28.4.12

Dica de passeio em São Paulo

O refúgio ecológico ao lado da capital

O refúgio ecológico ao lado da capital
Colada na capital paulista, Cotia fica a apenas 30 km do centro de São Paulo e conta com um sistema ecológico preservado. Graças a isso o ecoturismo é um dos pontos fortes da cidade.

Inúmeras chácaras foram direcionadas para a captação de turismo ecológico. Na divisa com Itapevi, está a famosa Roselândiam e, na Rodovia Raposo Tavares (Km 25), que atravessa a cidade, está o remanescente da Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC), onde se encontra o Obelisco da fundação da cidade.

O clima de montanha e a altitude ajudaram no incentivo para a montagem de clubes de campo com infraestrutura luxuosa, e parques como o Sítio do Tio Penkal, a Cia dos Bichos, o Recreio Cotia e Pesqueiros.

Na área histórica, Cotia ainda preserva duas casas rurais da época bandeirante: Sítio do Mandu (no Caiapiã) e Sítio do Pe Ignácio (no Morro Grande). Já a Igreja Matriz, no centro, e dedicada à padroeira Nossa Senhora do Monte Serrat, é uma atração da arquitetura barroca.

Ocupando 1/3 da área total do Município (325 km²), a Reserva Florestal de Morro Grande é área patrimoniada pelo Estado de São Paulo, e está sob direção da Sabesp. A área rural é de 304 km² e constitui um pólo ecológico sustentável de alto nível.

Principais pontos turísticos

Sítio do Padre Inácio - Estrada do Padre Inácio – Residência rural do início do século XVIII, é especialmente significativa por sua elegância de composição, pela excelência de decoração dos cachorros, colunas e alisares, pela qualidade da fatura da estrutura de seu telhado e pelo seu sótão que envolve a sala central, com acesso através de escada, recebendo iluminação e ventilação por janelas que abrem para as fachadas laterais e posterior.

Sítio do Mandu ou Casa do Bandeirista - Estrada do Caiapiá - Relíquia histórica do Ciclo do Ouro, na primeira metade do século XVIII. Altura do km 30 da Rodovia Raposo Tavares.

Reserva Florestal do Morro Grande – Patrimônio da Humanidade, Reserva da Biosfera, do cinturão Verde da Cidade de São Paulo. Sob responsabilidade da Sabesp, são 4.200 alqueires de mata nativa e 70 km de perímetro em seu entorno, que abrigam importante biodiversidade: rica fauna e flora (macacos, onças-pintadas, jaguatiricas, quatis, tucanos, arapongas, capivaras, cotias e outros) etc.

Os rios Capivari, dos Peixes, Cotia e da Graça nascem dentro da Reserva, alimentando o Sistema Alto Cotia, englobando as Barragens da Graça e Pedro Beicht, além da Estação de Tratamento que distribui água para mais de 500 mil pessoas.

Essas matas são cenários de visitas monitoradas pela Sabesp com roteiros diversos e caminhadas.

Quedas d'água - Pedro Beicht da Graça, Furquim e Rincão, Serra do Pai Nobre. Acesso: altura do Km 36 da Rodovia Raposo Tavares

Roselândia - Viveiro de rosas. Acesso pelo Km 32 da R. Raposo Tavares.

Cemucam – Centro Municipal de Campismo – Parque com 30,5 alqueires, com pavilhões de 1.200 m² cada, quadras de vôlei, futebol de salão, churrasqueiras, quiosques e bosques. Acesso pelo Km 25 da Rodovia Raposo Tavares, sentido Capital.

Kartódromo Internacional da Granja Viana – Campeonatos oficiais, aluguel de karts e provas que reúnem os maiores nomes do automobilismo internacional

Bichomania - Ocupando uma área de 42mil m², a Bichomania está situada junto à Reserva Florestal, em Caucaia do Alto. A Minifazenda proporciona às crianças o contato direto com os animais (coelho, cabra, ovelha, porco, minipônei, vaca, cavalo, galinha, ganso e peru), além de passeios a cavalo e de charrete. As visitas são guiadas por monitores especializados.

A Bichomania também possui um minizoo, em área reservada, onde as crianças têm oportunidade de conhecer as espécies silvestres da nossa fauna - cateto, arara, papagaio, quati, sagüi, macaco prego, coruja e gavião.

Mahatima Ghandi - A Associação Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos (ASERG) abriga animais que tenham sido maltratados, abandonados, desprezados ou cruelmente manejados pelo homem. É uma entidade não governamental, cujos objetivos são proteger e preservar os animais da fauna brasileira. A associação se empenha para que seja cumprida todas as leis municipais, estaduais e federais, decretos, constituições vigentes e atuantes em nosso país que digam respeito ao reino animal e ao meio ambiente.

O trabalho consiste na reabilitação e acomodação dos animais apreendidos pelas entidades oficiais e capturados durante o tráfico ilegal de espécies protegidas. Todos os bichos que chegam ao Rancho dos Gnomos são atendidos por veterinário, vacinados e esterilizados, no caso de cães e gatos.
Fonte:http://www.jornaldaorla.com.br/materias/9223-o-refugio-ecologico-ao-lado-da-capital/

25.4.12

Humanismo não faz mal a ninguém

A igualdade de direitos civis fortalece o Estado de direito e faz bem a todos

 

 

Felizmente, um número cada vez maior de líderes religiosos desperta para o fato de que o avanço dos direitos da população LGBTI1 é uma questão de direitos humanos e de preservação e amadurecimento da democracia. Isso é alentador, especialmente quando se leva em consideração o arrefecimento da homofobia2 em alguns círculos dominados por fundamentalismos reacionários, baseados em projetos mesquinhos de segregação e dominação.

O uso dos meios de comunicação para reforçar o preconceito e promover a discriminação, seja ela qual for, mas – neste caso – contra uma minoria que se encontra socialmente vulnerável em muitos ambientes do território nacional contrária os preceitos constitucionais, especialmente expressos nos artigos 3º e 19 da Carta Magna:

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil (...):IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.

22.4.12

22 de abril é o Dia da Terra

Domingo é o Dia da Terra 2012

Filipa Alves  
 
 

O mote das comemorações de 2012 desta data, criada em 1970 por um senador norte-americano e que se considera ter estado na origem do movimento ambientalista, é “Mobilizar a Terra” e tem como objetivo conseguir que todos, desde os indivíduos às organizações, passando pelos governos atuem para garantir um futuro sustentável.
No próximo domingo, dia 22 de abril, comemora-se pela 42ª vez o Dia da Terra. Trata-se de uma celebração que surgiu pela mão do senador norte-americano Gaylord Nelson em 1970, que teve como objetivo colocar as questões ambientais na agenda política.
A data, que é considerada o nascimento do movimento ambientalista tornou-se um evento à escala mundial em 1990, quando mobilizou 200 milhões de pessoas em 141 países.
Em 2012, o mote é “Mobilizar a Terra” e a celebração deste ano pretende reunir as vozes de todos os que estão insatisfeitos com a inércia dos governos no que toca à proteção e preservação do Ambiente num apelo global para que todos, desde os indivíduos às organizações, passando pelos governos atuem no sentido de garantir um futuro sustentável.

