31.7.12

União civil não basta

Bandeira do movimento gay no fundo com duas aliançcas na forma do símbolo masculino entrelaçadas
A demanda pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo é fundamentalmente uma demanda por direitos. Esta foi a tônica do Seminário Internacional “Casamento Civil Igualitário: os mesmos direitos com os mesmos nomes”, ocorrido no Rio de Janeiro, no dia 13 de julho, e que contou com a presença de especialistas de distintas áreas, autoridades e militantes do campo dos direitos humanos.

O evento foi organizado pelo deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, pelo Centro Cultural Justiça Federal e pelos Consulados Gerais dos Estados Unidos e da Argentina.

O evento iniciou com o desembargador federal André Fontes (2ª Região / RJ-ES) enfatizando que houve uma mudança de perspectiva no debate sobre a população homossexual. “Por muito tempo, a discussão notabilizou-se pelo preconceito e pela agressão. Não que isso tenha acabado. Mas o foco na questão dos direitos é um grande avanço nas questões jurídicas do país”, analisou.

O cônsul Alfred Boll, diretor da seção de assuntos políticos e econômicos do consulado americano, também destacou o rumo dos debates e conquistas nos Estados Unidos ao longo das últimas décadas. De acordo com ele, as mudanças têm sido na direção dos direitos civis. Ele lembrou que, em maio deste ano, o presidente Barack Obama declarou-se pessoalmente a favor do casamento gay. No ano passado, o governo norte-americano já tinha revogado a lei conhecida como “don’t ask, don’t tell”, que proibia militares de assumirem sua orientação sexual, sob pena de expulsão das corporações armadas.

O cônsul geral da Argentina no Rio de Janeiro, Marcelo Bertoldi, também destacou os avanços no seu país. De acordo com ele, após a reforma constitucional de 1994, os tratados internacionais sobre direitos humanos passaram a ter hierarquia constitucional, isto é, tornaram-se determinantes para a confecção de leis e políticas públicas na Argentina. Ele destacou ainda a aprovação, em 2010, do casamento civil pelo Congresso, tornando o país o primeiro na América Latina a conceder tal direito aos casais do mesmo sexo.

Nesse ponto, o deputado federal brasileiro Jean Wyllys, falando em seguida, afirmou que o Brasil, cuja relação entre pessoas do mesmo é reconhecida apenas como união civil — conquista concedida em maio de 2011 pela Suprema Corte –, precisa se articular ao contexto internacional. Autor de uma proposta de emenda à Constituição para estabelecer o casamento gay, o deputado lembrou que a Constituição brasileira prevê que o Estado reconheça apenas a união entre homem e mulher como entidade familiar, podendo, assim, convertê-la em casamento. “É um texto que tem o objetivo de impedir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Reconhecer os casais gays apenas sob a ótica da união civil nos retira direitos”, afirmou o deputado, sublinhando sua homossexualidade como inseparável da sua atuação parlamentar.

De acordo com o deputado, a permissão do casamento entre pessoas do mesmo irá ampliar os direitos destes casais, tais como direitos sucessórios, previdenciários, tutelares. “São 120 direitos a menos com a situação atual, na qual o Estado só nos reconhece na figura da união civil. Isso é problemático, pois nos desenha como indivíduos inferiores, de 2ª classe. A cidadania não deve ser ofertada parcialmente. Ela deve ser igual e justa”, afirmou.

A luta pelo casamento, argumentou o deputado Jean Wyllys, deve ser compreendida como um esforço simultâneo ao lado da luta contra a homofobia no país. Nos últimos meses, um debate se instalou no movimento LGBT acerca da pertinência de se desdobrar em mais de uma frente as demandas desta população. Criminalizar a homofobia ou permitir o casamento tornou-se o foco central. “A criminalização da homofobia anda junto com o casamento igualitário. Não são questões excludentes. São questões complementares e necessárias para a cidadania. Ambas irão fortalecer o Estado Democrático de Direito, já que contribuirão para a mudança das mentalidades. Uma vez aprovado o casamento civil, as pessoas certamente irão se sentir menos encorajadas e autorizadas a cometer homofobia, injúria e difamação. Os aparatos conceituais que nos excluem da cidadania plena e que legitimam a violência diária são diversos. Quanto mais demandas houver, melhor para o debate e para a efetivação de direitos ainda ausentes”, observou Jean Wyllys, acrescentando que tais demandas abrangem outras minorias sexuais (lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais).

