28.2.12

Infertilidade e Refrigerantes

Um estudo publicado na revista American Journal of Epidemiology descobriu que homens com hábito de consumirem mais de 200 mililítros de refrigerantes do tipo cola diariamente tendem a apresentar uma contagem de espermatozóides 30% menor do que os que não o fazem, aumentando seus riscos de infertilidade. Além disso, a pesquisa também evidenciou que mulheres grávidas que consomem diariamente bebidas cola adoçadas artificialmente tem aumentado seus riscos de aborto em 78%.
É importante que isso sirva de alerta aos contumazes bebedores desses tipos de refrigerantes.

por  Sérgio Vaisman

Sergio Vaisman é médico especialista em Cardiologia e Nutrologia, formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atua em São Paulo na area de Medicina Preventiva e é professor de pós-graduação em "Bioquímica aplicada à medicina", pela Universidade Fernando Pessoa, em Portugal, e professor visitante da Universidade de Estudos de Siena, na Itália. Possui inúmeros trabalhos científicos e livros publicados. Também ministra palestras nas áreas de medicina preventiva e medicina ambiental. É comentarista e consultor de Saúde na TV Climatempo, produtor e apresentador do programa "Saúde no mundo tóxico" e edita o site www.sergiovaisman.med.br.
 Fonte:http://mercadoetico.terra.com.br

 Crédito da imagem:giveawayboy

Os ‘bikeboys’ ganham as ruas de São Paulo

Por Thiago Foresti

 Vistos de longe são uma multidão sem rosto.
 Escondidos sob capacetes e jaquetas escuras, eles lotam os menores espaços entre os carros e saem costurando o trânsito com pressa. Alguns não fogem de uma briga e não demonstram o menor remorso ao arrancar retrovisores no trânsito apertado de São Paulo. Pertencem a uma categoria de trabalhadores que vivem sempre sob pressão, aparecem nas estatísticas com dois mortos por dia e estão entre os que mais sofrem com a poluição do ar. Talvez por isso muitos se autodenominem: “vida louca”. São os motoboys, que no Brasil já somam 1 milhão de profissionais.

O serviço, que é combustível para esse mercado gigantesco que movimenta só em São Paulo cerca de 1 bilhão de reais por ano, são as entregas, desde pizza até produtos vendidos na internet. Pensando nisso, dois jovens empresários de 30 anos resolveram testar um novo modelo de negócio e trocaram a moto por bicicletas. “Queríamos ter um produto no qual quanto mais vendêssemos, mais estivéssemos contribuindo para o meio ambiente. Diferente de apenas compensar emissões do tipo ‘compre uma tevê e nós plantamos uma árvore pra você’”, diz Rafael Mambretti, sócio fundador da Carbono Zero Courier.

A empresa surgiu em 2010 e tem hoje 23 entregadores que prestam serviço em toda grande São Paulo. “Já fizemos entrega até no aeroporto de Guarulhos”, diz Mambretti. A valor do frete é cerca de 30% mais barato do que o cobrado pelas empresas de motoboy e, em alguns casos, mais rápido. 

“Temos uma vantagem competitiva que é o fato de podermos descer da bike e andar na calçada atravessando uma rua na contramão, ou utilizar caminhos alternativos cortando parques. A bicicleta te dá uma grande mobilidade, o que ajuda muito na hora de traçar a rota”.

Fazer entregas de bicicleta é algo tão antigo quanto o próprio veículo, que começou a ser produzido em série em 1875 na França. Mas o fato é que, até pouco tempo atrás, contrapor motos com bicicletas como alternativa viável no trânsito de São Paulo era algo impensável. Hoje, essa já é uma tendência em capitais como Nova York, Paris e Londres. Na capital paulista, como o crescimento desse novo mercado, temos a chance de mitigar os problemas de um setor extremamente problemático e poluidor da sociedade.

O mercado de moto-entrega surgiu nos anos 80 e se expandiu com a onda de terceirização de serviços. Em São Paulo cresceu exponencialmente na década passada, sem planejamento, com muita desordem e com representatividade confusa – atualmente dois sindicatos disputam a legitimidade da categoria: o Sindicato dos Trabalhadores Motociclistas de São Paulo e o Sindicato dos Mensageiros Motociclistas do Estado de São Paulo. Ao todo, são mais de 200 mil motos registradas apenas nessa última entidade.

Além do perigo, o trabalho de motoboy contribui com o caos no trânsito e com a poluição atmosférica. Dados do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), braço do Ibama, mostram que mesmo em números absolutos uma moto gera mais poluição do que um carro ou um ônibus. Esse número dispara se considerados os dados por pessoa no trânsito, pois uma moto transporta no máximo duas pessoas. Junte-se a isso as mortes e acidentes no trânsito.

Todas as empresas de bike courier de São Paulo convivem com uma enorme demanda de serviço e um baixíssimo investimento em marketing e divulgação. “Trabalhamos muito para que isso não aconteça, mas já ocorreram casos em que tivemos que negar um pedido por falta de tempo e entregadores”, diz Mambretti.

Apesar de estar em constante processo de contratação, a empresa procura um perfil adequado ao negócio. “Para trabalhar com a gente precisa ser cicloativista, gostar realmente de bicicleta e ter um estilo de vida compatível”, revela o empresário. Todos os entregadores da empresa são registrados, possuem seguro de vida e contra acidentes, além de ganhar uma ajuda de custo mensal para a manutenção do veículo.

São quatro empresas de entregas que prestam um serviço alternativo aos mais de 200 mil motoboys da cidade. A tendência é que com o sucesso e adesão a esse novo (e ao mesmo tempo antigo) modelo de negócio, novas empresas surjam no mercado. Uma delas é a Giro Courier, que está há menos de seis meses no mercado e ostenta uma agenda de entregas de dar inveja a qualquer empresa tradicional de motofrete. Com clientes como Greenpeace, Odebrecht, Heineken e diversas agências de publicidade, a Giro Courier tem três entregadores fixos e uma rede de freelancers. Segundo Paulo Zapello, proprietário da empresa, também existe a mesma preocupação com o perfil do trabalhador. “Preferimos contratar esportistas e amantes da bicicleta. Isso traz mais segurança e comprometimento”.

Tanto Zapella quanto Mambretti são otimistas. Acham que em breve a hegemonia nas entregas de São Paulo será das bicicletas. “Isso seria excelente, mas nesse processo será muito importante a educação e comportamento dos ciclistas”, diz Maria da Penha Pereira Nobre, coordenadora da divisão de trânsito do Instituto de Tecnologia (IE). Segundo Maria da Penha, os novos entregadores precisarão adotar uma postura não agressiva e defensiva, ou do contrário poderão, além de sofrer acidentes, conquistar a mesma antipatia que parte dos motoboys têm hoje.

