30.3.12

Astrônomos descobrem Oa, ou pelo menos Krypton


Por:  
 

krypton
A estrela é HIP 11952, fica a 379.19 anos-luz da Terra, está prestes a se tornar uma Nova, pondo fim a uma História que é quase tão antiga quanto o Universo.
Em sua órbita os cientistas do Instituto Max-Plank de Astronomia descobriram dois planetas. Um  -HIP 11952 b- com 2,93 vezes a massa de Júpiter, outro –HIP 11952 c- quase 0,78. Não são os primeiros exoplanetas identificados, mas são de longe os mais antigos.
A estrela em questão é uma gigante gasosa com 0,83 massas solares mas raio 1,60 vezes o do Sol. É uma estrela velha, muito velha. Tem pouquíssimos elementos pesados como Ferro em sua composição. Carl Sagan dizia – ”não somos barro, somos feitos de estrelas”. Na verdade muitos dos elementos que achamos comuns hoje se originaram em supernovas. Uma estrela precisou explodir para que você pudesse existir.
Continua...http://meiobit.com/

Hora do Planeta 2012




O QUE É?
A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aqueFcimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.

QUANDO?
Sábado, dia 31 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes e participe da Hora do Planeta 2012.
ONDE?
No mundo todo e na sua cidade, empresa, casa... Em 2011, mais de um bilhão de pessoas em todo mundo apagaram as luzes durante a Hora do Planeta.
Fonte:http://www.wwf.org.br/participe/hora_do_planeta_2012/

28.3.12

Nasce o Movimento Down


 
Menino e menina abraçados, sorrindo. 
PORTAL NA INTERNET TERÁ CONTEÚDO INÉDITO SOBRE SÍNDROME DE DOWN

Em parceria com universidades, instituições e empresas, plataforma será a primeira
com acessibilidade intelectual a indivíduos com SD 

As estatísticas revelam que a cada 800 partos nasce uma criança com Síndrome de Down. Apesar dessa expressiva taxa de ocorrência, ainda é grande no Brasil a dificuldade de acesso a informações, profissionais e aparatos necessários para o pleno desenvolvimento de crianças nessa condição. Mãe da pequena Beatriz, a advogada mineira Maria Antônia Goulart se deparou com esta preocupante realidade há um ano e meio, depois do nascimento da filha. E partiu não só em busca de conhecimento como decidiu compartilhá-lo com outras mães e familiares na mesma situação e, de forma pioneira, com as próprias pessoas com SD. Da sua obstinação nasceu o portal Movimento Down (www.movimentodown.com.br), com patrocínio da Amil, que a partir do dia 21 de março, quando entra no ar, promete se transformar em fonte de referência no país para todos aqueles que buscam informação, orientação e um espaço de discussão sobre a Síndrome de Down.

Para dar forma ao projeto, Maria Antônia iniciou há oito meses a mobilização de uma extensa rede de colaboradores – entre profissionais, instituições e empresas, além de familiares e amigos de pessoas com SD –, para desenvolver, de maneira inédita, conteúdo qualificado e ao mesmo tempo acessível para este amplo universo de indivíduos. “Ao mesmo tempo em que ficamos felizes com o excelente desenvolvimento da Beatriz, nos angustiamos com o fato de que somos parte de uma minoria que tem acesso às informações e meios de atendimento ideais. Isso nos motivou a querer difundi-los da forma mais abrangente possível”, explica Maria Antônia.

A data de lançamento do site não foi escolhida ao acaso: desde 2006, 21 de março é o Dia Internacional da Síndrome de Down no Brasil e em cerca de 40 países. A partir deste ano, terá um alcance ainda maior, pois será celebrado pela primeira vez em mais de 193 nações, graças à moção apresentada pelo Brasil na ONU e aprovada por consenso. “Desde que foi instituída, a ideia do 21/3 é que seja voltado para as próprias pessoas com Síndrome de Down. É uma oportunidade para que falem por si próprias. Elas têm a palavra para dizer quais suas necessidades, seus sonhos e de que forma podermos ajudá-los a serem cada vez mais inseridos na sociedade”, enfatiza Patrícia Almeida, integrante do conselho da Down Syndrome International e colaboradora do Movimento Down.

O portal será lançado oficialmente em Brasília, onde haverá uma sessão solene no Salão Negro do Congresso Nacional para comemorar a data. Neste mesmo dia será realizada na sede da ONU, em Nova Iorque, a conferência ‘Construindo o nosso futuro’, com expressiva participação brasileira. Os jovens da Associação Carpe Diem, de São Paulo, foram convidados para lançar o livro de sua autoria Mude o seu falar que eu mudo o meu ouvir, guia de acessibilidade na comunicação para pessoas com deficiência intelectual. A publicação, primeira no gênero em todo o mundo, terá edições em português e inglês. A entidade é uma das que apoiam o Movimento Down na produção de material acessível para o portal.

Um dos principais diferenciais da plataforma é sua acessibilidade intelectual. Frequentemente confundida com incapacidade, a deficiência não impede o desenvolvimento de uma vida normal e plenamente autônoma, desde que as pessoas nessa situação sejam tratadas dignamente e estimuladas a desenvolver todas as suas potencialidades. Assim, nada mais natural do que transformar o objeto do portal também em sujeito ativo: Breno Viola, 31 anos, que tem Síndrome de Down, é coordenador de conteúdo e um dos principais entusiastas do site. Em seu currículo estão feitos impressionantes.

Primeiro judoca com SD a se tornar faixa preta nas Américas, esporte que pratica desde os três anos de idade, Breno alcançou o segundo Dan da Faixa Preta em 2007, tornando-se o primeiro Down a atingir este grau em todo o mundo. Praticou ainda outras modalidades esportivas como vela, jiu-jitsu e natação. Nesta última, foi medalhista no IV Campeonato Brasileiro Especial de Natação, em 2000, e nos III Jogos Nacionais das Olimpíadas Especiais, dois anos depois. Participa, de forma atuante, em diversos eventos e campanhas em favor da inclusão social da SD, entre desfiles, conferências, encontros, concursos e shows. Breno ainda poderá ser visto em breve no cinema como um dos protagonistas do longa ‘Os colegas’, que entra este ano em circuito e foi vencedor do Prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Paulínia, em 2008. “Breno é o exemplo de que os limites impostos pela Síndrome de Down não são definitivos e pré-estabelecidos. Como qualquer pessoa, quem tem SD apresenta aptidões distintas e diferentes graus de desenvolvimento. Por isso o estímulo motor e intelectual e o cuidado com a saúde são tão importantes”, esclarece Maria Antônia.

Com base nessas constatações, a saúde ganhou papel de destaque no portal. Explicações detalhadas sobre os cuidados necessários com a criança, desde o seu nascimento, estão dispostas através de uma linha do tempo, dividida por faixa etária. O internauta terá a chance de controlar os marcos de desenvolvimento de cada idade, assim como encontrar serviços públicos e privados relacionados por região. O usuário poderá também fazer uma avaliação deste atendimento, o que, através de parcerias firmadas com as diversas instâncias do governo, poderá servir como parâmetro para a implementação de melhorias. Haverá ainda informações sobre terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, psicomotricidade, psicopedagogia, psicologia, equoterapia e hidroterapia, entre outras especialidades terapêuticas, além de dicas para brincadeiras e estimulações que podem ser feitas em casa.

As atividades do Movimento Down não ficarão restritas à internet. Um censo pioneiro, atualmente em curso na comunidade da Maré e realizado em parceria com a entidade Redes de Desenvolvimento da Maré, servirá como piloto para o início de um mapeamento inédito da Síndrome de Down que irá ajudar na criação de novas políticas públicas de atendimento.

Paralelamente, está sendo criada uma brinquedoteca, em conjunto com o Curso de Terapia Ocupacional da UFRJ, onde serão formados profissionais de terapia ocupacional e desenvolvidos brinquedos e brincadeiras para auxiliar no desenvolvimento das crianças com SD. Maria Antônia alerta que “é importante que as ações extrapolem o âmbito da web. Uma esfera precisa alimentar a outra para que haja reais avanços para a autonomia e plena inclusão social de todos com Síndrome de Down”.
Leia mais:
http://odia.ig.com.br/portal/cienciaesaude/s%C3%ADndrome-de-down-novo-site-orienta-fam%C3%ADlias-1.421118
Fonte:http://www.inclusive.org.br/?p=22201

27.3.12

Artistas brasileiros se engajam na luta pelo casamento civil igualitário


Nomes do primeiro escalão da arte e da cultura abraçam, pela primeira vez na história, uma campanha em favor do casamento igualitário no Brasil, que reúne artistas, celebridades, políticos, intelectuais e formadores de opinião na luta pelos mesmos direitos com os mesmos nomes para os casais do mesmo sexo. Esta campanha, apartidária e plural, foi criada para apoiar a proposta de emenda constitucional (PEC) do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) que visa garantir o direito ao casamento civil a todos os brasileiros e brasileiras. A campanha percorrerá o Brasil com o objetivo de acabar com a discriminação legal contra os casais do mesmo sexo – que tem 76 dos seus direitos civis negados por não poderem se casar – e fazer valer o princípio da igualdade perante a lei.

Este site, completamente renovado, com uma nova estética, novas funções e muita informação e interação, servirá para que possas estar informado e participar ativamente da campanha.Aqui poderás saber quem são os artistas que estão participando e assistir aos vídeos da campanha no mesmo dia em que eles serão apresentados num evento público no Rio de Janeiro. A cada dois dias, a partir de hoje, o site irá colocando no ar os vídeos das campanhas de outros países, começando pela Austrália, a Argentina e a Califórnia, e os teasers e cenas de bastidores da campanha brasileira. Também poderás baixar folhetos, bottons para o teu blog, imagens para o avatar dos teus perfis nas redes sociais, e ler muita informação sobre o debate do casamento igualitário no Brasil e no mundo.

No dia 12 de abril, no Rio de Janeiro, acontecerá o lançamento oficial da campanha. Durante o evento, serão projetados pela primeira vez os primeiros vídeos gravados pelos artistas e será lido o abaixo-assinado com os nomes das primeiras pessoas que já se manifestaram a favor da igualdade.  O evento contará com a participação de atores, atrizes, cantores/as, escritores, jornalistas e personalidades que participaram gratuitamente dos vídeos, além de parlamentares, militantes e representantes da sociedade civil. O texto e os vídeos também estarão disponíveis na página principal deste site, a partir das 22h.

Fonte:http://casamentociviligualitario.com.br
Vamos precisar da ajuda de todas e todos. Essa causa deve ser coletiva! Se você tem um site, um blog, uma conta no Facebook, no Twitter, no G+ e em outras redes sociais, se você trabalha na mídia, se participa de uma ONG ou se, seja como for, quer ajudar, entre no site e fique ligado, que tudo começa nessa sexta e não vai acabar até a aprovação da PEC no Congresso.

26.3.12

Cordão da Mentira desfila pelas ruas de São Paulo


Será realizado neste domingo (1º), em São Paulo, o desfile do Cordão da Mentira. Composto por coletivos políticos, grupos de teatro e sambistas de diversos grupos e escolas da capital paulista, o Cordão da Mentira questionará quem e quais são os interesses que bloqueiam uma real transformação da sociedade brasileira.
O desfile ocorrerá no Dia da Mentira e do Golpe Militar de 1964. A concentração será às 11h30, na frente do Cemitério da Consolação.
Leia, a seguir, o manifesto das entidades que compõem o Cordão da Mentira:


MANIFESTO
“Quando vai acabar a ditadura civil-militar?”
Dizem que quando uma mentira é repetida exaustivamente, ela se torna verdade. Dizem também, que é como farsa que o presente repete o passado. Por isso, vamos "celebrar" a farsa, a mentira e sua repetição exaustiva.

No dia da mentira de 1964, ocorreu o golpe que instituiu a ditadura civil-militar. Dizem que ela acabou. Porém, a maior ilusão da história brasileira repete-se. A ditadura civil-militar se fortalece no golpe de Primeiro de abril 1964 e, até hoje, ninguém sabe quando vai acabar! Nós vamos celebrar.
No dia primeiro de abril, abram alas para o Cordão da Mentira!

Quando admitimos que os crimes do passado permaneçam impunes, abrimos precedentes para que eles sejam repetidos no presente. Com a roupagem indefectível da democracia, da constituição, do direito à livre manifestação, o Estado continua executando os seus inimigos e calando de uma forma ou de outra aqueles que pensam e atuam em favor da tolerância, em favor da utilização dos espaços públicos de maneira respeitosa e saudável. Em nome da manutenção da produção e do consumo ostensivo vivemos o estado de exceção como regra e o direito conquistado de ir às urnas acaba apenas legitimando o que é uma verdadeira licença para calar, reprimir, matar.

Afinal:
Quando vai acabar o massacre de pobres nas periferias?
Quando os corpos do passado serão encontrados e dignamente reconhecidos em suas lutas?
Quando as armas dos militares deixarão de ser o signo do extermínio?
Até quando o dinheiro de poucos financiará o silêncio de muitos?
Até quando ouviremos o ronco dos Caveirões, Fumanchús e das Kombis genocidas?

Lembremos Pinheirinho, Eldorado do Carajás, Araguaia e as Ligas Camponesas! Casos que podem ser vistos como exemplos históricos do nosso tempo para a compreensão do processo pelo qual o Estado colocou a especulação imobiliária, a propriedade privada e a lucratividade acima da vida. Nada pode ser mais valorizado do que a vida. Somente um Estado calcado em mentiras pode favorecer essa inversão de valores.

Lembremos Mariguela, Pato N´Água, Herzog e os 492 executados em São Paulo em Maio de 2006! Personlidades anônimas ou conhecidas exterminadas pelas práticas autoritárias que resolvem suas contradições à bala.