O processo de luta pela cidadania LGBT, de acordo com o deputado, está articulado à laicidade do Estado brasileiro, cuja fraqueza é notada na dificuldade de tratar de temas relativos às pessoas LGBT no Congresso Nacional. “Temos uma separação meramente formal entre Estado e Igreja, principalmente por causa da atuação incisiva de denominações cristãs no Parlamento. A circulação da agenda LGBT é complicada. A bancada de congressistas fundamentalistas que se pautam por valores religiosos impede a aquisição de cidadania. O argumento destes setores, em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, é o de que o casamento tem como finalidade a procriação. O casamento não deve ser visto dessa forma. Deve ser visto como um meio para conseguir a felicidade. Os argumentos religiosos ferem a laicidade do Estado”, afirmou o deputado Jean Wyllys, que promove uma campanha pelo casamento civil igualitário http://casamentociviligualitario.com.br/.

O evento contou também com a participação do ministro Eugenio Raúl Zaffaroni, da Suprema Corte da Argentina, que falou sobre a luta pela igualdade. De acordo com o magistrado, é preciso conceituar igualação e igualdade, duas dimensões distintas. Na primeira, está presente a lógica de uniformidade, presente em regimes autoritários e totalitários. No segundo caso, está a equidade de direitos entre os diferentes. “A discriminação não é o reconhecimento ou a reiteração da diferença. É a expressão da hierarquização que o ser humano faz entre seus semelhantes. Demonstra o ímpeto corporativista de setores ou segmentos de uma população. A igualdade, pelo contrário, reconhece a diferença e tem como pressuposto o direito de convívio e bem-estar entre as pessoas”, argumentou Eugenio Zaffaroni.

A promoção do casamento igualitário, de acordo com o magistrado argentino, tem um efeito pedagógico, pois atua no combate à estigmatização ao demonstrar que os diferentes têm as mesmas prerrogativas. Para Eugenio Zaffaroni, a tendência a hierarquizar as pessoas é uma constante nas sociedades humanas. “O preconceito é uma realidade universal e toma como critério diversos aspectos. Ele existe em todas as sociedades. A natureza é a mesma: definir o outro como inferior. Por isso, a tentativa de dizer que alguns preconceitos são mais prejudiciais que outros prejudica o debate no campo dos direitos humanos”, observou.

O magistrado, no entanto, argumentou que a discriminação contra os homossexuais tem uma particularidade. “Se tomarmos os estigmas religiosos e raciais para comparação, veremos que nestes casos eles têm como critério algo visível: o negro discriminado tem na sua pele o motivo do estigma, o judeu ou muçulmano inferiorizado tem aparatos públicos (sinagogas, mesquitas) que tornam visíveis suas filiações religiosas. Já o indivíduo homossexual não cresce ou vive entre seus iguais. O preconceito surge dentro de casa. Nesse contexto, a pejoração é introjetada e, sobretudo na adolescência, um período crucial na formação da pessoa, a rejeição social vai sendo assimilada. Por este motivo, muitos gays tornam-se, eles próprios, homofóbicos. A homofobia também é um medo da própria homossexualidade”, afirmou o magistrado.

De acordo com Eugenio Zaffaroni, a homofobia, portanto, é um problema de saúde pública e deve ser encarada desta forma pelas autoridades. “Há um desequilíbrio psíquico articulado à homofobia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como equilíbrio entre mente e corpo. É função do direito providenciar o bem-estar geral da população, o que inclui o direito à saúde como imprescindível”, explicou Zaffaroni.

Em sua exposição, o desembargador federal (TRF/2ª Região) Guilherme Calmon falou sobre o tratamento que o direito brasileiro tem dedicado às questões conjugais. De acordo com ele, a afetividade e a consensualidade têm servido como bases jurídicas para definir entidade familiar. “O Brasil tem experimentado, nos últimos tempos, uma ordem jurídica inclusiva, na qual os direitos dos casais têm sido reconhecidos como uma forma de equacionar problemas históricos em termos de exclusão e de setores vilipendiados da sociedade. Nesse sentido, o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo deve ser um desdobramento lógico à aprovação da união civil pelo Supremo Tribunal Federal no ano passado. O casamento, enquanto figura jurídica, estabelece proteção mais ampla ao casal. Concede mais cidadania a tais casais. É uma demanda que o país terá que resolver”, concluiu o desembargador Guilherme Calmon.

Colaborou na matéria o estudante Lucas Freire (Ciências Sociais/IFCH/UERJ).
Clique para acessar o site da campanha Casamento Civil Igualitário http://casamentociviligualitario.com.br/
Fonte: CLAM
Visite o Site :http://www.inclusive.org.br

Museu Histórico Nacional - RJ

Museu Histórico Nacional completa 90 anos com programação especial no RJ
  Sediado no Rio de Janeiro (RJ) e vinculado ao Ibram/MinC, o Museu Histórico Nacional (MHN) completa 90 anos de existência no dia 2 de agosto.

