *.* *07/10/2017* *Definitivamente, Temer, não!, por Luís Nassif* *O Jornal de todos Brasis* Do Jornal GGN - ...