Mas a especialista em trânsito admite que a crescente demanda por entregas a bike pode mexer na estrutura da cidade. “Hoje São Paulo não conta com ciclofaixas durante a semana. Com a crescente demanda dentro do mercado de trabalho o poder público será obrigado a repensar o espaço para ciclistas dentro do trânsito”.

Caso a tendência realmente se acentue e a cidade presencie um boom, como ocorreu com os motoboys há 20 anos, o mercado de entregas terá um papel muito importante na reestruturação e sustentabilidade do trânsito em São Paulo. “Muita gente até gostaria, mas não tem coragem de trocar o carro por uma bicicleta. Nesse caso, ela pode optar e incentivar quem tem coragem, isso não deixa de ser uma forma de contribui também”, acredita Mambretti.
Fonte:http://www.cartacapital.com.br




25.2.12

47 anos sem Malcolm X

Nome completo Al-Hajj Malik El-Shabazz
Nascimento 19 de maio de 1925
Omaha, Nebraska
Morte 21 de fevereiro de 1965 (39 anos)
Nova Iorque, NY
Nacionalidade Flag of the United States.svg Norte-americano
Ocupação Defensor dos Direitos dos Negros
Ideias notáveis Analogia dos dois escravos
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Malcolm_X

47 anos sem Malcolm X

Ascom/Palmares.gov.br

Um dos maiores defensores dos direitos dos negros nos Estados Unidos, Malcolm X não teve sua luta finalizada. Pelo contrário, apesar de violentamente assassinado em fevereiro de 1965 manteve-se símbolo do ativismo da população negra norte-americana contra o racismo e a violência. Considerado um dos mais importantes negros da história, conscientizou não-negros dos crimes cometidos em razão da cor da pele.

Diferente de seu contemporâneo Martin Luther King que pregava a coexistência pacífica entre brancos e negros nos anos 60, Malcolm pregava que os negros, para não sofrerem outros golpes deveriam revidar as agressões já sofridas. Fundou a Organização para a Unidade Afro-Americana, de inspiração socialista e em seus discursos afirmava: “Vamos realizar a completa independência dos afrodescendentes nos Estados Unidos por qualquer meio necessário”.

Nascido em Omaha, no estado de Nebraska, Estados Unidos, em 1925, teve uma infância conturbada. Na época em que Malcolm tinha seis anos, seu pai, um importante ativista da época, foi violentamente assassinado. Sua mãe criou os oito filhos até 1937 quando foi internada em um sanatório. O garoto envolveu-se com drogas e praticou assaltos. Foi preso e neste período teve acesso às literaturas e filosofias sobre o “ser negro”.

Liberto em 1952, se dedicou ao islã e à defesa do negro na sociedade. “Quem te ensinou a odiar a textura dos seus cabelos. Quem te ensinou a odiar a cor da sua pele a tal ponto que você se alveja para ficar como o branco?”, dizia. Trabalhando exemplos como estes, o militante levou a reflexão milhares de pessoas que já não tinham auto-estima. Reensinando-os a se valorizarem, causou tal incômodo que o levou a morte.

Em 1998, a influente revista Time nomeou a Autobiografia de Malcolm X um dos 10 livros não fictícios mais importantes do século XX.

24.2.12

Preservar a memória

Frei Betto*
“A memória abre expedientes que o direito considera arquivados”
(Walter Benjamin).
O Brasil viveu 21 anos (1964-1985) sob ditadura militar. A esdrúxula Lei da Anistia pretende colocar uma pedra sobre as atrocidades cometidas naquele período contra os que lutavam por liberdade e democracia. E há escolas e universidades que ainda ignoram o terrorismo de Estado vigente no Brasil ao longo de duas décadas.

No entanto, as vítimas não se calam. Não admitem clandestinizar a dor de seu sofrimento e a de tantas famílias de mortos e desaparecidos. Segundo Primo Levi, sem memória da injustiça não há justiça possível.

No momento em que o governo Dilma Rousseff aprova a Comissão da Verdade é preciso lembrar que funciona em São Paulo o Núcleo de Preservação da Memória Política. Surgiu em 2007, no contexto das atividades do Fórum Permanente de Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo, fundado para defender os interesses dos ex-prisioneiros políticos e perseguidos durante a ditadura.

Em 2008, logrou que o antigo prédio do DEOPS, no Largo General Osório, se transformasse em Memorial da Resistência. Desde então, promove ali os Sábados Resistentes. É o primeiro projeto museológico de memória no Brasil.

Em 2009, tornou-se uma instituição independente. Propõe-se a mobilizar pessoas interessadas na abertura dos arquivos da ditadura, preservar a memória das vítimas, incrementar a cultura de respeito aos direitos humanos, propiciar formação política às novas gerações.

Hoje, o Núcleo Memória é membro da Coalizão Internacional de Museus de Consciência em Lugares Históricos.

O objetivo do Núcleo Memória é preservar a luta pela liberdade e democracia; dignificar a história dos brasileiros que se empenharam nesse sentido; colher depoimentos e fontes documentais que permitam fortalecer o resgate histórico; e conhecer o passado recente da história do Brasil.

Empenha-se também em promover a recuperação dos lugares emblemáticos em que foram praticadas violações aos direitos humanos; realizar eventos culturais relacionados à resistência e à memória; exigir dos poderes públicos a preservação e divulgação dos arquivos existentes; valorizar os lugares simbólicos de atos da resistência democrática; participar de intercâmbios de experiências similares em outros países, em especial no MERCOSUL.

O Núcleo integra o Conselho Consultivo do Projeto “Memórias Reveladas” do Arquivo Nacional.

Participe do Núcleo Memória: www.nucleomemoria.org.br ¤ contato@nucleomemoria.org.br, Av. Brigadeiro Luís Antônio, 2.344 – conj. 45 – São Paulo – SP – 01402-000. Tel.: (11) 2306 4801

* Frei Betto é escritor, autor de “Diário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira” (Rocco), entre outros livros. http://www.freibetto.org/ – twitter:@freibetto.

Fonte:http://mercadoetico.terra.com.br

Tempo - Brasil

Hoje  25 de fevereiro, à meia-noite, termina o horário brasileiro de verão e os relógios devem ser atrasados em uma hora.