Hoje, uma simples Comissão da Verdade - que apenas pretende investigar a história - levanta os fantasmas do passado, ocultos nas sombras da Lei de Anistia. Façamos então um Cordão da Mentira! Celebremos com a força dos batuques a farsa que une presente, passado e futuro.
Vivamos nossa balela! Enquanto isso, ditadores são julgados e condenados por seus crimes em terras argentinas, chilenas e uruguaias. Falemos outra língua: a gramática do engodo com o sotaque do esquecimento. Entremos na contramão da história!

Risquemos da memória que alguém pagou pra ver até o bico espumar no choque agudo das genitálias! Exaltemos os gozos pervertidos de empresas e seus braços armados, irmãos de sangue do torturado. Lembremos as mãos limpas que aplaudem as sessões de sofrimento. Pois o que vale é a fábula da tradição, assassina de famílias, com a maior propriedade!

Povoemos os porões do imaginário, com tudo aquilo que a ditadura encarcerou na sua cultura! Levemos pra lá o samba dos cordões, as imagens censuradas, as bocas amordaçadas. Fantasiemos as ruas com seus símbolos de opressão! Enganemos a todos com as farsas de nossa história!

Neste Primeiro de Abril, façamos a Mentira responder: Quando vai acabar a ditadura civil-militar?
Fonte:http://www.brasildefato.com.br/node/9160

25.3.12

Violência contra as mulheres

Por Ligia Martins de Almeida

Aborto é uma questão de saúde pública, de polícia ou de religião? A matéria do jornal O Estado de S. Paulo (“Faltam centros de aborto legal onde há mais violência contra a mulher”, de 19/3/2012) mostra que um dos aspectos mais trágicos dessa história – a violência contra mulheres – deveria merecer tanta atenção (de juristas, religiosos e profissionais de saúde) quanto a descriminalização do aborto. E da imprensa deveria merecer mais atenção ainda. Segundo o jornal:

** 38.540 estupros foram registrados no país em 2011, contra 33.912 em 2010;

** 9.890 estupros foram registrados em São Paulo em 2010. O estado de São Paulo tem 11 serviços para o aborto legal;

** 4.467 estupros foram registrados no Rio em 2010. Existe um serviço para aborto legal no estado;

** 2.076 estupros foram registrados em 2010 na Bahia. Existe apenas um serviço de aborto;

** 52,6 estupros por 100 mil habitantes foram registrados em Roraima em 2010 – a maior taxa registrada no País. Roraima não tem serviço de aborto legal.

Mas mesmo onde existe o serviço, o aborto não é garantido, como afirmou a ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Política para Mulheres, porque médicos se recusam a fazer o aborto, alegando objeção de consciência.

Outra entrevistada pelo jornal, a professora Débora Diniz, do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília, vai além:

“A objeção de consciência é um dos problemas. Há centros que muitas vezes se dizem aptos a prestar esse tipo de atendimento, mas não dispõem nem de profissionais habilitados nem de estrutura necessária.”

A imprensa deveria participar dessa luta

Enquanto o Ministério Público Federal investiga a eficiência no atendimento às mulheres vítimas de violência sexual, notícias da semana passada mostram que até as soluções mais simples – como a pílula do dia seguinte – não podem ser usadas devido à burocracia:

“Quase uma década após o início da distribuição da pílula do dia seguinte no SUS, o acesso a ela ainda é precário. Além da escassez, o principal entrave é que as unidades de saúde exigem receita para dar o contraceptivo. Muitas vezes, porém, não há médico para assinar a prescrição no momento em que a mulher procura o posto de saúde. Uma consulta com o ginecologista chega a demorar dois meses. A pílula só previne a gravidez se ingerida até 72 horas após o ato sexual. Nas farmácias, as mulheres compram o remédio sem receita por preços que variam entre R$ 9 e R$ 23 a cartela com dois comprimidos. A droga tem tarja vermelha, o que exige prescrição. As adolescentes sofrem ainda mais dificuldade para obter a pílula. Embora diretrizes do Ministério da Saúde garantam o direito à privacidade e ao sigilo de suas informações, muitos postos exigem a presença de pais ou responsáveis para liberar o contraceptivo de emergência.
“A discussão sobre aborto ganhou destaque quando a comissão de juristas criada pelo Senado para elaborar o novo Código Penal aprovou um anteprojeto que prevê, entre outros pontos, a ampliação dos casos em que o aborto é legal. Pela proposta, não é crime a interrupção da gravidez até a 12ª semana quando, a partir de um pedido da gestante, o “médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade” (Folha de S.Paulo, 9/3/2012).

Mas a verdade é que, se a liberação – ou não – do aborto provoca discussões intermináveis – com direito a artigos de religiosos e juristas –, a violência contra as mulheres continua sendo um assunto esporádico e sem maior repercussão.

Não seria o caso de a imprensa entrar de fato no assunto e cobrar do governo o que mais pode ser feito para evitar que as mulheres continuem sendo as grandes vítimas? Jornais e revistas femininas deveriam participar dessa luta. E propor soluções para o atendimento às vítimas da violência sexual e às vítimas da impossibilidade de escolher entre criar ou não uma criança gerada contra sua vontade.

Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br



24.3.12

Abaixo-assinado Campanha de apoio à Candidatura da Roda de Capoeira à Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

Roda de Capoeira pode se tornar Patrimônio Imaterial da Humanidade

 
Por Daiane Souza


A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) avaliará em reunião prevista para 2013 a inclusão da Roda de Capoeira na lista representativa do Patrimônio Imaterial da Humanidade. Para que ocorra a contemplação, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) está mobilizando capoeiristas de todo o país a colaborarem por meio de petição pública.

A ideia é que as assinaturas funcionem como incentivo para que esta luta, que já é reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil, não perca força e mantenha suas características frente à superação de adversidades. O título é um ato de fortalecimento que funciona como um pacto entre o governo brasileiro, a sociedade e o mundo para expandir a valorização da identidade do país.

Por meio dele se abre possibilidades que implicam na obrigatoriedade do zelo pelo governo e instituições com a garantia de melhor estrutura e força política, manutenção de políticas públicas com investimentos continuados, além de programas a serem definidos a partir do diálogo.

Patrimônios nacionais – O Brasil já tem duas manifestações culturais declaradas como Patrimônio Imaterial da Humanidade: o samba de roda do Recôncavo Baiano e a arte gráfica dos índios Wajãpi. A primeira é uma expressão musical, coreográfica, poética e festiva das mais importantes e significativas da cultura brasileira. Presente em todo o estado da Bahia teve seus primeiros registros em 1860.

Já a segunda compreende um repertório de códigos da etnia indígena Wajãpi, do Estado do Amapá, que constituem uma linguagem única no mundo. Nas expressões têm como motivos mais frequentes animais como pássaros, peixes, borboletas, cobras, jacarés e jabutis. Segundo seus mitos da comunidade os desenhos são traços materiais dos primeiros seres com vida, e que contam o surgimento da humanidade.

Em 2013, a Roda de Capoeira poderá fazer parte dessa lista. Será mais um passo na consolidação da luta como expressão original do povo brasileiro que se oferece aos povos do mundo como prática, atitude de vida, pensamento, técnica, esporte, prazer, arte e cultura.   Para conhecer mais sobre o que significa tornar-se Patrimônio Imaterial da Humanidade e colaborar com a petição pública basta clicar aqui.

Fonte:http://www.palmares.gov.br

 

22.3.12

O Festival

O Femina – Festival Internacional de Cinema Feminino exibe majoritariamente filmes dirigidos por mulheres em competição e mostras temáticas com o objetivo de promover o trabalho das mulheres no cinema e na cultura; estimular o surgimento de novas diretoras e a inserção da mulher no mercado de trabalho audiovisual, assim como a produção de filmes com temática feminina; divulgar as diretoras brasileiras, e trazer para o Brasil a produção internacional. Também exibe filmes dirigidos por homens desde que abordem questões femininas ou tenham mulheres como protagonistas, e co-dirigidos por homens e mulheres. Exibe filmes de todos os gêneros, duração, regiões do país e continentes.

O Femina realiza em 2012 a sua 9ª edição entre 2 a 8 de julho na CAIXA Cultural Rio de Janeiro. As inscrições de filmes estão abertas até 6 de abril!

Paula Alves & Eduardo Cerveira
diretores

Fonte:http://www.feminafest.com.br/



Jogadores de rugby tiram roupa para promover caminhada esportiva

Alguns jogadores de rugby aceitaram aparecer usando apenas meias e chuteiras para divulgar uma corrida anual, criada pela organização Sport Relief, da Grã-Bretanha, que tem como objetivo recolher fundos para caridade.

Com a ajuda da bola, os jogadores esconderam suas partes íntimas e posaram sorridentes para as fotos.

O jogador Sam Tomkins confessou que nunca pensou em tirar a roupa, mas por uma boa causa não teve dúvidas.

A maratona acontece no dia 25 de março, na Gra-Bretanha, e são esperados mais de um milhão de participantes.

do site:http://cenag.uol.com.br

A relação do nativo de cada signo com o dinheiro



Você já reparou que nós acordamos para trabalhar, tomamos café para termos força para trabalhar, almoçamos correndo para voltar a trabalhar, chegamos em casa mortos de cansados de tanto trabalhar e, para completar, dormimos para recuperarmos as forças, para no outro dia trabalhar? E trabalhamos para que? Pois é, para ganhar dinheiro. Dinheiro, essa palavra que não sai da nossa cabeça, que guia nossos passos, que comanda nossas mais importantes decisões e que, no fundo, achamos que nos trará felicidade.

Você pode até ser mais gastador, ou então mais controlado, ou, até mesmo, pão duro, nada disso importa. O fato é que, seja como for, a relação com o dinheiro se tornou inerente à nossa existência. Mas, como será que você lida com o dinheiro? Confira o que os astros dizem a seu respeito:

Áries
Gastar é com ele mesmo! Economizar por quê? Para o ariano, o dinheiro foi feito para proporcionar prazer e não para ficar em um cofre, ou rendendo. O que interessa para este signo é o poder, o sucesso, a fama, o reconhecimento. Com ou sem dinheiro, ele quer mesmo é ser destaque no meio da multidão.

Touro
O taurino não abre a mão nem para dar tchau! Esse é aquele tipo que tem um livro-caixa para controlar todos os seus gastos e um quarto com passagem secreta para guardar toda a sua fortuna. Para este signo, dinheiro guardado é sinônimo de estabilidade e paz.

Gêmeos
Ir a um bar com um geminiano é uma beleza! Ele é daquele tipo que paga a conta do grupo inteiro. Totalmente desapegado a coisas materiais, este signo não se preocupa com o futuro e não vê problemas em gastar tudo, ou até mais do que recebe.

Câncer
Com muita cautela e organização, é assim que o canceriano reage a assuntos financeiros. Este signo é aquele tipo que sempre tem um dinheiro escondido embaixo do colchão. Sempre pensando no futuro, não gosta nem de pensar em gastar a sua poupança.

Leão
O leonino gosta de gastar e gasta muito mais por vaidade do que por necessidade. Manter a aparências é o seu lema! Mas, não pense que é descontrolado, este signo é do tipo que detesta ter dívidas. A sorte é que seu talento para ganhar dinheiro é invejável.

Virgem
Economizar, essa é a palavra de ordem. O virginiano é extremamente cuidadoso, principalmente, quando se trata de dinheiro. Passar o dia comprando roupas ou fazer dívidas por causa de um carro novo, jamais! Gastar? Só com aquilo que é de extrema necessidade.

Libra
O libriano só gasta aquilo que recebe. Totalmente controlado, este signo gosta das coisas boas e consegue manter uma vida financeira muito equilibrada. Sem se privar dos prazeres que o dinheiro pode proporcionar, ele gasta sem deixar de economizar.

Escorpião
O escorpiano até economiza, mas, não gosta de se privar dos prazeres da vida para guardar dinheiro. Quando o assunto é agradar a quem ele gosta, aí, não tem erro. Este signo abre a mão, a carteira, a bolsa e o cofre, nem pensa em poupar esforços ou dinheiro.

Sagitário
Preocupação não é o seu forte, nem mesmo quando se trata de finanças. Para o sagitariano, o que vale é o aqui e o agora. Para este signo, o dinheiro existe para proporcionar prazer e não para trazer problemas ou preocupações. É do tipo que não consegue ter uma poupança por mais de um mês.

Capricórnio
O capricorniano tem na cabeça cada centavo gasto. Este signo não perde o controle de sua vida financeira nem por um minuto. Futilidade não tem espaço em seu orçamento, que é todo planejado no início de cada mês. Se emprestar dinheiro, não se faz de rogado na hora de cobrar.

Aquário
O aquariano não é nem um pouco materialista e não vê no dinheiro um quesito essencial para a sua felicidade. Este signo acredita que o lazer seja o melhor investimento. Ele trabalha para poder bancar suas vontades e necessidades. Se for preciso economizar, ele até consegue, mas, tem que existir um motivo muito forte para isso.

Peixes
Totalmente desapegado a finanças, o pisciano não consegue relacionar a sua felicidade aos seus bens materiais. Gosta de emprestar dinheiro e não liga se não receber de volta. Na verdade, este signo não suporta a idéia de o ser humano precisar disso para viver.

Fonte:http://www.zastros.com.br/


21.3.12

Uma xícara de café gasta 140 litros de água

O título deste artigo é a manchete que foi publicada na mídia e na blogosfera. A mídia acrítica e a blogosfera repercutiram tudo, sem quaisquer questionamentos, demonstrando um ambiente completamente idiotizado. Sintetizo abaixo, de forma resumida, o que foi relatado. Na sequência faço alguns comentários que me parecem relevantes sobre as causas da falta de sentido crítico da mídia.

