23.5.12

Seu filtro solar pode ser tóxico e prejudicar sua saúde?


  Em um estudo realizado pelo Guia Sunscreen 2012 de um grupo ambiental americano, apenas 25% dos 800 protetores testados conseguem proteger sem o uso de substâncias tóxicas.
Os resultados são um pouco melhor que nos anos anteriores, mas continua a nos surpreender por uma pequena quantidade de marcas que se encaixam como deveriam”, disse Nneka Leiba, analista sênior da instituição responsável pela pesquisa.
  Para que o filtro solar seja aprovado pela equipe de cientistas ele deve ser totalmente livre de oxibenzona e palmitato de retinila (um tipo de vitamina A), não ser acima de FPS 50, pois não existe proteção maior em fatores acima deste valor e proteger dos raios solares tanto UVA quanto UVB.
Substâncias tóxicas?
O grupo de pesquisa comentou que 56% dos protetores solares usados em praias, esporte e doméstico contém oxibenzona. A função primária dessa substância é absorver a luz ultravioleta, mas algumas pesquisas mostram que a oxibenzona pode ser absorvida pela pele, o que é altamente prejudicial.
A oxibenzona está diretamente ligada à disfunção hormonal e, potencialmente, causadora de danos celulares que podem levar ao desenvolvimento de câncer de pele, de acordo com os toxicologistas responsáveis pela análise.
Porém, a Academia Americana de Dermatologia afirma que a oxibenzona é segura. “Oxibenzona é um dos poucos ingredientes aprovados pelo FDA que fornece proteção eficaz em grande espectro de radiação UV e é aprovado desde 1978”, declarou Dr. Daniel M. Siegel, presidente da academia.
O FDA (órgão americano com a mesma função da ANVISA aqui no Brasil) também aprovou a oxibenzona para protetores solares em crianças a partir de 6 meses de idade. 
Os líderes do Guia Sunscreen continuarão fazendo pressões para banir esta substância, afirmando que a aprovação do mesmo foi uma grande falha do FDA. O grupo também adverte para os consumidores não usarem nenhum filtro solar que contenha palmitato de retinila.
  Estudos financiados pelo governo americano provaram que este tipo de vitamina A quando exposto ao sol aumenta o risco de câncer de pele. No entanto, estes relatórios foram demonstrados em ratos e as evidências em humanos ainda estão em fase de conclusão.
Segundo os cientistas, esta substância não faz absolutamente nada em termos de proteção. Os dermatologistas concordam, em grande parte, com as afirmações pelo grupo. 
O grupo ambientalista também afirma que os consumidores não devem usar filtros solares com FPS maior que 50. “É muito enganador colocar números acima de 50 nos rótulos, porque o consumidor terá uma falsa sensação de segurança e valores maiores que 50 não protegem mais”, disse Leiba.
Pesquisas de marketing já provaram que vender um produto com FPS 85 soa como muito mais proteção contra o sol do que um filtro solar com FPS 30, embora a diferença de proteção seja mínima. Protetores solares com FPS 15 protegem 93% de todos os raios UVB que chegam do sol. Um FPS 30 protege 97% e um com FPS 50 protege 98%.
Produtos com FPS mais alto como, por exemplo, FPS 100 oferecem 99,1% de proteção dos raios UVB”, declarou Ostad, participantes do grupo. “Você não precisa de valores tão altos de FPS, pois a diferença de proteção é mínima e, geralmente, esses produtos custam o dobro de um FPS 50”.
Outra coisa que os consumidores não sabem é que o FPS refere-se apenas a proteção dos raios UVB e não UVA.
Fonte:http://jornalciencia.com

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