Para celebrar a data, o MHN preparou uma programação especial que inclui exposição temática e o lançamento de selo e carimbo comemorativos, além de aplicativo multimídia.

Museu Histórico Nacional – 90 Anos de Histórias, será aberta no dia 2, às 18h30, com a participação da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, do presidente do Ibram, José do Nascimento Jr., e da diretora do MHN, Vera Tostes.

A exposição revela a trajetória da instituição, criada em 2 de agosto de 1922, pelo Presidente Epitácio Pessoa, no âmbito da Exposição Internacional Comemorativa do Centenário da Independência do Brasil.

Dividida em módulos temáticos, a mostra apresenta 350 peças representativas do acervo do museu, incluindo a primeira peça incorporada à coleção – uma casaca de senador da época do imperador D. Pedro II – e a mais recente, um uniforme de gari doado pela Comlurb.

A partir da exposição, o visitante terá a oportunidade de conhecer melhor a trajetória do MHN: a formação do acervo, que hoje reúne cerca de 350 mil itens, e as iniciativas pioneiras – como a criação da primeira escola de Museologia do país e do primeiro serviço federal de proteção ao patrimônio nacional.

Durante a abertura, serão lançados o selo (ao lado) e o carimbo comemorativos dos 90 anos do MHN produzidos pelos Correios. Foram produzidos, sob encomenda, 12 mil exemplares, que estarão à venda na loja do museu.

O MHN vai lançar ainda aplicativo gratuito e disponível para iPhone, iPad e iPod Touch, com vasto conteúdo multimídia (áudio, fotos e vídeos). O aplicativo estará disponível para download via internet. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Imagens: Divulgação MHN

27.7.12

27 de Julho - Dia do Motociclista

Os "12 Mandamentos" do Motociclista 

Enquanto as autoridades se dividem entre propor medidas de restrição ao uso da moto e fazer campanhas educativas para os Motociclistas, o motociclista Lucas Pimentel valendo-se de sua experiência a frente da ABRAM - Associação Brasileira de Motociclistas elaborou de maneira clara e prática uma lista contendo os "Doze Mandamentos" para a segurança dos motociclistas no trânsito.
A Associação Brasileira de Motociclistas (Abram) tem uma lista com "Doze Mandamentos" para a segurança dos motociclistas nas ruas e nas estradas brasileiras:

1 – Mantenha a motocicleta sempre em ordem 

Verifique a calibragem e o estado geral dos pneus; cheque o funcionamento do farol, setas, lanterna e luz de freio; verifique o cabo, lonas, ou pastilhas, fluido e a regulagem se for freio hidráulico; confira o cabo, e a regulagem da folga ideal do sistema hidráulico; revise os amortecedores traseiros e as bengalas dianteiras quanto a vazamentos; verifique a vela, cachimbo e cabo; troque periodicamente o conjunto de coroa, corrente e pinhão; tenha sempre a mão a CNH e o CRLV; utilize o protetor de pernas (mata-cachorro) e a antena anti-cerol.

2 – Pilote utilizando equipamentos de segurança 

Capacete aprovado pelo Inmetro; calça e jaqueta de tecido resistente (preferencialmente de couro); botas ou sapados reforçados e luvas (de preferência de couro).

3 – Reduza a velocidade 

Quanto menor a velocidade, maior será o tempo disponível para lidar com o perigo de uma condição adversa ou situações inesperadas, como mudança súbita de trajetória de outro veículo.

4 – Atenção e concentração 

O ato de pilotar motocicletas exige muita atenção do motociclista, por isso evite se distrair.

5 – Respeite a sinalização de trânsito 

Conheça e respeite os sinais e as placas de trânsito.

6 – Cuidado nos cruzamentos 

Os cruzamentos são os locais de maior incidência de acidentes de trânsito, então redobre a atenção e reduza a velocidade ao se aproximar dos mesmos, principalmente nos cruzamentos sem sinalização de semáforos.

7 – Cuidado nas ultrapassagens 

Sinalize as manobras com antecedência e certifique-se de que você realmente foi visto pelo motorista a ser ultrapassado. Tenha cuidado ao passar entre veículos, principalmente ônibus e caminhões.

8 – Cuidado com pedestres 

Lembre-se de que o pedestre tem prioridade no trânsito urbano. Seja cordial e fique alerta para os pedestres desatentos, principalmente crianças e idosos.

9 – Seja visto 

Ao pilotar à noite, use roupas claras e com materiais refletivos.

10 – Alcoolismo 

Está comprovado que bebida e direção não combinam. Então, se beber, não pilote. Fique vivo no trânsito.