“A produção de uma xícara de café exige 140 litros d’água, anunciou a organização de proteção do meio ambiente Fundo Mundial para a Natureza (WWF), em comunicado divulgado dia 13 de março último à margem do Fórum Mundial da Água, celebrado em Marselha, sul da França. A ONG calcula quantos litros são usados na produção da bebida, desde seu cultivo até a fabricação da xícara. Assim, uma xícara de café equivale ao gasto de 140 litros de água, dependendo do material do recipiente e da origem do açúcar.
A organização ambientalista aplicou um indicador elaborado pela Universidade de Twente, na Holanda, para registrar a ‘pegada hídrica’ da xícara de café, que leva em conta o impacto de toda a cadeia de produção na fonte de água doce.
O cálculo de 140 litros para uma xícara de café compreende, segundo o WWF, a água usada no cultivo do pé de café, na colheita, no transporte, na venda e no preparo, explicou a ONG. O indicador inclui, ainda, o volume d’água necessário para a fabricação da xícara em que se bebe o café.
Se forem adicionados leite e açúcar ao café, e se um copo de plástico for empregado para servir a bebida, ‘a pegada hídrica’ de uma xícara de café passará para 200 litros, com variantes se o açúcar for branco, procedente da beterraba, ou mascavo, da cana-de-açúcar, acrescentou.
ONU alerta sobre ameaça de falta de abastecimento de água. O Fórum Mundial da Água começou em Marselha ‘de olho na Rio+20’.”

Alguns comentários

Esse é o perigo: deram uma calculadora para algum ambientalista, talvez com talento para ser economista, mas sem nenhuma visão holística, ou sistêmica e sem nenhuma percepção do que é o todo. O resultado é semelhante ao de se entregar uma metralhadora nas mãos de uma criança com raiva. Da mesma forma é o resultado de se entregar um espaço jornalístico, na mídia eletrônica ou impressa, a jornalistas despreparados para a função e para a vida.

A premissa dessa questão é o paradigma de que vai faltar água potável (água doce) para abastecer os 9 bilhões de pessoas que teremos no planeta dentro de 25 ou 30 anos, pois apenas 3% da água existente no planeta é doce, e 97% é salgada. Primeiro erro: esqueceram (os ambientalistas mal intencionados e os jornalistas mal informados) de que o planeta Terra deveria chamar-se planeta Água, pois somos mais de 4/5 de água, incluindo os oceanos, é claro. E de que água não acaba (não existe na química ou física, à exceção da eletrólise, algo que faça a água sumir). A mesma quantidade de água que existe hoje, existia há 2 ou 3 milhões de anos atrás. E a água se recicla permanentemente, sempre nos 3 estágios que conhecemos: líquido, sólido ou gasoso.

Segundo erro: a calculadora do economista-ambientalista (que é holandês) ensandecido partiu de uma estatística feita em países com pouquíssima água (como Israel e Espanha). Nesses, o problema da água é crítico: “descobriram” que 70% da água consumida era usada na irrigação, para agricultura e pecuária, 20% pelas indústrias e 10% por consumo humano. Entenderam (na verdade, decidiram...) que isso levaria ao caos do planeta. Dever-se-ia economizar água na agricultura e, portanto, os perdulários dos produtores rurais teriam de ser contidos a qualquer custo. Daí para campanhas que atacam o consumo de água pelo boi, e agora pela xícara de cafezinho, foi um pulo muito pequeno. Ignoram que o boi faz xixi. Esquecem que bebe água de chuva, mas calculam como débito a água da chuva, no pasto e no cafezal, como “água gasta, consumida”. Na tal calculadora, não há créditos.

A água não vai para o “quinto dos infernos”

Terceiro erro: o critério de “pegada hídrica” desenvolvido pela Universidade de Twente, na Holanda, não tem aceitação internacional em nenhuma outra universidade, pois utiliza métodos estapafúrdios e emocionais, sem base na boa ciência. O referido indicador nem é polêmico, ele simplesmente não é aceito como ciência. Desta forma, o WWF pega um factoide monstrengo, acrescenta comentários, e a mídia digere e divulga acriticamente todas as besteiras inconvenientes.

Neste ínterim, passamos aos “controles e à gestão da água”, eis que para irrigar sua lavoura o agricultor (principalmente o brasileiro) deve fazer “estudos de impacto ambiental”. Numa boa, ambientalistas e especialistas de água, como que surgidos do nada, passaram a faturar uma graninha extra em consultoria e as agências reguladoras proliferaram mundo afora. Não se financia um pivot de irrigação sem que haja um “estudo de impacto ambiental”. Fazer uma barraginha ou poço artesiano é quase um crime ambiental. Se a gente contasse isso para um visitante extraterrestre ele iria embora em definitivo... As finesses e firulas do raciocínio ambientalista, tipo se for açúcar cristal branco ou mascavo, são hilárias, mas tentam dar embasamento ao “estudo científico”. Como diz o ex-ministro Delfim Netto, toda estatística bem torturada confessa qualquer coisa...

Ora, água é vital à vida. Por isso os cientistas procuram sinais de água em planetas pelo universo infinito. Até o ponto de achar que a água é vital a gente concorda com os ambientalistas. O que se deve ter em mente, de forma clara, é que o consumo de água, em qualquer situação, seja agrícola ou industrial, não “gasta” água, apenas interfere em seu processo. Quando usada na agricultura, na forma de irrigação, ou também por chuvas, como é calculada na métrica neurótica e emocional dos ambientalistas-economistas, a água não vai para o “quinto dos infernos” como costumo afirmar em conversas com amigos. Essa água revitaliza o solo, dá sustentabilidade à produção de alimentos, é filtrada em suas impurezas, e vai para o lençol freático. Dali retorna para os rios ou vai para os aquíferos, e destes para os mares. Nos mares haverá evaporação, que são as nuvens, e estas, depois de centenas ou milhares de quilômetros percorridos, em chuvas. É o destino de toda água, em todo o planeta, inexorável, queiram ou não os ambientalistas.

Querem governar o mundo

Portanto, quando o homem interfere no ciclo de vida da água (doce) e faz com que cada gota de água demore mais tempo para chegar aos mares, estará beneficiando e dando sustentabilidade à vida. É simples e cristalino. Ao contrário disso, os urbanos, especialmente em grandes núcleos populacionais, emporcalham a água de seus rios com esgotos, resíduos e entulhos, tornando esses rios poluídos e sem vida. Com uma agravante perversa: as grandes cidades não possuem lençóis freáticos, pois estão asfaltadas, cimentadas e azulejadas. As árvores não têm espaço para receber água em suas raízes e por esta razão desabam com ventos um pouco mais fortes. Como há pouca evapotranspiração, as cidades são mais quentes e por isso recebem mais chuvas, para esfriar. Mas quando chove, as águas não penetram no solo impermeabilizado, rolam céleres para os rios poluídos, inundando tudo pelo caminho.

Insanidade humana e ambiental! Não há dúvidas de que os ambientalistas-economistas são urbanos, trabalham no ar condicionado de seus gabinetes, fazem três refeições ao dia e nunca se perguntam de onde vêm os alimentos que consomem. Estes são comprados no supermercado do bairro, e isso é o suficiente para eles. Da mesma forma, os colegas jornalistas que repetem as ensandecidas invenções das “pegadas hídricas”.

Na visão e opinião dos ambientalistas urbanos, e também de alguns jornalistas mal informados, o produtor rural é um criminoso ambiental. Por isso ele precisa ser execrado e queimado em praça pública, como exemplo... Já escrevi sobre isso dúzias de vezes, chega a dar cansaço mental repetir as mesmas coisas e um desânimo enorme ver que os ambientalistas, ainda por cima, se acham no caminho certo e possuem a certeza de que ganharão o reino dos céus pela sua luta verde. Eles querem a punição de todo agricultor que plante em pé de morro, através do Código Florestal, por exemplo.

Querem proibir e proibir. Esquecem que o que desaba e desmorona é morro urbano desmatado, mal urbanizado, com construções sem fundações, nas chamadas favelas. Com esse raciocínio desequilibrado encaminham-se para fundar uma sociedade ambientalista supranacional. Querem governar o mundo! E aquilo que imaginam e especulam hoje poderá virar lei no futuro.

Vejam que cálculo ridículo, qual o sentido prático de saber que uma xícara de cafezinho de 60 ml gastou 140 litros de água? Eles que parem de tomar cafezinho e de comer suas picanhas. Assim não se sentirão culpados, pois quem sente culpa e quer punir a todos por isso não ganha o reino dos Céus...

Pai dos Céus, perdoa-os, eles não sabem o que fazem! Mas manda esse pessoal pensar, ao menos isso! E que a mídia não replique essas bobagens!
***

[Richard Jakubaszko é jornalista, publicitário e escritor]
Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br




Edson Cordeiro e Cassia Eller - A Rainha da Noite/Satisfaction (Clipe)

20.3.12

Índia cria habitações sustentáveis resistentes a desastres naturais


Arquitetos indianos criaram um conceito de habitação feito de bambu e resistente a desastres naturais. O prédio possui três andares e foi construído sobre palafitas com um núcleo resistente a terremoto, ventanias e tempestades. O projeto inclui a coleta de água da chuva, reciclagem de água, plantações e espaço comercial para que o prédio se torne uma comunidade sustentável.

O conteúdo do EcoDesenvolvimento.org está sob Licença Creative Commons. Para o uso dessas informações é preciso citar a fonte e o link ativo do Portal EcoD. http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2012/marco/india-cria-habitacoes-sustentaveis-resistentes-a#ixzz1pJYKNlTB Condições de uso do conteúdo Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives.

 As habitações são feitas de bambu/ Fotos:Vasanth Packirisamy e Equipe
Fazem parte do projeto os arquitetos Komal Gupta, Vasanth Packirisamy, Vikas Sharma, Sakshi Kumar and Siripurapu Monish Kumar. A ideia deles foi criar uma comunidade ecológica com unidades de habitação, dois centros comunitários, instalações médicas, creche, mercado, uma biblioteca e um amplo espaço verde ao ar livre, com resistência aos eventos naturais extremos.

O prédio possui três apartamentos por andar todos eles com cozinha, banheiro e um deck feito de bambu que pode ser convertido em uma sala ou um quarto. A parte central da construção é equipada com água e energia.

Já os centros comunitários são construídos fora da terra, com materiais resistentes para suportar os desastres, no intuito de evitar inundações. A água da chuva é reciclada. Os telhados captam e a armazenam em um tanque, na parte inferior da estrutura.

Em casos de fortes tempestades, os apartamentos de bambu até podem ser destruídos. No entanto, o centro, à prova de desastres, permanece. O que for destruído poderá ser reconstruído de forma rápida e barata.

O projeto foi criado para participar da competição de arquitetura “Design Against the Elements”, com empresas do mundo tudo. A iniciativa do evento aconteceu depois da devastação causada pela tempestade tropical Ondoy, nas Filipinas. A meta é reunir as inovações em arquitetura, design e planejamento urbano para o desenvolvimento de construções resistentes a desastres para comunidades que vivem em áreas urbanas tropicais.
Fonte http://www.ecodesenvolvimento.org.br/ 

19.3.12

Steve Vai

Steve Vai (Carle Place, 6 de junho de 1960) é um guitarrista, compositor e produtor musical estadunidense, conhecido por ter recebido um prêmio Grammy (entre nove indicações). Conhecido por ser um guitarrista virtuoso, Steve Vai é considerado pela crítica e pelo público um dos melhores guitarristas do mundo. Em 18 setembro de 2009, recebeu do Musicians Institute (MI) o título de doutor em música. 

"  Steve Vai não só inspirou inúmeros músicos de todo o mundo, como desempenhou um papel importante na evolução do rock moderno, ele também incorpora ideais do MI, do artista-educador, que combina a busca incessante de sua visão criativa com um senso de responsabilidade por tutoria a próxima geração".   — Beth Marlis, Vice Presidente da MI

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Steve_Vai

Visite o site:http://www.vai.com/

17.3.12

III Caminhada estadual pela liberdade religiosa, fé e resistência


Data: 18/03/2012
Concentração: 09hs no Ver-O-Rio
Trajeto: Ver-O-Rio à Praça da República
Atrações Culturais:
Grupo Batuque
Escola de Samba Xodó da Nega
Escola de Teatro da UFBA
Afoxé Ita Lemi Sinavuru
Grupo Cultural Bambarê e Convidados
Realização:
INTECAB/PA e comunidades tradicionais de terreiros do estado.
Participação Especial:
Comitê Interreligioso do estado do Pará
Apoio:
Governo do estado do Pará
Ceppir
Gabinete do Deputado estadual Edmilson Rodrigues
Gabinete da Deputada Cilene Couto
Laboratório Biomédico
Com informações Comitê Interreligioso do Pará-Amazônia
  Autor Carolina Maciel 
Fonte:http://www.koinonia.org.br

15.3.12

Bonito, MS, Brasil

Quem anda pelas estradas da região de Bonito, mesmo sendo um observador atento, jamais imagina o que a mata densa do cerrado esconde dos olhos de quem passa ao largo. Os atrativos turísticos de Bonito são verdadeiras jóias da natureza! Rios de águas totalmente cristalinas, povoados de uma variedade enorme de vida, onde é possível realizar flutuação ou mergulho com cilindro. Em alguns deles são encontradas mais de quarenta espécies de peixes e inúmeras espécies de plantas compõe a paisagem sub aquática. Outros, formam cachoeiras belíssimas, que pela grande quantidade de calcário dissolvido em suas águas e sua conseqüente deposição sobre rochas, troncos e folhas, conferem à cachoeira um aspecto muito peculiar e interessante.

Como se não bastasse toda a beleza dos rios na região de Bonito e da Serra da Bodoquena, ainda existem as cavernas. Estas foram formadas há milhões de anos na rocha calcária. Algumas são inundadas, total ou parcialmente, acrescentando ainda mais beleza aos interiores ricamente decorados. Formações de espeleotemas como estalactites, cortinas, estalagmites e muitas outras, conferem a estes lugares o aspecto de verdadeiros santuários, são como catedrais góticas, que parecem ter servido de inspiração ao mais famoso arquiteto espanhol, Antonio Gaudí. Por este motivo, Bonito é um paraíso para o mergulho em caverna, cave divers e amantes de aventura.