Nesta sua missão de “Mobilizar a Terra”, Earth Day Network, que gere as comemorações do dia da Terra a nível global contando com 22 mil parceiros em 192 países, apoia várias campanhas entre as quais se inclui uma iniciativa que pretende a generalização do recurso às energias limpas.
Intitulada “Renewable Energy for All”, esta campanha aproveitará o Dia da Terra para promover o aproveitamento das energias renováveis e reunir o apoio necessário para exigir que da cimeira Rio +20, que terá lugar em junho próximo, resultem avanços significativos nesse sentido.
Saiba mais sobre a campanha “Renewable Energy for All” aqui 
Saiba mais sobre o Dia da Terra 2012 aqui

18.4.12

Serra Negra - São Paulo - Turismo



 

Leandro Amaral
Serra Negra
Uma cidadezinha pequena, onde duas ruas concentram quase todo o movimento. Serra Negra, no interior de São Paulo, une compras e lazer. Uma das cidades que fazem parte do Circuito das Malhas, ela conta com hotéis das mais variadas categorias, que atendem a todos os tipos de hóspedes, além de lojas que oferecem o melhor em malhas e artesanato.

Localizada entre as montanhas, a cerca de três horas e meia de Santos, Serra Negra se destaca pela qualidade de vida que oferece devido ao clima e fontes de água mineral. Com as temperaturas mais amenas durante todo o ano, não é difícil encontrar sol durante o dia e uma leve chuva à noite. Por causa disso, a cidade é indicada para recuperações pós-operatórias.

Talvez seja por isso que o principal público da cidade é constituído por pessoas da terceira idade, que procuram a região em busca da tranquilidade da baixa temporada, além das compras. Aliás, Serra Negra, graças à sua proximidade de Santos, atrai milhares de turistas de um dia. Estas pessoas não procuram hotéis, mas sim as lojas. Os produtos mais procurados são as malhas, couro, doces caseiros além dos queijos e pinga.

Compras e lazer

A rede hoteleira conta com opção de hospedagem no centro ou no campo. Apesar de contar com diversos locais para visita no centro da cidade, muitos visitantes preferem optar pelo turismo rural, que consiste no passeio por propriedades particulares. O Sítio Santa Rosa de Lima permite visitas monitoradas entre março e setembro, período da colheita do café cultivado artesanalmente.

Já a Fazenda Sula proporciona aos visitantes uma trilha de uma hora e meia que atravessa plantações de café, eucalipto e vai até uma cachoeira. Outras boas opções são Sítio Bom Retiro, especializado em vinhos e destilados, e o Sítio Chapadão, que conta com produção de queijo branco.

No centro do agito, o comércio é um dos pontos de sustento de boa parte da população. A Rua Coronel Pedro Penteado (foto), por exemplo, abriga a maior parte das lojas e galerias, onde é possível encontrar artigos de lã, couro, porcelana, objetos de madeira, palha, bambu, e produtos de laticínio. Os baixos preços das mercadorias são outra grande vantagem da cidade.

As principais atrações




Disneylândia dos Robôs: Miniaturas de robôs em movimento, brinquedos movidos a água, curiosidades e inventos. O destaque fica para um robô com dois metros de altura.

Parque Represa Dr. Jovino Silveira: Estação de tratamento de água. Lago com ampla área verde, quiosques e churrasqueiras para piqueniques.

Praça Sesquicentenário: Inaugurada em 1978, é formada por jardim e vegetação variada. Também é o ponto de partida do miniférico e trenzinhos.

Alto da Serra e pista de voo livre: Ponto mais alto da região onde há a pista de voo livre. De lá é possível avistar mais de dez cidades da região.

Balneário: Compõe o complexo hidroterápico. Conta com saunas, duchas, banhos, massagem e aparelhos para fisioterapia.



Conjunto aquático: O conjunto aquático municipal é constituído por uma piscina com mais de 1.000 metros cúbicos de água, além de piscinas menores. Conta também com uma pista de patinação e área verde. Possui ainda uma fonte de águas minerais, a Fonte Menino Jesus de Praga.

Igreja Nossa Senhora do Rosário: Foi erguida em 1928 e tem pintura clássica, estilo romano. Possui dois mosaicos de Ravena, nicho de Nossa Senhora do Rosário banhado a ouro, altar de mármore, piso de caco romano, arandelas e lustres de cristal espanhol, dois confessionários entalhados, torre recoberta com bronze com quatro relógios, serviço de sonorização, balcão para coro e fachada revestida com mármore de Ravena.

Igreja São Benedito: Erguida em 1910, tem pintura de um artista local, com estilo barroco e impressionista.

Igreja São Francisco de Assis: Erguida em 1960, pintura feita pelo pintor Cid Serra Negra que tinha como tema a vida de São Francisco de Assis.

Monumento ao Cristo Redentor: Inaugurado em 1952, a estátua com 18 metros de altura está localizada no alto do Pico do Fonseca. O transporte é feito por miniférico com percurso de 700 metros.

Monumento aos pracinhas e praça Barão do Rio Branco: Remodelada em estilo europeu, conta com jardins floridos, chafariz e uma pequena cascata.

Casa da Memória: Engloba o arquivo público, o Museu Municipal e a Biblioteca Municipal. Visa resgatar a história de Serra Negra.

Lago dos Macaquinhos: Distante seis quilômetros do centro da cidade tem lago para pesca, pedalinho e aluguel de cavalos. Há também uma ilha com criação de macaquinhos da região.

Trenzinho Tia Linda e Maria Fumaça: Partidas da Praça João Pessoa, City Tour pela cidade, incluindo as fontes Santo Agostinho, Santa Luzia e Parque Fonte São Luiz.

Fontes medicinais: Serra Negra descobriu na década de 20 a qualidade terapêutica de suas águas, que mais tarde seriam transformadas num centro hidroterápico (1930) em razão dos poderes medicinais das águas minerais e radioativas. O presidente da República, Washington Luis, ao saber da descoberta das águas minerais, da qualidade do clima e de vida em Serra Negra, apelidou o município como Cidade da Saúde. As águas começaram a ser exploradas comercialmente e, em 1938, Serra Negra foi elevada à categoria de Estância Hidromineral e Climática por meio de um decreto governamental assinado por Adhemar Pereira de Barros, então governador do Estado de São Paulo.
Fonte:http://www.jornaldaorla.com.br

17.4.12

Indiano planta sozinho floresta de 550 hectares

Após um episódio marcante na sua vida, um adolescente indiano decidiu plantar uma floresta para abrigar a vida selvagem. Trinta anos depois, a Mata Molai é um refúgio para muitas espécies ameaçadas.
Há cerca de 30 anos, Jadav "Molai" Payeng começou a semear num banco de areia perto da sua cidade natal, na região de Assam no norte da Índia. O seu objetivo era criar um refúgio para a vida selvagem. Pouco tempo depois, decidiu dedicar a sua vida a este trabalho e mudou-se para o local. Atualmente a região alberga uma floresta de 550 hectares que Payeng plantou sozinho à mão.

O jornal Times da Índia foi recentemente ao encontro de Payeng na sua floresta remota para aprender mais sobre este projeto de vida. Segundo Payeng, tudo começou em 1979 quando as cheias arrastaram um grande número de cobras para o banco de areia. Um dia depois, as águas recuaram e Payeng, na altura apenas com 16 anos, encontrou o local com inúmeros répteis mortos.

Foi um ponto de viragem na sua vida.

“As cobras morreram ao calor, sem a proteção das árvores. Sentei-me e chorei sobre os seus corpos sem vida. Foi uma carnificina. Alertei o departamento florestal e perguntei se poderiam plantar árvores lá. Responderam que nada cresceria ali. Disseram-me para tentar colocar bambu. Foi doloroso, mas fi-lo. Ninguém me ajudou. Ninguém estava interessado”, referiu Payeng agora com 47 anos.

