7.12.11

Planeta regente de 2012 - Lua





A Lua, do mesmo modo que exerce influência sobre a Terra, nas marés, plantios, etc., influencia o ser humano de diversas maneiras. Individualmente, a Lua promove mudanças físicas nas mulheres, rege o ciclo menstrual e a retenção hídrica, nos homens relaciona-se com seu emocional e a imagem feminina que ele constroi a partir da mãe. O nosso satélite é o regente do inconsciente, tanto individual quanto coletivo, e a posição da Lua no mapa astral de uma pessoa, reflete seu comportamento emocional.

Símbolo feminino e maternal, regente do signo de Câncer, a Lua tem influencia sobre a população como um todo, a sua regência no ano, demonstra que os interesses do coletivo estarão em primeiro lugar, em detrimento do individual. Confere tambem força ás reivindicações populares, beneficia as causas relacionadas ás mulheres e crianças, e tambem as pessoas idosas.

Individualmente, o ano da Lua é propício ao auto-conhecimento e as descobertas psicológicas, amadurecimento emocional e religioso, entrando em declínio o interesse por religiões patriarcais e redirecionando a população para as animistas e matriarcais.

A Lua beneficia tambem a descoberta de segredos antigos, e por exemplo, a arqueologia pode vir a trazer á luz civilizações esquecidas e informações históricas interessantes. O ser humano tem a tendencia de olhar para seu passado, tentando compreender o futuro.
 












4.12.11

3.12.11

Ofício da Baiana do Acarajé – patrimônio nacional

Por Joceline Gomes

Com uma massa feita de feijão-fradinho, cebola e sal, frita em azeite-de-dendê, o acarajé é uma especialidade gastronômica da culinária afro-brasileira. Vendido nas ruas de Salvador desde o fim da escravidão, tornou-se um símbolo da Bahia, assim como as baianas que o preparam.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconheceu a importância cultural dos saberes e fazeres tradicionais aplicados na produção e comercialização das chamadas comidas de baiana, feitas com dendê, com destaque para o acarajé, e tombou o “Ofício da baiana do acarajé” como Patrimônio Nacional no dia 1º de dezembro de 2004.

Sagrado – O acarajé é uma comida ritual da orixá Iansã. O termo surgiu da junção de duas palavras: Akàrà, que significa “bola de fogo”, e “jé”, comer. Considerado uma comida sagrada pelas baianas, a receita não pode ser modificada e, originalmente, deveria ser preparada apenas pelas filhas de santo de Iansã.
De acordo com a Revista de História da Biblioteca Nacional, as primeiras Baianas de Acarajé foram africanas, escravas alforriadas, ainda na época do Brasil Colônia. A relação com a religiosidade era ainda mais forte, e a massa era feita no próprio terreiro, de onde a baiana saia com todas as obrigações a serem cumpridas a seu Orixá.
Segundo Yayá do Acarajé, baiana residente em Brasília, tudo tem significado no preparo, na venda e no ato de servir o alimento. “Desde as vestimentas, a saia, o torço, as jóias usadas, tudo tem seu simbolismo”, afirma. Sobre as baianas que vendem acarajé de baixa qualidade, Yayá faz um apelo: “Baianas, vendam com dignidade, qualidade, tenham mais amor por essa ‘bola de fogo’, por esse patrimônio imaterial, alimento sagrado de nossa religião”.

Reconhecimento – Segundo pesquisadores, a partir da segunda metade do século passado, as Baianas de Acarajé passaram a ser mais reconhecidas e valorizadas nacionalmente. Transformaram-se em ícones da cultura soteropolitana junto a outros aspectos da cultura imaterial, como o jogo da capoeira ou as festas de rua.
Para Yayá do Acarajé, o tombamento valorizou muito o trabalho das baianas, porém, faz-se necessário pensar esta tradição de uma outra forma. “Estamos nos organizando para mudar esse nome, de ‘ofício’ para ‘profissão’, porque não deixa de ser um trabalho, e dessa forma seria ainda mais valorizado socialmente”, disse.

Data especial – Dia 25 de novembro é celebrado nacionalmente o Dia da Baiana. Neste dia, centenas delas se reúnem para comemorar a data no Pelourinho. De acordo com a Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares do Estado da Bahia (Abam), existem, em Salvador, cerca de 3.500 baianas trabalhando com a venda de quitutes e no receptivo de turistas.
Outra bela homenagem prestada às baianas foi feita em 2009, quando foi criado o Memorial da Baiana de Acarajé, cujo objetivo é situar a tradição, a história e demais temas agregados ao seu ofício. Em 2005, o próprio acarajé foi reconhecido como Patrimônio Cultural de Salvador pela Câmara Municipal.

Registro –Engloba os rituais envolvidos na produção do acarajé, na arrumação do tabuleiro e na preparação do lugar onde as baianas se instalam, além dos modos de fazer as comidas de baiana, com diferença entre a oferta religiosa e a venda nas ruas.
Entre os fazeres tombados, estão: o preparo do acarajé com seus recheios habituais (vatapá, feito de camarão, ou salada), do abará, do acaçã, do bolinho de estudante, das cocadas, dos bolos e mingaus; o uso de tabuleiro para venda das comidas; a comercialização informal em logradouros, feiras e festas populares; o uso de indumentária própria das baianas, como marca distintiva de sua condição social e religiosa, presente especialmente nos panos da costa, nos turbantes, nos fios de contas e outras insígnias e, por fim, o uso do tabuleiro para venda de comidas.