As características geológicas e climáticas da região da Serra da Bodoquena são sem dúvida o fator contribuinte mais importante para a manutenção deste cenário. A rocha calcária, da qual é formada quase toda a Serra da Bodoquena, permeia por seu interior num complexo sistema hídrico, toda a água captada das chuvas, o que faz dissolver muito deste mineral nestes rios subterrâneos. Este excelente "sistema de tratamento" natural é o que mantêm os rios de Bonito sempre transparentes.

Bonito firmou-se no cenário nacional como um dos melhores destinos de ecoturismo do Brasil, não só por sua ecologia e beleza dos atrativos turísticos mas também por sua organização e qualidade de serviços. Entre as principais atividades feitas pelos visitantes em Bonito destacam-se: os passeios de flutuação (snorkeling), as trilhas passando pelas cachoeiras, passeio de bote nos rios e o mergulho com cilindro que pode ser feito nos rios, lagos e cavernas. A rede hoteleira de Bonito conta com mais de 4.000 leitos entre hotéis e pousadas, com opções para todos os gostos e bolsos, como o Hotel Wetiga, o Eco-Resort Zagaia, o Hotel Marruá, o Hotel Águas de Bonito, Pousada Olho dágua, a  rede internacional de Albergues da Juventude - o Bonito HI Hostel, que oferece aos seus visitantes qualidade, economia e interação com viajantes de diversos países em um só lugar, entre outras opções.

O cuidado com a natureza e a consciência de preservação se reflete na atitude de todos os envolvidos com atividades turísticas em Bonito. Desde o acompanhamento obrigatório de Guias de Turismo, até a criação de RPPNs, execução de Planos de Manejo e Estudos de Impacto Ambiental, percebe-se o comprometimento de toda uma comunidade com a guarda e conservação dos atrativos turísticos, jóias do cerrado, que são verdadeiros tesouros para futuras gerações.

A proximidade com o Pantanal torna possível aos turistas extenderem sua viagem e conhecer outro destino de ecoturismo brasileiro.

Os principais passeios de ecoturismo e aventura da região de Bonito são: Recanto Ecológico Rio da Prata, Rio Sucuri, Gruta do Lago Azul, Estância Mimosa Ecoturismo, Abismo Anhumas, Boca da Onça, Buraco das Araras, Rio do Peixe, Ceita Curé, Passeio de Bote no Rio Formoso, Aquário Natural - Baia Bonita, Arvorismo, Boia-Cross, Parque Ecológico Rio Formoso, Bonito Aventura, Balneário do Sol, Praia da Figueira, Fazenda San Francisco.


Programe-se para visitar Bonito, venha flutuar, mergulhar, andar a cavalo, observar, e a cada dia viva uma nova emoção!




14.3.12

Pesadelo nuclear de Fukushima não acabou

Heitor Scalambrini Costa*
A tragédia ocorrida no Japão em 11 março de 2011 completa um ano, e colocou em evidência mais uma vez, as grandes questões que ainda não foram respondidas pela área nuclear.

A primeira delas é o alto fator de insegurança na operação de usinas nucleares e os riscos de desastres relacionados a vazamentos de material radioativo, quase que invariavelmente de consequências dramáticas, espalhando radioatividade no ar, na terra e na água. A segurança dos reatores nucleares, já foram seriamente abaladas com os desastres de Three Mile Island (nos Estados Unidos), Chernobyl (na ex-União Soviética) e agora de Fukushima (no Japão). Com outras tecnologias para produzir eletricidade também podem ocorrer acidentes (como incêndios ou ruptura de barragens em reservatórios de usinas hidroelétricas), mas os acidentes nucleares, devido à liberação de radiação, são infinitamente mais perigosos à vida humana/animal e a natureza. Este último no Japão, mostrou que mesmo em um país altamente desenvolvido e bem preparado tecnologicamente, com nível científico elevado de seus especialistas, desastres e falhas tecnológicas podem acontecer. Os riscos de acidentes nucleares existem e quando acontecem são devastadores. Daí para evitar este risco o caminho é não instalar estas usinas.

Outra questão de caráter econômico é o fato da eletricidade nuclear ser mais cara que outras formas de produzir eletricidade. A geração nucleoelétrica é uma tecnologia complexa e cara, e que fica ainda mais cara e deixa de ser competitiva em relação a outras fontes de energia devido aos gastos para melhorar o desempenho e a segurança das usinas. De modo geral, somente empresas estatais constroem reatores nucleares, ou empresas privadas com fortes subsídios governamentais. E aí esta o “nó” para esta indústria que depende enormemente de altos investimentos vindo dos cofres públicos. 

No Brasil um reator de 1.300 MW tem seu custo inicial avaliado em 10 bilhões de reais.

E finalmente a questão não resolvida de armazenamento do “lixo nuclear”. Nenhum país conseguiu até hoje equacionar definitivamente o problema da destinação dos resíduos perigosos (altamente radioativos) produzidos nas reações nucleares, que em geral se acumulam nas próprias usinas (como em Angra 1 e 2; e projetada para Angra 3). Estes residuos continuam ativos por milhares de anos, criando assim também um problema ético, pois a geração presente se beneficia dos serviços prestados pela eletricidade, e acabam legando as gerações futuras os residuos radioativos.

Diante das evidências, tristemente constatadas em Fukushima no ano passado envolvendo a emissão de material radioativo para o meio ambiente, provocando a retirada de mais de 100 mil pessoas, ainda resta muito a fazer para acabar de vez com esta tragédia. O chamado programa de descontaminação iniciado recentemente prevê reabilitar uma área de 20.000 km2 da região mais exposta a precipitação radioativa, e assim possibilitar o retorno das pessoas que de lá foram retiradas. Serão liberados pelo governo japones 13 bilhões de dólares para esta finalidade. Estima-se que no caso dos reatores 1,2 e 3 o combustivel fundido será retirado em prazo próximo a 25 anos, e que somente depois, estas unidades serão desmanteladas (descomissionadas), o que deverá levar mais 15 anos. Ou seja, as unidades da central de Fukushima Daiichi somente se tornarão um mausoleu definitivo para a posteridade em 2052. Lembrando que todo este trabalho ao longo dos próximos 40 anos será realizado na maioria por operários que trabalharão em ambiente de alta radioatividade.

A catástrofe em território japones foi um grande exemplo/aviso para o mundo, contribuindo efetivamente para o aumeto da desconfiança na indústria nuclear. Como consequência aumentou a rejeição da opinião pública global ao uso da energia nuclear, e vários países entenderam este alarme e anunciaram o cancelamento dos seus programas nucleoelétricos. Pesquisas de opinião pública realizadas em paises que já tem usinas nucleares, o Brasil incluído, indicaram que 69% dos entrevistados rejeitam a construção de novas usinas. No Brasil 79% dos entrevistados dizem se opor a construção destas usinas.

Não há, portanto, razões para investir mais em energia nuclear no Brasil. Para garantir a segurança energética o país dispõe de recursos renováveis abundantes e diversos que podem atender a uma demanda eficientizada, sem desperdicios e com geração descentralizada, além da complementaridade entre as diversas fontes energéticas.
Fonte:http://mercadoetico.terra.com.br
* Heitor Scalambrini Costa é professor associado da Universidade Federal de Pernambuco. Graduado em Física pela UNICAMP. Doutor em Energética na Univ. de Marselha/Comissariado de Energia Atômica-França

13.3.12

Rio+20: Religiões por direito

Vinte anos depois da Eco-92, acontece no Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável. Conhecido como Rio+20, o evento reunirá representantes governamentais de todo o mundo e, oficialmente, tem os seguintes objetivos: assegurar um comprometimento político renovado para o desenvolvimento sustentável, avaliar o progresso feito até o momento e as lacunas que ainda existem na implementação dos resultados dos principais encontros sobre desenvolvimento sustentável, além de abordar os novos desafios emergentes.
Sabe-se que, infelizmente, na maioria dos casos, os governantes estão a serviço do capital internacional. Por essa razão, o tema da "economia verde" como forma de erradicação da pobreza deve receber grande atenção na Conferência. Não se espera do evento oficial que se assumam compromissos mais sérios em relação à crise ambiental e à superação da desigualdade social. Por essa razão a sociedade civil organiza sua própria conferência.
A Cúpula dos povos
Enquanto as representações governamentais estiverem reunidas, a sociedade civil também se encontrará, buscando colocar suas propostas e exercer pressão sobre as elites dirigentes. É a Cúpula dos Povos, que espera reunir 50.000 pessoas.
Após uma grande marcha de abertura, diversas atividades serão realizadas, no intuito de desmascarar as falsas promessas da "economia verde" defendida pelas grandes empresas. O tema aglutinador será "Na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental".
Religiões por direito
Conscientes de seu papel na influência sobre o comportamento da humanidade em relação ao meio ambiente, as diversas religiões se organizam para exigir de si mesmas, dos governantes e empresas compromisso com o planeta. Espiritualidade e Ética são serão a tônica das atividades, que acontecerão no espaço já "batizado" como Religiões por Direito.
O CEBI participa das atividades de preparação e se fará presente no evento especialmente através de duas frentes:
- por meio do Fórum de Brasileiro de Organismos Ecumênicos, ligado à ACT (FEACTBR);
- por meio da presença do CEBI-RJ na organização e nas atividades locais.
Com informações Centro de Estudos Bíblicos – CEBI
  AutorCarolina Maciel
Fonte:http://www.koinonia.org.br

Convite


12.3.12

Crianças confiam mais no Google do que nos pais para tirar dúvidas



 

Mariana Coutinho Para o TechTudo
Child using Apple iPad 2 tablet computer at homeCriança acessando o Google no iPad
(Foto: Reprodução)
Há alguns anos, quando uma criança tinha uma dúvida, era fácil prever que encheria os pais de perguntas. As novas tecnologias, porém, mudaram esse quadro. Uma pesquisa britânica da Birmingham Science City mostrou que 54% dos pequenos de 6 a 15 anos perguntam primeiro ao Google, e só depois aos pais e professores.

Os números impressionam. Apenas 19% dos entrevistados já usaram um dicionário impresso. As enciclopédias vieram em último lugar na pesquisa, com um quarto das crianças admitindo que nunca viram e nem sabem o que é uma. Os palpites do que seria uma enciclopédia incluíram um meio de transporte e uma ferramenta usada em operações.

Os professores também não se saíram nada bem. Apenas 3% das crianças disseram que procurariam a resposta com um professor. O estudo, que entrevistou 500 crianças de 6 a 15 anos, destacou a importância que a tecnologia passou a ter nessa nova geração. Quase metade das crianças usa o Google pelo menos cinco vezes por dia.
Via Daily Mail

11.3.12

Brasileiros usam 15 bilhões de sacolas plásticas por ano no país

Priscilla Mazenotti
Da Agência Brasil, em Brasília 
 
No Brasil, estima-se que o uso de sacola plástica seja de 41 milhões por dia, 1,25 bilhão por mês e 15 bilhões por ano. Mas os consumidores brasileiros representam apenas uma parte do uso mundial do produto. Dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) indicam que, no mundo, são distribuídas de 500 bilhões a 1 trilhão de sacolas plásticas por ano. Dar uma destinação adequada a essas sacolas e incentivar o uso das chamadas ecobags tem sido prioridade em muitos países.

Na Irlanda, por exemplo, as sacolas plásticas foram vendidas, inicialmente, 0,15 centavos de euro por sacola. Com isso, houve a redução de 94% no consumo individual. Antes de 2002, quando a lei foi instituída, cada consumidor usava 300 sacolas por ano. Agora, o número é de 21 sacolas anuais. Hoje, o preço da sacola é de 0,22 centavos de euro. O comércio oferece sacolas retornáveis.

Na Inglaterra, as sete maiores redes atacadistas assinaram acordo voluntário com o governo para reduzir à metade o consumo de sacolas plásticas até 2009. Para atingir a meta, houve investimento em ações de educação e conscientização dos consumidores, além da adoção de programas de fidelidade e campanhas de reciclagem.

Os Estados Unidos e o Canadá não possuem leis nacionais regulando o uso de sacolas. Nesses países, cabe a cada estado adotar sua norma. Em Washington, capital norte-americana, há a cobrança de US$ 0,05 para cada sacola plástica ou de papel usada no comércio.

Em Toronto, no Canadá, desde 2009 os comerciantes cobram US$ 0,05 por sacola plástica. O governo local incentiva que o dinheiro arrecadado seja usado na própria comunidade ou em iniciativas ambientais.

9.3.12

Parabéns Gustavo Kuerten

Gustavo Kuerten (Florianópolis, 10 de setembro de 1976), conhecido como Guga, apelido afetivo comum no Brasil para o prenome Gustavo, é um ex-tenista profissional brasileiro, considerado o maior tenista masculino da história do Brasil.

Hall da Fama

Guga será incluído no International Tennis Hall of Fame em 14 de julho de 2012, se tornando o 2º atleta do tênis brasileiro (após Maria Esther Bueno, que foi incluída em 1978) a receber esta honraria. 