11 – Mantenha distância 

É imprescindível manter uma distância segura dos veículos à frente (cerca de cinco metros), principalmente em avenidas e rodovias.

12 – Cuidado com a chuva 

Redobre a atenção, reduza a velocidade e evite freadas bruscas; lembre-se de que nestas condições o tempo de frenagem é duas vezes maior que o normal.
Elaborado por Lucas Pimentel, presidente da Associação Brasileira de Motociclistas (ABRAM), reprodução somente com autorização.

Nota
Os 12 Mandamentos do Motociclista, na forma de mini-cartilha foi recentemente distribuído no Salão da Motocicleta/Salão das Motopeças. Além disso, é um dos temas das palestras que a entidade realiza através do PRAM – Programa de Prevenção de Acidentes com Motocicletas.
Fonte:www.abrambrasil.org.br

 Crédito da imagem: Marcos Vasconcelos Photography

Antártida

Um verdadeiro “Grand Canyon” foi descoberto sob o gelo da Antártida

Uma enorme fissura na superfície da Terra, que poderia rivalizar com a majestade do Grand Canyon, foi descoberta escondida sob vasta camada de gelo da Antártida.

Apelidado de Rift Ferrigno, a geleira que preenche as paredes íngremes do abismo e que levam ao seu nível mais profundo, medem aproximadamente 1,5 km. Tem cerca de 10 km de diâmetro e pelo menos 100 km de comprimento, sendo possível se estender por muitos quilômetros para o mar.

A fenda foi descoberta durante uma viagem cansativa de 2.400 km que, salvo algumas conveniências modernas, relembra os dias de início de exploração da Antártida. E ela veio como uma grande surpresa, de acordo com o primeiro homem que percebeu que algo incrível, literalmente, estava escondido sob os pés a 1 km de gelo.

Exploração

Robert Bingham, um glaciologista da Universidade de Aberdeen, junto com o assistente de campo Chris Griffiths, havia embarcado em uma viagem de nove semanas durante a temporada de campo em 2009-2010 para o levantamento do Glacier Ferrigno; um homem da região tinha visitado o local anteriormente apenas uma vez, 50 anos antes. Durante a última década, os satélites revelaram que a geleira é o local mais dramático em perda de gelo no Oeste da Antártida – um espaço pequeno de terra que aponta na direção da América do Sul.

A equipe, formada por apenas dois homens estabelecida a bordo de motos de neve, arrastando equipamentos de radar para medir a topografia da rocha debaixo do gelo varrida pelo vento, preparou-se para o trabalho de campo árduo, mas sem planejamento ou expectativas, porém a surpresa veio em seguida.

Foi em um dos primeiros dias que nós estávamos dirigindo, fazendo o que achamos ser uma pesquisa completamente normal, quando eu notei uma camada de gelo afundando”, disse Bingham.

O afundamento foi tão repentino e tão profundo que levou Bingham a voltar pelo menos três vezes ao local para verificar os dados, e viu o mesmo padrão. “Temos a sensação de que havia algo realmente emocionante lá embaixo”, disse ele ao Our Amazing Planet. “Foi uma das missões científicas mais emocionantes que eu já tive”.

Implicações escorregadias

Bingham comparou o abismo escondido com o Grand Canyon em escala, mas disse que as forças tectônicas de rifteamentos continentais - em contraste com a erosão - criaram o Rift Ferrigno, arrancando a fissura de paredes, provavelmente dezenas de milhões de anos atrás, quando a Antártida estava livre de gelo.

Apesar da excitação em torno da descoberta, ela tem implicações mais profundas. “A existência do Rift Ferrigno, afeta profundamente a perda de gelo”, afirmaram Bingham e co-autores do British Antarctic Survey em um artigo publicado na revista Nature em 25 de julho
Fonte:http://jornalciencia.com

26.7.12

26 de Julho - Afro Jhow Cordeiro de nanã



Este video homenageia a todas as Mães, Mulheres Guerreiras, Iabás. Negra Jhô representando a Orixá Nanã Buruku, esta é uma orixá muito antiga, que em diversos mitos aparece como co-criadora do mundo (no mesmo patamar de Oxalá e de Olorum). É uma das esposas de Oxalá (ao lado de Iemanjá) e em muitas regiões brasileiras recebe o carinhoso apelido de Vovó. Tem como atributos a fecundidade, a riqueza e o ciclo de morte e renascimento. Seu domínio é a lama, mistura de terra e água que simboliza a origem da vida. No sincretismo religioso, está associada a Santa Ana, mãe de Maria.
Enviado por  

19.7.12

Cem anos de Luiz Gonzaga


Nesses cem anos de nascimento de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião vai fazer a festa no céu enquanto nós a faremos aqui na Terra, até o dia que Deus permitir

19/07/2012

Roberto Malvezzi (Gogó)

Estamos celebrando aqui no Nordeste os cem anos do nascimento de Luiz Gonzaga. Nasceu em 13 de Dezembro de 1912. Além da dimensão artística, é indubitável o papel de sua música na difusão do imaginário sobre o Nordeste, inclusive do ponto de vista ambiental e social.