Apesar de ter levados anos até o seu trabalho ter sido reconhecido internacionalmente, a vida selvagem da região começou a beneficiar do trabalho de Payeng desde o início.

Peyong demonstra um conhecimento notável do equilíbrio ecológico. Chegou a transportar para o seu ecossistema formigas para reforçar o seu equilíbrio natural. Pouco tempo depois, a área sem sombras transformou-se num ambiente autónomo onde habitam um grande número de seres vivos. A floresta, denominada Mata Molai, serve agora como refúgio para aves, veados, rinocerontes, tigres e elefantes, espécies criticamente ameaçadas pela perda de habitat.

“Estamos maravilhados com Payeng”, refere Gunin Saiki, assistente de conservação das florestas.

“Se tivesse sido em qualquer outro país, teria sido um herói.”

Fonte: http://www.treehugger.com

13.4.12

Hoje, Dia do Beijo: beije e ame


Dia 13 de abril é considerado o Dia Internacional do Beijo, assim como o 06 de julho, segundo a Wikipédia. Porque? Por quem? Nao temos a minima idéia. Mas isso não tem a menor importância, mas sim é que todos os dias sejam dias de beijar e distribuir amor. Então…


"Beijo" da beluga Juno, Mystic Aquarium, Connecticut. Photo: Nicole Perkins/ The Telegraph.
Fonte:http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/

12.4.12

Brasil testa mosquitos geneticamente modificados para combater a dengue



Isabel Palma (12-04-12)
do site:http://naturlink.sapo.pt

Uma equipe de cientistas libertou mosquitos transportadores do vírus da dengue geneticamente modificados numa cidade brasileira para controlar esta doença. Os primeiros resultados indicam que a experiência está a resultar.

A cidade de Juazeiro, no Brasil, recebeu mais de 10 milhões de mosquitos Aedes aegypti macho geneticamente modificados, há cerca de um ano. Estes mosquitos macho quando acasalam com as fêmeas originam descendência não viável o que permite controlar a proliferação da dengue, vírus transportado por estes insetos.

Os primeiros resultados desta experiência, apresentados pelo coordenador do projeto Aldo Malavasi num Workshop no Rio de Janeiro, são positivos.  “Nas amostras colhidas no terreno, 85% dos ovos eram transgénicos, o que significa que os machos libertados estão a substituir a população selvagem. Isto deve resultar na diminuição dos mosquitos Aedes e na diminuição da transmissão da dengue”.

Malavasi é também o presidente do Moscamed, a firma brasileira que produz os mosquitos. Estes mosquitos que transportam um gene que causa a morte da descendência antes de atingirem a idade adulta eram inicialmente desenvolvidos pela empresa britânica Oxitec.

“Desenvolvemos tecnologia para criar de forma eficiente os insetos transgénicos aqui [no Brasil], pelo que não precisamos de comprá-los a Inglaterra no futuro, o que reduz os custos”, indicou Malavasi.

O método será utilizado noutras cidades brasileiras. Espera-se que estes mosquitos levem à completa erradicação da dengue em áreas onde a translocação de insetos é baixa e reduza substancialmente a sua incidência noutras zonas.

Antes de libertarem os mosquitos, os habitantes de Juazeiro foram consultados. 90% da população deu permissão para a sua libertação. “Ficaram preocupados quando viram tantos mosquitos [a serem libertados] mas trabalhámos sempre próximo da população para explicar a experiência”, explicou Margareth Capurro, bióloga da Universidade São Paulo.

Mark Benedict, da Universidade de Perugia, na Itália, refere que os resultados são promissores. “Os dados indicam que o sistema está a funcionar segundo o previsto.”

Contudo, associações ambientalistas como a GeneWatch UK manifestaram a sua preocupação sobre a possibilidade dos mosquitos transgénicos sobreviverem e se proliferarem na Natureza, o que traria resultados imprevisíveis.

Malavasi está confiante que os mosquitos geneticamente modificados não produzirão descendência viável. “Mas isto não significa que não vamos ter cuidado. Estamos sempre a realizar testes controlo”.

Segundo Malavasi ainda vai levar algum tempo para que a diminuição das populações de Aedes se reflita em baixas taxas de transmissão da dengue. As comunidades locais terão de ser continuamente avaliadas.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Fonte: www.nature.com

11.4.12

Lanterna Solar

Estudantes criam lanterna solar como solução para a falta de energia em Gana


EcoD

O conteúdo do EcoDesenvolvimento.org está sob Licença Creative Commons. Para o uso dessas informações é preciso citar a fonte e o link ativo do Portal EcoD. http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2012/abril/estudantes-criam-lanterna-solar-como-solucao-para#ixzz1rfS30BPP Condições de uso do conteúdo Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives Estudantes que estão levando luz para as vilas rurais de Gana/Foto: MATT LEI, Surrey Now

No intuito de melhorar a educação de alunos moradores de vilas rurais em Gana, África, que sofrem constantemente com apagões, os alunos da Universidade de Surrey, no Reino Unido, estão construindo lanternas movidas à energia solar para ajudar os alunos que estudam à noite.

Como parte do curso de sociologia para uma aula na Universidade Politécnica Kwantlen, no Canadá, cinco estudantes, Peter Vo, Andrew Suitner, Alise Scott, Kerri Chistensen e Andrews Owusu, trabalharam no projeto intitulado de “Kwantlen lanterna solar” que utiliza tecnologia de baixo custo.
A idéia das lanternas partiu do professor da Kwantlen, Charles Quist-Adade, que foi criado em Gana e muito bem familiarizado com as dificuldades dos estudos noturnos.

“Eu experimentei as dificuldades de estudar à noite”, contou ele ao portal Surrey the Now.
“Às vezes eu chegava em casa tarde e só tinha duas lâmpadas de querosene na aldeia e às vezes eu estava usando uma para fazer a minha lição de casa e alguém vinha e pegava emprestada e nunca mais devolvia.”

Quist-Adade não tinha como terminar a sua lição de casa e, muitas vezes fazia no dia seguinte na escola. “Se eu tivesse essas luzes eu teria sido um gênio, pois estaria sempre lendo. Se eu tivesse algo parecido com isto no meio da noite eu leria até de madrugada”, exclamou ele.

Após a vinda para o Canadá, Quist-Adade fez várias viagens de volta ao seu país de origem, mas ficou chocado ao ver que as condições não mudaram nos últimos 30 anos. Isso o levou a pensar em soluções, além disso, foi também uma oportunidade perfeita para envolver seus alunos.

Os estudantes começaram a construir as lanternas caseiras em setembro de 2011 e pretendem levá-las para várias aldeias na região central de Gana, a partir do dia 29 de junho de 2012. Eles também pretendem arrecadar dinheiro para oferecer materiais escolares e bolsas de estudos aos estudantes carentes. Um livro de instruções com fotos detalhadas também serão fornecidos, bem como alguns materiais de treinamento para os estudantes em Gana construírem suas próprias lanternas.

Mas o projeto não pára por aí. Quist-Adade tem planos para realizar um estudo etnográfico de três a cinco anos que irá acompanhar o progresso acadêmico dos alunos que receberam as lanternas. Ele também espera ser capaz de expandir o projeto para outros países, como Haiti e Serra Leoa.