 Títulos

 Juvenil

Finais em simples, duplas e equipes: 11 (9 campeonatos e 2 vice-campeonatos)
Título por equipes: 1 campeonato
  • 1993 - Campeão Sul-Americano (Saibro)
Títulos em simples: 7 campeonatos e 1 vice-campeonato
  • 1993 - Campeão Mundial de 18 Anos (Sunshine Cup) (Saibro)
  • 1993 - Campeão do Challenger de Campinas (Saibro)
  • 1994 - Campeão de 3 Etapas do Circuito Cosat (Saibro)
  • 1994 - Campeão Brasileiro de 18 Anos (Saibro)
  • 1994 - Campeão da Copa Davis (Saibro)
  • 1994 - Campeão do Torneio Satélite de Portugal (Saibro)
  • 1994 - Campeão do Torneio Satélite da Colômbia (Saibro)
  • 1994 - Vice-Campeão do Orange Bowl (Saibro)
Títulos em duplas: 1 campeonato e 1 vice-campeonato
  • 1994 - Campeão de Roland Garros (Saibro)
  • 1994 - Vice - Campeão do Orange Bowl (Saibro)

  Profissional

Finais em simples e duplas: 41 (30 campeonatos e 11 vice-campeonatos)
Títulos em simples: 22 campeonatos e 9 vice-campeonatos
  • 1996 - Campeão do Challenger de Campinas (Saibro)
  • 1997 - Campeão do Challenger de Curitiba (Embratel Cup) (Saibro)
  • 1997 - Campeão do Grand Slam de Roland Garros(França) (Saibro)
  • 1997 - Vice - Campeão do Master Series de Montreal (Canadá) (Rápida)
  • 1997 - Vice - Campeão do ATP Tour de Bolonha (Itália) (Saibro)
  • 1998 - Campeão do ATP Tour de Palma de Mallorca (Espanha) (Saibro)
  • 1998 - Campeão do ATP Tour de Stuttgart (Alemanha) (Saibro)
  • 1999 - Campeão do Master Series de Monte Carlo (Mônaco) (Saibro)
  • 1999 - Campeão do Master Series de Roma (Itália) (Saibro)
  • 2000 - Campeão do ATP Tour de Santiago (Chile) (Saibro)
  • 2000 - Vice - Campeão do Master Series de Miami (E.U.A.) (Rápida)
  • 2000 - Vice - Campeão do Master Series de Roma (Itália) (Saibro)
  • 2000 - Campeão do Master Series de Hamburgo (Alemanha) (Saibro)
  • 2000 - Campeão do Grand Slam de Roland Garros (França) (Saibro)
  • 2000 - Campeão do ATP Tour de Indianápolis (E.U.A.) (Rápida)
  • 2000 - Campeão do Master Cup de Lisboa (Portugal) (Rápida)
  • 2001 - Campeão do ATP Tour de Buenos Aires (Argentina) (Saibro)
  • 2001 - Campeão do ATP Tour de Acapulco (México) (Saibro)
  • 2001 - Campeão do Master Series de Monte Carlo (Mônaco) (Saibro)
  • 2001 - Vice - Campeão do Master Series de Roma (Itália) (Saibro)
  • 2001 - Campeão do Grand Slam de Roland Garros (França)(Saibro)
  • 2001 - Campeão do ATP Tour de Stuttgart (Alemanha) (Saibro)
  • 2001 - Campeão do Master Series de Cincinnati (E.U.A.) (Rápida)
  • 2001 - Vice - Campeão do ATP Tour de Indianápolis (E.U.A.) (Rápida)
  • 2002 - Campeão do ATP Tour Brasil Open na Bahia (Brasil) (Rápida)
  • 2002 - Vice - Campeão do ATP Tour de Lyon (França) - (Rápida)
  • 2003 - Campeão do ATP Tour de Auckland (Nova Zelândia) (Rápida)
  • 2003 - Vice - Campeão do Master Series de Indian Wells (E.U.A.) (Rápida)
  • 2003 - Campeão do ATP Tour de São Petesburgo (Rússia) (Rápida)
  • 2004 - Vice - Campeão do ATP Tour de Viña Del Mar (Chile) (Saibro)
  • 2004 - Campeão do ATP Tour Brasil Open na Bahia (Brasil) (Saibro)
Títulos em duplas: 8 campeonatos e 2 vice-campeonatos
  • 1996 - Campeão do Challenger de Campinas (Saibro)
  • 1997 - Campeão do ATP Tour de Santiago (Chile) (Saibro)
  • 1996 - Campeão do ATP Tour de Bratislava (Rep. Eslovaca) (Saibro)
  • 1996 - Campeão do ATP Tour de Punta Del Este (Uruguai) (Saibro)
  • 1997 - Campeão do ATP Tour de Bolonha (Itália) (Saibro)
  • 1997 - Campeão do ATP Tour de Estoril (Portugal) (Saibro)
  • 1997 - Campeão do ATP Tour de Stuttgart (Alemanha) (Saibro)
  • 2001 - Campeão do ATP Tour de Acapulco (México) (Saibro)
  • 2002 - Vice - Campeão do Master Series de Paris (França) (Rápida)
  • 2002 - Vice - Campeão do ATP Tour Brasil Open na Bahia (Brasil) (Rápida)

  Outras conquistas e curiosidades

  • 1º no ranking mundial de simples (43 Semanas)
  • 38º no ranking mundial de duplas (1997)
  • carreira juvenil: 3º no ranking mundial de simples e 2º no ranking mundial de duplas
  • saque mais veloz: 212 km/h (Gstaad, Suíça, 1999)
  • Melhor Tenista do Ano (2000)
  • 2º Melhor Tenista do Ano (2001)
  • Líder do ranking brasileiro em simples durante mais de 9 anos (de novembro de 1996 a fevereiro de 2005)
  • Melhor Tenista da América do Sul (1999, 2000 e 2001)
  • Melhor Atleta Brasileiro (1999, 2000, 2001)
  • Semifinalista da Copa Davis (2000)
  • Prêmio Catarinense do Século
  • Medalha Cruz do Mérito de São Paulo
  • Primeiro tenista a alcançar e vencer sua primeira final de alto nível em um Grand Slam.
  • Em 13 de junho de 2009, venceu uma reedição da final de Roland Garros de 1997 derrotando Sergi Bruguera por 7/6 e 6/4 em Florianópolis.
  • Em 2005, a revista "Tennis Magazine" o colocou na 37a posição na lista "The 40 Greatest Players of the Tennis Era" (Os 40 Melhores Tenistas da Era Aberta). Nesta lista também estavam inclusas tenistas femininas.
 Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Gustavo_Kuerten

Curso de Capacitação reúne educadores do Instituto Guga Kuerten



Curso de Capacitação reúne educadores do Instituto Guga Kuerten
Março marca o reinício das atividades com os educandos do IGK. Mas, antes de retomar as atividades são os educadores quem recebem treinamento. Na semana passada todos os profissionais (educadores, estagiários e voluntários) que trabalham no Programa Campeões da Vida participaram da 22ª. edição do Curso de Capacitação, na Astel, em Florianópolis.

A equipe do IGK apresentou a temática que será trabalhado em 2012: “Aprender é Nota 10”, slogan que direcionará as ações educativas desenvolvidas no projeto durante todo o ano. Os educadores, novos e veteranos, revisaram os quatro pilares da educação, conceitos que servem de base para a metodologia de aprendizagem do IGK, recomendados pela UNESCO: Aprender a Conhecer, Aprender a Fazer, Aprender a Conviver e Aprender a Ser.

As atividades foram iniciadas com as apresentações, os 50 participantes do curso tiveram oportunidade para se conhecer e trocaram informações sobre a área de atuação de cada profissional no projeto. Logo em seguida foram realizadas as atividades esportivas na qual os participantes vivenciaram, debateram e conheceram a metodologia de ensino aplicado nas ações educacionais.

Os profissionais que atuam no IGK também conheceram os outros programas desenvolvidos pelo Instituto, como o FAPS – Fundo de Apoio a Projetos Sociais, que apoia de forma técnica ou através de recursos financeiros organizações sociais em todo o Estado. Em nove edições a ação já abrangeu 161 municípios catarinenses, atendendo 188 organizações, e beneficiando um total de 21.630 pessoas. Outros destaques apresentados foram: o Programa de Ações Especiais, Colônia de Férias (Tempo Livre e Vôo Livre) e o Prêmio IGK.

Em 2012, o público atendido pelo projeto Campeões da Vida envolverá 490 crianças e adolescentes, de 7 a 15 anos, que freqüentam as atividades no contraturno escolar, em turmas divididas por faixa etária, nos núcleos Itacorubi, Saco Grande, Palhoça, São José e Campos Novos, além de 30 pessoas com necessidades especiais atendidas quinzenalmente nos núcleos Itacorubi e Saco Grande, no chamado Grupo Inclusivo.

Para o Coordenador Esportivo do IGK, Marcelo Neiva de Lima, o evento foi importante para realizar o planejamento estratégico das atividades para o ano de 2012, o que ocorreu na parte da tarde. Além de validar sugestões, aperfeiçoamento, opiniões que se somam as ações nas áreas de Educação Física, Psicologia, Serviço Social, Biblioteconomia, Informática, Jornalismo, Artes Cênicas e Pedagogia. “Foi importante também para colocar em dia a convivência com todos os educadores em torno do projeto”, explicou.


Visite o site:http://www.igk.org.br

Maior mostra de rock da América Latina chega a São Paulo em abril

John Lennon, por Bob Gruen. Fotógrafo terá fotos exposta no 'Let's Rock' . Foto: Bob Gruen/Divulgação John Lennon, por Bob Gruen. Fotógrafo terá fotos exposta no 'Let's Rock'
Foto: Bob Gruen/Divulgação

 
São Paulo recebe a partir do dia 4 de abril a exposição Let's Rock, a maior mostra referente ao gênero musical produzida na América Latina. Com pocket shows, workshops, fotos e documentários espalhados em mais de 10 mil m² da Oca, no Parque do Ibirapuera, o evento acontece até o dia 27 de maio.
Ouça músicas grátis no Sonora
Em uma parceria com museus como o Rock and Roll Hall of Fame and Museum, de Cleveland, nos Estados Unidos, e colecionadores nacionais e internacionais, a exposição irá mostrar alguns dos principais fatos das seis décadas da história do rock, desde os anos 1950 até a primeira década do século XXI.
A exposição apresenta bandas e artistas que revolucionaram o rock n' roll, como Led Zeppelin, Pink Floyd e Jimi Hendrix, além dos brasileiros que fizeram história no gênero, como Sepultura, Secos & Molhados e Mutantes. Tudo em três andares de mostra, que ainda conta com uma coleção de instrumentos clássicos e capas memoráveis da revista Rolling Stone.
Let's Rock também relembra aqueles que apresentaram o apelo visual do rock n' roll: os fotógrafos. Entre eles estão trabalhos de Bob Gruen e dos brasileiros Rui Mendes e Marcelo Rossi.
Serviço
Let's Rock: A Exposição - de 4 de abril a 27 de maio
Oca - Parque do Ibirapuera
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, S/Nº, portão 3
Entrada: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia para idosos e estudantes)
Dias e horário: de terça a domingo, das 10h às 22h

Fonte:http://musica.terra.com.br/noticias

Com nanotecnologia, Nokia mostra superfície que repele água


 


Nokia usa nanotecnologia para criar superfície que repele a água. Foto: Nokia/Reprodução Nokia usa nanotecnologia para criar superfície que repele a água
Foto: Nokia/Reprodução

A Nokia apresentou um tipo de superfície capaz de repelir água, algo que deve ser bastante útil para evitar o contado de líquidos com a tela de um dispositivo. Chamado de super-hidrofóbico, o material usa nanotecnologia para capturar uma camada de ar e criar uma superfície que não molha, funcionando como uma película de proteção.
Leia a notícia completa e assista ao vídeo demonstrando a tecnologia no TecMundo.
Terra

7.3.12

O Dia da Mulher nasceu das mulheres socialistas

Quando começou a ser comemorado o Dia Internacional da Mulher? Quando começou a luta das mulheres por sua libertação? Qual é a influência do movimento socialista na luta das mulheres? E o 8 de Março, como nasceu? A data teve origem a partir do quê? Onde? Estas e outras questões mereceram uma atenção especial em 2003, quando nos jornais e na Internet apareceram repetidamente versões diferentes. Todas, no entanto, esqueceram a palavra-chave, que está na luta da mulher por sua libertação: mulher “socialista”.

 Em 2003, nas vésperas do 8 de Março, o jornal cearense O Povo publicou um longo artigo de uma professora da Universidade Federal do Ceará (UFCE) que deixou muita gente assustada. O mesmo aconteceu com vários artigos que circularam pela Internet.

Para encarecer a dose, logo após a comemoração do Dia Internacional da Mulher, em 2003, o novo jornal que acabara de sair, Brasil de Fato, no seu número 1, também trazia um artigo da mesma professora da UFCE, Dolores Farias, que reafirmava o que ela havia escrito no jornal O Povo, dias antes.

Houve pessoas que ficaram furiosas com a contestação da origem da data do Dia Internacional da Mulher. Procurando entender o porquê desta confusão.

Na verdade, a questão da origem do 8 de Março já é discutida há uns 40 anos. Em 1996, o Jornal do Brasil trazia um artigo da professora da UFRJ, Naumi Vasconcelos, no qual ela dizia que a tal greve de Nova Iorque, em 1857, quando teriam morrido 129 operárias queimadas vivas, nunca existiu. E ela afirma que a origem desta data é bem outra.

No mesmo ano, em março, Conselho de Classe jornal do SEPE, Sindicato dos Profissionais de Educação da rede pública do Estado do Rio de Janeiro, trazia um artigo da mesma professora Naumi, com o título sugestivo de: Quem tem medo do 8 de Março? Este mesmo texto da Naumi já tinha sido publicado no mensário Em Tempo, pouco antes.

Uma pesquisa de 12 anos
Neste artigo, a autora citava, como fonte fundamental para a discussão, um livro de uma pesquisadora canadense intitulado:
O Dia Internacional da Mulher – Os verdadeiros fatos e datas das misteriosas origens do 8 de março, até hoje confusas, maquiadas e esquecidas.

Este livro, da autora canadense Renée Côté, saiu em 1984, mas estranhamente ficou esquecido por várias razões. O livro da Renée é totalmente antiacadêmico, anticonvencional. Mas, mais do que a forma, o que fez o livro cair em esquecimento é o que ela afirma, que incomoda muita gente. Ela prova por a+b, ao longo de 240 páginas, que as certezas criadas nos anos de 1960, 70 e 80 pelos movimentos feministas, a respeito do surgimento do 8 de Março, são pura ficção.