 Crédito da imagem: carbonated

23.2.12

Cataratas do Iguaçu entra na lista das novas Sete Maravilhas da Natureza

Ursos são presos em fazenda chinesa para a retirada da bile

Ciência e Tecnologia

 

Portal Terra
Imagens divulgadas nesta quarta-feira mostram um grupo de ursos negros preso em uma fazenda de Hui'an, no sudoeste da China. Os animais são mantidos em cativeiro para a coleta da bile pela empresa Guizhentang, uma tradicional companhia de medicamentos chinesa.
A bile do urso é muito usada pela milenar medicina chinesa para tratar de problemas no fígado, infecções nos olhos, febre e outros sintomas, embora sua eficácia seja contestada. Ativistas criticam o procedimento, que segundo eles é extremamente doloroso para os animais.
Ursos são mantidos em cativeiro para a retirada da bile
Ursos são mantidos em cativeiro para a retirada da bile
Diversas entidades ligadas à proteção dos ursos trabalham para o fechamento das fazendas, que mantém os animais em pequenas jaulas improvisadas. O material coletado tem grande demanda na China, no Japão e na Coreia, mas atualmente, segundo ativistas, já existem substitutos naturais e sintéticos.
Fonte:http://www.jb.com.br

22.2.12

Rio de Janeiro - Unidos da Tijuca conquista o tri


Com homenagem a Gonzagão, Unidos da Tijuca conquista o tri



Paulo Barros conseguiu mais uma vez. Com um desfile impecável e repleto de surpresas, a Unidos da Tijuca criou uma verdadeira alegoria para coroar Luiz Gonzaga como Rei do Baião. Encantando o público com uma comissão de frente espetacular e carros alegóricos surpreendentes, a agremiação do Morro do Borel conseguiu convencer os jurados e repetir o feito de 2010.
Mesmo com uma apuração muito equilibrada, a Unidos da Tijuca jamais deixou a liderança durante toda a apuração. Seguida de perto por Vila Isabel, Beija-Flor e Salgueiro, a escola mostrou muita regularidade em todos os quesitos avaliados e só perdeu pontos no quesito Alegorias e Adereços, enquanto as concorrentes diretas tropeçavam em quesitos como Comissão de Frente, Bateria e Evolução.

veja as fotoshttp://www.jb.com.br/carnaval-2012/noticias/2012/02/22/com-homenagem-a-gonzagao-unidos-da-tijuca-conquista-o-tri/

20.2.12

No Princípio, eram as Deusas

Nos quatro cantos do mundo, as primeiras divindades eram mulheres: Pótnia, Astarte, Ísis, Amaterazu, Nu Gua. Nas antigas sociedades, elas representavam o começo e o fim de tudo.Hoje, ajudam a entender o passado remoto dos homens.

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Em Çatal Huyuk, na Turquia, a estatueta de uma mulher sentada num trono e ladeada por duas panteras, em cujas cabeças ela coloca as mãos, sugere ao mesmo tempo a imagem da mãe e da senhora da natureza. Suas formas generosas - quadris largos e seios grandes- reforçam ainda mais essa idéia. O nome da figura feminina é Pótnia, a deusa de Çatal Huyuk, a mais antiga cidade que se conhece do período Neolítico, cerca de 10 mil anos atrás. De Pótnia nasceram outras divindades femininas também adoradas pelos homens pré- históricos. Sua estatueta, esculpida por volta de 6500 a.C., foi uma das muitas encontradas na Europa e no Oriente Médio, algumas mais antigas, do Paleolítico Superior (de 50 mil a 10 mil anos atrás).

Essas descobertas levaram historiadores e arqueólogos a sugerir que, bem antes de venerar deuses masculinos, os antepassados do homem teriam adorado as deusas, cujo reinado chegou até a Idade do Bronze, há cerca de 5 mil anos. Não se sabe a rigor o exato significado daquelas estatuetas, até porque pouco ou quase nada se conhece dos costumes dos homens pré-históricos. Mas não resta dúvida de que por um bom tempo as deusas reinaram sozinhas, deixando os poderes masculinos à sombra. Em seu livro Um é o outro, a filósofa e professora francesa Elisabeth Badinter tenta explicar a supremacia feminina a partir do que se supõe teriam sido as relações entre homens e mulheres naquelas épocas distantes.
A idéia é que o homem do Neolítico-ao contrário dos seus antecessores do Paleolítico, que eram caçadores, e dos seus descendentes da Idade do Bronze, guerreiros-dedicava-se à criação de rebanhos e à agricultura. Ou seja, já não era necessário arriscar a vida para sobreviver. Nesses tempos relativamente pacíficos, em que a força bruta não contava tanto como fator de prestígio e as diferenças sociais entre os sexos se estreitavam, é bem possível que deusas-e não deuses-tivessem encarnado as principais virtudes da cultura neolítica.

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Entre as centenas de estatuetas encontradas, algumas têm em comum os seios fartos e os quadris volumosos como Pótnia. Talvez a mais famosa seja a Vênus de Willendorf, encontrada às margens do rio Danúbio, na Europa Central. Nela, os seios, as nádegas e o ventre formam uma massa compacta, de onde emergem a cabeça e as pernas - na verdade, pequenos tocos. Igualmente reveladora é a Vênus de Lespugne, descoberta na França: embora mais estilizada, guarda as mesmas características de sua irmã de Willendorf.

Mas, das esculturas pré- históricas encontradas até hoje, são raras as que apresentam os traços femininos tão exagerados - o que dá margem a um debate sobre o que significava afinal a figura feminina (devidamente divinizada) nos primórdios das sociedades humanas. Os historiadores tendem a achar que os primeiros homens a viver em grupos organizados davam mais importância à sexualidade feminina do que à fertilidade, embora não seja nada fácil separar uma coisa da outra. No entanto. a imagem à qual acabaram associadas foi a da maternidade. Há quem não concorde. "Traduzir o culto dos ancestrais às deusas como simples exaltação à fertilidade é simplificar demais", comenta a historiadora e antropóloga Norma Telles, da PUC de São Paulo, que estuda mitologia praticamente desde criança. "Na realidade, a deusa não é aquela que só gera. Ela é também guerreira, doadora das artes da civilização, criadora do céu, do tecido e da cerâmica, entre muitas outras coisas."

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De fato, em muitos mitos, a deusa aparece como quem dá o grão aos homens, e não apenas no sentido literal de nutrição. Assim, por exemplo, Deméter, venerada pelos gregos como a deusa da colheita, ajudava a cultivar a terra - arar, semear, colher e transformar os grãos em farinha e depois em pão. Deméter ensinava ainda os homens a atrelar as animais e a se organizar. Os gregos explicaram a origem do mundo com outro mito feminino: o da deusa Gaia. Doadora da sabedoria aos homens, ela limitou o Caos-o espaço infinito-e criou um ser igual a ela própria: Urano, o céu estrelado.

Pouco depois, Eros, símbolo do amor universal, fez com que Gaia e Urano se unissem. Desse casamento nasceram muitos filhos e, assim, a Terra foi povoada. A crença de que o Universo foi criado por uma divindade feminina está presente em quase toda parte.