Ele cita Kwame Nkruma, o primeiro presidente do Gana, para descrever a filosofia utilizada no projeto e ensino. “Conhecimento por causa do conhecimento não é bom o suficiente”, citou ele. “Teoria sem prática é cega, e a prática sem teoria é vazia, então o que eu faço é dar aos meus alunos a oportunidade de traduzir o conhecimento teórico para prático, especialmente para ajudar os indefesos”, explicou Quist-Adade.

O projeto está sendo realizado com a colaboração da Associação de Gana-canadense de British Columbia (GCABC), Educação Africano através da Tecnologia (Afretech), e a Fundação Canadá-Africano para Educação Rural (CANAFRE).
(EcoD)

Violência contra mulheres negras

Edital reforça o combate à violência contra mulheres negras no Brasil

 
Por Drielly Jardim

De acordo com o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui uma população de mais de 190 milhões de pessoas. Desse total, 97 milhões são mulheres e cerca de 49 milhões se declaram pretas ou pardas.

A cada dois minutos, pelo menos cinco dessas mulheres são espancadas diariamente em nosso país, segundo dados da pesquisa “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, realizada pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com o SESC.

Agora, o combate à violência contra as mulheres ganhou mais uma importante ação no cenário político e social brasileiro. A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) vai financiar projetos de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil.

O edital de chamada pública 01/2012, que priorizará mulheres negras e do campo, dentre elas as mulheres de comunidades quilombolas, oferece financiamento a propostas por meio de quatro ações: ampliação de consolidação da rede de serviços de atendimento às mulheres em situação de violência; apoio a iniciativas de prevenção à violência contra as mulheres; capacitação de profissionais para o enfrentamento à violência contra as mulheres em situação de violência; e apoio a iniciativas de fortalecimento dos direitos das mulheres em situação de prisão.

Os órgãos e instituições interessados em participar do edital, têm prazo até o dia 10 de maio para encaminhar projetos relacionados ao enfrentamento da violência contra as mulheres. Para apresentação dos trabalhos, é necessário que os proponentes sejam credenciados e devidamente cadastrados no Portal do Sistema de Gestão e Convênios e Contratos de Repasse (Siconv). Após o encerramento dos editais, os projetos serão analisados por uma comissão técnica, de acordo com a política traçada no Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e estabelecida no Plano Plurianual 2012/2015.

A violência em números 

 – Pesquisas realizadas por institutos brasileiros indicam que, diariamente, uma média de 10 mulheres são assassinadas no Brasil. De acordo com o serviço Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher da SPM/PR, foram registrados 734.416 atendimentos de janeiro a dezembro de 2010, um aumento de 82,8% em relação a 2009 (269.977).

Ainda segundo a Secretaria, 47% das usuárias dos serviços de atendimento às vítimas de violência – que em 2010 chegou a 5.302 – possuem nível fundamental de escolaridade. Dessas, 51,7% tem idade entre 20 e 35 anos; e 58,3% se declaram pardas ou pretas.


9.4.12

Itu, a cidade dos exageros - Turismo


Leandro Amaral
Itu, a cidade dos exageros
Situada a 100 km da capital paulista, a cidade é uma opção interessante para um final de semana. Além de ser conhecida como cidade dos exageros, é conhecida como o Berço da República, pois foi lá que em 1873 foi fundado o Partido Republicano Paulista na Convenção de Itu. Por isso Itu conserva uma história rica, assim como, construções históricas importantes. Na cidade é possível encontrar muitas fazendas centenárias que no passado viviam pelo cultivo do café e hoje exploram o turismo.

Outro roteiro muito bom para ser feito é o religioso, em que a arquitetura com a riqueza de detalhes impressiona.

O centro histórico da cidade é pequeno e o melhor é deixar o carro em algum local e caminhar a pé, já que as ruas são bastante estreitas. Uma dica é levar de recordação algo gigante. Estas lojas de souvenirs não faltam na cidade. As fazendas são um pouco longe, por isso é melhor estar de carro. Todos os finais de semana é montada uma feirinha de artesanato na praça independência. A orquestra da cidade faz seu concerto no último domingo do mês na praça Padre Miguel. Pra quem vem de São Paulo pela Rod. Castelo Branco, vale a pena voltar pela Estrada Parque e assim aproveitar para passar nas fazendas e curtir o visual da estrada, depois é só seguir pra Cabreúva e pegar a Rodovia Bandeirantes próximo a Jundiaí.

Principais pontos turísticos


Orelhão de Itu - Um dos principais pontos turísticos da cidade, e um dos responsáveis pela fama da “cidade onde tudo é grande”. O Orelhão foi cedido pelo ex-ministro das Comunicações, Higino Corsetti, e instalado pela Telesp, sendo depois reformado pela Companhia Telefônica, na Praça da Matriz.

Hoje, a Praça da Matriz é onde se concentram todos os exageros de Itu: um orelhão, um semáforo e muitos gigantões.

Atualmente, o velho modelo do orelhão da Telesp foi substituído pelo orelhão da Telefonica. Várias lojas ao redor da praça oferecem uma farta variedade de objetos gigantes, que vão desde cotonetes e notas de dinheiro, até martelos e graaaandes canetas.


Eixo Histórico - As ruas do centro de Itu convidam para um passeio pela história do Brasil. Considerada Berço da República, a cidade guarda as lembranças de perseverança e fé dos primeiros povoadores do sertão.

O Eixo Histórico compreende monumentos como o Cruzeiro de São Francisco, Casa Imperial, Fábrica São Luiz, Espaço Cultural Almeida Jr, Conjunto Arquitetônico do séc. XIX e Casa do Barão; museus Republicano e da Energia e as igrejas Bom Jesus, N.Sra do Carmo e N. Sra da Candelária (Matriz).

Museu da Energia – Defronte do sobrado do Barão de Itu, existe um outro importante marco da arquitetura urbana de Itu. Com sua elegante fachada ornada com azulejos portugueses nele funcionou a Companhia Ituana da Força e Luz. O museu conta, em seu primeiro piso, o cotidiano da sociedade do séc. XVII e, no piso superior, a evolução da energia até os dias de hoje. Endereço: Rua Paula Souza, 669. Visitação de terça a domingo das 10h às 17h. www.museudaenergia.org.br



Cidade das Crianças - Inaugurada no dia 12 de outubro de 1986, a Cidade das Crianças é um local específico para as crianças aproveitarem as horas vagas do dia. Possui playground; gira-gira e foguetão. Além dos brinquedos, o parque conta com diversos atrativos para a criançada. Endereço: Rua França, 102. Visitação de terça a domingo das 8h às 17h.

Parque do Varvito - Um verdadeiro monumento geológico inaugurado em 1995, já recebeu mais de 500 mil visitantes, entre turistas, estudantes e pesquisadores. Patrimônio tombado pelo Condephaat, foi construído em uma área de 44.346 m² da antiga pedreira.

No Parque há um galpão por onde toda visita tem início. Neste local está montado permanentemente uma exposição de painéis explicativos com um espaço para exposições temporárias e palestras.

A laje ou ardósia de Itu foi bastante utilizada no calçamento e pavimentação das ruas e casas da cidade, fazendo parte da história do município.

Os pontos que merecem atenção são a Praça do Eco, Cascata do Antanho, Lago dos Fósseis, Vereda dos Seixos, Trilha Bentônicos, Anfiteatro Gondvana, Gruta Lágrima do Tempo, Bosque dos Matacões e o Lago Jurássico.

Funciona das 8 às 18 horas de terça a domingo. Entrada gratuita.