Ela derruba um mito caro às mulheres feministas, que tanto penaram para afirmar esta data. Além disso, o livro acabou caindo no esquecimento porque é mais fácil aceitar versões já consolidadas de histórias, caras às nossas vidas, do que questionar mitos estabelecidos. Assim como, para muitos, é mais fácil aceitar a historinha de Adão e Eva, criados do barro, uns seis mil anos atrás, do que questionar as origens do homem, bem mais complexas, centenas de milhares de anos atrás.

Há um outro fator determinante que fez o livro da autora canadense cair no limbo: ela deixa transparecer, o tempo todo, sua visão favorável à autonomia dos movimentos sociais frente aos partidos e mostra uma prevenção à própria idéia de partido político.

O livro se insere no grande leito de luta autonomista, típica dos movimentos de esquerda dos anos 70. Isto cria uma animosidade com muitos setores da esquerda mais influente, que poderiam divulgar sua obra. Mas, deixando de lado simpatias, ou alergias, vamos entrar no cipoal deste mito.

A explicação da origem do mito da greve de Nova Iorque de 1857, nos EUA, e do esquecimento de outra greve real, concreta e julgada inoportuna pelo Partido e pelo Sindicato, de 1917 na Rússia, vamos ver só no final do artigo. A questão-chave é ver por quê, no mundo bipolar da Guerra Fria dos anos 60 do século passado, os dois blocos em disputa aceitaram a versão de uma greve de mulheres, em 1857, nos EUA, e esqueceram uma outra greve de mulheres, em 1917, na Rússia. Os motivos são mais políticos que psicológicos.

Há vários estudos, cada um acompanhado de uma vasta bibliografia, que vão no mesmo sentido das pesquisas da Renée Côté. Entre eles destacamos os artigos “8 de Março: Conquistas e Controvérsias” de Eva A. Blay, de 1999. Outro estudo é de Liliane Kandel, de 1982, “O Mito das Origens: sobre o Dia Internacional da Mulher”. Outro texto muito rico é da Sempreviva Organização Feminista (SOF), de 2000, “8 de Março, Dia Internacional da Mulher: em busca da memória perdida”. Vamos apresentar a síntese destas recuperações históricas.

O clima mundial quando nasceu o mito de 1857

Na década de 60 o mundo vivia uma grande convulsão político-ideológica. Somente no começo dos anos 70, o jogo se define e o bloco ocidental americano, isto é, capitalista, leva a melhor sobre o bloco soviético, socialista. A chegada do homem à lua, por parte dos americanos, em 69, definiu o destino da humanidade por várias décadas e, quem sabe, séculos. A URSS, a partir dessa data, entra em rápida decadência e o bloco americano caminha rumo ao império neoliberal mundial.

Esta década foi um vendaval nos costumes e ideologias do mundo. Mexeu com todo o equilíbrio político-cultural do planeta. Os anos 60 começam com a vitória do povo da Argélia contra o colonizador francês que foi o estopim das guerras de libertação no Congo, Senegal, Nigéria, Ghana e em toda a África.

A China vivia sua Revolução Cultural, com o famoso Livro Vermelho de Mao Tse Tung, que influenciava milhões de jovens no mundo inteiro. O Vietnã, após ter derrotado a França em 54, enfrentava e preparava a derrota do maior exército do mundo. Os países ex-coloniais tinham criado o movimento dos Não-alinhados. O mundo árabe, sob a liderança de Nasser, começava a se mexer.
Enquanto isso, a Revolução Cubana, com os barbudos Fidel e Che, era um modelo para os revolucionários da América Latina e do mundo.

No bloco soviético, aumentava a contestação interna com a Primavera de Praga, em 68, na República Tcheca. Enquanto isso, a Igreja Católica vivia as dores do parto do nascimento da Teologia da Libertação, pós-Concílio Vaticano II, que negava o apoio a exploradores, opressores, colonizadores e senhores da guerra, com suas cruzadas, e começava a falar em libertação dos oprimidos.

No mundo ocidental, os costumes tradicionais eram contestados pela entrada em cena do mundo jovem: Beatles, Woodstock, Black Power, movimento hippie e Panteras Negras. Na América Latina, faziam-se guerrilhas contra ditadores representantes do capital local e capachos do imperialismo americano.

As mulheres americanas e européias haviam descoberto a pílula e as dos países do Terceiro Mundo, a metralhadora, nas guerrilhas lado a lado com os homens.

No Ocidente, os estudantes passaram dos livros de Marcuse a Alexandra Kollontai e Wilhem Reich com sua Revolução Sexual e A Função do Orgasmo. As mulheres americanas se manifestavam contra a Guerra do Vietnã e falavam em Women’s Lib, libertação das mulheres.

Os estudantes erguiam barricadas em Paris, tomavam as ruas em Praga, Berkley e Rio de Janeiro e falavam de revolução e de amor: revolução social e sexual. E as feministas nas suas manifestações falavam de “mística feminina” e queimavam sutiãs nas praças públicas.

Nesse caldeirão cultural mundial, em Chicago, em 1968 e em Berkley, em 69, se retoma, através de boletins e jornais feministas, a idéia do Dia Internacional da Mulher. Só que se esquece de que no começo do século, quando nasceu o Dia da Mulher, se acrescentava a qualificação de socialista. Este dia tinha caído no esquecimento, enterrado por sucessivas avalanches históricas.

As duas guerras mundiais, a burocratização stalinista da União Soviética e o avanço do capitalismo ocidental na sua versão clássica americana, ou na sua versão socialdemocrata européia, cada vez menos socialista, não tinham interesse em comemorar o 8 de Março.

Nos países comunistas, após a 2ª Guerra Mundial, voltaram as comemorações do 8 de Março. Mas estas eram mais para louvar a política dos seus respectivos governos do que para encaminhar a luta pela total libertação da mulher.

É nesse clima político-ideológico que será retomada a idéia de se comemorar uma data internacional para a luta de libertação das mulheres.

A origem do mito da greve de 1857

A primeira menção a essa greve, sem nenhum dos detalhes que serão acrescentados posteriormente, aparece no jornal do Partido Comunista Francês, na véspera do 8 de Março de 1955. Mas onde se dá a fixação da data do 8 de março, devido a esta greve, é numa publicação, que apareceu em Berlim, na então República Democrática Alemã, da Federação Internacional Democrática das Mulheres. O boletim é de 1966.

O artigo fala rapidamente, em três linhas, do incêndio que teria ocorrido em 8 de março de 1857 e depois diz que em 1910, durante a 2ª Conferência da Mulher Socialista, a dirigente do Partido Socialdemocrata Alemão, Clara Zetkin, em lembrança à data da greve das tecelãs americanas, 53 anos antes, teria proposto o 8 de Março como data do Dia Internacional da Mulher.

A confusão feita pelo jornal L ´Humanité não fala das 129 mulheres queimadas. Aonde se começa a falar desta mulheres queimadas é na publicação da Federação das Mulheres Alemã, alguns anos depois. Esta historinha fictícia teve origem, provavelmente, em duas outras greves ocorridas na mesma cidade de Nova Iorque, mas em outra época. A primeira foi uma longa greve real, de costureiras, que durou de 22 de novembro de 1909 a 15 de fevereiro de 1910.

A segunda foi uma outra greve, uma das tantas lutas da classe operária, no começo do século XX, nos EUA. Esta aconteceu na mesma cidade em 1911. Nessa greve, em 29 de março, foi registrada a morte, durante um incêndio, causado pela falta de segurança nas péssimas instalações de uma fábrica têxtil, de 146 pessoas, na maioria mulheres imigrantes judias e italianas.

Esse incêndio foi, evidentemente, descrito pelos jornais socialistas, numerosos nos EUA naqueles anos, como um crime cometido pelos patrões, pelo capitalismo.

Essa fábrica pegando fogo, com dezenas de operárias se jogando do oitavo andar, em chamas, nos dá a pista do nascimento do mito daquela greve de 1857, na qual teriam morrido 129 operárias num incêndio provocado propositadamente pelos patrões.

E como se chegou a criar toda a história de 1857? Por que aquele ano? Por que nos EUA? A explicação, provavelmente, é a combinação de casualidades, sem plano diabólico pré-estabelecido. Assim como nascem todos os mitos.

A canadense Renée Côté pesquisou, durante dez anos, em todos os arquivos da Europa, EUA e Canadá e não encontrou nenhuma traça da greve de 1857. Nem nos jornais da grande imprensa da época, nem em qualquer outra fonte de memórias das lutas operárias.

Ela afirma e reafirma que essa greve nunca existiu. É um mito criado por causa da confusão com as greves de 1910; de 1911, nos EUA; e 1917, na Rússia.

Essa confusão se deu por motivos históricos políticos, ideológicos e psicológicos que ficarão claros no fim do artigo.

Pouco a pouco, o mito dessa greve das 129 operárias queimadas vivas se firmou e apagou da memória histórica das mulheres e dos homens outras datas reais de greves e congressos socialistas que determinaram o Dia das Mulheres, sua data de comemoração e seu caráter político.

Já em 1970, o mito das mulheres queimadas vivas estava firmado. Rapidamente foi feita a síntese de uma greve que nunca existiu, a de 1857, com as outras duas, de costureiras, que ocorreram em 1910 e 1911, em Nova Iorque.

Nesse ano de 1970, com centenas de milhares de mulheres americanas participando de enormes manifestações contra a guerra do Vietnã e com um forte movimento feminista, em Baltimore, EUA, é publicado o boletim Mulheres-Jornal da Libertação. Neste já se reafirmava e se consolidava a versão do mito de 1857.

Mas, na França, essa confusão não foi aceita tranqüilamente por todas e todos. O jornal nº 0, de 8 de março de 1977, História d´Elas, publicado em Paris, alerta para esta mistura de datas e diz que, em longas pesquisas, nada se encontrou sobre a famosa greve de Nova Iorque, em 1857. Mas o alerta não teve eco.

Dolores Farias, no seu artigo no Brasil de Fato, nº 2, nos lembra que, em 1975, a ONU declarou a década de 75 a 85 como a década da mulher e reconheceu o 8 de março como o seu dia. Logo após, em 1977, a Unesco reconhece oficialmente este dia como o Dia da Mulher, em homenagem às 129 operárias queimadas vivas.

No ano de 1978, o prefeito de Nova Iorque, na resolução nº 14, de 24/1, reafirma o 8 de março como Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado oficialmente na cidade de Nova Iorque.

Na resolução, cita expressamente a greve das operárias de 1857, por aumento de salário e por 12 horas de trabalho diário, e mistura esta greve fictícia com uma greve real que começou em 20 de novembro de 1909. O mito estava fixado, firmado e consolidado. Agora era só repeti-lo.
Por que a cor lilás?

A partir de 1980, o mundo todo contará esta história acreditando ser verdadeira. Aparecerá até um pano de cor lilás, que as mulheres estariam tecendo antes da greve. Daquela greve que não existiu. A mitologia nasce assim. Cada contador acrescenta um pouquinho. “Quem conta um conto aumenta um ponto”, diz nosso ditado.

Por que não vermelho? Porque vermelhas eram as bandeiras das mulheres da Internacional.

Vermelhas eram as bandeiras de Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alexandra Kollontai, delegadas dos seus partidos, à 1ª Conferência das Mulheres Socialistas, em 1907; e da 2ª, na Dinamarca, em 1910. Nesta última foi decidido que as delegadas, nos seus países, deveriam comemorar o Dia da Mulher Socialista.

A cor lilás na luta das mulheres tem uma origem engraçada. A feminista Sylvia Pankrust nos conta que esta foi adotada pelas sufragistas inglesas, em 1908, junto com outras duas cores, como símbolo de sua luta. Estas lutadoras pelo direito de voto escolheram o lilás, o verde e o branco. O lilás se inspirava na cor da nobreza inglesa, o branco simbolizava a pureza da luta feminina e o verde a esperança da vitória.

Historicamente, vamos reencontrar a cor lilás na retomada do feminismo, nos anos 60. O vermelho estava muito ligado aos Partidos Comunistas do Bloco Soviético que, na verdade, já tinham muito pouco de socialismo, ou de comunismo. Além disso, historicamente, vários destes partidos pouco apoio haviam dado às lutas específicas das mulheres.

A expressão “Libertação da Mulher” não era própria destes partidos. Neles, a luta da mulher era vista quase só com o objetivo de integrá-la à luta de classe. A luta feminista, para muitos comunistas, só atrapalhava a luta geral do proletariado. Tirava forças da luta principal.

Foi nesse clima que, nas décadas de 60 e 70 do século passado, a luta feminista foi retomada, num processo de auto-organização das mulheres. No movimento feminista havia uma forte crítica à prática da maioria dos partidos e sindicatos. Muitos movimentos se organizaram de forma autônoma, lutando para garantir sua independência.

Assim, várias feministas adotadaram a cor lilás, como uma nova síntese entre as cores azul e rosa. O vermelho das bandeiras das mulheres da Internacional foi esquecido. Na década de 70, as mulheres socialistas reafirmavam a origem socialista do 8 de Março, ao mesmo tempo em que várias delas assumiam a cor lilás como cor específica da luta feminista.
A libertação da mulher tem origem na luta socialista

A idéia da libertação da mulher nasceu na terra fértil do movimento socialista mundial, no final do século XIX e começo do século XX.

As raízes desta batalha podem ser encontradas nos escritos de Marx e Engels. A visão da família, da mulher proletária e da burguesa que permeiam A Origem da Família, da Propriedade e do Estado, de Engels, é a base da visão dos socialistas sobre a necessidade da libertação da mulher proletária. A frase de Marx, “A opressão do homem pelo homem iniciou-se com a opressão da mulher pelo homem”, demorou para dar seus frutos, mas deu.