Fiz com Targino Gondim e Nilton Freitas o CD “Belo Sertão”, numa tentativa de valorizar a importância social da música de Luiz Gonzaga. Fizemos um diálogo de composições como o pout pourri de Asa Branca (Asa Branca, Triste Partida e Volta da Asa Branca), Súplica Cearense, Jesus Sertanejo, Riacho do Navio, etc. Fomos dissecando o que significa cada uma dessas músicas nesse contexto, porque elas existem, qual a razão de tanta celebridade desses clássicos nordestinos. Ao mesmo tempo, na lógica da convivência com o semiárido, compusemos – inclusive com outros compositores - Água de Chuva, Beleza Iluminada, Belo Sertão, Boato Ribeirinho, Estalo de Fogueira e outras.

Curioso como esse trabalho se difundiu no Nordeste muito mais nas escolas, universidades e setores da educação popular que propriamente no mundo do show business. Há inclusive monografias de mestrado estudando o semiárido a partir da música, influenciadas pelo que viram e ouviram no CD.
Foi Luiz Gonzaga, junto com seus poetas como Zé Dantas, Patativa do Assaré e Humberto Teixeira – muitos outros - que divulgaram o sertão nordestino que está no imaginário do povo brasileiro. Claro que pintores como Portinari, poetas como João Cabral de Melo Neto, romancistas como Graciliano Ramos, dramaturgos como Ariano Suassuna, se somaram nessa divulgação, mas como uma crítica à crueldade da fome e da sede que pairavam sobre o semiárido.

Hoje temos a convivência com o semiárido. Acabamos com as grandes migrações, as frentes de emergência, a mortalidade infantil, os saques. Mesmo numa seca como essa, a tragédia social já não reina como nos tempos da “Asa Branca”.

A música de Gonzaga continua viva por ser uma obra prima da cultura popular, mas a nossa realidade mudou. Há muito por caminhar, mas grande parte do caminho foi feito. Gonzaga gostaria de ver a volta de grande parte dos migrantes nordestinos para o Nordeste.

Sem perdermos nossas raízes culturais, principalmente a musical, hoje já podemos fazer novos baiões, novos xotes, novos rastapés, um novo forró, para a alegria nordestina que nunca morre.
Nesses cem anos de nascimento de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião vai fazer a festa no céu enquanto nós a faremos aqui na Terra, até o dia que Deus permitir.


Roberto Malvezzi (Gogó) é assessor da Comissão Pastoral da Terra.
Fonte:http://www.brasildefato.com.br

Brasil Turismo - Campos do Jordão

44ª Festa da Cerejeira em Flor

Leandro Amaral
44ª Festa da Cerejeira em Flor
Uma das mais tradicionais festividades de Campos do Jordão: a 44ª Festa da Cerejeira em Flor acontece a partir do próximo final de semana na cidade. A tradicional festa conta com a dedicação da colônia japonesa local e acontece no Parque das Cerejeiras – Recanto Sakura Home com entrada franca e acontece nos dias 21, 22, 28 e 29 de julho e 4 e 5 de agosto.

Uma das principais atrações da festa é sem dúvida a culinária típica japonesa, que poderá ser saboreada pelo público presente. Entre as delícias, estará o Bentô, o Sushi, o Tempurá, a Truta na Chapa, o Udon além do tradicional Yakissoba, uma espécie de macarrão incrementado com carne, vegetais e molhos especiais. Além disso, a festa conta ainda com diversas atrações musicais e danças típicas. O Parque está ornamentado com árvores de cerejeiras em flor.

Informações sobre a festa podem ser conferidas no site www.guiacampos.com/festadacerejeira

História
As primeiras cerejeiras vindas do Japão foram plantadas em 1936, por ocasião da inauguração do Sanatório Dojinkai. Eram da variedade "Takasago" e se adaptaram bem ao clima de Campos do Jordão e continuam apresentando belas floradas no início da primavera.

Em 1937, para comemorar a fundação da Colônia Lageado, Dr. Shizue Hosoe enviou 10 mudas das variedades Taizan, Botan e Amazonas, plantadas pelos colonos da região. Esses plantios se constituíram teste bem sucedido, pois as cerejeiras se aclimataram bem ao clima da Mantiqueira, sendo Campos do Jordão a única região no Brasil, onde as cerejeiras do Japão floresceram efetivamente.

