17.4.12

Indiano planta sozinho floresta de 550 hectares

Após um episódio marcante na sua vida, um adolescente indiano decidiu plantar uma floresta para abrigar a vida selvagem. Trinta anos depois, a Mata Molai é um refúgio para muitas espécies ameaçadas.
Há cerca de 30 anos, Jadav "Molai" Payeng começou a semear num banco de areia perto da sua cidade natal, na região de Assam no norte da Índia. O seu objetivo era criar um refúgio para a vida selvagem. Pouco tempo depois, decidiu dedicar a sua vida a este trabalho e mudou-se para o local. Atualmente a região alberga uma floresta de 550 hectares que Payeng plantou sozinho à mão.

O jornal Times da Índia foi recentemente ao encontro de Payeng na sua floresta remota para aprender mais sobre este projeto de vida. Segundo Payeng, tudo começou em 1979 quando as cheias arrastaram um grande número de cobras para o banco de areia. Um dia depois, as águas recuaram e Payeng, na altura apenas com 16 anos, encontrou o local com inúmeros répteis mortos.

Foi um ponto de viragem na sua vida.

“As cobras morreram ao calor, sem a proteção das árvores. Sentei-me e chorei sobre os seus corpos sem vida. Foi uma carnificina. Alertei o departamento florestal e perguntei se poderiam plantar árvores lá. Responderam que nada cresceria ali. Disseram-me para tentar colocar bambu. Foi doloroso, mas fi-lo. Ninguém me ajudou. Ninguém estava interessado”, referiu Payeng agora com 47 anos.

Apesar de ter levados anos até o seu trabalho ter sido reconhecido internacionalmente, a vida selvagem da região começou a beneficiar do trabalho de Payeng desde o início.

Peyong demonstra um conhecimento notável do equilíbrio ecológico. Chegou a transportar para o seu ecossistema formigas para reforçar o seu equilíbrio natural. Pouco tempo depois, a área sem sombras transformou-se num ambiente autónomo onde habitam um grande número de seres vivos. A floresta, denominada Mata Molai, serve agora como refúgio para aves, veados, rinocerontes, tigres e elefantes, espécies criticamente ameaçadas pela perda de habitat.

“Estamos maravilhados com Payeng”, refere Gunin Saiki, assistente de conservação das florestas.

“Se tivesse sido em qualquer outro país, teria sido um herói.”

Fonte: http://www.treehugger.com

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