Ísis, a mais antiga deusa do Egito, tinha dado a luz ao Sol. Na Índia, Aditi era a deusa-mãe de tudo que existe no céu. Na Mesopotâmia, Astarte, uma das mais cultuadas deusas do Oriente Médio, era a verdadeira soberana do mundo, que eliminava o velho e gerava o novo. Essa idéia aparece com clareza nas efígies datadas de 2 300 a.C., que mostram Astarte sentada sobre um cadáver. Também para os chineses foi uma deusa-Nu Gua - quem criou a humanidade. Seu culto apareceu durante o período da dinastia Han (202 a.C.-220 d.C.). Representada com cabeça de mulher e corpo de serpente, a venerável Nu Gua encarnava a ordem e a tranqüilidade.

Os chineses dizem que, cavando barro do chão, ela moldou uma figura que, para sua surpresa, ganhou vida e movimento próprio. Entusiasmada, a deusa continuou a moldar figuras, mas a natureza mortal de suas criaturas a obrigava a repetir eternamente o trabalho. Por isso, Nu Gua decidiu que os seres deviam se acasalar para se perpetuarem-daí também ela ser considerada pelos antigos chineses a deusa do casamento. Do outro lado do mundo, na América pré - colombiana, os astecas tinham em Tlauteutli sua deusa da criação. Para eles, o Universo fora feito de seu corpo. Os maias tinham igualmente sua deusa-mãe. Era Ix Chel. De sua união com o deus Itzamná nasceram os outros deuses e os homens.

Com o passar do tempo, deuses e homens passaram a dividir com as deusas o espaço no Panteão, o lugar reservado às divindades. Para Elisabeth Badinter, isso acontece quando a noção de casal vai deitando raízes nas sociedades. Pouco a pouco, da Europa Ocidental ao Oriente, "reconhece-se que é preciso ser dois para procriar e produzir", escreve ela. Mas o culto à deusa - mãe ainda não é substituído pelo do deus - pai. O casal divino passa a ser venerado em conjunto. As deusas só serão destronadas com o advento das religiões monoteístas, que admitem um só deus, masculino. Com a difusão do cristianismo, as antigas deusas são banidas do imaginário popular.

No Ocidente, algumas acabaram associadas à Virgem Maria, mãe do Deus dos cristãos, outras se transformaram em santas. Mas outras ou foram excluídas da história ou acusadas pelos padres de demônios e prostitutas. As deusas das culturas indo-européias tinham em comum o poder de criar, preservar e destruir-davam a vida e recebiam de volta o que se desfazia. Esse aspecto destrutivo das divindades femininas foi o mais atacado pelos inimigos do politeísmo. A suméria Astarte, por exemplo, não escaparia à ira nem dos profetas bíblicos nem dos primeiros cristãos: para uns e outros, ela era a encarnação do diabo.

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No império babilônico, Astarte foi venerada sob o nome de Ishtar, que quer dizer estrela. Nos escritos babilônicos, ela é a luz do mundo, a que abre o ventre, faz justiça, dá a força e perdoa. A Bíblia, porém, a descreveria como uma acabada prostituta. A importância dada ao lado violento, destrutivo, talvez explique por que a deusa hindu Kali Ma aparece no filme de Steven Spielberg, O templo da perdição, como a encarnação da violência. Ela é a sanguinária figura em nome da qual se matam e torturam adultos e se escravizam crianças.

No entanto, para os hindus, mais especialmente para os tantras - adeptos de uma derivação do hinduísmo -, Kali é a deusa da transformação e nesse sentido mais filosófico é que ela é destruidora, da mesma forma como a passagem do tempo destrói. Representada como uma mulher negra com quatro braços e uma serpente na cintura, pode aparecer também com um colar de crânios no colo e uma cabeça em cada mão.

Em seus templos, espalhados por toda a Índia, realizavam-se sacrifícios de búfalos e cabras. "Para os orientais, Kali é a desintegração contida na vida, visão essa que nós ocidentais não temos", interpreta a antropóloga Norma Telles. Se Kali foi vista como deusa sanguinária, outras divindades compensavam tanta violência. Sarasvati, a deusa dos rios, era para os hindus a inventora de todas as artes da civilização, como o calendário, a Matemática, o alfabeto original e até os Vedas, o texto sagrado do hinduísmo.

Também na América pré-colombiana, sobretudo entre os astecas, o culto às deusas e deuses incluía muitas vezes sacrifícios humanos. A deusa Tlauteutli é um bom exemplo. Um dia, os deuses descobriram que ela ficaria estéril, a menos que fosse alimentada de corações humanos. Na verdade, os astecas tinham uma visão apocalíptica do mundo: se não alimentassem a deusa, a Terra se acabaria.

Mas, à medida que começava a crescer o culto à deusa da maternidade, Tonantzin, diminuía o interesse dos astecas pelos deuses aos quais se faziam sacrifícios sangrentos. Mais tarde, com a chegada dos conquistadores espanhóis, Tonantzin foi identificada com a Virgem Maria. Isso acabaria acontecendo também com a deusa Ísis. Cultuada no Egito e no mundo greco - romano, ela representava a energia transformadora. Casada com o deus Osíris, morto pelo próprio irmão, Ísis não sossegou enquanto não lhe restituiu a vida. A lenda conta que as enchentes do Nilo eram causadas pelas lágrimas da deusa que pranteava a morte do amado. Por isso, as festas em sua homenagem coincidiam sempre com a época das cheias. É evidente que, ao festejá-la, os egípcios comemoravam a generosa fertilidade do rio Nilo. Nos primeiros séculos cristãos, Ísis passou a ser identificada com Maria.

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Já a deusa Brighid, cultuada pelos celtas, ancestrais dos irlandeses, foi transformada pelo cristianismo em Santa Brigida. A veneração daquele povo por Brighid era tanta que ela era chamada simplesmente "a deusa". Dona das palavras e da poesia, era também a padroeira da cura, do artesanato e do conhecimento. As festas em sua homenagem se davam no dia 1º de fevereiro, antecipando a chegada da primavera. Na história cristã, a santa nasceu no pôr-do-sol, nem dentro nem fora de uma casa, e foi alimentada por uma vaca branca com manchas vermelhas. Na tradição irlandesa, a vaca era considerada sobrenatural.

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 Antes mesmo da chegada das religiões monoteístas, os mitos dizem que o convívio entre deuses e deusas começou a se tornar difícil e a igualdade dos poderes divinos começava a ficar abalada. Assim, por exemplo,Amaterazu, a deusa japonesa do Sol, de quem descendiam os imperadores, não se dava muito bem com o deus da tempestade. Conta a lenda que certo dia ele foi visitar os domínios da deusa e acabou por destruir seus campos de arroz. Furiosa, Amaterazu resolveu vingar-se trancando-se numa caverna - o que deixou o mundo às escuras. Depois de um tempo, como ela não saísse da caverna, uma multidão de deuses e deuses menores decidiu armar uma estratégia para convencê-la a mudar de idéia. Assim, colocaram diante da caverna um espelho que refletia a imagem do deus da tempestade, como se ele estivesse enforcado numa árvore, e começaram a dançar.

