15.2.12

Cortiça, moda e ecologia

Mercado Ético


Foi-se o tempo em que cortiça servia apenas para fazer rolha para garrafas de vinho ou mural de parede para pendurar fotos e recados. Com características como elasticidade, compressibilidade e flexibilidade, parecia óbvio que mais cedo ou mais tarde iria se descobrir diferentes usos para esse material. E não deu outra, mais recentemente a indústria da moda e design encontrou requinte e sofisticão na casca da árvore sobreiro, o que lhe empresta ainda um status de ser ecologicamente correta.

Portugal é o país que mais se destaca nesse novo segmento. Não é para menos. O país é o maior produtor de cortiça do mundo, dominando 50% de todo o mercado. O sucesso é tanto, que o conceituado Troféu de Melhor Empresária da Europa 2011, concedido pelo Parlamento Europeu em conjunto com o Conselho Europeu das Mulheres Empresárias, foi para Sandra Correia, presidente da Pelcor, uma empresa de cortiça da região do Algarve. “Este prêmio abre novas portas para a cortiça e é um caso de motivação e orgulho para Portugal”, comemorou ela ao receber a premiação.

A Pelcor começou suas atividades em 1935, fabrincando rolhas para vedação de garrafas de vinho. Mas depois que assumiu a empresa fundada por seu pai, Sandra decidiu expandir os negócios também para o ramo da moda e do design. Hoje, produtos luxuosos feitos a partir da casca do sobreiro fazem parte do catálogo de produtos oferecidos pela companhia. São guarda-chuvas, bolsas, gravatas, chapéus, carteiras etc. O luxo é tanto, que algumas dessas peças passaram a ser vendidas no Museu de Arte Moderna (MOMA) de Nova Iorque, um dos mais conceituados do mundo.

A exemplo da Pelcor, outras companhias da área também passam a investir em outras utilidades para a cortiça. Não é para menos. De acordo com António Rios de Amorim, presidente da Associação Portuguesa de Cortiça (APCOR), entidade que representa e promove o setor, as áreas de materiais de construção, juntamente com decoração e design tem um potencial de crescimento que pode representar um mercado de mais de 50 milhões de euros.
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