Contemporâneos de Marx, Paul Lafargue e Laura Marx foram batalhadores da igualdade e da libertação feminina, em seus vários escritos, sobretudo em seu livro mais conhecido, Direito à Preguiça.

Clara Zetkin, desde 1890, logo após a fundação da Internacional Socialista, começou a falar, escrever e organizar a luta das mulheres visando a integrá-las à luta socialista. Visando a que elas tomassem seu lugar na luta de classes, na revolução socialista que estava próxima.

Fora da 2ª Internacional, a tradição anarquista de uma parte do movimento operário também exigia a igualdade de homens e mulheres. A realidade, naquele começo do movimento da classe trabalhadora ainda era dura: partido e sindicato eram coisas de homem. Mas, mesmo nesse ambiente desfavorável, grandes mulheres passaram a discutir com as maiores lideranças da época e deixaram suas marcas em livros e artigos e na organização das forças revolucionárias.

Foi neste embate de idéias que um dos teóricos da Internacional, August Bebel, em 1885, escreveu seu livro A Mulher e o Socialismo. E é nesse grande rio que deságua o célebre A Nova Mulher e a Moral Sexual, de Alexandra Kollontai, mais de 20 anos depois.

Nesse ambiente de lutas operárias e de discussões teóricas, no campo socialista, é que nasceu a luta pela participação política e, pouco a pouco, pela libertação da mulher.

A partir do começo do século XX, essa batalha das socialistas se cruzou com a do movimento das mulheres independentes, em sua maioria pertencentes às classes média e alta, que estavam em campanha pelo direito de voto. Essas mulheres, nos Estados Unidos e na Inglaterra, ao reivindicar o sufrágio para as mulheres, ficaram conhecidas como as sufragistas e suas relações com as socialistas eram de conflito, devido às visões e a posição de classe diferentes.

As mulheres socialistas criam o Dia da Mulher

Desde 1901, nos EUA, logo após a criação do Partido Socialista, surge a União Socialista das Mulheres, com a finalidade de reivindicar o direito de voto feminino. Entre os anos 1900 e 1908, sempre nos Estados Unidos, nascem vários clubes de mulheres, uns intimamente ligados ao Partido Socialista, outros mais autônomos, anarquistas ou não. Todos exigiam o direito de voto para as mulheres.

Em 1908, a Federação dos Clubes de Mulheres Socialistas de Chicago toma a iniciativa, autônoma, não ligada oficialmente ao Partido Socialista, de chamar para um Dia da Mulher, num teatro da cidade. Era o domingo, 3 de maio. Os debates do dia tinham dois temas de pauta: 1. A educação da classe trabalhadora. 2. A mulher e o Partido Socialista.

Nessa conferência, o palestrante Ben Hanford repetiu uma das idéias-chaves de Engels no seu A Origem da Família da Propriedade e do Estado. Nas palavras do orador, de acordo com Engels, “As mais exploradas são as mães do nosso povo. Elas estão de mãos e pés amarrados pela dependência econômica. São forçadas a vender-se no mercado do casamento, como suas irmãs prostitutas no mercado público.”

Mas não foi esse encontro independente, no teatro The Garrick, de Chicago, que foi reconhecido pelo Partido Socialista como começo da comemoração do Dia da Mulher. A iniciativa desse dia tinha nascido fora da estrutura oficial do Partido.

O primeiro dia da Mulher, nacional, assumido pelo Partido, foi no ano seguinte, em Nova Iorque, em 28 de fevereiro de 1909. Em outras cidades do País, como Chicago, o dia foi celebrado em outras datas.

O objetivo desse dia, convocado pelo Comitê Nacional da Mulher do Partido Socialista americano, “era obter o direito de voto e abolir a escravidão sexual.” O panfleto de convocação dizia: “A realização da revolução das mulheres é um dos meios mais eficazes para a revolução de toda a sociedade.”

Desde o começo do século, nos EUA havia um importante movimento pelo voto feminino, fora da órbita dos socialistas. A maioria das mulheres do Partido consideravam esse movimento como um movimento de mulheres brancas e de classe média.

Dentro do Partido Socialista havia um constante vai-e-vem sobre esse tema. Por seu lado, as mulheres anarquistas não viam nenhum sentido na luta pelo voto, nem das mulheres e nem dos homens. O meio para construir uma nova sociedade, e a igualdade entre homens e mulheres, na visão anarquista, não seria certamente o voto, e sim a ação direta revolucionária. A principal porta-voz desta visão era a revolucionária anarquista Emma Goldman.

O ambiente americano favorecia esta reivindicação do direito de voto. Até o ano de 1909, somente em quatro estados era reconhecido o direito ao voto feminino. A extensão do voto para toda mulher americana só viria em 1920.

Na Europa, o movimento das mulheres socialistas, liderado por Clara Zetkin, também era cheio de zige-zagues.

No começo, dentro da Internacional, se levava uma guerra sistemática contra a luta pelo direito de voto feminino, visto como uma forma de desviar as forças revolucionárias das mulheres e considerado como uma reivindicação burguesa. Era assim que eram tachadas as sufragistas, seja da Europa que da América, pelos socialistas.

Essa visão européia será adotada pelo Partido Socialista americano, em meio a grandes debates e com vozes discordantes. No meio do calor e das contradições desse debate, na 1ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em 1907, em Stuttgart, 58 delegadas de 14 países elaboraram uma proposição que comprometia os vários Partidos Socialistas a entrar na luta pelo voto feminino. A resolução foi elaborada, na véspera, na casa de Clara Zetkin, por ela e duas camaradas, suas hóspedes: Rosa Luxemburgo e a única russa da Conferência, Alexandra Kollontai.

É nesse clima de embates que, em 1910, o Partido Socialista americano organiza, pela segunda vez, o Dia da Mulher no último domingo de fevereiro, em Nova Iorque. O objetivo do dia é declarado sem rodeios no convite: “Arrolar as mulheres no exército dos camaradas da revolução social.”

Esta comemoração, de 1910 foi marcada por uma grande participação de operárias. Eram as costureiras da cidade que haviam terminado uma longa greve pelo direito de ter o seu sindicato reconhecido. A greve durou de 22 de novembro de 1909 até 15 de fevereiro de 1910, quase na véspera do Dia da Mulher. Foi uma greve longa, dura, com fortes piquetes reprimidos com violência pela polícia, que prendeu mais de 600 pessoas. Encerrada a greve, as costureiras participaram ativamente da preparação e da realização do Dia da Mulher chamado pelo Partido Socialista.

Dois meses depois, em maio, no congresso do partido, realizado em Chicago, foi deliberado que o partido americano enviaria delegados ao Congresso da Internacional, a ser realizado em agosto, com a tarefa, entre outras, de propor ao plenário que o Dia da Mulher fosse assumido pela Internacional. Esse dia deveria tornar-se o Dia Internacional da Mulher, a ser celebrado pelos socialistas, no último domingo de fevereiro de cada ano.

Em agosto desse ano, antes do Congresso da Internacional, se realizou em Copenhague, na Dinamarca, a 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas. Foi então que as delegadas americanas levaram a proposta aprovada no Congresso do seu partido. Assim, aceitando a proposta das delegadas dos Estados Unidos, Clara Zetkin e outras camaradas propõem a realização anual do Dia Internacional da Mulher.

O dia ficou indefinido. Ficou a cargo de cada país escolher a data melhor para comemorar este dia. A resolução aprovada será publicada logo em seguida, no jornal dirigido por Clara, A Igualdade, em 29 de agosto.

As mulheres socialistas de todas as nações organizarão um Dia das Mulheres específico, cujo primeiro objetivo será promover o direito de voto das mulheres. É preciso discutir esta proposta, ligando-a à questão mais ampla das mulheres, numa perspectiva socialista.” A outra proposta, de comemorar o Dia da Mulher junto com a data já clássica da luta operária, o 1º de Maio, defendida por Clara e várias outras delegadas, foi derrotada. O dia da Mulher deveria ser comemorado num dia próprio, específico.

O Dia da Mulher se fixa em 8 de Março

Na Europa, a primeira celebração do Dia Socialista das Mulheres aconteceu em 19 de março de 1911, por decisão da Secretaria da Mulher Socialista, órgão da Internacional. Alexandra Kollontai, que propôs a data, diz que foi para lembrar um levante de mulheres proletárias, na Prússia, em 19 de março de 1848. Nesse dia, escreveu Kollontai, as mulheres conseguiram do rei da Prússia a promessa, depois não cumprida, de obter direito de voto.

Nos EUA, a tradição de realizar o Dia da Mulher no último domingo de fevereiro se repetiu em 1911, 1912 e 1913. Em 1914, será comemorado em 19 de março, seguindo a indicação da Kollontai.
Nos vários países da Europa, após a decisão da 2ª Conferência, onde havia um partido socialista, se começou a comemorar o Dia da Mulher.

Na Suécia, a primeira comemoração foi em 1º de março de 1911. O mesmo aconteceu na Itália.
Na França, o começo do Dia da Mulher foi em 1914, comemorado dia 9 de março, próximo ao Dia da Mulher na Alemanha.

Em 1914, pela primeira vez, na Alemanha, Clara Zetkin e as mulheres socialistas marcam data do Dia da Mulher para 8 de março. Não se explicou o porquê dessa data, pois não precisava. Era um detalhe sem interesse. A data era totalmente indiferente. Tinha que ser qualquer dia. Importante era a realização do dia.

Na Rússia, sob da opressão do czar, o primeiro Dia da Mulher só foi comemorado em 3 de março de 1913.

Em 1914 todas as organizadoras do Dia da Mulher foram presas e com isso não houve comemoração.

Em plena Guerra Mundial, em 1917, na Rússia, as mulheres socialistas realizaram seu Dia da Mulher no dia 23 de fevereiro, pelo calendário russo. No calendário ocidental, a data correspondia ao dia 8 de Março

Em outubro o Partido Bolchevique lidera a grande Revolução Russa, nos “dez dias que abalaram o mundo“.

Essa greve foi documentada nos escritos de Trotsky e de Alexandra Kollontai, ambos membros do Comitê Central do Partido Operário Socialdemocrata Russo e ambos, depois, proscritos pelo stalinismo vencedor. Kollontai escreve: “O dia das operárias, 8 de Março, foi uma data memorável na história. Nesse dia as mulheres russas levantaram a tocha da revolução.”

Mas o texto que melhor nos conta os fatos da greve das operárias da Petrogrado é um longo trecho de Leon Trotsky, no primeiro volume de seu livro História da Revolução Russa. Vale a pena acompanhá-lo:

O 23 de fevereiro era o Dia Nacional das Mulheres. Programava-se, nos círculos da socialdemocracia, de mostrar o seu significado com os meios tradicionais: reuniões, discursos, boletins. Na véspera, ninguém teria imaginado que este Dia das Mulheres pudesse ter inaugurado a revolução.

Nenhuma organização planejava alguma greve para aquele dia. Ainda por cima, uma das combativas organizações bolcheviques, o Comitê dos Tecelões de Rayon, formado essencialmente por operários, desaconselhava qualquer greve. O estado de espírito da massa, segundo Kaiurov, um dos chefes operários deste setor, era muito tenso e cada greve ameaçava tornar-se um confronto aberto.

O Comitê julgava que o momento de começar hostilidades ainda não tinha chegado e que o Partido ainda não tinha forças suficientes e, ao mesmo tempo, a união entre soldados e operários ainda era insuficiente. Por isso tinha decidido não chamar para greve, mas para se preparar para a ação revolucionária, num futuro ainda não definido.
 
Esta era a linha de conduta preconizada pelo Comitê, na véspera do dia 23, e parecia que todos a tivessem aceitado. Mas, na manhã seguinte, contra todas as orientações, as operárias têxteis abandonaram o trabalho em várias fábricas e enviaram delegadas aos metalúrgicos para pedir-lhes que apoiassem a greve.

 
Foi a contra-gosto, escreve Kaiurov, que os bolcheviques, seguidos pelos operários mencheviques e pelossocialistas de esquerda se juntaram à marcha.

 
Como se tratava de uma greve de massa, era necessário comprometer todo mundo para sair às ruas e estar à frente do movimento. Esta foi a resolução proposta por Kaiurov e o Comitê de Vyborov se sentiu forçado a aprová-la.

 
Pelos fatos, é então certo que a Revolução de Fevereiro foi iniciada por elementos da base que passaram por cima da oposição das suas organizações revolucionárias, e que a iniciativa foi tomada espontaneamente por um contingente do proletariado explorado e oprimido mais que todos os outros, as operárias têxteis. (…) O empurrão final veio das enormes filas de espera em frente às padarias.”

Em 1921, realizou-se, em Moscou, na URSS, a Conferência das Mulheres Comunistas que adota o dia 8 de Março como data unificada do Dia Internacional das Operárias. A partir dessa Conferência, a 3ª Internacional, recém-criada, espalhará a data 8 de Março como data das comemorações da luta das mulheres.


Um dia esquecido e depois reinventado
Na Rússia comunista, após a vitória da Revolução de Outubro, nos primeiros anos do novo regime, o dia 8 de Março era comemorado todo ano, como o Dia Internacional da Mulher Comunista.
O dia, pouco a pouco, perdeu seu interesse e o adjetivo comunista foi caindo à medida que o ímpeto revolucionário da União Soviética começou a se arrefecer.


Nos últimos anos da década de 20 e, sobretudo, nos anos 30, o Dia Internacional da Mulher, seja comunista ou socialista, se perderá na tormenta que se abateu sobre o mundo. A ascensão do nazismo na Alemanha, o triunfo do stalinismo na URSS e o declínio da socialdemocracia na Europa e o vendaval da 2ª Guerra Mundial enterram as manifestações do Dia das Mulheres.
Fora dos países comunistas, no Ocidente, a humanidade só voltará a falar do Dia da Mulher, no final dos anos 60. Nesse lapso de tempo, o marco do 8 de Março, data da greve das operárias de Petrogrado, de 1917, foi esquecido.