Museu Republicano - No ano de 1867, foi inaugurado um elegante sobrado, situado à Rua do Carmo, atual Barão do Itaim. Foi nesse prédio que, em 18 de abril de 1873, realizou-se a reunião que efetivou as bases do Partido Republicano Paulista, mais conhecida como Convenção de Itu. No Cinqüentenário dessa Convenção, o sobrado foi transformado em 1923 em museu, o qual possuí valioso acervo relativo aos republicanos históricos e à memória de Itu. Hoje ainda conta com uma biblioteca especializada em República, a maior do mundo. Rua: Barão do Itaim, 67. www.mp.usp.br/mr



Nossa Senhora da Candelária
- Construída em 1780, recebeu depois sucessivas reformas em que se destaca o trabalho de Ramos Azevedo e de Paula Souza em sua fachada. Existem no interior do templo obras valiosas de talhas e de pintura, de autoria de José Patrício da Silva, do Padre Jesuíno do Monte Carmelo e de Almeida Júnior. As telas que forram o teto da sacristia são da artista italiana Lavínia Cereda.    

A Matriz fica na praça Padre Miguel, s/nº. Visitação de segunda a sexta das 06h às 17h, Sábados das 06h às 11h e das 14h às 17h, Domingos das 11h às 17h.
Fonte: http://www.jornaldaorla.com.br

7.4.12

Astrologia - Dicas para o mês de abril

Durante todo o mês de abril, o planeta Marte faz uma relação tensa com o astro Netuno. Essa ligação ilustra um momento no céu em que a energia está mais enfraquecida, o pique é mais lento e as iniciativas tendem a dar um resultado inesperado. Por isso, será mais sábio ter muito critério ao agir, e o melhor a fazer é se envolver em atividades que tragam mais oportunidades e coisas boas para todos. Não é momento para se pensar somente em si próprio.


Áries - você está com sorte para as finanças e também para conseguir mais fontes de ganhos, mas não entre em investimentos de risco. Faça contatos e acredite no auxílio de pessoas importantes e de influência para abrir portas. Possibilidades de bons negócios com viagens, turismo, publicações, exportação e importação e também comércio atacadista.


Touro - com os benefícios de Júpiter você está num excelente mês de oportunidades e chances de expansão na sua vida. É hora de acreditar em si e correr atrás dos seus sonhos e projetos mais ambiciosos. Divirta-se, viaje, conheça novos lugares e aumente seus conhecimentos, mas não se deixe envolver pelo excesso e nem por um tipo de conduta despreocupada demais, pois a fatura chegará depois.


Gêmeos - a entrada de Vênus no seu signo, no dia 3, favorece sua vida afetiva e os seus relacionamentos sociais em geral. Esse astro traz um clima de despreocupação e aumenta sua vontade de desfrutar mais de tudo o que a existência tem de bom. Observe que você tende a agradar mais às pessoas e chamar atenção, por isso pode abusar do charme e da sedução.


Câncer - alguns setores da sua vida pedem uma reavaliação e também uma postura mais firme e pragmática na resolução das dificuldades, e isso se refere principalmente às suas parcerias, à sua vida familiar e à posição que você ocupa na sociedade. Não se deixe envolver por temores e situações passadas que só inibem seu crescimento, largue o que não lhe é mais útil e faça diferente.


Leão - as boas possibilidades só se concretizam quando a gente coloca energia para realizá-las, e a sua imagem pública e carreira contam com um auxílio extra de Júpiter nesse mês. Faça contatos, busque uma situação melhor caso se sinta insatisfeito com sua atual, viaje, faça cursos de aperfeiçoamento e procure voos mais altos. Coisas boas vindas do exterior poderão lhe surpreender.


Virgem - a energia de Marte dinamiza o seu momento, mas você precisa estar atento às suas iniciativas e ações para não cair em armadilhas. Tudo precisará ser analisado com bastante critério e realismo. Uma boa ideia é você colocar sua energia em prol das pessoas mais necessitadas, ou também na defesa de alguma causa social e coletiva, mas isso não pode significar fugir de seus próprios problemas.


Libra - o amor e o romance estão em alta, e você poderá se beneficiar do seu jeitinho e simpatia para conseguir reverter situações contrárias a seu favor. Priorize neste mês atividades que você adora fazer e aproveite para viajar, incrementar sua vida social e também dar uma repaginada no seu visual e no seu guarda-roupa. Fique alerta às boas oportunidades nas finanças.


Escorpião - as coisas estão acontecendo de maneira favorável, por isso não entre em clima de desânimo frente a qualquer dificuldade que possa aparecer nos seus projetos. Será fundamental ter noção exata do seu potencial e também da sua capacidade de realização, pois você tende a cometer exageros que vão desde comer e gastar além, até se comprometer com situações e pessoas e depois não conseguir dar conta.


Sagitário - mesmo sendo confiante e otimista por natureza, será melhor você se precaver contra possíveis enganos nos seus relacionamentos em geral. Procure avaliar a outra pessoa pelo que ela realmente é, e não pelo que você pensa que ela é. No seu trabalho, faça as melhorias que vem desejando há tempos e amplie sua influência. Com a criatividade em alta você encontrará maneiras diferentes para resolver questões antigas.


Capricórnio - a conquista do que você tanto almeja depende do que você vier a fazer agora. É importante aproveitar a boa maré e lançar suas intenções, dar início a novos projetos e a também sair das mesmas velhas alternativas. Lembre-se que para algo de novo acontecer, você terá que mudar hábitos, abandonar velhos padrões e se libertar das amarras. Seja confiante e relaxe.


Aquário - critério é a palavra a ser utilizada para suas finanças. Evite qualquer tipo de negociação que não esteja 100% clara e nem acredite em possibilidades de ganhar muito dinheiro trabalhando pouco. Em compensação, sua vida amorosa está cheia de boas notícias e você terá, com certeza, muitas oportunidades para sair e divertir-se. Não deixe passar as oportunidades para isso.


Peixes - os relacionamentos amorosos estão em pauta, e o fato de você priorizar mais suas necessidades afetivas lhe colocará no caminho certo para construir o tipo de parceria mais favorável para o seu momento. Você sabe que a energia se desloca para onde colocamos o nosso foco. Por isso, não se desvie do que deseja e explore mais a força do seu pensamento!




LUA FORA DE CURSO
As coisas iniciadas nesse intervalo tendem a ser incertas. Evite todas as ações ou investimentos importantes, pois provocam erros e frustrações. É aconselhável dar prosseguimento às coisas cotidianas.

evitar este intervado da lua fora de curso
• 07/04 das 07h16 às 12h19 em Escorpião
• 09/04 das 03h57 às 12h13 em Sagitário
• 11/04 das 08h07 às 14h03 em Capricórnio
• 13/04 das 14h06 às 18h49 em Aquário
• 15/04 das 19h43 às 02h39 de 16/04 em Peixes


FASES DA LUA
Cheia - 06/04 às 16h20 17º 23' em Libra
Minguante - 13/04 às 07h51 23º 55' em Capricórnio
Nova - 21/04 às 04h20 01º 35' em Touro
Crescente - 29/04 às 06h59 9º 29´ em Leão

6.4.12

Oásis ambiental e cultural_Turismo


 

Jardim botânico e, ao mesmo tempo, museu a céu aberto, Instituto Inhotim (MG) se destaca pela harmonia entre conservação e cultura em cidade marcada pela mineração 
 

Por: Sucena Shkrada Resk



Chegar ao Instituto Inhotim é como deparar com um oásis. A área particular de 100 hectares fica no meio de um território devastado pela mineração no município de Brumadinho, a 60 quilômetros de Belo Horizonte. O instituto integra um jardim botânico e grandes instalações de arte contemporânea nacional e internacional.