Posteriormente foi introduzida a variedade Okinawa, precoce que floresce no inverno. O floricultor Mário Utyiama dedicou-se à multiplicação de outras variedades Benifuken, Yoshiro, e Oshima mediante enxerto em espécies diferentes produziu variedades híbridas.

A florada das cerejeiras começou a atrair japoneses de diversas regiões do Estado, saudosos do espetáculo das Sakuras em flor, que, anualmente, presenciavam na sua terra. Com isso, número de visitantes cresceu de ano para ano, fato que despertou nas autoridades jordanenses a ideia de criar um evento com festividades musicais, danças, feira de artesanato para recepcionar esses visitantes.

Em 5 de outubro de 1968, o prefeito municipal em exercício, Arakaki Masakasu sancionou lei da Câmara Municipal, de autoria do vereador Fausto Bueno de Arruda Camargo, instituindo a Festa da Cerejeira em Flor.

As primeiras festas foram realizadas na "Cogumelândia", em Vila Jaguaribe, então propriedade de Mário Utyiama, posteriormente transferidas para o Bosque São Francisco Xavier, onde as cerejeiras floresciam em abundância, principalmente a variedade Yoko, plantadas por Hirofumi Haruna.
Fonte:http://www.jornaldaorla.com.br

14.7.12

Dinossáuros

Ovos recém-descobertos suportam hipótese que relaciona evolutivamente as aves atuais com os dinossáuros

Filipa Alves


Os ovos  de dinossáuro foram descobertos em Lleida (Catalunha – Espanha) mas, ao contrário dos outros ovos destes répteis comuns na área têm uma forma assimétrica oval, que é característica das de aves atuais como as galinhas e que resulta do facto de, por terem um só oviduto, poderem formar apenas um ovo de cada vez.
Um conjunto fósseis recém-descobertos em Espanha é o mais recente contributo para a discussão sobre a possível origem das aves a patir dos dinossáurios, um assunto controverso.

Os fósseis em causa correspondem a um conjunto de ovos de dinossáurio recuperados em Lleida (Catalunha) por paleontólogos espanhóis na área de Montsec, na região Sul dos Pirinéus, que no Período Cretácico há mais de 70 milhões de anos, era uma zona costeira e que é particularmente rica em ovos de dinossáuro.

No entanto, os ovos em causa distinguem-se dos restantes, pertencentes, sobretudo a Saurópodes, por serem terem uma forma assimétrica oval, uma característica muito pouco comum em ovos do fim do Cretácico e que é característica das galinhas atuais.


Com efeito, a forma oval deve-se ao facto das aves apenas possuírem um canal de formação de ovos – denominado oviduto – e é produzida pelo seu istmo, responsável pela criação da membrana do ovo, é explicado em Comunicado pela Universidade Autónoma de Barcelona, a que pertence um dos investigadores que protagonizaram a descoberta. 

Comparando com outros fósseis verifica-se que os invulgares ovos ovais de dinossáurio apenas são semelhantes a um ovo recuperado na Argentina, e que pertence a uma ave primitiva - e dos quais se distinguem pela textura da casca – sendo ambos intermédios entre os ovos de um tipo de dinossáurios, denominados terópodes, e as aves atuais. 

Deste modo, os autores da descoberta, que a anunciaram recentemente na revista Palaeontology, concluem que os ovos por em causa constituem uma prova que suporta a teoria de que as aves atuais se relacionam evolutivamente com os dinossáurios terópodes. 

Lémures

Os lémures tornaram-se o grupo de mamíferos mais ameaçado

Filipa Alves
Segundo os especialistas no terreno mais de 90% do total de 103 espécies deste tipo de primata, que apenas existe no meio silvestre em Madagáscar, devem ser incluídas nas 3 categorias – “Criticamente Em Perigo”, “Em Perigo” e “Vulnerável” – que incluem as espécies ditas Ameaçadas da Lista Vermelha.
Uma atualização do estado das populações das várias espécies de lémure levada a cabo por investigadores do Grupo de Especialistas em Primatas (PSG) da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) revela que a precária situação de conservação desde grupo de primatas agravou-se de forma muito significativa desde 2008, quando tinha sido feita a última avaliação.

Com efeito, em 2008, eram apenas 8 as espécies incluídas com grau de ameaça máximo (“Criticamente Em Perigo”), ao passo que 18 tinham sido classificadas como “Em Perigo” e 14 como “Vulneráveis”, mas em 2012 esses números aumentaram para 23, 54 e 19, respetivamente.

