27.9.12

Nuvens, quando o invisível se revela



Alexandre Vaz
 
 
 
Quando a humidade atmosférica se revela criam-se as nuvens, de suprema importância para a vida na Terra. Qualquer que seja a perspectiva com que as encaremos, uma visita ao mundo das nuvens é, quase por definição, apaixonante.

Nem mesmo nos desertos mais áridos, o ar é desprovido de humidade. Quando esta se torna visível, chamamos-lhe nuvem. As nuvens são simultaneamente causa e efeito de uma série de fenómenos atmosféricos e nessa medida, têm um forte impacto nas nossas vidas. Elas dizem-nos que roupa devemos vestir, se devemos usar óculos de sol e mesmo se devemos ficar em casa ou ir à rua.
A humidade existente no ar provém em cerca de 90% da evaporação dos oceanos. Sempre que uma massa de ar carregada de humidade arrefece, a água até ali no estado gasoso condensa em minúsculas gutículas ou cristais de gelo e torna-se visível.

Os fenómenos que estão na origem do aparecimento de nuvens são de origem diversa e podem actuar separadamente ou em conjunto, dando origem a nuvens muito diferentes umas das outras. De uma forma geral, a temperatura do ar vai diminuindo à medida que a altitude vai aumentando. Daí que sempre que uma massa de ar é, por qualquer motivo, impelida para cima, entra em contacto com um meio mais frio, levando a que a água em si contida se condense e forme nuvens. Existem várias razões para que o ar se desloque verticalmente. A convecção, resulta do aparecimento de correntes ascendentes, provocadas pelo aquecimento da superfície da Terra, que impelem o ar para cima e que podem originar nuvens. As nuvens frontais formam-se sempre que uma massa de ar quente se encontra com uma massa de ar frio: a primeira é empurrada no sentido ascendente e condensa, formando nuvens densas e até tempestades. Existem ainda, as nuvens orográficas, que como o nome indica estão intimamente ligadas ao relevo. Quando o vento, que não é mais do que ar em movimento, encontra no seu caminho montanhas, segue o declive ascendente até eventualmente atingir o ponto de condensação.

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