Instalação "Troca-Troca", do artista Jarbas Lopes, brinca com as cores primárias e a graça do Fusca. (Foto: Rosino/Creative Commons)
São  centenas de espécies de palmeira do mundo inteiro, bromélias, orquídeas, antúrios e outras belezas, dispostas harmoniosamente em meio a cinco lagos. Nessa paisagem, um museu com 500 obras e exposições fixas e itinerantes de artistas das mais diversas escolas completa a cena.

É impossível não notar o contraste entre as erosões e o desmatamento do entorno, onde a extração de recursos naturais deixa suas marcas, e o trecho de mata nativa ainda intocada. Um aspecto curioso no histórico do espaço é o fato de um dia ter sido uma fazenda, recuperada pela iniciativa do empresário do ramo minerador e colecionador de arte Bernardo Paes, à frente dela desde os anos 1980. A partir de 2005 a área começou a ser aberta ao público e em 2010 tornou-se jardim botânico. O toque do paisagista Burle Marx pode ser percebido em vários trechos. O Centro de Educação e Cultura do instituto leva seu nome.

Dependendo do interesse do visitante pelos propósitos do espaço, talvez um único dia não baste para conhecer tudo. Ainda mais para quem tem disposição para longas caminhadas – com mapas e sem medo de se perder, nem de se encontrar. Há também passeios monitorados, com sabor ambiental e artístico, em horários programados. Se bater o cansaço, é só sentar em um dos bancos de madeira ao longo das trilhas. Ou apelar para os carrinhos de golfe alugados por R$ 10. Isso se não se constranger com a sensação de estar num cenário de um seriado de TV como a Ilha da Fantasia.

A possibilidade que não há é encontrar alguém fazendo piquenique. O local tem bons restaurantes, cachorro-quente, bar, cafés, pizzaria e omeleteria. E, claro, a lojinha básica de jardinagem e suvenires não pode faltar.

Não estranhe se, de repente, topar com esculturas ao ar livre, acomodadas em piscinas, ou com Fuscas coloridos em meio aos jardins. Entre as curiosidades impressionantes está a instalação Sonic Pavilion, de Doug Aitken, na qual se pode ouvir ruídos do fundo da Terra. Uma perfuração com 200 metros de profundidade ligada a microfones possibilita essa interação. Num espaço recoberto por uma espécie de cúpula pode-se sentar ou deitar e se deixar levar pelos sons.

Instituto InhotimBrumadinho (MG). De terça a sexta-feira, das 9h30 às 16h30. Sábado, domingo e feriado: das 9h30 às 17h30. R$ 20 e R$ 10 (estudantes e maiores de 60 anos). Entrada franca às terças. Informações: www.inhotim.org.br
Na categoria estética, a obra da japonesa Yayoi Kusama é uma das que sobressaem. Dezenas de esferas brilhantes, à medida que se movem sobre as águas de uma piscina a céu aberto, formam desenhos os mais variados. Volta e meia é possível flagrar diferentes aves interagindo com esses círculos, nas árvores frutíferas das proximidades. Com uma pegada socioambiental, outra instalação, De Lama Lâmina, do norte-americano Matthew Barney, desperta reflexões sobre a destruição da natureza.

Entre as obras de artistas brasileiros, as de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida, na Galeria Cosmococa, misturam propostas de audiovisual com as quais o público pode interagir com a arte, tornar-se parte dela, entrando em uma piscina ou deitando em redes.

Enfim, são infinitas as experiências e possibilidades entre as criações conceituais e as belezas naturais. O viveiro educador, em formato de mandalas, o trabalho de recuperação e conservação de remanescentes de Mata Atlântica, como samambaias-açus e palmitos, o jardim de arbustos de patas-de-elefante.

Jardins de Burle Marx (Foto: Eduardo Loureiro/Creative Commons)
Inhotim_Jardins de Burle Marx (Foto: Eduardo Loureiro/Creative Commons)

Artesanato de Garrafa PET

4.4.12

Futuro passa pela economia verde

Leandro Mazzini, do Opinião e Notícia
“A passagem para a economia verde pode abrir caminho importante para o progresso”. A frase do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso foi um dos destaques de sua apresentação no III Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus (AM). Promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), o Fórum aconteceu entre os dias 22 e 24 de março, com a presença de políticos e ambientalistas.


“Isso (a economia verde) não deve acontecer aqui (por ora)”, disse, “mas vai acontecer. As propostas do governo Obama podem sinalizar isso: mudar a matriz da economia norte-americana para uma economia mais verde. Na prática ainda não funcionou”.

FHC evitou comparações de governos e citar ações da gestão atual, mas ressaltou que, no âmbito político, toda e qualquer política pública sobre o meio ambiente passa por um acordo interministerial. “Temos que atuar simultaneamente em várias áreas.”

“Isso não é fácil de fazer”, frisou, embora veja avanços na ideologia da população e de seus mandatários. “Conseguimos criar numa mentalidade de Estado: temos uma área que cuida do meio ambiente. Mas vai convencer o outro mistério de que isso vale. (…) É complicado, porque cada um vai focar no seu interesse específico. Se precisar abrir uma estrada, vai fazer.”

Para FHC, o tempo e as iniciativas de todas as esferas, governamentais ou não, maturou o debate no Brasil, que saiu de “uma posição retrógrada no desmatamento”.

“Historicamente a floresta para nós era um inimigo. Se fazia um roçado porque tem bicho. Leva tempo para mudar a mentalidade”, explicou, ao passo que enumerou desafios atuais. “Mas não adianta preservar a floresta sem mudar a visão urbana, melhorar a energia e os transportes.”

Qualidade de vida

Em tempos de globalização avançada do comércio, apesar dos protecionismos, e de uma consciência mundial cada vez mais voltada para o progresso sustentável, o Brasil precisa encontrar um modo “de crescer de modo inteligente”, ressaltou o ex-presidente da República, que enfatizou, porém, que o “Brasil não precisa crescer como a China”, com elevados índices anuais mensurados pelo PIB.

Para FHC, o importante é “a qualidade de vida”.

“Pode-se ter um crescimento médio de 4% ou 5% ao ano e melhorar a qualidade. O nosso crescimento médio é 4%, nos últimos anos”, disse em rápida palestra para empresários e ambientalistas, lembrando principalmente as suas gestões e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-presidente recordou que, com exceção de 2010, um grande momento do país, a última vez que o Brasil cresceu tanto – 7% – foi “na década de 1970, no regime militar”. Frisou, no entanto, que aquele crescimento era um índice incompatível com a realidade social, problema que, a seu ver, persiste no país.

“Escrevi num livro sobre crescimento e pobreza. Havia uma explosão demográfica de modo que transportes, saúde e educação foram prejudicados.”

Energia

Para FHC, o país precisa discutir que matriz energética vai propulsionar, e como será feito isso.

Apontou um debate não apenas político ou partidário, mas com envolvimento da sociedade.

“Nós temos petróleo, mas temos obrigação de saber como vamos extrair esse petróleo, qual a possibilidade de aumentar a energia eólica, de utilizarmos a fundo medidas de poupança de energia”, ressaltou, para fazer um mea culpa de que, em seu governo, houve “risco” de apagão. “Apelamos à população que reduzisse o consumo, e o esforço que fazemos para reduzir hoje é muito pequeno.”