Atraída pela música, a deusa decidiu sair para ver o que acontecia. Ao deparar com a imagem no espelho ficou feliz e voltou ao mundo. Com isso, tudo se normalizou e os dias continuaram a suceder às noites. Outro exemplo dos conflitos entre as divindades é o caso da deusa grega Deméter e seu marido Hades, o deus do mundo dos mortos. Eles começaram a brigar pela guarda da filha Perséfone e a questão só foi resolvida com a mediação de Zeus, o deus supremo do Olimpo. Salomonicamente, ele determinou que a menina ficasse com cada um seis meses por ano. Das deusas veneradas no mundo antigo, não houve tantas nem tão famosas como as da mitologia greco - romana. Afrodite (Vênus, em Roma) talvez fosse a mais popular de todas, por encarnar o amor e as formas belas da natureza.

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Já Ártemis (Diana) era a caçadora solitária, senhora dos bosques e dos animais. Seus lugares preferidos eram sempre aqueles onde o homem ainda não tinha chegado. Atena (Minerva) protegia a cidade, as casas e as famílias. O predomínio que as divindades femininas exerceram ao longo do tempo levou alguns pesquisadores do século XIX a supor que na pré-história as mulheres detiveram alguma forma de autoridade política. Não há registros arqueológicos que confirmem isso - hoje os especialistas não admitem que tenha existido alguma sociedade cujo controle estivesse com as mulheres. Mas também é certo que nos tempos pré-históricos, quando era outra a divisão social do trabalho, as mulheres tinham um papel preponderante na luta pela sobrevivência do grupo. É impossível saber com exatidão quando e por que deixou de ser assim. De uma coisa, porém, não se duvida: foram os homens quem primeiro traçaram a mitologia das deusas.
Fonte: Revista Superinteressante 1988; Google Images; Edição de texto e imagens Darkelros.

19.2.12

Situação da moradia na Região Serrana continua caótica

“Verifica-se o Estado Democrático de Direito não apenas pela proclamação formal da igualdade entre todos os homens, mas pela imposição de metas e deveres quanto à construção de uma sociedade livre, justa e solidária; pela garantia do desenvolvimento nacional; pela erradicação da pobreza e da marginalização; pela redução das desigualdades sociais e regionais; pela promoção do bem comum; pelo combate ao preconceito de raça, cor, origem, sexo, idade e quaisquer outras formas de discriminação (CF, art. 3º, I a IV); pelo pluralismo político e liberdade de expressão das idéias; pelo resgate da cidadania, pela afirmação do povo como fonte única do poder e pelo respeito inarredável da dignidade humana”. Fernando Capez
É neste sentido que KOINONIA – Presença Ecumênica e Serviço luta em favor de cada morador da Região Serrana do Rio que sofreu com a tragédia ocorrida em janeiro de 2011. De lá para cá nada mudou. O que o texto acima retrata é a interpretação do princípio da dignidade da pessoa humana, que se encontra dentre os itens sobre os direitos e garantias fundamentais e que se legitima entre os pilares da constituição.
 
Sendo assim, a nossa luta é para que os direitos das pessoas da região sejam garantidos e que, de fato, os Governos se comprometam com a responsabilidade que têm sobre cada vida, cada família que perdeu a moradia. Não podemos nos calar, nem tão pouco ficarmos de braços cruzados enquanto sabemos, conhecemos e convivemos com essas pessoas que sofrem diariamente por causa do abandono dos governantes. É inaceitável que nada seja feito para amparar as vítimas e que os responsáveis por minimizar as perdas sejam ausentes.
 
Desta forma, nos posicionamos denunciando o descaso das autoridades e convocamos você com mais este alerta para que a situação caótica da região seja transformada. Denuncie, cobre a responsabilidade das autoridades. Todos precisam de uma moradia, todos têm o direito de ver anos de responsabilidade fiscal e cidadã como retorno do reconhecimento legal, todos são integrantes na Carta Magna e, para, além disso, todos são seres humanos. Que os direitos plenos se cumpram!
 
Centenas de famílias precisam de uma casa para morar e recomeçar a vida com dignidade, elas querem o direito que lhes foi tomado abruptamente! A hora é agora, já se passou muito tempo. Abrace a causa da Região Serrana e denuncie o descaso com a região. Assista abaixo aos vídeos produzidos por KOINONIA que colheram informações e depoimentos sobre a real situação dos municípios.
 
O Projeto Emerge Rio, de apoio a Região Serrana, lançado por ACT Aliança e implementado por KOINONIA - Presença Ecumênica e Serviço, está à frente de ações efetivas nas regiões de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis. Entendemos que uma postura solidária e humanitária pode reerguer os municípios, em especial, a vida de cada pessoa. Queremos ver o direito à moradia ser legitimado através das autoridades, não deixaremos de cobrar! Faça sua parte!
 
Assista aos vídeos sobre o descaso na Região Serrana:
 
Veja também a denúncia feita por KOINONIA sobre a corrupção na região: 
 
 
E mais, outras ações feitas por ACT Aliança:
 
 
  AutorCarolina Maciel 
Fonte:http://www.koinonia.org.br





15.2.12

Cortiça, moda e ecologia

Mercado Ético


Foi-se o tempo em que cortiça servia apenas para fazer rolha para garrafas de vinho ou mural de parede para pendurar fotos e recados. Com características como elasticidade, compressibilidade e flexibilidade, parecia óbvio que mais cedo ou mais tarde iria se descobrir diferentes usos para esse material. E não deu outra, mais recentemente a indústria da moda e design encontrou requinte e sofisticão na casca da árvore sobreiro, o que lhe empresta ainda um status de ser ecologicamente correta.

Portugal é o país que mais se destaca nesse novo segmento. Não é para menos. O país é o maior produtor de cortiça do mundo, dominando 50% de todo o mercado. O sucesso é tanto, que o conceituado Troféu de Melhor Empresária da Europa 2011, concedido pelo Parlamento Europeu em conjunto com o Conselho Europeu das Mulheres Empresárias, foi para Sandra Correia, presidente da Pelcor, uma empresa de cortiça da região do Algarve. “Este prêmio abre novas portas para a cortiça e é um caso de motivação e orgulho para Portugal”, comemorou ela ao receber a premiação.

A Pelcor começou suas atividades em 1935, fabrincando rolhas para vedação de garrafas de vinho. Mas depois que assumiu a empresa fundada por seu pai, Sandra decidiu expandir os negócios também para o ramo da moda e do design. Hoje, produtos luxuosos feitos a partir da casca do sobreiro fazem parte do catálogo de produtos oferecidos pela companhia. São guarda-chuvas, bolsas, gravatas, chapéus, carteiras etc. O luxo é tanto, que algumas dessas peças passaram a ser vendidas no Museu de Arte Moderna (MOMA) de Nova Iorque, um dos mais conceituados do mundo.