“Isto significa que 91% de todas as espécies de lémures foram avaliadas como pertencendo a uma das 3 categorias de [espécies] ameaçadas da Lista Vermelha, o que corresponde, de longe, à maior proporção de qualquer grupo de mamíferos”, afirma Russ Mittermeier, responsável máximo do PSG e presidente da prestigiada organização Conservation International.

Os investigadores no terreno identificaram como causas do declínio alarmante das populações de lémures não só a desflorestação, uma ameaça que já tinha sido reconhecida, mas também, a caça, que até à data não existia.

Ambos os fenómenos, intimamente relacionados, são uma consequência da ausência de fiscalização e aplicação da lei, que são o espelho da desorganização e instabilidade que caracteriza o país, onde ocorreu um golpe de Estado em 2009 mas, até à data, não houve eleições.

O relatório produzido pelos especialistas da IUCN, que também confirma o reconhecimento de novas espécies de lémure, vai ser revisto e servirá de base à atualização da Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas do próximo ano.
Fonte: www.bbc.co.uk

11.7.12

Cientista afirma que alienígenas existem

Cientista afirma que alienígenas existem e são parecidos com águas-vivas gigantes



Os alienígenas existem sim, é o que afirma uma pesquisadora ‘corajosa’, alegando que são iguais as águas-vivas.

A médica e pesquisadora Alderin-Pocock prevê que os seres extraterrenos flutuem em nuvens de metano, recolhendo nutrientes em suas bocas.

Os alienígenas conseguem manterem-se no ar por meio de “sacos de flutuação”, parecidos com cebolas infladas, e se comunicam utilizando pulsos de luz.

A Dra. Alderin-Pocock é uma importante e respeitada cientista espacial da empresa Astrium Europeia. Ela afirmou ao The Telegraph: “Nossa imaginação é naturalmente limitada por aquilo que vemos ao nosso redor e da sabedoria convencional que acreditamos que a vida só possa existir com carbono e água”.

Mas alguns pesquisadores estão fazendo trabalhos emocionantes, jogando ideias, tais como formas de vida baseadas em silício. Este elemento está abaixo do carbono na tabela periódica, mas possuem várias semelhanças e é amplamente disponível no universo”.

E ela continua:http://jornalciencia.com/universo/diversos/1861-cientista-afirma-que-alienigenas-existem-e-sao-parecidos-com-aguas-vivas-gigantes

7.7.12

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro é a primeira cidade do mundo a receber o título de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural

 



As belezas naturais e integração do homem com sua paisagem fizeram do Rio de Janeiro a primeira cidade do mundo a receber o título de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), neste domingo 1º de julho. 

A candidatura da cidade maravilhosa foi apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O reconhecimento do Rio representa um novo olhar sobre os bens culturais inscritos na Lista do Patrimônio Mundial. 

A partir de agora, o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e a praia de Copacabana, além da entrada da Baía de Guanabara serão alvo de ações integradas visando a sua preservação como paisagem cultural. Os bens da capital carioca reconhecidos pela Unesco incluem ainda o forte e o morro do Leme, o Forte de Copacabana, o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo. 

A presidenta Dilma Rousseff afirmou que a decisão da Unesco é  “motivo de orgulho para todo o Brasil”. Em comunicado, ela ressaltou a importância do reconhecimento da cidade que vive um momento de mudança: “Um estímulo para que o Rio prossiga sua trajetória de revitalização e crescimento”. 

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, acompanhou o trabalho e comemorou a decisão que resultou na inclusão de mais um bem brasileiro na Lista de Patrimônio Mundial. Para a ministra, o resultado vem “coroar um belíssimo trabalho que evidencia a cidade hoje mundialmente conhecida por sua beleza e excepcionalidade”, ressalta. 

Eloi Ferreira de Araujo, presidente da FCP, acredita que o título é um estímulo para que a cidade, conhecida como a mais bela do mundo, continue com o sentido de ser também a mais acolhedora, abraçando a diversidade de negros, indígenas, brancos e ciganos. “Enfim, todos os elementos formadores da nossa identidade nacional.” 

Circuito histórico da herança africana – O patrimônio histórico e cultural do Rio de Janeiro também será preservado por meio de uma rota que guarda vestígios arquitetônicos e arqueológicos das comunidades de escravos trazidos da África. O roteiro possui locais de visitação com informações para estudantes, moradores, estudiosos e turistas. 

Em 16 de novembro de 2011 foi criado, por meio do Decreto nº 34.803, de 29 de novembro, o Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, que compreende o Cais do Valongo e da Imperatriz, os Jardins do Valongo, a Pedra do Sal, o Largo do Depósito, o Cemitério dos Pretos Novos (no Instituto Pretos Novos) e o Centro Cultural José Bonifácio. 