Na iminência da Conferência Rio+20, em junho, FHC reforçou a tese de que o país deve acelerar suas ações no que concerne ao compromisso de reduzir 36% a sua emissão de carbono em 20 anos.

“Se não fizermos isso em dez anos, será difícil de ser revertido.(…) Acho que o desafio além de conhecer os mecanismos é colocá-los em prática. Mas há o desafio moral. É moral, tem que fazer porque é questão de valor, é a questão de vida.”

Admitiu, no entanto, que a cobrança da sociedade deve se voltar para a própria, também, e não depender apenas do cenário político. “É difícil termos um Parlamento que ande depressa.”
Fonte:http://opiniaoenoticia.com.br/

Exposição “Guerra e Paz”,de Portinari, de 7 de fevereiro a 21 de abril


A exposição Guerra e Paz, de Portinari está aberta ao público até 21 de abril - com entrada gratuita - na Fundação Memorial da América Latina. É a primeira vez que os painéis “Guerra” e “Paz” são exibidos devidamente restaurados. A mostra, no entanto, é muito mais. Inclui os estudos do pintor para essa obra, que são pequenas obras primas. Além disso, há uma interface digital, com projeções e videos usando tecnologia de ponta (foto ao lado). Uma linha do tempo foi traçada, usando imagens em movimento, com a trajetória inteira do pintor, desde sua infância em Brodowski, SP. E o setor educativo, com visitas guiadas e uma programação de oficinas.
Guerra e Paz, de Portinari apresenta os dois últimos e maiores murais criados por Cândido Portinari (1903 – 1962), após minucioso trabalho de restauro, realizado entre fevereiro e maio de 2011, que trouxeram de volta às obras o cromatismo intenso que caracteriza o trabalho do pintor de Brodowski.
Os monumentais murais estão expostos junto a cerca de 100 dos estudos originais preparatórios para Guerra e Paz, além de uma centena de documentos históricos, entre cartas e fotos, que contam, em detalhes, toda a trajetória de criação das obras, encomendadas pelo governo brasileiro para presentear a sede da ONU, em Nova York. São exibidos continuamente documentários sobre a vida e a obra do pintor.
“É uma exposição histórica, sem precedentes, oportunidade única de ver Guerra e Paz no Brasil reunidos aos estudos, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Nem o próprio pintor teve a chance de ver todo este material em seu conjunto”, afirma João Candido Portinari, filho do pintor, fundador e diretor geral do Projeto Portinari, ainda nos anos 80.
Para o Memorial, é significativo ter os famosos painéis, que há 54 anos estão em Nova York. O presidente do Memorial, Antonio Carlos Pannunzio ressalta a importância da exposição: “Essas obras falam tudo  a respeito das aflições e da esperança que atormentam e acalentam a humanidade desde sempre e serão vistas por milhares. Sem dúvida, elas ajudarão o Memorial a cumprir sua missão de aproximar povos, especialmente povos latino-americanos, sobretudo se isso for feito sob a motivação maior – a busca da paz”.

3.4.12

Capa da Vanity Fair Itália abre guerra contra homofobia


Na capa da edição italiana da revista norte americana Vanity Fair desta semana aparece o galã italiano Raoul Bova que, ao lado de Johnny Depp e Angelina Jolie, estrelou o filme “O Turista”, em 2010, e a seguinte frase: "os casais gays não são casais de segunda classe".

A afirmação é explicada no conteúdo da revista: "o casamento, ou pelo menos o conjunto de garantias a ele associado, é um direito de qualquer pessoa que escolhe viver junto de outra pessoa, independentemente do seu sexo. E isso não é uma batalha de gays, é uma batalha de todos”, expõe o texto.

O ator e modelo Raoul Bova, em entrevista, disse que aos 16 anos descobriu que o seu melhor amigo era homossexual, mas que o fato não mudou em nada o relacionamento entre ambos.

É uma diferença que não faz diferença quando se quer bem a alguém”, declarou. De acordo com Raoul, o problema da homofobia está nas raízes de um país machista e conservador.

"Não se trata de gostos sexuais diferentes dos meus, é uma questão de fraternidade universal e cristã", explica o ator que é casado com uma mulher e católico praticante. Além disso, o italiano declarou que não teria medo algum de interpretar um personagem gay. Quando questionado sobre o que faria caso um de seus filhos se assumisse homossexual, Rauol afirmou que, se o filho decidiu falar com ele sobre uma questão tão íntima de sua vida, seria um sinal de que ele, como pai, fez um bom trabalho.

A iniciativa de debater a temática, promovida pela Vanity Fair, também passou pelas redes sociais, em especial no Twitter, sob a hashtag #nocoppiediserieB, e já atingiu um número grande de participantes, incluindo muitos rostos conhecidos do mundo e do mercado financeiro italiano como, por exemplo: o empresário Alessandro Benetton.

Fonte:http://cenag.uol.com.br

2.4.12

Caça predatória pode extinguir rinocerontes


 


Os chifres agora têm um valor de mercado de mais de US$ 65.000 por quilo – mais caro do que ouro ou platina. | Foto: Divulgação
 
Os rinocerontes estão prestes a serem extintos por causa da caça predatória e podem desaparecer para sempre. Novas estatísticas mostram que 440 rinocerontes foram brutalmente mortos no ano passado somente na África do Sul – um aumento explosivo em comparação há cinco anos, quando apenas 13 rinocerontes tiveram seus chifres decepados.

Por trás dessa devastação está um aumento enorme na demanda de chifres de rinocerontes, utilizados por charlatões com pacientes de câncer, remédios falsos para ressaca e como amuletos na China e no Vietnã. Protestos na África do Sul foram ignorados até agora pelas autoridades, mas a Europa tem o poder de mudar isso, exigindo a proibição total do comércio de rinoceronte – de qualquer lugar, para qualquer lugar – quando os países se reunirem no próximo encontro internacional decisivo em julho.

A situação é tão terrível que a ameaça chegou até mesmo aos zoológicos britânicos que estão no alerta vermelho por conta das gangues assassinas de rinocerontes.

Para parar com esta crueldade, a Avaaz – comunidade de mobilização online - criou um protesto para exigir que a Europa pressione por novas medidas de proteção para impedir que estes animais sejam extintos. Quando a petição chegar a cem mil assinaturas, o apelo será entregue em Bruxelas.

Desde janeiro foi morto um rinoceronte por dia, na África do Sul, onde vivem 80% dos rinocerontes remanescentes do mundo. Os chifres agora têm um valor de mercado de mais de US$ 65 mil por quilo – mais caro do que ouro ou platina. O ministro sul-africano do Meio Ambiente se comprometeu a tomar medidas, colocando 150 guardas extras e até uma cerca elétrica ao longo da fronteira com Moçambique para tentar conter os ataques. Mas a escala da ameaça é tão grave que uma ação global é necessária.

Os chineses estão fazendo lobby para facilitar o comércio de chifre e a proibição do comércio de rinocerontes vai bloquear a ação deles. Com a liderança da UE, os caçadores poderão ser presos e poderão ser promovidos programas de conscientização pública nos principais países asiáticos para acabar com este tipo de comércio.

Nas próximas semanas, a UE definirá sua agenda para o grande encontro mundial que acontece dentro de poucos meses.