A data da vitória das revolucionárias rebeldes russas, que impôs a derrota do absolutismo do Czar e deslanchou a Revolução Russa, não interessava aos comunistas do mundo todo. Estes, quase todos, viviam anestesiados pelos encantos ou pelo terror stalinista.


Retornar a lembrança daquele 8 de Março das operárias revolucionárias de Petrogrado também não interessava à Socialdemocracia, rejuvenescida após a destruição da Segunda Guerra Mundial e em conflito aberto com o comunismo dos países do bloco soviético.


8 de Março: uma data a celebrar

 
Menos que menos, a data do 8 de Março de 1917, na nascente URSS, interessava o bloco capitalista ocidental, inimigo mortal da Rússia comunista. É neste clima, propício ao esquecimento da verdadeira história do Dia da Mulher, já na década de 1950, nas publicações do Partido Comunista, na França, se começou a falar de uma forte luta das operárias americanas, em 8 de março de 1857. 


Talvez, a famosíssima greve do 1º de Maio, na Chicago de 1886 e as numerosas greves nas tecelagens americanas estimularam as fantasias e levaram a enfatizar a participação dos Estados Unidos na luta da mulher, o que favoreceu esta confusão de datas. Pouco a pouco se deslocou a data para 1857, em Nova Iorque. E aí, em ondas sucessivas de contadores, se chegou a historinha completa.

No dia 1º de Março de 1964, o jornal da CGT francesa, Antoinette, fala que “foram as americanas que começaram. Era 8 de março de 1857. Para exigir as 10 horas elas ocuparam as ruas de Nova Iorque”. É a continuação do que já tinha aparecido no jornal do PCF, nos anos anteriores.


E finalmente, foi assim, sem precisar de uma conspiração organizada por um suposto império do mal, que na Alemanha Oriental, em 1966, a Federação das Mulheres Comunistas noticiou a história do Dia da Mulher, enriquecida com o martírio das 129 queimadas vivas.


Tudo isto foi feito de forma confusa, misturando fatos com fantasias, com cada contador, escrevendo e inventando datas e detalhes.


E foi assim, sem nenhuma deliberação conspiratória, que o mito que acabava de ser criado, em 1966, no Leste Europeu, começou a ser divulgado e foi depois enriquecido fartamente, nos EUA do final dos anos 60 e em todo o mundo ocidental.


Depois disso, era só enriquecer o mito. O que foi feito, até sua cristalização em 1975, com a ONU e logo depois com a Unesco, em 1977.


Uma data muito rica que não precisa de mitos
Derrubar o mito de origem da data 8 de Março não implica desvalorizar o significado histórico que este adquiriu.


Muito ao contrário. Significa retomar a verdade dos fatos que são suficientemente ricos de significado e que carregam toda a luta da mulher no caminho da sua libertação. Significa enriquecer a comemoração desse dia com a retomada de seu sentido original.


Significa voltar às origens do ideal socialista da maioria das mulheres que lutavam por um mundo novo sem exploração e opressão do homem pelo homem e especificamente da mulher pelo homem.


Um dia que quer retomar a comemoração e a luta de um 8 de Março sem medos. Avançar sem medos e sem vergonha pelas derrotas sofridas pelas revoluções perdidas no século XX, rumo à conquista da libertação total das mulheres.


Significa integrar todos os novos e importantíssimos aspectos da luta da libertação da mulher, descobertos com a evolução histórica da humanidade no século XX, com a retomada de suas raízes socialistas.


Integrar à clássica luta libertária, socialista e comunista do começo do século XX, as contribuições de diferentes linhas de pensamento e países, que vão de Wilhem Reich a Simone de Beauvoir, de Herbert Marcuse a Samora Machel, de Betty Friedann a Rose Marie Muraro. Integrar toda a luta do feminismo para construir uma sociedade onde a mulher seja reconhecida como gente.


Integrar estas elaborações teóricas com as lutas e as experiências de vida de milhares de ativistas, militantes e organizadoras da luta das mulheres, no mundo inteiro: das guerrilheiras latino-americanas, às mulheres vietnamitas, das trabalhadoras das fábricas às plantadoras de arroz da Índia, das Mães dos desaparecidos argentinos às lutadoras pela reforma agrária do MST.


Uma longa luta sem medo da felicidade, sem medo do prazer. Sem medo de lutar por uma revolução, que deverá ser social, sexual, e profundamente cultural. Sem medo de levantar as bandeiras vermelhas da luta pela libertação da humanidade. A libertação de homens e mulheres.


Datas básicas sobre a origem do 8 de Março
1900-1907
— Em Nova Iorque, é grande a participação de operárias devido a uma greve que paralisava as fábricas de tecido da cidade. Dos trinta mil grevistas, 80% eram mulheres. Essa greve durou três meses e acabou no dia 15/02, véspera do Woman’s Day.
1907
— Em maio, o Congresso do Partido Socialista Americano delibera que as delegadas ao Congresso da Internacional, que seria realizado em Copenhague, na Dinamarca, em agosto, defendam que a Internacional assuma o Dia Internacional da Mulher.
1908
“Este deve ser comemorado no mundo inteiro, no último domingo de fevereiro, a exemplo do que já acontecia nos EUA“.
1909
— Em agosto, a 2ª Conferência Internacional da Mulher Socialista, realizada dois dias antes do Congresso, delibera que: “As mulheres socialistas de todas as nacionalidades organizarão (…) um dia das mulheres específico, cujo principal objetivo será a promoção do direito a voto para as mulheres“. Não é definida uma data específica.
1910
— Na Alemanha, Clara Zetkin lidera as comemorações do Dia da Mulher, em 19 de março. (Alexandra Kollontai diz que foi para comemorar um levante, na Prússia, em 1848, quando o rei prometeu às mulheres o direito de voto).

1911
— Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher é comemorado em 26/02 e na Suécia, em 1º de Maio.
1912
1912 e 1913
1913
1914
— A orientação foi seguida na Alemanha, Suécia e Dinamarca.
— Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher foi comemorado em 19/03
1917
1918
1921
1955
1966
1969
1970
1975
1977
1978
Por Vito Giannotti

— O prefeito de Nova Iorque decreta dia de festa, no município, o dia 8 de Março, em homenagem às 129 mulheres queimadas vivas.

— A Unesco encampa a data 8/3 como Dia da Mulher e repete a versão das 129 mulheres queimadas vivas.
— A ONU decreta, 75-85, a Década da Mulher.
— O jornal feminista Jornal da Libertação, em Baltimore, nos EUA consolida a versão do mito de 1857.
— Nos Estados Unidos, o movimento feminista ganha força. Em Berkley, é retomada a comemoração do Dia Internacional da Mulher.
— A Federação das Mulheres Comunistas da Alemanha Oriental retoma o Dia Internacional das Mulheres e, pela primeira vez, conta a versão das 129 mulheres queimadas vivas.
— Dia 5/3, L´Humanité, jornal do PCF, fala pela primeira vez da greve de 1857, em Nova Iorque. Não fala da morte das 129 queimadas vivas.
— A Conferência das Mulheres Comunistas aprova, na 3ª Internacional, a comemoração do Dia Internacional Comunista das Mulheres e decreta que, a partir de 1922, será celebrado oficialmente em 8 de Março.
— Alexandra Kollontai lidera, em 8/3, as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, em Moscou, e consagra o 8/3 em lembrança à greve do ano anterior, em São Petersburgo.
— No dia 8 de Março de 1917 (27 de fevereiro no calendário russo) estoura uma greve das tecelãs de São Petersburgo. Esta greve gera uma grande manifestação e dá início à Revolução Russa.
— Pela primeira vez, a Secretaria Internacional da Mulher Socialista, dirigida por Clara Zetkin, indica uma data única para a comemoração do Dia da Mulher: 8 de Março. Não há explicação sobre o porquê da data.
— Na Rússia é comemorado, pela primeira vez, o Dia da Mulher, em 3/3.
— Na Alemanha, o Dia da Mulher é comemorado em 19/3.
— Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher é comemorado em 25/02.
— Durante uma nova greve de tecelãs e tecelões, em Nova Iorque, morrem 134 grevistas, a causa de um incêndio devido a péssimas condições de segurança.
— A terceira edição do Woman’s Day é realizada em Chicago e Nova Iorque, chamada pelo Partido Socialista, no último domingo de fevereiro.
— Novamente em Chicago, mas com nova data, último domingo de fevereiro, é realizado o Woman’s Day. O Partido Socialista Americano toma a frente.
— Em Chicago (EUA), no dia 3 de maio, é celebrado, pela primeira vez, o Woman´s Day. A convocação é feita pela Federação Autônoma de Mulheres.
— Em Stuttgart, é realizada a 1ª Conferência da Internacional Socialista com a presença de Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alexandra Kollontai. Uma das principais resoluções: “Todos os partidos socialistas do mundo devem lutar pelo sufrágio feminino.”
Movimento das Sufragistas pelo voto feminino nos EUA e Inglaterra. 

Datas básicas sobre a origem do 8 de Março
1900-1907
1907
1908
1909
1910
— Em Nova Iorque, é grande a participação de operárias devido a uma greve que paralisava as fábricas de tecido da cidade. Dos trinta mil grevistas, 80% eram mulheres. Essa greve durou três meses e acabou no dia 15/02, véspera do Woman’s Day.
— Em maio, o Congresso do Partido Socialista Americano delibera que as delegadas ao Congresso da Internacional, que seria realizado em Copenhague, na Dinamarca, em agosto, defendam que a Internacional assuma o Dia Internacional da Mulher.
“Este deve ser comemorado no mundo inteiro, no último domingo de fevereiro, a exemplo do que já acontecia nos EUA“.
— Em agosto, a 2ª Conferência Internacional da Mulher Socialista, realizada dois dias antes do Congresso, delibera que: “As mulheres socialistas de todas as nacionalidades organizarão (…) um dia das mulheres específico, cujo principal objetivo será a promoção do direito a voto para as mulheres“. Não é definida uma data específica.
1911
— Na Alemanha, Clara Zetkin lidera as comemorações do Dia da Mulher, em 19 de março. (Alexandra Kollontai diz que foi para comemorar um levante, na Prússia, em 1848, quando o rei prometeu às mulheres o direito de voto).
— Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher é comemorado em 26/02 e na Suécia, em 1º de Maio.
1912
1912 e 1913
1913
1914
— A orientação foi seguida na Alemanha, Suécia e Dinamarca.
— Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher foi comemorado em 19/03
1917
1918
1921
1955
1966
1969
1970
1975
1977
1978
Por Vito Giannotti

— O prefeito de Nova Iorque decreta dia de festa, no município, o dia 8 de Março, em homenagem às 129 mulheres queimadas vivas.

— A Unesco encampa a data 8/3 como Dia da Mulher e repete a versão das 129 mulheres queimadas vivas.
— A ONU decreta, 75-85, a Década da Mulher.
— O jornal feminista Jornal da Libertação, em Baltimore, nos EUA consolida a versão do mito de 1857.
— Nos Estados Unidos, o movimento feminista ganha força. Em Berkley, é retomada a comemoração do Dia Internacional da Mulher.
— A Federação das Mulheres Comunistas da Alemanha Oriental retoma o Dia Internacional das Mulheres e, pela primeira vez, conta a versão das 129 mulheres queimadas vivas.
— Dia 5/3, L´Humanité, jornal do PCF, fala pela primeira vez da greve de 1857, em Nova Iorque. Não fala da morte das 129 queimadas vivas.
— A Conferência das Mulheres Comunistas aprova, na 3ª Internacional, a comemoração do Dia Internacional Comunista das Mulheres e decreta que, a partir de 1922, será celebrado oficialmente em 8 de Março.
— Alexandra Kollontai lidera, em 8/3, as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, em Moscou, e consagra o 8/3 em lembrança à greve do ano anterior, em São Petersburgo.
— No dia 8 de Março de 1917 (27 de fevereiro no calendário russo) estoura uma greve das tecelãs de São Petersburgo. Esta greve gera uma grande manifestação e dá início à Revolução Russa.
— Pela primeira vez, a Secretaria Internacional da Mulher Socialista, dirigida por Clara Zetkin, indica uma data única para a comemoração do Dia da Mulher: 8 de Março. Não há explicação sobre o porquê da data.
— Na Rússia é comemorado, pela primeira vez, o Dia da Mulher, em 3/3.
— Na Alemanha, o Dia da Mulher é comemorado em 19/3.
— Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher é comemorado em 25/02.
— Durante uma nova greve de tecelãs e tecelões, em Nova Iorque, morrem 134 grevistas, a causa de um incêndio devido a péssimas condições de segurança.
— A terceira edição do Woman’s Day é realizada em Chicago e Nova Iorque, chamada pelo Partido Socialista, no último domingo de fevereiro.
— Novamente em Chicago, mas com nova data, último domingo de fevereiro, é realizado o Woman’s Day. O Partido Socialista Americano toma a frente.
— Em Chicago (EUA), no dia 3 de maio, é celebrado, pela primeira vez, o Woman´s Day. A convocação é feita pela Federação Autônoma de Mulheres.
— Em Stuttgart, é realizada a 1ª Conferência da Internacional Socialista com a presença de Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alexandra Kollontai. Uma das principais resoluções: “Todos os partidos socialistas do mundo devem lutar pelo sufrágio feminino.”
Movimento das Sufragistas pelo voto feminino nos EUA e Inglaterra.
Fonte:http://www.brasilcultura.com.br

Nº 22.433 - "Definitivamente, Temer, não!, por Luís Nassif"

   em ContrapontoPIG    *.* *07/10/2017* *Definitivamente, Temer, não!, por Luís Nassif* *O Jornal de todos Brasis* Do Jornal GGN - ...