14.8.12

Campus Party Recife

Pela primeira vez a Campus Party aconteceu fora de São Paulo. A organização do evento conseguiu planejar e executar tudo em cerca de um mês e o evento saiu do papel, ganhando vida no Centro de Convenções e Chevrolet Hall, do Recife.
Foram cinco dias, de 26 a 30 de julho, para aproveitar a internet super rápida de 5GB, a convivência com outros 2 mil campuseiros, nome dado aos participantes do evento, 180 atividades e mais de 200 horas de conteúdo.
Pedro Duarte/Esp.EM
Computador construído com papelão
A Campus Party Recife equilibrou bem os quatro temas principais: inovação, sustentabilidade, empreendedorismo e inclusão social, com atrações de entretenimento e webcelebridades brasileiras.
Contudo, grande parte dos campuseiros mal acompanhou a programação dos cenários temáticos: Pitágoras, Galileu, Michelangelo e Stadium. Foram ao evento mesmo, para aproveitar a internet rápida, a interação com a galera, jogar muito e curtir as conversas madrugada afora. Afinal, 800 participantes acamparam no local do evento, com kits de sobrevivência: toalha, travesseiro, cafeteira, macarrão instantâneo, sanduicheira, muitos pacotes de biscoito e salgadinhos, e mudas de roupa.
Atenção total somente aos grandes destaques, como a mesa de discussão comandada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O cenário principal atraiu empreendedores em potencial que ficaram conhecendo um pouco mais sobre como dar o pontapé inicial na empresa e conseguir bons investidores.
O Vice-Presidente do Facebook da América Latina, Alexandre Hohagen, também atraiu um bom público, mesmo bastante desconfortável com toda a informalidade do evento. Ao final da palestra, Hohagen, se recusou a responder perguntas mais polêmicas feitas pela plateia: nada de falar sobre a queda no valor das ações, por exemplo, “não estou aqui para falar de números”, anunciou.
 
O representante da Rede Social saiu do palco protegido por um cordão de isolamento. O mesmo só aconteceu com PC Siqueira, apresentador da MTV e webcelebridade. Quando PC terminou o bate papo no cenário Michelangelo com Maurício Cid (Não Salvo); Rodrigo Fernandes (Jacaré Banguela); Murilo Gun, (Stand Up Comedy) fãs ficaram frustrados por não conseguirem fotografias e autógrafos. 
 
Pedro Duarte/Esp.EM
Campuseiros não dispensam os preciosos kits de sobrevivência
 
 
O Michelangelo, cenário escolhido para as atrações pop ficou pequeno demais e alguns campuseiros tentaram até escalar a estrutura do evento para ter uma visão melhor dos simpáticos gordinhos do Jovem Nerd, Alexandre Alottoni e Deive Passos. Os nerds saíram do evento depois da meia noite, atendendo a pedidos dos fãs. Jurandir Filho do Rapaduracast, Ph Santos do Iradex, Tato Tarcan e Prof. Maury do weRgeeks também conversaram com fãs por cerca de duas horas após o final da mesa de discussão sobre podcast.
A segurança do evento foi cuidadosa: registrou toda a circulação de pessoas, computadores e nem mesmo as assessoras de imprensa do evento escapavam de ser revistadas toda vez que entravam e saíam do local. O público teve de se preocupar mesmo em não esquecer o momento de ecoar os constantes gritos de “uooh” que alguém sempre começava, de algum lugar do Chevrolet Hall. 
 
E falando em “uooh”, um episódio do desenho do Pica-Pau foi passado repetidas vezes nos três telões principais. Toda vez que o “inimigo” do protagonista aparecia, um “uooh” gigante tomava conta do local, arrancando risos de satisfação. Os telões também exibiram o jogo da seleção brasileira nas Olímpiadas, embora não tenha chamado atenção de quem estava entretido nos próprios monitores. Rolou também a final dos campeonatos de videogame – esses jogos sim, acompanhados de perto.
Pedro Duarte/Esp.EM
Durante a madrugada
Voltando às atrações principais, Bel Pesce, brasileira de 24 anos, formada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), estagiou na Microsoft, foi à um churrasco na casa de Bill Gates, trabalhou na Google e é sócia de uma empresa que há pouco tempo recebeu US$8 milhões de investimento, a Lemon. Pesce foi, sem dúvida, a atração individual mais concorrida. Ela é também uma webcelebridade e seu ebook, “A Menina do Vale”, foi baixado mais de 500 mil vezes gratuitamente. O carisma e humildade no palco conquistaram a plateia, “sou uma pessoa normal que corre atrás, não tenho nada de especial”, repetia.
O chileno Julián Urgate, fundador da ONG Teto, também serviu de inspiração para os campuseiros e outras milhares de pessoas que assistiam às palestras, também transmitidas online. Vestindo uma camiseta da banda Guns N’ Roses, começou a sua história mostrando fotos de família e repetindo muitas vezes a frase (também projetada nos telões): “O desejo de fazer algo, mesmo que pareça impossível”. A ONG de Ugarte atua em 20 países, construindo casas para moradores em favelas e negociando com grandes empresas a redução de custo de vida para essas pessoas, além da inclusão digital.
A Campus Party recebeu visitantes de 20 estados do Brasil e oito países, conseguiu reunir pessoas com interesses diferentes e manteve até a movimentação dos hotéis no finalzinho da alta temporada. O encerramento oficial foi no domingo, reservando o último dia à desarrumação das máquinas e barracas dos campuseiros que, pelo que deu para ver, vão sentir falta do espírito empreendedor e jovial – como se algo estivesse sempre para acontecer a qualquer momento – do cenário tecnológico, das informações e exemplos de vida, e, principalmente, de ecoar os consolidados “uooh” várias vezes por dia.
Fonte:http://www.divirta-se.uai.com.br

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