Para fazer parte do protesto e impedir o abate dos rinocerontes em toda a África, assine a petição. Em 2010, as ações da Avaaz ajudaram a impedir a explosão do comércio de marfim de elefante.
Fonte:http://www.ciclovivo.com.br

1.4.12

Recifes de coral e suas ameaças

 

Susana Ribeiro

Os recifes de coral são muito susceptíveis à perturbação natural e humana, mas são a extensão e diversidade dos impactes resultantes das actividades humanas os responsáveis pela situação vulnerável em que estes sistemas se encontram.

Os ecossistemas de recifes de coral são muito sensíveis aos impactos externos que violem a sua homeostasia, sejam eles naturais ou causados pelo Homem. Durante as últimas três décadas, eventos catastróficos, como terramotos, o aquecimento da água provocado pelo “El Niño”, as pragas de Acanthaster planci (estrela-do-mar), assim como diversas causas de stress provocadas pelo Homem, afectaram os sistemas coralinos, resultando na sua destruição em áreas muito vastas. De todos estes factores salientam-se:

- Destruição dos corais por stress físico: entre os factores de stress físico que prejudicam os corais, podemos mencionar a acção das ondas e a diminuição da salinidade, a exposição ao ar e o sobreaquecimento. Muitas vezes estes acontecimentos estão relacionados com a passagem de ciclones que são acompanhados por fortes chuvas, causando a diminuição da salinidade e a sedimentação dos recifes. Cobertos por sedimento, os corais morrem num período de 3 a 4 dias. A passagem de um ciclone de força média destrói 50 a 80% dos corais nas zonas superiores do recife. Estes ciclones ocorrem uma ou duas vezes em cada século (Maragos et al., 1973 in Sorokin, 1993).

Figura 1. Acanthaster planci a alimentar-se dos pólipos de coral.
- Acanthaster planci: estrela-do-mar denominada coroa-de-espinhos, destrói os corais ao alimentar-se deles. Distribui-se pela região do Indo–Pacífico, incluindo o Mar Vermelho, estando, no entanto, ausente do Atlântico. A sua predação teve um impacto na Grande Barreira de Coral quando, em 1960, os recifes perto de Cairns (latitude 17ºS) ficaram infestados. Desde então e até 1984, estes equinodermes causaram a destruição de grande parte dos corais desta barreira.

De acordo com alguns autores (Endeon & Cameron in Nybakken, 1988), a explicação mais provável para estas explosões de Acanthaster planci é o facto do Homem sobreexplorar os seus predadores, entre os quais a Charonia tritonis (Tritão-do-Pacífico).

Figura 2. O tritão-do-Pacífico (Charonia tritonis) é um dos maiores gastrópodes dos recifes.
Uma outra teoria (Birkeland, 1982 in Nybakken, 1988) sugere que o recrutamento juvenil desta estrela-do-mar é estimulado pela combinação de baixa salinidade, elevada concentração de nutrientes e alta temperatura. Segundo esta hipótese, a ocorrência de um ano com precipitação elevada, juntamente com a destruição humana da vegetação nativa nas áreas terrestres adjacentes, leva a um aumento do “runoff” (águas da chuva transportadas pelos rios), o que conduz ao aparecimento de blooms de fitoplâncton, que por sua vez servirá de alimento às larvas de Acanthaster planci.

Correlacionada com esta teoria está a da agregação de adultos da espécie, que diz que a destruição dos recifes por furacões leva à agregação das estrelas-do-mar, que depois atacam os corais que sobrevivem ao ciclone.
- “El Niño”: é um fenómeno natural que aparece, normalmente, de três em três anos no Pacífico equatorial e que se manifesta através de um aumento da temperatura da água oceânica superficial, ao largo da América Central e do Sul. Estas águas são normalmente frias devido à sua latitude, ao “upwelling” ao longo da costa e também devido à corrente fria do Perú. O “El Niño” de 1982-83 foi talvez o mais forte alguma vez verificado no Pacífico.

Como resultado deste fenómeno, a temperatura oceânica superficial no Pacífico eleva-se até 30-32ºC, cerca de 2-4ºC acima do normal, permanecendo assim durante alguns meses, provocando um desequilíbrio nos ecossistemas, incluindo os recifes de coral.

- Doenças dos corais: a exposição dos corais a doenças foi descoberta por Antonius, em 1973 (in Sorokin, 1993). Mais tarde este autor descreveu quatro tipos de doenças, duas que danificam os corais quando em situação de stress, como o sobreaquecimento ou a poluição - “White bacteriosis” e “Pull-in of polyps” – e as outras duas que se podem manifestar em corais saudáveis - “White band” e “Black band”. A “Black band”, doença causada pela alga filamentosa Phormidium corallicum (Rützler and Santavy, 1983 in Sorokin, 1993) pode, no entanto, ser estimulada por condições de stress (Antonius, 1981, 1984, 1989 in Sorokin, 1993). O agente infeccioso da “White band” é ainda desconhecido, mas supõe-se ser uma bactéria (Peters et al., 1983 in Sorokin, 1993).

Torna-se evidente que as doenças “atacam”, na sua maioria, corais afectados por stress, condição fundamentalmente resultante da actividade humana (Segel and Ducklow, 1982 in Sorokin, 1993). Sob a influência da sedimentação e poluição os corais aumentam a sua excreção de muco, excesso esse que estimula o desenvolvimento de bactérias que, por sua vez, infectam os corais (Mitchell and Chet, 1975 e Garret and Ducklow, 1975 in Sorokin, 1993).
- Impacto antropogénico: A periodicidade dos factores físicos permite a sobrevivência e florescimento dos corais. No entanto, o stress antropogénico é muito mais perigoso para os recifes porque, na maioria dos casos, é permanente, com tendência a aumentar com o tempo (Kinsey, 1988 in Sorokin, 1993).

O stress antropogénico maciço nos recifes teve o seu início na Segunda Guerra Mundial, quando os militares fecharam a lagoa do atol Palmyra, conduzindo à morte de todos os recifes da lagoa.

Entre os diversos tipos de impacto antropogénico podem mencionar-se as descargas de efluentes directamente para os recifes, assim como descargas para o oceano que, devido às correntes oceânicas, acabam por chegar aos recifes. A acumulação de nutrientes estimula o crescimento de algas que inibem o desenvolvimento dos corais, acabando por os substituir. A presença de produtos tóxicos na água provoca, igualmente, a morte dos corais, assim como a poluição por óleo que inibe o crescimento e reprodução dos pólipos. A explosão de turistas nas duas últimas décadas também prejudica grandemente os recifes.
- Pesca nos recifes: a exploração dos recursos vivos dos recifes (peixes, invertebrados, moluscos, caranguejos, camarões, ouriços, algas comestíveis, conchas e corais como lembranças) e de areia para construção destabiliza o recife, diminuindo a sua capacidade de regeneração, conduzindo ao seu desaparecimento. A exploração dos recursos de um recife de coral deve ser feita de forma racional.
Referências bibliográficas

Nybakken, J.W. (1988). Marine biology. An ecological approach. Harper and Row, Publishers, New York, 514p.

Sorokin, Y.I. (1993). Coral Reef Ecology. Ecological Studies. Vol. 102. Springer-Verlag Berlin Heidelberg. Germany, 465p. 
 Fonte:http://naturlink.sapo.pt/Natureza-e-Ambiente

Nº 22.433 - "Definitivamente, Temer, não!, por Luís Nassif"

   em ContrapontoPIG    *.* *07/10/2017* *Definitivamente, Temer, não!, por Luís Nassif* *O Jornal de todos Brasis* Do Jornal GGN - ...