O circuito é um conjunto de locais marcantes para a memória da cultura afro-brasileira que será transformado em áreas de visitação com informações para estudantes, moradores, estudiosos e turistas. 

Pontos de destaque do Circuito: 

Cais do Valongo – Maior porto de chegada de escravos do mundo, o Cais de Valongo, onde desembarcaram mais de um milhão de pessoas. A antiga estrutura portuária surgiu com as escavações para revitalizar o local, logo abaixo do Cais da Imperatriz. Foram encontrados no local, objetos utilizados pelos escravos no século XIX, tais como, botões produzidos a partir de ossos bovinos, cachimbo de cerâmica e búzios utilizados em atividades religiosas. Em 4 de setembro de 1843, desembarcou no Rio de Janeiro a princesa da casa reinante de Nápoles, Thereza Cristina de Bourbon, para se casar com Dom Pedro II. Para a chegada da futura imperatriz, o imperador ordenou as obras de embelezamento e melhoramento do Cais do Valongo, que ganhou um pavilhão de luxo e passou a se chamar de Cais da Imperatriz. 

Pedra do Sal – No local, o sal era descarregado por africanos escravizados que trabalhavam como carregadores nos cais de atracação e trapiches. Nos degraus escavados na rocha foram fundados os primeiros ranchos carnavalescos, afoxés e pontos ritualísticos na segunda metade do século x i x. Após o trabalho, sambistas estivadores se reuniam para as rodas de samba nas casas das tias baianas. 

Jardim do Valongo – A construção do Jardim Suspenso do Valongo foi parte do plano de remodelação e embelezamento da cidade pelo prefeito Pereira Passos, projetado pelo arquiteto Luis Rey, inaugurado em 1906. Ali foram acolhidas quatro estátuas de mármore carrara – Marte, Ceres, Vênus e Juno – retiradas do Cais da Imperatriz. Hoje, elas estão no Palácio da Cidade, em Botafogo. 

Largo do Depósito – Por volta de 1770, o Marques de Lavradio transferiu o mercado de escravos da Praça XV para a região do Valongo. O Largo do Depósito, hoje Praça dos Estivadores, era onde se concentravam os armazéns dos “negociantes de grosso trato” que controlavam o mercado negreiro. Em 1831, foi extinto o depósito de escravos na rua do Valongo.

Instituto Pretos Novos – A transferência do mercado de escravos da Praça XV para o Valongo implicou a mudança do Cemitério dos Pretos Novos do Largo de Santa Rita para o Caminho da Gamboa – hoje, a Rua Pedro Ernesto, 36, onde funciona o Instituto Pretos Novos. O sítio arqueológico foi descoberto em 1996, quando moradores faziam sondagem de solo para obras. Arqueólogos da prefeitura coletaram vários tipos de vestígios e milhares de fragmentos de ossos humanos misturados.


Investigadores portugueses produzem gomas saudáveis

Filipa Alves

Dois Microbiólogos da Universidade Católica do Porto criaram uma nova receita  de gomas tendo retirado açúcar e adicionado vitaminas, minerais, fibras e bactérias benéficas, sem alterar a doçura e textura que torna este tipo de guloseima tão apetecível.
As escolhas alimentares podem usar dois tipos de critérios – ser benéficas para a saúde ou ser saborosas. Muito frequentemente, há que decidir entre um ou outro porque é vulgar que um alimento que é apetecível em termos de paladar nem sempre é saudável.

As gomas são um exemplo disto mesmo, ou eram-no, até recentemente, porque dois cientistas portuenses criaram as primeiras gomas que não só não são prejudiciais para a saúde como também podem trazer-lhe benefícios.

Com efeito, Silvino Henriques e Filipa Rocha, com formação em Microbiologia pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto e experiência em investigação na área alimentar, criaram uma inovadora receita para a produção de gomas.

Esta receita distingue-se das formulações tradicionais por apresentar quantidades reduzidas dos ingredientes menos saudáveis, como é o caso do açúcar, e incorporar elementos importantes para o bom funcionamento do organismo como as vitaminas, os minerais, as fibras e as bactérias benéficas, como são as probióticas.

O resultado deste processo criativa baseado na investigação científica são as gomas Nutrally, com metade das calorias, mas a mesma doçura, sabor e textura.

Saiba mais sobre as gomas Nutrally aqui 
Fonte: www.nutrally.eu

Nº 22.433 - "Definitivamente, Temer, não!, por Luís Nassif"

   em ContrapontoPIG    *.* *07/10/2017* *Definitivamente, Temer, não!, por Luís Nassif* *O Jornal de todos Brasis* Do Jornal GGN - ...