A exemplo da Pelcor, outras companhias da área também passam a investir em outras utilidades para a cortiça. Não é para menos. De acordo com António Rios de Amorim, presidente da Associação Portuguesa de Cortiça (APCOR), entidade que representa e promove o setor, as áreas de materiais de construção, juntamente com decoração e design tem um potencial de crescimento que pode representar um mercado de mais de 50 milhões de euros.
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12.2.12

Oração pela Família Gay

2º Lugar no Show do Gongo 2011 @daniloroxette @superwicky 

Enchentes: Prefeitura recusa donativos do movimento gay

Pedro D'Ângelo/Folha das Vertentes
 
A Prefeitura Municipal de São João del-Rei, 186km de Belo Horizonte, Minas Gerais,  recusou na manhã desta quinta-feira, 09, centenas de donativos recolhidos pelo Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV) para atender as vítimas das enchentes na cidade. O coordenador do Lar Solidário, ponto de coleta da prefeitura, informou que a secretária de assistência social proibiu o recebimento dos donativos.
 
 
Desde o mês de janeiro o MGRV tornou-se ponto de coleta de donativos no Matozinhos, um dos maiores bairros da cidade, onde funciona atualmente a sede do movimento. Até o mês de fevereiro foi recolhido quatro veículos Kombi lotados de donativos.

 
Mas, o que o MGRV não esperava era uma atitude considerada pelo coordenador do movimento como “estranha e incompreensível”.  De acordo com Carlos Bem, que coordena o movimento, por volta de 10h da manhã desta quinta-feira chegaram na sede do lar solidário para entregar os donativos. Lá foram mal atendidos pelo coordenador Sr. Benedito, ex-vereador, conhecido como “Bené do Calçadão” que informou a impossibilidade do recebimento dos donativos do movimento gay. Uma Kombi lotada de materiais escolares, alimentos, roupas, calçados, materiais de limpeza e utensílios de cozinha aguardava para serem doados.

 
“O Bené informou que a secretária de assistência social, Aline Gonçalves, impediu que sejam entregues donativos aqui no Lar Solidário porque a quadra está lotada e disse que é pra levarmos os donativos para outra cidade. Não temos condições de levar pra outra cidade e não concordamos que os donativos sejam entregues pra outra cidade. Queremos que as pessoas de São João del-Rei sejam beneficiadas” informa Carlos Bem.
 
 
MGRV recolhe centenas de donativos para desabrigados.
Prefeitura recusa as doações do movimento gay.
Para o coordenador do MGRV a atitude da prefeitura demonstra incapacidade técnica, falta de compromisso com as pessoas e incompetência adminstrativa. “Acho falta de respeito com os moradores do bairro Matozinhos que doaram e agora a prefeitura não quer receber. Não estou entendendo o que está acontecendo. Será que as pessoas não precisam dos donativos? Será que as crianças não precisam desses materiais escolares? Será que os pais de família não precisam dessas roupas, desses materiais de limpeza? Eu duvido que não precisem” desabafa Carlos Bem.  Para ele não é competência do movimento gay fazer assistência social e nem mapear onde estão as famílias atingidas pelas chuvas e quais as necessidades de cada uma delas. “É responsabilidade e função da prefeitura fazer esse trabalho criterioso de distribuição para quem, realmente, necessita” finaliza Bem.

 
Mesmo os voluntários do MGRV insistindo para que os donativos fossem entregues até 12:30h não conseguiram que os materiais fossem recebidos. Os donativos retornaram para a sede do MGRV e estão sem destino definido. 

10.2.12

Por que a mídia internacional está cobrindo os frequentes AVISTAMENTOS DE ÓVNIS?

30/09/2011-ISRAEL, AUSTRÁLIA, MÉXICO, NORUEGA, RÚSSIA, EUA, CHINA, AMÉRICA DO SUL... A mídia internacional tem abordado intensamente os frequentes avistamentos de óvnis que têm acontecido em vários países nos últimos anos. Existe algum objetivo desconhecido por trás disso, já que a mídia de massa cobre somente o que interessa à elite globalista? Caso estas aparições representassem mesmo a chegada de verdadeiros extraterrestres, a mídia de massa esconderia isso da população, pois a elite globalista não tem interesse algum em nos prevenir contra qualquer coisa que possa nos aniquilar. Muito pelo contrário, ela quer mesmo é exterminar mais de 80% da população global, conforme dizem seus próprios documentos e declaram personalidades como Ted Turner. Sabemos que as intenções da elite globalista são maléficas por natureza. Então quais seriam as possíveis explicações para as imagens que têm sido vistas na internet e nos canais internacionais? Quer saber a resposta? Leia mais em http://www.brasilindomavel.com.br/?p=191

8.2.12

Yemanjá – Presente das águas

Ju Pagul

do blog:http://blogueirasfeministas.com

 

Dia 02 de fevereiro por todo litoral brasileiro praias são banhadas de rosas, perfumes, barquinhos, presentes e infinitas cores e mergulhos. A motivação dos festejos é Iemanjá, orixá feminina, mãe das águas, Rainha do mar. Odo-ya, sua saudação, vira canto. E ela sereia, nas ondas, nos banhos vem receber as oferendas e retribuir os agrados.

Moro longe do mar. Mas, há anos um impulso certeiro me leva pra areia, pra brisa e os ventos desta que considero a festa mais bonita. Em cada edição um novo tesouro é revelado. Do Rio Vermelho (Salvador/BA) trago as lembranças da madrugada, das velas acesas, do pé no chão, daquela horinha sagrada, na hora grande, de silêncio e fé.

Tenho aqui o despertar destes encantos levinhos, do cheiro de dendê, e da família de fé, imensa que vira noite e dia, entre capela, fonte, atabaques e banhos. Foi no Rio Vermelho que aprendi a sereiar. Do feitio fantástico do balaio de flores até a comida que alimenta a família, nossa gente de fé e a banda (inteira !) do bairro.


Festa de Iemanjá em Rio Vermelho, Salvador/BA (2009). Foto de Adenilson Nunes/Agecom no Flickr em CC, alguns direitos reservados.

Desde o Rio Vermelho meu barravento navega mar de farturas e solidariedade. Sempre guiado pela reverência ao legado dos povos de matriz africana, cuja resistência voraz e inspiradora permite que esta força se multiplique e seja reconhecida e celebrada aos sete mares. Para que nos oceanos onde a maré avessa prevaleça esta mesma força que nos banha.

Esta vivência nos festejos, nas casas (ou ilês) são compartilhados saberes seculares transmitido oralmente. Cultuar é experiência vivida, que fertiliza muitas culturas. São cultuados comumente inventores de objetos, utensílios, fórmulas… Da vivência nos terreiros aprendi a cultuar inventoras.