Ficou curioso para conhecer a receita? Clique aqui e tenha acesso a diversas dicas das baianas.
Fontes: Cultura Baiana, Ministério da Cultura, ViSta-se.


Crédito da imagem: dream is destiny...

1.12.11

Dia Mundial da Luta contra a Aids

Paciente ficou livre do vírus da Aids

No Dia Mundial da Luta contra a Aids, uma nova esperança de cura vem de pesquisadores americanos. Eles conseguiram livrar um homem de 50 anos do HIV, depois de uma terapia experimental.

O corpo foi capaz de controlar o vírus, mesmo após ele parar de tomar remédios do coquetel. Algumas células do sangue dele foram tratadas com terapia genética.

Um mês depois, ele parou de tomar os medicamentos por 12 semanas. Segundo os pesquisadores, ele teve bom resultado.

Fonte:http://cenag.uol.com.br

Porque o laço vermelho como símbolo?

 

O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a aids. O projeto do laço foi criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de aids.

Dia Mundial de Prevenção Contra a AIDS

O Visual Aids tem como objetivos conscientizar as pessoas para a transmissão do HIV/aids, divulgar as necessidades dos que vivem com HIV/aids e angariar fundos para promover a prestação de serviços e pesquisas.
O laço vermelho foi escolhido por causa de sua ligação ao sangue e à idéia de paixão, afirma Frank Moore, do grupo Visual Aids, e foi inspirado no laço amarelo que honrava os soldados americanos da Guerra do Golfo.
Foi usado publicamente, pela primeira vez, pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards, em 1991. Ele se tornou símbolo popular entre as celebridades nas cerimônias de entrega de outros prêmios e virou moda.
Por causa de sua popularidade, alguns ativistas ficaram preocupados com a possibilidade de o laço se tornar apenas um instrumento de marketing e perdesse sua força, seu significado. Entretanto, a imagem do laço continua sendo um forte símbolo na luta contra a aids, reforçando a necessidade de ações e pesquisas sobre a epidemia.
Hoje em dia, o espírito da solidariedade está se espalhando e vem criando mais significados para o uso do laço.
Inspirado no laço vermelho, o laço rosa se tornou símbolo da luta contra o câncer de mama.
O amarelo é usado na conscientização dos direitos humanos dos refugiados de guerra e nos movimentos de igualdade.
O verde é utilizado por ativistas do meio ambiente preocupados com o emprego da madeira tropical para a construção de sets na indústria cinematográfica.
O lilás significa a luta contra as vítimas da violência urbana; o azul promove a conscientização dos direitos das vítimas de crimes e, mais recentemente,
O azul vem sendo adotado pela campanha contra a censura na internet.
Além da versão oficial, existem quatro versões sobre sua origem. Uma delas diz que os ativistas americanos passaram a usar o laço com o "V" de Vitória invertido, na esperança de que um dia, com o surgimento da cura, ele poderia voltar para a posição correta. Outra versão tem origem na Irlanda. Segundo ela, as mulheres dos marinheiros daquele país colocavam laços vermelhos na frente das casas quando os maridos morriam em combate.
Com todas essas variações, o mais importante é perceber que todas essas causas são igualmente importantes para a humanidade.

Porque 1° de Dezembro é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids?
O Dia Mundial da Luta Contra AIDS é um dia que, cada ano, deve servir para desenvolver e reforçar o esforço mundial da luta contra a AIDS. O objetivo deste dia é estabelecer o entrelaçamento de comunicação, promover troca de informações e experiências, e de criar um espírito de tolerância social.
O Dia Mundial da Luta Contra a AIDS dá a ocasião de se falar da infecção por HIV e da AIDS, de se ocupar das pessoas infectadas pelo HIV e das doenças da AIDS, e de se saber mais sobre esta doença. Este dia internacional de ação coordenada contra a AIDS constitui já um evento anual na maior parte dos países.
Evocando as atividades de luta já em curso e encorajando novas iniciativas, o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS contribui para edificar uma ação durável contra a AIDS.

Não para a palavra "Aidético"
É sempre importante reforçar essa informação. Sendo a aids uma sigla de língua inglesa (Acquired Immune Dificiency Syndrome) não justifica a derivação em palavra de língua portuguesa. É preciso entender também que a aids não é uma doença, mas sim uma síndrome (conjunto de sinais e sintomas).Além disso, o termo adota a intenção subjetiva de estigmatizar as pessoas que vivem com HIV, o vírus da aids, tornando-as sinônimas da doença.
Dizer que alguém é aidético significa dizer que essa pessoa é a própria doença, que tem uma nova identidade relacionada ao HIV. Destitui-se o cidadão de seus direitos individuais, passando a ser visto como uma pessoa com a morte anunciada. Também é necessário diferençar as etapas da evolução da imunodeficiência.
Os portadores do vírus da aids só desenvolvem a doença quando seus organismos não conseguem mais se defender das doenças oportunistas, ocasionadas pela baixa imunidade (poucos linfócitos T4).
Os termos corretos que deverão ser utilizados, caso seja possível, são: soropositivos para o HIV ou portadores do HIV (tanto para quem tem o vírus como para quem está doente) ou doente de aids (somente para quem já está desenvolvendo doenças oportunistas relacionadas à aids).
Fonte:http://www.giv.org.br/