Pois, cada terreiro é uma reinvenção de mundos. Nascem ali sabedorias, sentidos e emoções.

Aprendi que tesouro mesmo é nossa subjetividade e psique profundas. E são nestes mares que navegam nossas ancestrais e as nossas futuras, compartilhamos todas das mesmas águas. Penso que algumas mergulham mais fundo que outras. E quanto mais fundo mergulhamos, sentimos necessidade das cores, da soberania, do transcender, da coragem, do cuidado, da justiça, da beleza, da bondade e da diversidade.

A Bahia e seu legado inspiraram um belo livro sobre “Besouro do Manganga”, o mitológico capoeirista do recôncavo. No livro tem uma frase que não me sai da mente e coração: “mulher é mistério e mistério não convém contrariar”. A capoeira está para o corpo, assim como os orixás para alma. Alimentos em canto, toques e danças de sobrevivência, emponderamento, liberdade.

Inspirada nesta maré, busco convergir todas que sou. E flui o encontro da sacerdotisa com a feminista, sem entraves. Como Rio que corre pro mar. Como as praias que são oceanos buscando romper os limites, (em toadas, encantadoras) forçando e expandido a terra-areia. A prática feminista é culto de liberdade. Insistir em vida plena. E tornar-se senhora dos mares que escolho navegar e dona dos mistérios que trago.


Mas, mulher é tanto e tantas que não cabe em definição alguma. E acho uma delícia de metáfora pensar nossos mistérios, como os do mar e suas profundezas. O ser humano conhece pouco do próprio oceano… Iemanjá guarda suas águas profundas.

Certa vez, num 2 de fevereiro, litoral de Santa Catarina reuni inventoras fantásticas. Era noite e muitos atabaques encantavam a praia. Nesta festa reuni Mestra Elma (minha mestra de capoeira angola), a mãe de Santo Zenith de Oxum –sacerdotisa que me iniciou no cultuo e portanto minha eterna mãe, e uma Yadekan que cantava e tocava vigorosamente, parecia uma maquina-do-tempo em atividade… levava todo mundo para Africa.

Ali com estas três mulheres descobri a que vai além dos limites, a que assume a coragem e o canto e a que domina as energias, devolvendo a Natureza o que excede. E hoje , neste 2 de fevereiro de 2012, escrevo banhada por Mãe Iemanjá no Rio de Janeiro. Fui a uma festa comandada por Mãe Beata.

Nesta madrugada celebramos Iemanja com oferendas, cantos, danças e até cortejo. E sempre na oralidade, mais uma vez, reservamos um tempo pra compartilhamos ensinamentos. Ali celebramos o axé (que significa força). A fecundidade, que me fez pensar no protagonismo feminino no culto aos orixás. Conversando com mãe Beata, me surpreendo. A matriarca fala da importância do estado laico.
“Faço minha parte. Somos todas ao mesmo tempo. Não vamos medir a distância que temos umas das outras, todas que quiserem podem me copiar. Minha vida, venci puxando até desfazer todos os nós”.
E quando os atabaques silenciaram, ao final da incrível cerimônia, ela disse: “Eu não tenho palavras para descrever e agradecer esta cultura. Para isto, dou meu sangue”. Ah, dezenas de olhos marejaram ! Pensei nos nossos fluxos, como ondas… viva, às flores ao mar.

 

7.2.12

Uso de álcool na terceira idade



O tema Jovens e bebidas alcoólicas  tem sido intensamente explorado e divulgado pela grande mídia  nos últimos meses. De fato, sua relevância no âmbito da saúde pública é inquestionável, assim como a necessidade de conscientizar a população sobre o mesmo. No entanto, os perigos do uso nocivo do álcool  em outros grupos vulneráveis e faixas etárias não devem ser subestimados. Tendo em vista a comemoração do Dia Internacional da Terceira Idade, no dia 1º de outubro,  acredito ser fundamental alertar para alguns aspectos que diferenciam estas pessoas  das demais.

        Devido às mudanças fisiológicas próprias do envelhecimento, há diminuição da tolerância do organismo à substância e aumento de seus efeitos sobre o sistema nervoso central. Além disso, a redução da massa corporal e das enzimas metabolizadoras do álcool também contribui para problemas . Assim, o uso abusivo da bebida  na terceira idade pode promover déficits no funcionamento cognitivo e intelectual, assim como ocasionar prejuízos no comportamento .

        No Brasil, uma pesquisa com 400 indivíduos acima de 60 anos indicou dados preocupantes. Perto  de 12% dos entrevistados afirmaram beber mais de sete doses por semana e 2,9% eram dependentes de álcool.  A importância desses  dados  deve ser considerada frente a outros estudos que mostram que consumo nocivo de álcool nessa fase da vida está associado a maior risco de sofrer quedas e fraturas, de desenvolver problemas cardíacos e vasculares, desnutrição e alterações cognitivas  como demências. Há complicações clínicas que também merecem atenção, uma vez que eles tendem a apresentar doenças crônicas, com uso de medicamentos  frequentemente. Alguns destes remédios podem ter seus efeitos alterados quando consumidos concomitantemente com o álcool, o que pode aumentar ainda mais o risco de consequências negativas.

        Nota-se, portanto, que os idosos estão mais expostos aos prejuízos decorrentes do uso nocivo dessa substância e que os dados nacionais  evidenciam a necessidade de conscientizarmos e informarmos a população geral sobre o tema . Da mesma maneira, acredito ser essencial capacitar os profissionais da saúde a identificarem problemas decorrentes do uso de álcool em seus pacientes com idade mais avançada, além de orientarem a família e encaminhá-los a tratamento especializado quando necessário.

Jornal do Brasil
Arthur Guerra de Andrade, professor e  psiquiatra, é especialista em dependência química e presidente executivo do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool

6.2.12

Gibi Novos Titãs da DC Comics terá um super-herói Gay

 

Super-Herói Gay Bunker

São poucos e de reduzida expressão os personagens Gays nas histórias em quadrinhos. Mas a DC Comics trabalha para aumentar esse número. A série Novos Titãs vai ganhar um herói Gay. O personagem foi batizado de Bunker, é adolescente, mexicano e tem o poder de "criar pequenos campos de força que parecem tijolos”.

“Queríamos um personagem interessante cuja Homossexualidade fizesse parte dele, não que ficasse escondida. Claro que existem Gays que você nem sabe que são Gays de cara, mas tem outros que são mais extravagantes, e achamos que seria legal ver um deles aparecer nos quadrinhos".

"A gente exagerou? Acho que não. Quero que você saiba que ele é Gay assim que vir. Novos Titãs tratam em parte de diversidade de TODOS os tipos de jovens reunidos para se ajudar”, escreveu Booth em seu Twitter, respondendo às polêmicas.

O desenhista conta que o personagem sempre foi Homossexual assumido, bem aceito pelos seus pais e cresceu sem as angústias do cerceamento familiar e da sociedade. Ele também afirmou que será um personagem bastante festivo e alegre. A primeira edição com o herói Gay será lançada em 03 de novembro, nos Estados Unidos.

4.2.12

Carnaval no Rio de Janeiro

O Carnaval é uma grande festa de 4 dias de duração, que ocorre 40 dias antes da Páscoa. Ela começa oficialmente no sábado e termina na terça-feira gorda com o início da Quaresma na quarta-feira de cinzas, após o que se supõe que todos se abstenham de todos os prazeres corporais. O Carnaval com todos os seus excessos, celebrado como um acontecimento profano, pode ser considerado um ato de despedida aos prazeres da carne. Isso geralmente acontece em fevereiro, o mês mais quente no hemisfério sul, quando o verão do Rio está em seu pico.

Há celebrações de carnaval em praticamente todos os cantos do Brasil, sendo os mais conhecidos em Recife, juntamente com a vizinha Olinda (no Norte do Brasil) e Salvador. Mas o Carnaval maior e mais famoso é, sem dúvida, o Carnaval no Rio de Janeiro.
 
Neste site todas as informações sobre o carnaval no Rio de Janeirohttp://www.rio-carnival.net/carnaval/


Crédito da imagem: Fernando Stankuns

baianas

Desfile das escolas de samba no Carnaval do Rio de Janeiro | 2006
[Carnival party at Rio de Janeiro | Brazil]
Série de fotografias do Carnaval carioca premiada no
Fifth HUMANITY PHOTO AWARDS (HPA)
VENCEDOR do Documentary Prize na categoria Festivities
The China Folklore Photography Association | China
2006

Governo alagoano pede perdão após 100 anos do Quebra de Xangô

Daiane Souza
 
Há 100 anos, terreiros das religiões de matriz africana de Maceió foram completamente destruídos a partir de uma ordem governamental, resultando no maior massacre de babalorixás da história do Brasil. 

Para marcar o centenário do episódio, conhecido como Quebra de Xangô, o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, fará nesta quarta-feira, 1° de fevereiro, pedido de perdão oficial às comunidades de terreiros do estado.

O fato inédito de oficialização do perdão será registro de um momento importante para esta sociedade que teve sua cultura transformada pelo massacre de 1° de fevereiro de 1912. O pedido será um marco importante, não apenas para a população de afrodescendentes de Alagoas, mas à própria história do país, ainda carregada de preconceitos dos mais diversos, especialmente no que diz respeito ao negro.

Reflexão – Em 2008, por meio de uma lei estadual, a data foi instituída Dia Municipal e Estadual de Combate a Intolerância Religiosa de Matriz Africana. Em Alagoas, seguidores de religiões como a umbanda e o candomblé promovem atividades para reflexão em torno do direito de crença e culto previsto na Constituição Federal e no Estatuto da Igualdade Racial.

O ato de assinatura do pedido oficial de perdão está previsto para acontecer às 17h30, quando se encerrará o cortejo popular contra a intolerância religiosa. A concentração do público está marcada para as 15h na Praça da Assembleia, de onde sairão em procissão pela rua do Sol até a Praça dos Martírios, local que já foi importante ponto de confluência de terreiros de Maceió.
 Fonte:http://www.palmares.gov.br




3.2.12

Carnaval de Olinda - PE

Publicado às 19:20 | Por Filipe Falcão
Corrida de Bonecos Gigantes no Carnaval de Olinda 2011. Foto: Passarinho/Pref.Olinda
Corrida de Bonecos Gigantes no Carnaval de Olinda 2011. Foto: Passarinho/Pref.Olinda
Eles são um dos símbolos do carnaval de Olinda e encantam adultos e crianças. Anualmente, os bonecos gigantes sobem e descem ladeiras atraindo uma multidão de pequenos foliões. Pequenos foliões mesmo já que alguns destes bonecos chegam a medir três metros. Já o peso pode chegar até 32 quilos. Por esse motivo, os carregadores de bonecos são considerados verdadeiros atletas. E para provar qual deles é o melhor, a Prefeitura de Olinda realiza, em parceria com a Liga Independente dos Bonecos Gigantes de Olinda, pelo 7º ano, a tradicional Corrida de Bonecos Gigantes.
A corrida acontece no dia 4 de fevereiro, às 10h, com largada em frente ao Mercado da Ribeira e linha de chegada em frente ao Palácio dos Governadores, na rua do São Bento, no Sítio Histórico de Olinda, em um percurso de cerca de 900 metros. Mas atenção, os carregadores que quiserem participar  e quem sabe voltar para casa com medalha e prêmio em dinheiro, devem correr para não perder o período de inscrição, que começa no dia 16 de janeiro e seguem até o dia 04 de fevereiro. Continue lendo →

Saiba mais sobre o carnaval de Olinda em:http://carnaval.olinda.pe.gov.br/

1.2.12

02 de Fevereiro - Festa para Yemanja









"Na África, Yemoja (a pronúncia aproximada é “Yemodjá”) é a deusa do povo egbá, que outrora habitava a região situada na bacia do rio Oshun, onde ainda existe o rio Yemoja। No início do século XIX, por causa das guerras com os daomeanos, os egbás foram obrigados a migrar para o oeste, para Abeokutá, na região centro-sul do país yorubá. Lá, Yemanjá ganhou nova morada e passou a ser cultuada nas margens do rio Ògùn, que nada tem que ver com o orixá Ogun. Muitas pessoas que prestavam culto a Yemanjá foram feitas prisioneiras e vendidas pelos daomeanos para o tráfico de escravos. Hoje restam bem poucas.

Apesar de continuar sendo saudada com a exclamação “Odo Iyá” (a mãe do rio), na Bahia, para onde grande quantidade de egbás de Abeokutá foi trazida, Yemanjá tornou-se deusa das águas salgadas. Isso se deve ao fato de Yemanjá ser miticamente considerada filha do poderoso orixá Olokum (o oceano), como a autora conta logo no prólogo. De acordo com essa lenda, Olokum tem papel tão importante na obra da criação como aquele correspondente a Olorum, o ser supremo। A verdade guardada nessa interpretação está na eterna comunhão entre o céu e o mar. No entanto, no dia da festa de Yemanjá em Salvador, as primeiras cerimônias sempre ocorrem nas águas doces do Dique do Tororó antes de seguir para o mar.

Para os yorubás das regiões de Benin, Lagos, Porto Novo e Ifé, Yemanjá (ou Yemowo) forma com Obatalá o primeiro casal divino.

Autor: Carolina Cunha, Histórias do Okú LaiLai.




Crédito da imagem: Sabrina Gledhill





7 Divas Negras - Lenda das Sereias